
© Dario Silva, 02-10-2009
Maçaínhas, Linha da Beira Baixa. O eléctrico veio de Lisboa.

Depois de tudo o que fomos dizendo e escrevendo acerca da mobilidade no Concelho de Braga e na Região do Minho, importa salientar o seguinte:

«Em Maio deste ano completam-se quarenta e cinco anos após a viagem do último eléctrico bracarense. Braga, aliás, foi última cidade do país a electrificar a rede de transportes urbanos (1914) e curiosamente a primeira a desactivá-los (1963). Ao contrário das outras cidades portuguesas que também adoptaram este simpático transporte urbano (Porto, Coimbra, Lisboa e Sintra), Braga não conservou nenhum dos seus carros eléctricos, dos seus atrelados e do restante património associado. Todos os 11 eléctricos e atrelados que circularam na cidade foram desmatelados e convertidos em sucata e, mais tarde, foi destruído o próprio edifício onde os eléctricos recolhiam e que se situava no cruzamento da Rua Cardoso Avelino com a Rua Cruz de Pedra (junto à estação de comboios) para no mesmo local se construir mais um centro comercial. Braga tem vindo a perder e a destruir praticamente todo o seu património mais recente, nomeadamente muitas das infraestruturas industriais construídas nos finais do séc. XIX ou inícios do séc. XX, correndo-se o risco de este período apenas ficar documentado por fotografias. Não é por acaso que a maioria dos bracarense de hoje não sabe que Braga já foi servida por uma rede de eléctricos entre Maximinos/Estação da CP e Gualtar/Bom-Jesus e entre o Estádio 1º de Maio e Monte D'Arcos.»
«A Junta de Freguesia de Fafe reclama da Câmara Municipal uma acção reivindicativa, junto do quadrilátero urbano composto pelas cidades de Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães, tendo em vista integrar o concelho na rota do metro de superfície. A Junta de Freguesia de Fafe deliberou, na última sessão, solicitar à Câmara Municipal que adira ao projecto do metro de superfície apresentado ao Governo pelo quadrilátero urbano composto pelas cidades de Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães, já seleccionado no âmbito do programa “política de cidades POLIS XXI”. Pelo menos, que a Edilidade manifeste, junto do quadrilátero, o interesse e a vontade de participar no projecto, "a fim de beneficiar a cidade de Fafe com o metro de superfície, tornando-a turisticamente mais atraente e competitiva".» [Diário do Minho, 16.01.2008]