Caça às Bruxas

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1. Anda demasiada gente histérica com o Dia das Bruxas. As festas de Halloween repetem-se e até o Theatro Circo fez questão de não deixar passar a data sem um espectáculo à medida. Quanto a isto, nada a apontar. Estou curioso para saber o que é que o melhor espaço de cultura de Braga reservou para o 1º de Dezembro, uma data recheada de simbolismo e tradição cultural na cidade de Braga. Ou será que o 1º de Dezembro não é tradição suficientemente fantástica para caber no Theatro Circo?

2. O lapso do Pedro Antunes não é inocente. Ao contrário da Playboy, o Avenida Central tira os orgasmos a muito boa gente...

3. As amigas que subscreveram esta petição têm razões para estar chateadas. De qualquer modo, não há nada mais medíocre do que terem aceitado uma quota de fachada nas listas para a Assembleia da República.

4. Voltando às coisas sérias, não se esqueçam de contribuir para o Peditório Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (hoje, amanhã e depois). Os vivos precisam mais de apoio e carinho do que os mortos de flores e velas.

Norte, Tamanho Único e Pronto a Vestir

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Para alguns, a Regionalização deixou de ser encarada como um meio para o desenvolvimento integrado e sustetado do país passando a assumir-se como um fim em si mesma. Como tal, o primeiro ponto que importa esclarece é que a Regionalização é importantíssima para o desenvolvimento do país, mas não pode ser alcançada a qualquer custo.

Estrategicamente, o governo vai impondo uma Regionalização a Cinco, preparando o país para o Referendo. No turismo, por exemplo, o Minho continua a reclamar a sua identidade e a denunciar a força do lóbi do Porto, começando a surgir cada vez mais vozes favoráveis à cisão do Norte em duas partes: a Área Metropolitana do Porto, por um lado, e o restante Norte, por outro. As reacções a esta proposta têm sido duríssimas. No entanto, e porque o interesse das populações deve nortear a reorganização administrativa do país, a excessiva sacralização da 'Regionalização a Cinco' é outra das evitáveis inevitabilidades que não me cansarei de denunciar e a que não importo de renunciar.

Projectos 8 | Academia de Futebol

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Academia do Sporting Clube de Braga
© A BOLA

A Academia de Futebol do Sporting de Braga vai avançar e a Quinta de Jós é o local escolhido. O anúncio será feito por António Salvador dentro de alguns minutos. Segundo o jornal O JOGO, o Presidente do Braga «vai apresentar uma solução para a construção da Academia, que passa pelo acordo que conseguiu com uma instituição financeira para a compra dos terrenos da Quinta de Jós, em Navarra, arredores da cidade, onde está prevista a construção de diversos edifícios e de seis relvados para treino».

O custo total do projecto deverá rondar os 20 milhões de euros e inclui a construção de um empreendimento residencial de luxo. Segundo a Agência Lusa, «será pedido ao Município a construção de infra-estruturas, como as redes de água e saneamento e os acessos». António Salvador terá ainda que explicar aos associados como pretende financiar a construção da Academia e se a propriedade e/ou gestão da infra-estrutura serão partilhadas com alguma outra entidade para além do Sporting Clube de Braga.

Ainda o Portocentrismo

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JPM, comentando este post, escreveu o seguinte:

«Se a construção do hospital fosse da responsabilidade directa do Município de Braga já estaria aberto há muito ao público. Ou tem dúvidas?»

Concordo. É exactamente por isso que me custa ver avançar uma Regionalização em que o Porto vai acabar por fazer ao Norte o que Lisboa tem feito ao país...

António Salvador Recandidata-se

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«Em tempo de grandes mudanças, o Sporting de Braga vai, pelo menos em termos directivos, manter a mesma estrutura, ao que apurou o Diário do Minho. António Salvador termina hoje o seu mandato de três anos à frente do clube e, embora ainda não haja a garantia oficial de que irá continuar no cargo, é praticamente certo que a sua decisão será anunciada hoje.

Se assim não fosse, talvez António Salvador não tomasse, ontem, as decisões que tomou. De resto, prevê-se mesmo que, durante a conferência de imprensa agendada para as 12h15 de hoje, António Salvador diga de sua justiça, também no plano directivo. De resto, a dúvida que se coloca é saber se todos os elementos da SAD vão continuar a acompanhá-lo para um novo mandato de três anos, ou se há algumas alterações.»

[Diário do Minho]

E o Luís Filipe Menezes podia ser o Quinito...

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«que o Senhor [Santana Lopes] possa ser o Manuel Cajuda do nosso grupo parlamentar»

Luís Cirilo [via blogue atlântico]

Jorge Costa Demitido

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Tal como tínhamos previsto, a SAD do Sporting de Braga anunciou a rescisão do contrato profissional com Jorge Costa. Trata-se de remediar o que já devia ter sido feito no final do jogo com o Nacional da Madeira.

Quem será o novo treinador? Aceitam-se palpites...

Hoje é dia de trio de Bloggers no RCP

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Às 16h lá estarei em directo com o Samuel Silva e o Vitor Pimenta no comentário à actualidade regional.
Do racismo às praxes académicas, viajaremos também pelos transportes e comunicações do Minho.

Ouvimo-nos em 92.9FM.

Leitura Obrigatória

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Ah, e tal, é que temos de interpretar…,
por Pedro Romano

Turismo gera discórdia
no Jornal de Notícias

Boa Viagem

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Basta! Os tímidos lenços brancos que se viram no último Braga-Nacional seriam hoje um estádio cheio de contestação. Há muito que havia acabado a margem de manobra para Jorge Costa errar. Venha o próximo.

Adenda - Jorge Costa diz que não sabe «o que faltou» ao Braga. Eu respondo: falta um treinador!

Diz que é uma espécie de estudo

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No dia em que se soube que o Departamento de Sociologia não está a participar em nenhum estudo de mobilidade, a Antena Minho reincide na tese de que o estudo está a ser elaborado pelos TUB e pelo Departamento de Sociologia da Universidade do Minho.

Quem faz o estudo? Quem o coordena? Qual o objecto do mesmo? Quais os métodos utilizados? Que tipo de validação tem o mesmo? Responda quem souber.

A Democracia Participativa exige total transparência.

Eléctrico: Universidade do Minho Desconhece Estudo

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Em 11 de Outubro, Mesquita Machado anunciou publicamente a realização de «um estudo de mobilidade urbana, que está a ser elaborado pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB), em colaboração com o Departamento de Sociologia da Universidade do Minho». Seis dias mais tarde, dei conta das várias perplexidades que o referido anúncio me suscitou, entre as quais referia a estranheza pelo factos de os nomes dos investigadores nunca terem sido divulgados.

Hoje ficámos a saber, através de uma investigação do Jornal Online ComUM, que afinal «o Departamento de Sociologia da UM afirmou “não ter conhecimento” de qualquer estudo neste sentido». O Presidente dos TUB, por sua vez, anuncia que «o inquérito está praticamente fechado».

Sem comentários.

Alumni Medicina, Dia 1

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Foi hoje formalizada a escritura pública de constituição da Alumni Medicina - Núcleo de Antigos Estudantes de Medicina da Universidade do Minho.

Os antigos alunos de Medicina da Universidade do Minho, aproveitando as estreitas relações entre a Escola de Ciências da Saúde e várias universidades americanas de grande prestígio, inspiraram-se no modelo dos Estados Unidos da América para introduzir em Portugal um novo conceito de alumni.

A Associação terá como objectivos a realização de actividades de cariz cultural, recreativo, desportivo, científico e tecnológico, mas também a criação de bolsas de estudo para os seus associados. Destaca-se a participação na divulgação e promoção dos cursos e actividades da Escola de Ciências da Saúde, bem como o desenvolvimento de actividades que permitam financiar projectos de ensino e investigação.

