Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!

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1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.

2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.

3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.

Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.

A Carris, Lisboa e os Subsídios :: Regionalização
Privilégios metropolitanos :: Causa Nossa
Estado "deve" aos TUB três milhões de euros/ano :: Diário do Minho

19 comentários:

  1. O governo é altamente discriminatório na matéria de transportes. Um conjunto de cidades do nosso País (Braga, Bragança, Coimbra, etc…) tem uma rede de transportes públicos sendo eles de interesse para a região onde estão inseridos. Muitas frotas estão ultrapassadas necessitando de ser renovadas. O que vamos assistindo é a injecção de capitais públicos para que as redes de transportes públicos de Lisboa e Porto não entrarem em falência ignorando a realidade do “resto” do país.
    Os políticos não podem fechar sempre os olhos a esta realidade, é necessário os responsáveis tomarem medidas, se necessário radicais (invasão destas duas cidades com autocarros com os sistemas transportes públicos descriminados). Não podemos ficar calados e sermos eternamente espoliados.

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  2. Forças vivas da região unidas? Grande anedota!

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  3. As auto-estradas são o verdadeiro reflexo da governação do nosso país. As duas áreas metropolitanas (regiões mais ricas do país) têm um conjunto de auto-estradas sem portagem.
    Zonas com problemas de desenvolvimento e desemprego tem que pagar (bem pagas) as auto-estradas que lhe fazem ligação (caso do acesso da A7 á A24, no mínimo de Fafe até á A24 não se devia pagar, entre outras…)
    Num país deve haver igualdade, se pagam uns, pagam todos, se não pagam, nenhum ninguém paga!! Já para não falar dos diferentes valores por km, isso é um verdadeiro escândalo!!
    Temos de deixar de vergar as costas as estas duas áreas metropolitanas e sugam o nosso país!!!

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  4. Sem dúvida. Tenho vindo repetidamente a defendir isso. Vivemos num país onde a solidariedade funciona ao contrário: as regiões pobres ajudam as ricas...

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  5. Caiam na real!!!Tal como o rio corre pró mare quando la chega deixa de ser rio e transforma-se em mar, também os nossos politicos correm para Lisboa e depois de lá chegados, dizem: - Aqui sim é que vale a pena viver. Portugal é isto. Vai dai esquecem-se do resto do pais e das terras onde nasceram. Portugal é Lisboa, portanto Lisboa é que tem de ter todas as beneces. Bem! Dão alguma coisinha ao Portopara calar os pintos e os valentins. Depois tudo paga para que eles vivam bem. Mas o povo é sereno e temos muitos entre nós que aspiram a ser alfacinhas ou tripeiros. Vem ai a regionalização e voces vão ver. Já agora por falar em portagens, nunca entendi muito bem porque é que eu para ir ao Porto pago 2:85€ de portagem e os vianenses vão de borla.

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  6. De Vila Praia de Ancora até Aveiro as auto-estradas são gratuitas. Pode-se ir da Maia até aos carvalhos de borla. Ora esta zona é uma das que no norte, (por ser litoral) tem dos mais altos rendimentos. Quem sai de Braga por auto-estrada em qualquer direcção tem de pagar sendo o PIB practicamente identico. Isto deve-se ao facto de o Porto ser muito mais reivindicativo do do que Braga acrescentando ainda o facto de ser um Distrito que mete muitos mais deputados. Ora todos sabemos que mexer em quem nos dá o voto é muito complicado. Sou adepto do utilizador pagador porque se todas as auto-estradas fossem pagas todos teriamos a ganhar: 1 O estado diminuiria o deficit publico. 2- as empresas comcorreriam em igualdade de oportunidades 3- os utentes das que agora são pagas passariam a pagar menos.