Lei Marcial em Braga

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Braga, Cidade Insegura :: Avenida Central
Mesquita Machado tenta agredir jornalista :: A Bola
Violência marca confronto entre LEI e alunos da UP :: ComUM
Ladrões de iPods :: Avenida Central
Braga : Confronto entre alunos no ‘Comboio do Caloiro’ :: Correio da Manhã
Assaltos intimidam alunos da UM :: Académico
Guineense denuncia acto racista em pleno centro da cidade :: Jornal de Notícias

Actualidade num Minuto: É Bom Viver em Braga!

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Os bracarenses estão a ficar desesperados com o caos instalado no trânsito, o que se compreende se tivermos em conta que as obras nas vias principais foram atiradas para os meses de maior fluxo viário, que as vias existentes começam a revelar-se escassas para a quantidade de automóveis que circulam e que não há transportes públicos que se constituam como alternativa.

Alternativa que uma parte significativa dos bracarenses gostava de ver consubstanciada nas Opções do Plano e Orçamento do próximo ano. Mas, enquanto desesperamos no quotidiano pára-arranca poluidor, constatamos que 29 dias não foram suficientes para o Executivo apresentar os resultados do mediático Orçamento Participativo nem para acusar a recepção da Petição Pelo Eléctrico. Em dias de choque tecnológico, o funcionamento dos serviços da autarquia continua a fazer lembrar a demência tecnológica de outros tempos.

Tempos em que, tal como agora, os jornalistas eram ameaçados. Um profissional do jornal A Bola diz que, por estes dias, se viu «envolvido numa escalada de violência verbal que terminaria com ameaças à integridade física, numa tentativa de agressão travada pelo próprio filho de Mesquita Machado».

Mesquita Machado, o Presidente da Câmara que foi a Bolton acompanhar a equipa do Sporting de Braga num momento em que se recusa doar terrenos para uma Academia de Futebol porque tal fora proposto pela Coligação Juntos por Braga. A teimosia tem valido o adiar do anúncio da recandidatura de António Salvador e já há quem comente que será o filho do próprio Mesquita Machado a tomar as rédeas do clube.

Clube que não ata nem desata enquanto o Jorge tiver a Costa quente pela apregoada amizade de Salvador. As más exibições sucedem-se, os resultados estão aquém do esperado e prometido e disciplina é palavra que não rima com aquele plantel.

Plantel que bem podia inspirar-se nas artes marciais de alguns dos estudantes universitários que andaram, por estes dias, encolvidos em «arrufos de namorados». Mas eram namorados daqueles violentos que despejam extintores na cara uns dos outros e se tratam carinhosamente com mocas e colheres de pau.

Cuidado! Esta cidade pode explodir a qualquer momento.

«Com Cigarro Tudo Vira Cinza»

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Memórias

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«Cidade que constrói um estádio tem que poder fazer um hospital»

Foi há precisamente 4 anos que proferi estas palavras.
O hospital continua por construir.

[Avenida do Mal] A Cidade Beata e os Seus Dildos

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Tirando estes anos de alterações do clima, digo eu que em Braga chove sempre, como se os céus abençoassem este antro de arcebispos perversos... Leia-se em metáfora, porque se não quero saber da vida sexual - ou da celibata ausência dela - de Jorge Ortiga, tão pouco lhe deve interessar a minha. Este é aliás o princípio básico de coabitação numa cidade cosmopolita e europeia como deveria ser Braga. E na manta de retalhos, uma atracção de investimento e de turismo aliando batinas e poucas-vergonhas.

Braga parece ainda estar longe de tais tolerâncias à vista e ao palpável. É crispada e beata como tia solteira de 56 anos, cinzenta e com prateleiras de frascos cheios de bolachas-Maria, e moles. Mas tal como muitas delas, nos calores da menopausa, de mordedura na calada, enche-se o ninho da emancipação sexual, dos vibradores aos swingers, fantasias com reitores de paróquia, polícias e meninos do coro. Ainda me lembro do célebre anúncio da "Grande Festa Sadomasoquista em Braga, com a presença de Lixívia”. Não o hipoclorito, mas uma autoridade do chicote e do cabedal apertado nas virilhas, de pêlo no peito a esbordar por cima. O cartaz colado numa parede de pedra arcada no centro.

Nesta cidade paga-se muito com o corpo e ganha-se com ele, mas esta tão pouco o tolera à luz do dia. No horizonte visto do Bom Jesus, peca-se o olhar nas torres verdes e cinzas, azuladas ou de cerâmica parola, como falos de betão e tijolo erguidos ao alto com tanto que se fazer por dentro. Nelas, prostitutas e prostitutos, haréns de convívio e negócio entre adultos esclarecidos e que tão pouco paga impostos. Não que as quisesse taxar mas é obvio que actividades reguladas e tabeladas mais protecção lhes traria. Em defesa do consumidor e consumido, e sobretudo, na facilidade dos contratos de trabalho e nos vistos de permanência. Ia-se, com a legalidade das coisas, muita da clandestinidade imigrante e oportunidade para singrar noutras áreas de membros menos abertos.

Verdade é que na cidade do Cónego Melo e de António Roxo, Igrejas e Mesquitas, as sex shops proliferam e admiram na hipocrisia de quem lhes passa por perto. É uma Amesterdão metida dentro, no armário portanto, sem canais mas com um rio igualmente malcheiroso, ainda que pequeno e azul de tinta industrial. É uma cidade de tesão contido, em batina e calças como tenda armada. Dos farricocos e confrades em transvestes feitas parada religiosa, tão exuberantes no negro e púrpura quanto as outras mais rosadas. Atinge o auge no dúbio mau gosto de Óscar Casares, pela escola e pelo desenho, na cripta do Sameiro, pintada como retrato de calendário de camionista. Uma Senhora que, na sua virgindade, quase se despe perante figuras da Roma portuguesa e romana. Todos muito vestidos. Por enquanto...

[foto de João Matos]

Fé e Desenvolvimento

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«A Pew Research Center publicou um estudo sobre a relação entre religiosidade e riqueza, de onde saiu este gráfico. A correlação salta à vista, quanto mais missas menos dinheiro na carteira. Resta saber se os países enriquecem por serem pouco religiosos ou se perdem a fé quando enriquecem.» [jcd no Blasfémias]

Começa a perceber-se a reacção da Igreja Católica à investigação e ao desenvolvimento científicos.

Paus de Marmeleiro ou Colheres de Pau? (II)

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A academia deve aproveitar os lamentáveis incidentes desta semana para reflectir séria e profundamente. No dia em que uma colega foi a enterrar vítima de leucemia, os estudantes do Minho, desrespeitando o «código» e o luto académico, praxaram, guerrearam e deram ao país uma triste imagem da sua condição.

Não podemos continuar a branquear a boçalidade, o desrespeito e o disparate. Elmano Madaíl escreve no JN de hoje que «conforme demonstrou a peleja absurda que envolveu, anteontem, estudantes universitários do Porto e de Braga, é difícil alcançar tais objectivos quando a perspectiva desses meninos mimados, e a quem tudo é permitido, se tolda tantas vezes com a bebedeira frequente para que julgam estar licenciados.»

Conta quem viu que se tratou uma rixa. Para a organização, tudo decorreu com «normalidade». Diz o 'Dux do Porto' que a rixa afinal não passou de um «arrufo de namorados», acrescentando que «o que se passou foi apenas que, entre picanços e desafios, houve um aluno que descarregou o pó químico de um extintor sobre outro, intoxicando-o». Mas que estranho apanágio da violência doméstica. Haverá inspiração no sábio devaneio do Reitor do Santuário de Fátima?

Pouco me espanta tudo isto. Os que mandam nas praxes, os que cacicam eleições académicas e muitos dos que representam os alunos são os mesmos que mandavam, que cacicavam e que representavam quando lá entrei há 6 anos. Essa gente não estuda?

[imagem via abnoxio]

SC Braga coloca RTP no Topo

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O Bolton-SC Braga, jogo da primeira jornada da fase de grupos da Taça UEFA, foi o programa mais visto na televisão portuguesa durante o dia de ontem. Confirma-se, à semelhança do que já sucedeu anteriormente, que a aposta na transmissão de jogos do Sporting de Braga tem retorno garantido.

Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!

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1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.

2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.

3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.

Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.

A Carris, Lisboa e os Subsídios :: Regionalização
Privilégios metropolitanos :: Causa Nossa
Estado "deve" aos TUB três milhões de euros/ano :: Diário do Minho

Regresso do Eléctrico a Braga?

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«O ComUM saiu à rua para saber a opinião dos bracarenses sobre um possível regresso do eléctrico à cidade. Os entrevistados pareceram estar satisfeitos com a ideia e aplaudiram o regresso deste meio de transporte à cidade minhota.»

Paus de Marmeleiro ou Colheres de Pau?

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Segundo noticia a Agência Lusa, «a PSP conteve, hoje, em Braga, uma rixa entre duzentos estudantes da Universidade do Porto e algumas dezenas da do Minho, que teve contornos violentos com recurso a matracas e gás pimenta. Segundo o chefe Almeno Silva, a PSP evitou que um grupo de duzentos universitários do Porto sovasse oito colegas minhotos, que se haviam refugiado numa oficina da Rua Nova de Santa Cruz, a duzentos metros do Campus de Gualtar.»

Os líderes da praxe das duas academias «garantem que "tudo não passou de uma brincadeira de praxe", admitindo, apenas, que poderá ter "passado das marcas, mas sem qualquer tipo de violência generalizada"». Estes líderes, eleitos entre os que andam mais tempo na universidade do que o número de anos do respectivo curso, asseguram que «não houve matracas nem paus de marmeleiro, porque os estudantes o que trazem é colheres de pau».

Estamos a falar de estudantes universitários? Às vezes tenho dúvidas... Muitas dúvidas.

Paradoxos

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Taça UEFA: adversário do Sp. Braga já tem treinador.
Sp. Braga continua sem treinador.

Para Menores de 18 Anos*

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Nas coisas da ciência, as mentiras duram pouco. Neste caso, menos de um dia.

Ontem quando recebi o link para a notícia acerca dos efeitos do sexo oral na prevenção do cancro da mama, estava longe de imaginar que se tratava de um embuste. Fiz uma pesquisa no PubMed e nada encontrei sobre o assunto. Achei estranho, mas não mais pensei no caso.

Hoje, a resolução do caso chegou por e-mail. O Bruno Gonçalves enquanto procurava o artigo encontrou o seguinte comunicado no site da American Cancer Society (este verdadeiro!):

«Since the article appeared, its author, Brandon Williamson, a student at NC State, has told media outlets he created the page as a spoof, sent it to a few friends, and posted it on an NC State Web site. A few weeks later, it got picked up by at least one apparently legitimate news site, and from there became the stuff of Internet lore. Eventually, CNN, the Associated Press and others whose names were used in the piece began to claim copyright infringement, and Mr. Williamson changed the names of the organizations quoted in the article, including that of the American Cancer Society.»

*Não desesperem. Continuam a haver bons argumentos.

Para Maiores de 18 Anos *

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Era a confirmação que faltava: fazer sexo oral e engolir esperma reduz o risco de vir a ter cancro da mama em 40%. O estudo, que incluiu 15.000 mulheres, foi realizado na North Carolina State University (USA). Segundo os investigadores, «only with regular occurrence will your chances be reduced, so I encourage all women out there to make fellatio an important part of their daily routine».


* O autor do blog não se responsabiliza pelos efeitos desta informação na vida amorosa e sexual das leitoras e dos leitores deste espaço.

Fast Forward Portugal (II)

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Para quem não teve oportunidade de passar pelo IPJ (ou não teve lugar porque os bilhetes esgotaram) no próximo sábado (27/10) pelas 23h serão projectadas na Velha-a-Branca todas as curtas a concurso no Festival Fast Forward 2007. Tenho que concordar com Pedro Guimarães: a escolha do júri foi uma decepção. Eis os meus preferidos: Esbusos (43), 2 Track Replay (10), No Silêncio das Minhas Palavras (4), A Secretária (17) e o tal dos palhaços cujo número não consegui descortinar.

Curta-Metragem "A Secretária" :: Fotocafé
Fast Forward Portugal Film Festival Braga 2007 :: Velha-a-Branca
Velha-a-Branca carrega no botão Fast Forward :: ComUM

Quem não tem Eléctrico anda de... Bicicleta (II)

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Segundo o jornal online ComUM, as boas notícias neste domínio poderão chegar até ao fim do mês. A Universidade do Minho prepara um projecto inovador que permitirá a introdução de milhares de bicicletas nos campi da universidade (Gualtar e Azurém) praticamente sem custos para os utilizadores. O financiamento é feito por um sistema de publicidade e, segundo informações não oficiais, serão 10.000 as bicicletas a disponibilizar a alunos, docentes, funcionários e investigadores da Universidade.

«De acordo com a proposta do Presidente da Câmara Municipal para o plano de actividades, em 2007 será privilegiada a ligação do troço [de ciclovia] já existente à área pedonal do centro da cidade e ao Campus de Gualtar da Universidade do Minho.» Este foi o anúncio que me chegou através do sistema de informação e publicidade da Câmara Municipal de Braga em Outubro de 2006 e, como tal, Mesquita Machado tem pouco mais de 2 meses para cumprir o prometido.

Abaixo a Bovinidade Jornalística (II)

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Está visto que as escolas católicas têm boas formas de se ir propagandeando (e há quem espume de alegria diante da propaganda). A Lusa faz uma extensa apologia do ensino católico (Opus Dei), promovendo instituições que nem constam dos rankings mais sensatos.

Tenho muito curiosidade quanto ao tratamento que os diários regionais vão dar a este assunto. É que, neste ranking, a melhor escola do Minho é pública e chama-se Carlos Amarante. Não há propinas caras. Não há morais obrigatórias. Não há grandes recursos para além da dedicação dos docentes e esforço dos alunos. Mas isto raramente é notícia. Alguém sabe porquê?

Abaixo a Bovinidade Jornalística

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«As cinco escolas privadas que alcançaram a média mais alta na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário são todas católicas, três delas ligadas à Opus Dei.»

A notícia (?) avançada pela Lusa é uma extensa apologia do ensino da Educação Moral e Religiosa Católica que «nenhum aluno pode dispensar». Como se os resultados dos exames nacionais fossem indicador de alguma coisa para além da capacidade de memorizar e mecanizar exercícios. Como se a classe sócio-económica das famílias dos alunos que frequentam os colégios da Opus Dei fossem despiciendos na comparação dos resultados. Como se os recursos à disposição dos alunos desses colégios fosse comparável com os que estão à disposição dos alunos das escolas públicas.

Os jornalistas deviam ser mais do que um megafone de interesses. Em vez de propagandear uma ideia deviam explanar o contraditório, apresentando várias perspectivas acerca do mesmo assunto/acontecimento. Abaixo a bovinidade jornalística.

República

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«Para quem nasceu numa república, mesmo se sob Salazar, a ideia da monarquia surge como qualquer coisa de tão distante que chega a ser romântica. Criança, lembro-me de adorar “a Inglaterra” (que para mim era um país que incluia aquilo a que se dá o nome de Reino Unido ou Grã-Bretanha) e a sua rainha. É normal, creio, gostar de rainhas e reis e princesas e princípes quando se é menina, embalada por mil contos de Perrault e Andersen, cinderelas, brancas de neve e anões. Uma amiga minha, que cresceu no Estoril, vizinha do exílio dos reis de Espanha, chegou até a dizer à mãe, quando ela um dia lhe disse que podia ser tudo o que quisesse, “Então quero ser princesa”.»

A Monarquia presta-se a histórias de encantar, tem glamour e é simpática, mas falha no essencial. O desígnio do país não pode estar geneticamente determinado, devendo ser decidido livremente por todos os seus cidadãos. A avó da Fernanda Câncio tinha razão.