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  7. Por vir a propósito este tema neste blog, reproduzo parte do comentário que publiquei no blog Bracarae Avgvste no pretérito 23 do corrente.
    É escandaloso o financiamento por parte do poder central dos transportes colectivos de Lisboa e também do Porto. E nos municípios como Braga, Coimbra, Setúbal… são as câmaras que retirando do seu orçamento fazem a comparticipação social dos mesmos . Ora aqui reside uma dupla injustiça a saber:
    1- Os Municípios que não cumprem a parte social para os transportes colectivos ficam com mais dinheiro para investir nas outras áreas.
    2- Todo o país paga para as regiões onde os rendimentos médios são mais altos e mais se aproximam dos rendimentos médios da Europa, ou seja, é o pobre que está a subsidiar o rico.
    Há uma completa inversão de valores naquilo que se quer ser um país solidário.

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  8. É simplesmente lamentável, tal como já o referi algumas vezes no "a culpa é do médico".
    Agrava ainda mais quando a maior parte do investimento nacional é feito em lisboa e arredores e as portagens surgirão em volta do Porto.
    As auto estradas do rio Ave são as mais caras do pais. Será um ataque à indústria nortenha?

    Porto, Braga, Guimarães, Famalicão deveriam fazer parte de uma junta que promovesse planos de desenvolvimento, pois dentro em pouco estas cidades estarão unidas geográficamente pelo crescimento populacional (isto é se a debandada para lisboa não continuar).

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  9. "Agrava ainda mais quando a maior parte do investimento nacional é feito em lisboa e arredores e as portagens surgirão em volta do Porto."

    MENTIRA!! vergonha na cara para quem disse isto!!

    os lisboetas estão a ser roubados no que diz respeito a estradas e portagens!! veremos: A1, A5( Cascais), CREL, as duas pontes sobre o Tejo (25 e Vasco), A8, A10... TODAS A PAGAR!!!

    é justiça social, se os de Lisboa pagam, os do Norte tb têm de pagar!

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  10. Lisboa aos mouros,já.Viva Portugal

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  11. Lisboa aos mouros,já.Viva Portugal

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  12. É por essas e por outras que "a" (ou uma) regionalização é francamente necessária. Qualquer que fosse o modelo, quase de certeza que mudaria as coisas para melhor.

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  13. Injustiça social é as auto-estradas não serem do estado.
    Se se pagasse para o estado utilizar esse dinheiro na construção/renovação de outras AE, acréscimo aos fundos da segurança social, ou até para construir estádios ou até deitar abaixo edíficios coutinhos, eu ainda aceitava (se bem que estes últimos :).
    O Almerindo teria toda a razã. O problema é que as conceções das AE são mais uma grande mama neste país.
    O estado tem "teoricamente" menos poder de endividamento que particulares. Curiosamente numa das àreas onde o retorno é mais do que garantido o estado cede e ainda comparticipa!
    Portugal no seu melhor

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  14. Muito bem observado Pedro Morgado.

    Sinceramente, nem sei o que pensar desta questão.

    Por um lado, sou vianense e custa-me saber que vou ter de pagar de Viana (que não tem o poder economico de braga, aveiro ou coimbra)ao Porto, quando a alternativa não existe.

    Por outro, Ribeira de Pena (que não tem o poder economico de Viana e mto menos de outras cidades) pagam portagem na A7 e também não tem alternativa.

    Acho também uma injustiça lá a historia das pontes de Lisboa, pelo menos uma, deveria ser gratuita.

    Sugiro igualdade em todas as vias: como não temos estrutura para serem todas livres, que sejam a pagar, mas de modo justo.

    1,35 entre Guimaraes e Braga é muito dinheiro. Mas quem vem de Guimarães para Braga e vira para a A3 paga so 75 centimos, tudo por causa da tal circular em Braga.

    p.s. alguem sabe se a politica de preços é a mesma na brisa ou na aenor ou noutra concessionaria qualquer?