Racismo Nunca Mais (II)

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Racismo Nunca Mais

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Fez-se notícia da história de um menino que foi arrancado de um baloiço da Avenida Central pelo pai de outra criança. Segundo a queixa apresentada, o pai alegou que o seu filho teria mais direito a usufruir do espaço público do que os cidadãos de tez preta, oriundos de outros países. Se o acto é dantesco, as motivações alegadas são uma verdadeira monstruosidade.

Num país que se arregaça e se aprimora para receber os turistas dos países ricos da Europa do Norte, não é nada lisonjeiro constatar que as expressões de xenofobia e racismo são mais do que meras excentricidades de uma extrema destra e mais lesta que numerosa.

Tomemos como exemplo o futebol, um cenário que tende a hiperbolizar a expressão das emoções mais genuínas: os adeptos repetem as “bocas” xenófobas e os assobios racistas; os jornalistas acentuam a tónica, interpretando de maneira desigual o mesmo vaiar quando destinado a um jogador branco ou preto; os próprios jogadores não se coíbem de repetir insinuações xenófobas e racistas.

Mesmo sabendo que não havia impedimentos jurídicos para a convocatória de Deco, vários colegas de profissão, pretensos ídolos de uma geração, criticaram abertamente a chamada do jogador, fundamentando a sua oposição exclusivamente na origem do mesmo. Mas o que é que Cristiano Ronaldo tem que Deco não tenha? O que é que justifica que possam ser olhados de maneira tão diferente?

Aparentemente nada. Nada que não se possa justificar na tacanhez mental de quem vê portugalidade no local do parto. Mas estas profissões de fé acabam, invariavelmente, por dar maus resultados e ainda me hei-de rir no dia em que a sangria de serviços de saúde provocar o nascimento do nosso próximo desportista prodígio num qualquer quarto da Maternidade de Badajoz.

Os actos de racismo e xenofobia são invariavelmente arremessados contra seres humanos oriundos dos países que alguma gente gosta de assumir como culturalmente inferiores. Gente da mesma argamassa mental daquele Nobel senhor que, por estes dias, veio insinuar a superioridade genética dos brancos relativamente aos negros. Gente da mesma índole de uns senhores que gostam de pavonear, num diário local, ignorantes teorias supostamente científicas sobre a vida dos outros.

Eu não embarco em portuguesismos bacocos. Tenho assumidamente mais em comum com os guineenses e os brasileiros que respeitam do com os energúmenos portugueses que instilam o racismo, a xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação, seja por palavras, por actos, por crenças, por ideias políticos ou por omissões. E a Avenida Central deveria ser a mais cosmopolita das nossas praças.

[Versão integral no ComUM Online]

Mal Maior faz 2 anos

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O Mal Maior faz 2 anos. O Vitor Pimenta, além de amigo, co-autor do Avenida Central e companheiro de conversas da rádio, é uma das pessoas com maior talento literário que conheço: pensa bem e escreve melhor.

Celebremos com 24 posts.

A Fé é que os salva...

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Reunião de paroquianos termina com um ferido

Avenida Racista

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A Avenida Central de Braga viveu, nas palavras de uma guineense, momentos que a todos deviam envergonhar. Racismo Nunca Mais é tema da crónica quinzenal que escrevo no ComUM. Disponível a partir das 00.01 de amanhã.

Fast Forward Portugal

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«O atraso do autocarro», «Os super-heróis já não voam» ou «O Bom sai, o Mau e o Vilão ficam»: o que é que vocês mostrariam se tivessem que fazer uma curta-metragem sobre um destes temas em menos de 24 horas?

O repto foi lançado pela Velha, na segunda edição do Fast Forward Portugal que ontem e anteontem voltou a pôr Braga a mexer. O Fast Forward é um festival de curtas metragens feitas em menos de 24 horas que se realiza em Braga, Chicago e Dublin. Da edição portuguesa deste ano resultaram 45 curtas-metragens realizadas por outras tantas equipas.

Numa cidade de cultura municipalizada (quase) por inteiro, a falta de apoios remeteu um dos maiores e melhores eventos culturais da cidade para o muito exíguo auditório do Instituto Português da Juventude. Se a dignidade do espaço deixou muito a desejar, o empenho dos participantes e a qualidade de muitas das curtas apresentadas devem fazer pensar os algozes da cultura local.

Genérico do Fast Forward Portugal 2007 :: Gen/Velha-a-Branca
Inércia :: Curta-Metragem distinguida na edição do ano passado
The hero who couldn't fly :: Curta-Metragem do director do Festival de Chicago

Altamente Recomendado
(a crentes, não crentes e assim-assim)

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[Avenida do Mal] O Burro a Pão-de-Ló

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Se há coisa que me deixa o queixo e a face como que espezinhada de consternação é quando olho o país retalhado em tantas freguesias. É de uma enormidade abominável. Não se consegue conceber funções tão dúbias e limitadas neste sistema como igualmente cheias de vaidade como um sapo. Basta ver como se fazem as batalhas em eleições autárquicas, sobretudo quando se vive em Freguesias grandes de segunda e ressabiadas, com as injustiças da organização administrativa, como Arco de Baúlhe, Canas de Senhorim ou Taipas... É que, daquele posto de cobrador de taxas de cemitério e licenças de cães faz-se um alarido tamanho como se cônsul romano fosse, quando mais não parecem que moços de recado ou senhores das moscas.

Mas vamos ao exemplo cabeceirense. No concelho são umas 17 para 18 mil habitantes, sendo que 3 com cariz urbano, com outras em redor ligadas em cordão umbilical e que não se percebem à parte. As restantes são fragmentos de pouca gente, algumas de área enorme com nem centena de eleitores, e outras que nem em área prestam. Consideradas não sei porque motivo. Sem autonomia nenhuma ficam-se por coisas de coutadas ou baldios, foros medievais sem sentido nenhum, nestes tempos onde muita licença de pesca podia passar pela internet.

E depois vai o poder de execução. É visto e sabido que a esmagadora maioria das freguesias não tem capacidade para pagar e executar as promessas que se fazem, pelo seu tamanho e pela sua condição. Os candidatos são megafones à distância do discurso cacique de cada local, em alturas de eleições, pelos votos em trabalho de formiga. Depois tomam posse tal qual chefes de gabinete de bairro para o Presidente da Câmara e para fria guerra política.

Fora os estandartes da autodeterminação, a verdade é que é impossível um Estado ter ganhos de eficiência com tamanha matilha de presidentes de junta - só em Barcelos uns 89 - fora outros tantos tesoureiros e secretários e uma média de meia dúzia ou mais membros de assembleia de freguesia a discutir logradouros e bordas por fazer, muros por acabar e bairrismos sem consequência. Tão inúteis e caros como governadores civis. Fantasia num sistema democrático alimentado como um burro a pão-de-ló.

Se a Regionalização é assunto primário nos próximos tempos, e mesmo que não seja na farsa recente de Ribau Esteves, há que fazer por não alargar este espectro de representatividade e eleitos, por força do Orçamento do País não viver encurralado pelos salários e caprichos de tantos executores e assemblantes. Com os Governos e Assembleias regionais que aí virão, e mesmo não vindo, a nomenclatura não pode aumentar, deve tornar-se mais simples e eficaz. As Juntas de Freguesia, para não falar de alguns concelhos, devem ser fundidas em estruturas com áreas e população e eleitorado maiores, com maior capacidade de orçamentação e funções de maior responsabilidade, modernizadas e úteis na proximidade dos presidentes de Junta. Estes bem pagos e responsabilizados, como funcionários de Estado, em equilíbrio de continuidade com as funções da Câmara, melhor apreciados pela população que os elege e apaziguadores de hooliganismos, dos movimentos pró-concelho. Se não, até lá, ficam-se pelo cargo de um pároco à civil, caricatura de malga de vinho à Herman José ou candidatos do chouriço...

Equívoco

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Às vezes penso que toda a gente concorda com a tolerância religiosa e a laicidade do Estado. Depois lembro-me que ainda só estamos 2007 e que isto é Portugal.

O equívoco foi meu.

Trio de Bloggers no Rádio Clube (15.Out)

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Tal como prometido, disponibilizo a gravação do trio de bloggers do passado dia 15 de Outubro no Rádio Clube Português. Em conjunto com o Vitor Pimenta do Mal Maior (e também desta Avenida) e com o Samuel Silva do Colina Sagrada, discutimos o futuro do Sporting de Braga, o novo edifício da Escola de Ciências da Saúde, o projecto Ideia Atlântico e o 3º Aniversário da Velha-a-Branca com uma incursão pela Cultura que se faz em Braga e Guimarães.

O Absurdo (Quase) Dispensa Comentários

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Os tesourinhos deprimentes proferidos em nome da Santa Madre Igreja multiplicam-se com uma cadência absolutamente extraordinária. Depois da excelsa dissertação do Reitor do Santuário de Fátima sobre violência doméstica, podemos deliciar-nos com o desfile da ignorância travestida de moral.

«Muito ligada à homossexualidade está a problemática da SIDA e custa um pouco a aceitar que aqueles que aplicam ao tabaco a frase “a natureza sempre passa factura se se vai contra ela”, excluam a homossexualidade e as suas consequências dramáticas para terem para com eles e elas uma só atitude – compreensão (hipócrita, digo eu). Não precisam os homossexuais de compaixão, muito menos de discriminação, mas sim de serem tratados como doentes a quem é preciso aplicar a terapia adequada.»

Textos desta índole, para além de difundirem ideias manifestamente contraditadas pela evidência e consenso científicos, instilam a discriminação de todos os doentes com SIDA, colocando-lhes sobre as costas a cruz de uma pretensa fatura pelos seus comportamentos desviantes. Mas há muito quem goste de gente estigmatizada porque assim já têm a quem estender a mão direita sem que a esquerda saiba. Tristes.

Do Referendo (II)

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1. Sou um europeísta convicto. A Europa não anda bem, mas os benefícios que advêm de uma união económica, financeira, política e cultural à escala continental são enormes.

2. Sou contra o referendo ao Tratado de Lisboa (sempre fui). Porque não é assunto que não possa (e não deva) ser decidido pela Assembleia da República. Porque não há nada de radicalmente diferente neste Tratado comparativamente com os anteriores. Porque não parece que as populações saibam muito bem o que está em causa.

3. Concordo com Pacheco Pereira quando afirma que «não excluiria de todo a possibilidade do Primeiro-ministro tomar a iniciativa de fazer um referendo em determinadas condições». Já se percebeu que só haverá referendo se for eleitoralmente compensador para José Sócrates.

4. Estou com Rui A., quando diz que se querem referendar alguma coisa, então «referendem a permanência de Portugal na UE, no fim de contas, referendem o velho Tratado de Maastricht».

Eu Também Não Gosto de Muita Coisa...

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Sobre o Bairrismo Parolo

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Pedir a sede da Região de Turismo do Norte Porto para Braga era... «bairrismo parolo». Quem o disse foi Mesquita Machado. A defesa dos interesses da cidade e do município exigiam que o edil bracarense viesse agora a público denunciar o «bairrismo parolo» do Presidente da Região de Turismo do Alto Minho por ter sugerido ao Governo que utilize o Castelo de Santiago da Barra para instalar os serviços da Direcção da Região de Turismo do Norte Porto. Rui Rio, outro «bairrista parolo», «manifestou desagrado pelo facto de a restruturação não contemplar a instalação, na segunda cidade do País, a sede de umas das novas regiões de turismo».

Para não sermos «bairristas parolos», arriscamo-nos ver fugir da terceira cidade do país, a Direcção Regional de Turismo para para Viana ou o Porto, depois de já termos visto sair a Direcção Regional de Agricultura para Mirandela e de se perspectivar a instalação da Direcção Regional de Cultura em Vila Real (editado em 19/10/2007).

Para não sermos «bairristas parolos», alinhámos na imposição governamental das 5 regiões de turismo, alegando que «há um grande consenso numa futura regionalização desde que ela assente nas cinco regiões». Segundo o que relata o DN, o turismo está a ser «regionalizado à força». Afinal, onde é que está esse grande consenso?

Para não sermos «bairristas parolos», somos «provincianos parolos» e vamos desperdiçando, uma por uma, todas as oportunidades de ainda termos alguma relevância política no novo mapa administrativo nacional. É preciso dizer mais alguma coisa?

Finalmente 5 Estrelas em Braga

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«O grupo hoteleiro espanhol Sol Meliá vai arrancar com as obras do novo Hotel Meliã Braga no Verão de 2008, após a abertura do Meliã Madeira, segundo avançou ao Turisver.com, o administrador do Grupo Hotti-Hotéis, Manuel Proença. Com um investimento previsto de 18 milhões de euros, a nova unidade, com classificação de cinco estrelas, contará com 180 quartos e um Spa, e segundo o mesmo responsável será “uma versão similar ao Hotel Meliã de Aveiro, mas 50 por cento maior”.» [via Turisver]

Há muito que se justifica a abertura de um hotel de cinco estrelas na cidade de Braga. A aposta do Grupo Sol Meliá poderá constituir-se como uma mais valia para a cidade e o concelho desde que o projecto de construção seja equilibrado. Que não se repitam histórias como o Hotel Fundador em Guimarães, as Torres de Ofir em Esposende ou o Prédio Coutinho em Viana. O poder autárquico bracarense não tem, nesta matéria, qualquer margem para errar. Estamos atentos.

Quem não tem Eléctrico anda de... Bicicleta!

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Braga precisa de uma Revolução na Mobilidade. Se dúvidas havia, o simples anúncio da realização de um Estudo de Mobilidade oficializa um problema emergente.

O Estudo de Mobilidade, nos moldes anunciados, levanta-nos algumas perplexidades que urge denunciar. Em primeiro, o facto do estudo estar a cargo de uma das entidades mais responsáveis pela actual situação (os TUB), consubstancia-se como o primeiro entrave à independência que defendemos para tamanho desígnio. Em segundo, o facto de não se conhecerem previamente nem a abrangência nem a natureza do mesmo deixa margem para que muito se possa especular relativamente à natureza dos resultados que se vierem a obter. Em terceiro, a completa ocultação pública quer do Protocolo Experimental que orientará o trabalho quer do nome dos autores do estudo coloca em causa a necessária transparência para um processo que emergiu da sociedade civil. Não admira, portanto, que Pedro Antunes seja peremptório ao afimar que «Braga não vai ter eléctrico tão cedo e a partir de agora toda a discussão política será um mero show-off» e que o Jornal de Notícias faça título dizendo que foi encomendado «o estudo que pode travar o eléctrico».

Mesmo não dando como morto o regresso do eléctrico, urge pensar formas complementares para lidar com a crescente ineficácia dos sistemas de mobilidade interna na cidade de Braga. A bicicleta, tal como já foi avançado em inúmeros comentários, poderá ser a solução alternativa/complementar. Enquanto o Eléctrico não chega, é essencial corrigir os erros de construção da «espécie de Ciclovia» que temos, alargar os espaços e as vias reservadas a este meio de transporte, instalar um sistema que permita facilitar o acesso a centros de manutenção e criar zonas de aparcamento seguro. Adicionalmente, importa implementar um sistema de aluguer/empréstimo de bicicletas.

É caso para dizer: quem não tem Eléctrico anda de Bicicleta!