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  15. 1."os lisboetas estão a ser roubados no que diz respeito a estradas e portagens!! veremos: A1, A5( Cascais), CREL, as duas pontes sobre o Tejo (25 e Vasco), A8, A10... TODAS A PAGAR!!!"

    O que só mostra que Lisboa tem mesmo muitas autoestradas...
    Refira-se também que a Vasco da Gama é subsidiada pelo Estado. Refira-se ainda que existem algumas alternativas para quem vem de Cascais, e Alverca.

    Mas antes de começarmos com "paroquialismos", o ponto aqui é mesmo que não existe coerencia e critérios adequados na aplicação das portagens. A meu ver, não existem, embora a maior parte das autoestradas actuais sejam adequadamente portajadas (não me refiro aos preços em concreto, mas à existência de portagens). Colocaria a excepção na A8, na zona entre Leiria e Oeste, que não deveria ser paga, e da Via do Infante no Algarve, que deveria ser paga. Pela aplicação dos critérios de que falarei a seguir.

    A meu ver, há dois factores a ter em conta para avaliar se uma autoestrada deve ser gratuita / subsidiada ou não. O primeiro é o referido, que é a existência de alternativas. O segundo é o grau de utilização da infraestrutura (vs. externalidades).

    Uma autoestrada deve ser gratuita se:
    a) Não houver alternativas adequadas
    b) Ou, mesmo que haja alternativas, a capacidade de utilização a autoestrada não será atingida (nem nas horas de ponta) se a sua utilização for gratuita.

    Nos outros casos, deverá ser paga. Deverá inda ser paga quando o seu tráfego é tal que a sua capacidade máxima de tráfego foi atingida, mesmo que não existam alternativas adequadas gratuitas (quando não existir qualquer alternativa, deverá ser mesmo gratuita).

    4- Também aqui se revela a necessidade de regionalização. As infraestruturas rodoviárias para tráfego local e regional deveriam estar a ser pagas pelos contribuintes locais e regionais...

    http://norteamos.blogspot.com

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  16. "p.s. alguem sabe se a politica de preços é a mesma na brisa ou na aenor ou noutra concessionaria qualquer?"

    Quando a A8 (Leiria-Lisboa, via Oeste) era das "Autoestradas do Atlântico, o preço era igual ao da Brisa.

    Nas Scuts que irão ser portajadas, creio que o preço será um pouco inferior ao da Brisa. Nomeadamente porque, nalguns casos, a autoestrada foi consideravelmente mais barata por ter sido feito por cima de uma outra via existente (nalguns casos, aquela que deveria hoje constituir a alternativa...)

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  17. Sim as portagens são um roubo! Mas o mais inaceitável é mesmo andarmos todos a pagar os transportes públicos de Lisboa e Porto. Porquê? Há argumentos que possam justifiacr esta injustiça? Eu penso que não... Eu utilizo a TUB então porque carga de àgua tenho que pagar também (via Orçamento de Estado) a Carris, STCP, Transtejo???? Como é possível???
    Ana Martins

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  18. "é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central."

    Tem toda a razão. É uma situação grave que deve ser resolvida. O mesmo se aplica aos habitantes de Trás-os-Montes, Alto Minho e Alentejo a quem têm vindo a ser retirados os serviços ferroviários e ainda por cima têm que sustentar os comboios urbanos altamente subsidiados que servem Braga, Guimarães, Aveiro, Coimbra,Figueira da Foz e Setúbal. Caso paradigmático e escandaloso é o dos barcelenses que estão à mesma distância do Porto que Braga e para lá se deslocarem pagam 4,9 euros no mínimo enquanto os bracarenses pagam apenas 2 euros,isto é, menos de metade. Os barcelenses subsidiam os transportes ferroviários dos vizinhos de Braga. Antes de começarmos a atirar pedras é conveniente olhar para o nosso telhado primeiro.

    Mas é verdade: todas estas situações são inadmissíveis e carecem de reparo urgente. Também aqui um governo regional teria uma palavra a dizer.

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