Democracia Participativa (III)

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«É preciso outro tipo de intervenção na política, é preciso, afinal de contas, aquilo que discutimos hoje: aumentar a democracia participativa. As leis já todas elas falam de democracia participativa. Desde a acção popular, até as várias leis sobre o território, todas falam. Mas é necessário criar esta cultura de participação e não ter medo das pessoas em carne e osso, ou seja, dos cidadãos que se preocupam com as causas da República.» [Gomes Canotilho.12/03/2006]

Um Nobel em Cartoons

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Notícias de Guimarães

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O Spicka foi à Colina Sagrada deixar uma nova impressão sobre os 5 projectos que vão mudar a face de Guimarães. O texto é excelente e merece uma leitura atenta. No entretanto, a meretriz blogosférica não se livra de um puxão de orelhas pelo atraso no lançamento da coluna semanal aqui no Avenida.

Abriu o Café Toural. «Guimarães à esplanada, à mesa ou ao balcão. A cidade servida pela filosofia de café. Ensaios, discursos, conversas, asserções, dissertações e, de quando em vez, um bagaço.» Promete.

A Avenida pelos Outros: Fomos "Arrastados"

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No seu Arrastão, Daniel Oliveira lançou um olhar sobre a Avenida Central de Braga. O Arrastão é uma referência nacional e, por isso, a fasquia está, a partir de hoje, muito mais elevada.

«Um dos melhores blogues locais que conheço é o Avenida Central, de Braga. Não optam pelo insulto fácil e a denúncia vazia, mas acrescentam cidadania num concelho dominado pelo pior do caciquismo nacional. É deles uma iniciativa inédita com resultados inéditos: o lançamento de uma petição on-line para o regresso dos eléctricos à sua cidade. Com quase mil assinaturas conseguiram que o tema chegasse ao debate na autarquia, mostrando que os blogues estão longe de ser um espaço politicamente inconsequente. Concentrando-se em questões locais, não são paroquiais e metem a colher em todos os assuntos que lhes dá na gana.»

A Academia e o Futuro do Braga

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«Julgo que seria benéfica a construção de uma academia de futebol em Braga, e é-me completamente indiferente quem será o responsável pela construção. Acho absolutamente necessária essa infra-estrutura.» [Carlos Garcia ao Jornal O JOGO]

PSD de Braga defende Salvador e a Academia :: O JOGO
João Marques: «Salvador pretende que o clube cresça» :: Record
O presidente e a Academia :: O JOGO

Braga por uma Rua

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A Notícias Sábado de 13 de Outubro publica uma excelente reportagem sobre de Torcato Sepúlveda sobre a «Morte Lenta da Mítica Rua do Souto». De leitura absolutamente obrigatória.

No texto, são percorridos temas como a desertificação, a pouca diversificação do comércio e a morte nocturna do centro histórico, temas a que repetidamente temos dado eco. Além disso, são referidas as «demolições históricas», erros com que os bracarenses não aprenderam muito dado o historial dos últimos tempos.

Braga precisa de se deitar no divã. De reflectir acerca do passado e de projectar o futuro. De pensar maduramente sobre a agressividade com que a participação independente é recebida por alguns sectores. De ponderar acerca do papel que pretende assumir na Região do Minho e do Norte e da forma como pretende lidar com a hegemonia do Porto. Braga precisa de uns Estados Gerais. Vamos a isso?

Trio de Bloggers no Rádio Clube

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Amanhã (dia 15/10) às 16, lá estaremos no Rádio Clube Português(emissão para o Minho). Os temas em cima da mesa serão a situação actual do Sporting Clube de Braga, os novos projectos para o Minho (Ideia Atlântico e Escola de Ciências da Saúde), a política cultural no Minho (partindo do 3º aniversário da Velha-a-Branca) e a Democracia Participativa.

Ouvimo-nos aqui: 92.9 FM

Eram sindicalistas ao serviço do PCP

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Santíssima Trindade foi vaiada em Fátima

A Crise Directiva do Sporting de Braga

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António Salvador anunciou, por escrito, a intenção de não se recandidatar ao cargo de Presidente do Sporting Clube de Braga. A imprensa especula tratar-se de uma retaliação devido ao facto de Mesquita Machado ter deixado de apoiar o projecto da academia a partir do momento em que Ricardo Rio (líder da oposição) defendeu a cedência de um terreno para o mesmo.

Num artigo de opinião publicado no Diário do Minho, Ricardo Rio assume que «terá que ser a Autarquia a encetar as negociações necessárias de forma a ser a CMB a doar os terrenos em questão ao Clube, sem qualquer recurso a permutas cruzadas, e estipulando a introdução de uma cláusula de reversão automática caso o Clube procurasse dar aos mesmos uma utilização diversa da que agora for estabelecida, numa qualquer data futura».

A inusitada oposição de Mesquita Machado parece ter contribuído decisivamente para afastar António Salvador, o que, adicionalmente, nos traz dois sinais péssimos para o futuro do clube. Em primeiro, a influência de Mesquita Machado nos destinos do SC Braga vai para lá do desejável num sistema democrático, constituindo-se como o principal motivo do afastamento de uma parte significativa da cidade relativamente à sua colectividade mais representativa. Em segundo, a oposição à cedência de um terreno para a Academia de Formação demonstra falta de visão na defesa dos interesses estratégicos do Município.

O que também surpreende são as palavras do Monsenhor Melo: «É de interesse público, e a Câmara Municipal só não ajudará se não puder». Afinal, o Monsenhor fala em nome de quem?

[imagem via abnoxio]

Democracia Participativa (II)

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Ricardo Rio fala de Democracia Participativa na sua crónica na Rádio Universitária do Minho.

[Avenida do Mal] O Contexto, as Ninharias e o País de Sacristia

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O país acorda e lê jornais como rotina tal quem nem por ele dá conta. E o atordoamento é tão grande e tão crónico que tão pouco se lhe dá importância. No teatro de propaganda e contestação, os actores são tão fracos e farsolas que já ninguém lhes liga patavina. Na hora, até votam neles. E não lhes adianta, os do descontentamento e os da Covilhã, de bigodes eles e elas, a insultar como populares à porta do Tribunal de Portimão, o Primeiro-Ministro e sua máquina. Podem não ser comunistas, mas são chatos e enfadonhos como eles, por muito respeito que lhes tenha. A imaginação peca, é de qualidade absurda e até dá pena a quem vê notícias. Parecem claques da Nacional. Sócrates faz jogging na Praça Vermelha e eles não.

Mas sublinhe-se do que resta da RTP, na incongruência de um pivot que se queixa das orientações do Governo na grelha e no alinhamento, mas tão pouco se incomoda com isso. Agarra-se à cadeira e ao estaminé montado, como teatro de marionetas, e na fantochada é o fantoche-mor. De resto por ali, mostra-se aquela que é a ambiguidade do governo e socialistas que se dizem com o tais. O laicismo na Estação pública fica-se pela RTP2, em horários para intelectuais de olheiras. O nobre, e na RTP1, dá lugar a Eucaristias e Touradas. Hinos ao que a Nossa Senhora fez pela Rússia. E os russos que se cuidem. Se antes tinham um coisa má, agora têm coisa pior. Nunca vi tão urgente um 4º Segredo de Fátima que lhes salvasse daquela bandalheira. E neste mundo, bem precisávamos de uma meia dúzia deles. E a Irmã Lúcia, rezem-lhe pela alma, já não anda por cá nos seus óculos de garrafão.

No outro contexto, no anfiteatro desnaturado da Assembleia da República, afilam-se uns dias de debate aceso. O Palco dos Marretas que aí se montará, nas suas berradelas ensaboadas, a lavar-nos as mentes em gargalhadas e rejubilo, o Orçamento em flash disk e, neste país, com muito pouca capacidade de armazenamento. Mas Vivas! que estará abaixo dos 3%, o ano que vem. Viva o feito e os homens. E como na viagem à Índia, ainda que à custa do trabalho e do sacrifício de todos e, em 2008, do álcool e tabaco. Nem nos refúgios à desgraça.

Aliás mais que esquisito neste Portugal de preços à europeia e salários sul-americanos, onde este ambiente de sacristia, faz com que se mantenham baixos e apertados. E só acho estranho, agora que penso, porque é que pessoas de igual qualificação por aqui ganham muito mais para lá da fronteira? Porque é que obras de iguais orçamento e envergadura pagam piores ordenados por cá, e ainda dão direito a derrapagem? Algo na entremeada com certeza. Tido como fisiológico nesta nação entregue a coorporações e a fretes, de fortunas da noite p'ró dia.

Sobre a Porrada de 3 em 3 Anos

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A Notícias Sábado de 6 de Outubro foi entrevistar o Monsenhor Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima.

Na sua opinião, uma mulher agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau da agressão.

O que é isso do grau da agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.

Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar o homem que a amava.

Braga Qu'Eu Gosto 3 | Velha-a-Branca

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Coffee Break braga velha a branca
© joaoloureiro

O Estaleiro Cultural Velha-a-Branca faz três anos. Três anos de serviço (ao) público na cultura bracarense. Se há coisa que eu gostava, era de ter tempo para ir mais vezes à Velha-a-Branca.

Da política à música, da pintura à ciência, da religião ao sexo, do cinema ao teatro, da história à literatura, de Braga à Lua, não há nada que a Velha não tenha feito, ouvido ou falado.

Esta Velha é um poço de cultura. Sabe de tudo. Sempre atarefada, é rezingona quanto baste. Canta e baila enquanto faz a lida da casa, que é a sua cidade. É teimosa: apesar da idade e da artrose da carcaça, nunca pára quieta. Alzheimer é coisa que não lhe pega. Já deu à luz muitas parcerias e não falta quem a queira desposar. Uma coisa é certa: a Velha é mulher determinada e dona de si. E nós gostamos muito dela.

Ainda o Eléctrico lhe há-de passar à porta...

A ler: Velha-a-Branca faz três anos, no ComUM; Três anos do estaleiro cultural Velha-a-Branca, no Jornal de Notícias.

Sentido Horário ou Anti-Horário?

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Recebi, num email do Bruno Gonçalves, esta simpática imagem. Esta miúda obedece ao nosso cérebro, rodando em sentido horário ou anti-horário. Experimentem, contem as vossas sensaçoes e segiram explicações.
[se não vir movimento, clique sobre a imagem]

Abruptamente Necessário

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Fábricas de Medíocres

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«Mas há ainda pior: as juventudes partidárias, hoje sem expressão nos liceus e universidades, possuem, no entanto, uma relevância enorme nos aparelhos. Aliás, é dessa triste colheita que se fazem grande parte dos dirigentes de topo dos partidos e, por afinidade, do Governo e da Administração. Gente que vagueia nas assessorias, nos gabinetes do poder, sem nunca ter trabalhado, sem se cultivar, sem qualquer preparação.»

O artigo de CAA, além de certo, é altamente oportuno.
É por estas e por outras que CAA é um dos meus bloggers preferidos.

Democracia Participativa

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Ao longo dos próximos tempos publicarei vários textos e contributos a propósito da temática da Democracia Participativa. Começamos com as palavras do Prof. Doutor Manuel Pinto, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, numa entrevista recente ao Diário do Minho:

«O caso desencadeado pela iniciativa do blog “Avenida Central” é muito interessante por vários motivos. Porque dá conta de um esforço sério e atento do autor daquele meio de comunicação digital; porque dá expressão independente a uma preocupação partilhada por muitos outros concidadãos; porque “obriga” as várias forças políticas a vir a terreiro pronunciar-se; e porque entra num jogo de marcação-complementaridade relativamente aos “media” locais. Casos destes têm-se vindo a multiplicar noutras paragens. São sinais de um tempo novo em que, com novas ferramentas de informação e de actuação em rede, é possível criar condições para enfrentar problemas velhos. Braga é uma cidade amiga dos carros. E pode ser mais amiga das pessoas e do ambiente. Pela via do blog, lançou-se um problema para a mesa do debate público. Se viesse de um partido (como já tinha vindo), provavelmente não passaria de uma ideia. Agora, pode não ir muito mais longe do que isso (oxalá me engane), mas abriu um terreno inovador de intervenção cívica e criou um precedente de democracia participativa

Lobos com Pele de Cordeiro

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O espaço de intervenção pública é só um. Não há um campo para a cordialidade e o politicamente correcto e outro campo para a boçalidade consentida.

O Eléctrico na Imprensa

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Braga estuda viabilidade de novo meio de transporte :: Diário do Minho
Câmara de Braga anuncia estudo para analisar debilidades na rede de transportes :: Público
Câmara encomenda estudo que pode travar o eléctrico :: Jornal de Notícias
TUB realiza Estudo de Mobilidade :: Correio do Minho

Três Breves Notas Sobre o Eléctrico

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Quando escrevi este post e respondi às perguntas do Diário do Minho sobre o futuro da proposta da Coligação Juntos por Braga estava longe de imaginar que Mesquita Machado já tivesse assinado um acordo com a Direcção Geral dos Transportes para a realização de um Estudo de Mobilidade. A Antena Minho adianta que «vai ser efectuado pelos Transportes Urbanos e pela Universidade do Minho». A informação é muito escassa e, como tal, não farei mais que três comentários muito genéricos:

1) A mobilização popular que se gerou em torno da matéria justifica total transparência na condução do processo político.

2) O estudo não pode deixar qualquer dúvida quanto à sua independência, pelo que deverá ficar a cargo de uma entidade externa ao Município.

3) É de esperar o envolvimento de uma equipa multi-disciplinar que integre elementos das Escolas de Engenharia, Economia e Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Registamos com muito agrado que executivo e oposição estejam de acordo quanto à urgência da realização de um estudo sobre mobilidade, reforçando a necessidade do «estudo e planeamento do regresso urgente do eléctrico à cidade de Braga».

A(s) Aposta(s) Certa(s)

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A Luz do Conhecimento (knowledge)

Na minha óptica, o futuro da cidade/região deve passar pela aposta e investimento em dois sectores: o conhecimento e o turismo.

A produção de conhecimento, área em que a Universidade do Minho assume um papel fulcral, não pode deixar de se consubstanciar na oferta de serviços altamente especializados e no desenvolvimento de patentes capazes de garantir retorno para os investimentos feitos. O Instituto Ibérico de Nanotecnologias e o Instituto Ideia Atlântico servirão para reforçar esta vocação. A estratégia deve ser global e integrada, aproveitando todas as potencialidades da região. Viana do Castelo e Guimarães deverão ser chamadas a complementar a vocação de Braga enquanto cluster altamente especializado, fundamentando a criação de uma região do conhecimento.

O turismo pode ser outro sector de importante desenvolvimento estratégico da cidade de Braga. Se, por um lado, o conhecimento permite a realização de eventos que atraem pessoas, o valor natural, histórico, cultural e arquitectónico da região justificam a criação de uma marca turística de grande valor. Neste domínio, o envolvimento dos quadros altamente especializados que existem na Universidade do Minho é fundamental para gerar circuítos turísticos de grande qualidade e proceder à recuperação e divulgação do património.

Nesta linha, torna-se evidente que Braga precisa de um novo Centro de Congressos e Exposições. Se não fôr possível um novo edifício, que nasça um projecto renovado. O Parque de Exposições de Braga tem sabido realizar eventos capazes de mobilizar a cidade mas deveria reforçar a aposta na promoção de iniciativas globais capazes de alcançar públicos além-Minho e, sobretudo, além fronteiras.

Dia D

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O executivo da Câmara Municipal de Braga analisa hoje uma proposta da Coligação Juntos Por Braga que, no essencial, reproduz o teor da petição que um conjunto de 826 cidadãos fez chegar ao Presidente da Câmara Municipal de Braga. Hoje é o dia em que a Democracia Participativa será sufragada pelos políticos.

Reinstalação do eléctrico já pede concurso público :: Jornal de Notícias
Município transfere mais 428 mil euros :: Correio do Minho
Internet alarga participação pública a quem não tem ligação partidária :: Diário do Minho

Religião e Política

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«Alguns dignitários da igreja católica têm afirmado sobre o projecto do Governo de assistência religiosa nos hospitais aquilo que ‘Maomé não terá dito do toucinho’.

Consultei esse projecto e fiquei pasmado! Afinal, no seu conteúdo não consta quase nada do que tem sido apregoado – até o padre coordenador das capelanias já o reconheceu. É um documento equilibrado, na linha da Constituição, da lei da liberdade religiosa e da Concordata.

Tem 2 pontos que se destacam: (i) todas as crenças passarão a poder prestar assistência, terminando o monopólio da igreja católica nos hospitais; (ii) os futuros capelães hospitalares já não serão funcionários públicos a cargo do Estado. A igreja diz concordar com a primeira condição – então, a sua feroz contestação ao projecto só pode resultar da segunda. Para isso, dizem que está lá aquilo que não existe. É só política. E pouco piedosa.»

Carlos Abreu Amorim, no Correio do Manhã

Do Anonimato

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O Hugo Torres escreveu o que pensa sobre os grupos culturais da UM na sua coluna de opinião que mantém no jornal ComUM. Não obstante discordar do conteúdo do artigo, considero profundamente lamentável o desfile de comentários anónimos que se lhe seguiu. O ataque anónimo e soez é um dos maiores cancros da internet.

De igual modo, muito tenho reflectido sobre a possibilidade de comentar sem registo neste blog. Não porque tenha tido qualquer género de problemas (aliás, julgo não chegar à dezena o número de comentários que apaguei), mas porque a discussão assinada é, por norma, mais responsável e consistente. Há alguns bons comentários anónimos, mas a verdade é que sob a capa do anonimato há quem diga o que jamais teria coragem de dizer se tivesse que dar a cara.

Responsabilidade, moderação e consistência é o que se exige.

Mote

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O Estado deve garantir a formação de profissionais com qualidade na quantidade necessária.

Demagogia, Populismo e Eleitoralismo Fácil e Trágico (II)

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Quando leio sucessivos posts e comentários acerca da pomposa notícia da abertura de 2.000 vagas em Medicina, assaltam-me algumas dúvidas que ainda ninguém esclareceu e que passarei a enunciar.

1. Um Ministro não pode dar-se ao luxo de apresentar um número sem o justificar porque isso representa um enorme desprestígio para a política e para os políticos. Assim sendo, em que estudo baseia Correia de Campos a necessidade de se atingirem as 2.000 vagas no acesso a Medicina? Porquê 2.000 e não 5.000? Porquê agora? (*)

2. Quanto custa ao país oferecer mais 600 vagas? Quando prevê o Governo que esse aumento tenha impacto?

3. De que forma é que o aumento do número de licenciados melhora a qualidade do Serviço Nacional de Saúde quando o governo continua a encerrar serviços?

4. Onde estão os recursos humanos qualificados capazes de garantir formação de qualidade a mais 600 estudantes de Medicina?

5. Quais os hospitais de referência que serão associados a novos projectos que evetualmente venham a surgir? Existem mais hospitais (para além dos já comprometidos com as faculdades existentes) com qualidade e abrangência suficientes para servirem de retaguarda a uma projecto de ensino da Medicina?

6. Como garantir formação pós-graduada num momento em que as capacidades formativas dos hospitais estão já sobrecarregadas?

Se é certo que nada garante que o aluno de 18 tem vocação para ser médico, também nada garante que o de 17,8 vai ser bom Engenheiro Biomédico ou que o de 16 será um bom Arquitecto. As Faculdades de Medicina não exigem a entrada de alunos com 18 valores, o sistema e a procura do curso é que o determinam (alguém faz chegar esta explicação a Vital Moreira?). A discussão sobre o modelo de ingresso no ensino superior não pode ser confundida com a oferta formativa em Medicina até porque aumentar as vagas em Medicina, como está à vista de todos, não levou a nenhuma diminuição das notas médias de acesso.

(*) O único estudo independente sobre a matéria, coordenado pelo Professor Alberto Amaral, previa um excesso de médicos em 2012 (cito de memória) sem levar em conta o aumento sucessivo das vagas nas faculdades clássicas, a existência de tantos alunos portugueses a cursar em Espanha e na República Checa e o aumento da idade da reforma. Assim sendo, é de prever que o excesso de médicos se venha a atingir muito mais precocemente. Porque é que os governos insistem em repetir erros sinistros do passado cujas consequências estão à vista de todos no caso da formação de professores?

Avenida na Antena 1

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Alertou-me um amigo para o facto do Avenida Central ter sido citado no programa Janela Indiscreta em 27 de Setembro. «O PSD caminha alegremente para o abismo» foi a frase que Pedro Rolo Duarte escolheu. Esta passagem espelha bem o estado a que o partido tinha chegado na véspera das eleições. O futuro encarregar-se-á de nos mostrar o resto.

Demagogia, Populismo e Eleitoralismo Fácil e Trágico

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Correia de Campos esteve em Braga onde fez um extenso elogio ao curso de Medicina da Universidade do Minho. No entanto, a mensagem que passou para a opinião pública foi a de que Correia de Campos pretende aumentar para 2.000 as vagas de ingresso no curso de Medicina. Esta afirmação não é mais que um emético desfile de eleitoralismo fácil, trágico e provinciano.

1. O Ministro sabe que não há falta de médicos, a não ser que esteja necessitado de uma urgente reciclagem de conhecimentos estatísticos, demográficos e matemáticos. A falta de médicos a que alude está por demonstrar e a média de clínicos por habitante em Portugal é superior à media europeia.

2. A ideia é simpática para a população. Por um lado, toda a gente tem um primo, um filho, um neto, um vizinho de que gosta tanto que quer ser médico. Por outro, a turba portuguesa tem um certo regozijo em ver médicos no desemprego.

3. Correia de Campos fez um anúncio sem senso, sem planeamento, sem análise nem estudos que o justifiquem. Disse 2.000 como podia ter dito 3, 4 ou 5 mil. O que interessa é deixar no povo a ideia de que o mercado vai ser inundado de médicos, formados a todo o custo e nas condições que for (im)possível.

4. Correia de Campos não explicou como vai conseguir formação pós-graduada para os mestres em Medicina. É que, convém não esquecer, que quem tem canudo não pode exercer porque precisa de frequentar uma formação pós-graduada denominada Internato Médico e as capacidades formativas do Serviço Nacional de Saúde há muito foram ultrapassadas.

5. A demagogia vai ao ponto de pessoas como Vital Moreira repetirem com indecente descaramento que «milhares de candidatos que não puderam cursar a Medicina nem escolher livremente a sua profissão». Não se importa Vital Moreira de exigir uma vaga para o brilhante aluno de 15 valores que não entrou em Arquitectura ou para o brilhante estudante de 13 que não pode ser jornalista? Ou então exija uma vaga para a especialidade que eu quero. O princípio é o mesmo. Mas os princípios de Vital Moreira, está claro, serão a la carte.

6. Não venham com acusações de corporativismo. Tragam dados para a discussão. Quantos serviços fecharam por falta de médicos? Quantos médicos vai absorver o Serviço Nacional de Saúde nos próximos anos? Onde se vai buscar financiamento para pagar tanto médico?

Perante isto, a única conclusão que se poderá tirar é que o discurso da qualidade não foi mais que retórica. Correia de Campos não quer saber da qualidade. Fica claro que se prepara para criar cursos de Medicina sem hospitais de referência na retaguarda. Fica claro que se prepara para inundar as faculdades existentes com alunos fazendo perigar seriamente a qualidade do ensino. Fica claro que Correia de Campos vai hipotecar a qualidade da formação, mas daqui a uns anos ninguém se lembrará do Ministro que arruínou a formação médica em Portugal. A turba estará mais deleitada com o médico lá da rua que afinal também está sem emprego...

A declaração de Correia de Campos não me surpreendeu. Já a tinha antecipado neste texto. Sugiro a leitura de Medicina por Horácio Azevedo e de Estupidez, não há outra palavra por Bruno Gonçalves.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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