Avenida Central

Da Insegurança na Cidade de Braga | 2

| 9 Comentários | Partilhar
Resistance is futile
© Myxi

A propósito da proposta de instalar um sistema de videovigilância no centro de Braga, António Vilaça, Presidente da Associação Comercial de Braga, afirma que «quando se encerram ruas ao trânsito deve repensar-se a questão da vivência e da segurança. Nada foi feito nesse âmbito, quer pelas autarquias, quer pelos programas comunitários de modernização dos centros históricos

Esta constatação de Abílio Vilaça não é novidade para ninguém e a desertificação do centro histórico da cidade de Braga é a consequência natural das políticas de urbanismo adoptadas pela Câmara Municipal de Braga ao longo das últimas décadas. É urgente implementar um programa de repovoamento do centro histórico que ajude a recuperar a dignidade perdida e que lhe devolva a vida de outros tempos. E, para que tal se concretize, a evidência dos últimos anos demonstra que são necessários novos protagonistas.

Por muito popular que seja e por muito útil que se venha a demonstrar, a videovigilância não passa de um paliativo que não resolve os problemas estruturais que estão na base da morte do centro histórico de Braga. Além do mais, o medo que se sente é catalizador desta paranóia consubstanciada pela completa 'big brotherização' das nossas vidas.

A ler: A Desertificação do Centro de Braga [1]; A Desertificação do Centro de Braga [2]; A Desertificação do Centro de Braga [2] Braga por uma Rua; Braga a Cair; Urbanismo & Saúde Mental.

Da Insegurança na Cidade de Braga

| 14 Comentários | Partilhar
Na sequência dos actos de vandalismo dos últimos tempos, Mesquita Machado avançou com a ideia de colocar um sistema de videovigilância no centro da cidade de Braga. O anúncio não pode deixar de ser encarado como eleitoralista já que os problemas de insegurança não são recentes nem estão limitados ao centro histórico. Relembranos que Gualtar, a freguesia onde ocorreram 2 dos 3 episódios de vandalismo, foi recentemente notícia nas televisões devido ao clima de insegurança motivado por ondas de assaltos mais ou menos cíclicas.

Segurança em Passagens de Nível

| 1 Comentário | Partilhar
segurança comboio
© Dario Silva

O Comboio tem sempre prioridade, nos sonhos e nas passagens de nível (mesmo que surja pela esquerda).

Porque em Portugal o número de veículos nas estradas se multiplicou por oito nas últimas três décadas, também cresceu a probabilidade de conflitos entre automóveis e comboios. Para fazer face a novas exigências de segurança e de qualidade de vida, a Rede Ferroviária Nacional tem levado a efeito um meritório plano de extermínio dos atravessamentos de nível, quer rodoviários quer pedonais (em estações e apeadeiros) ao ter eliminado, na última década, cerca de metade dos cerca dos 3,000 atravessamentos então existentes. Nesta senda, e a título de exemplo, foram encerradas as duas últimas Passagens de Nível Com Guarda a norte do Douro na madrugada do passado dia 20; estas duas PN's "humanas" a jusante da estação de Darque foram substituídas por dois atravessamentos desnivelados.

E porque ninguém ganha e todos perdem neste jogo desigual de desafiar a marcha de um comboio, comemora-se amanhã o Dia Europeu Para a Segurança em Passagens de Nível. Voltarei ao tema.

A Reforma do Sistema Prisional: Ressocialização

| 1 Comentário | Partilhar
Recentemente tive a oportunidade de visitar um dos estabelecimentos prisionais centrais do norte do país - Paços de Ferreira - através da UM (ELSA Uminho).

Trata-se de um complexo composto por um edifício maior e mais antigo e outro muito recente (5 anos). Calhou ao meu grupo a visita a esta parte mais nova. Tive assim a oportunidade de ver não como a maioria das prisões eram e, em cada vez menor medida, ainda são, mas sim o que vão ser as prisões de um futuro muito próximo. 2009 é considerado "o ano zero da reforma do sistema prisional" - numa reforma de cerca de 450 milhões de euros que se prevê que irá demorar 5 anos.

Dois dos focos de atenção desta reforma são «a especialização dos estabelecimentos prisionais e a separação entre reclusos condenados e preventivos» (mais sobre prisões especializadas), aspectos que foram igualmente frisados aquando da minha visita pelos guardas prisionais e pela psicóloga que nos acompanhou.

De facto, esta nova parte do EP de Paços de Ferreira está dotada de infraestruturas excelentes, com poucos aspectos negativos a apontar a esse nível (um deles será a inexistência de um espaço verde na área de recreio geral). Com boas condições nas celas, refeitório, recreio, enfermagem, biblioteca e área escolar (do 1º ciclo ao secundária, com alguns reclusos também a frequentar o ensino superior e mesmo pós-graduado), a nível de infraestruturas, não poderão existir queixas significativas.

Contudo, a outros níveis já existem deficiências, que suponho que irão ser supridas no futuro.

Por exemplo, apesar das infraestruturas de fazer inveja à esmagadora maioria das escolas nacionais, a par da existência de alguns estímulos (como subsídios/bolsas), estes não previnem um fortíssimo abandono escolar. Uma problema que não é resolvido com infraestruturas, mas através de outras acções que procurem potenciar a reeducação/ressocialização do recluso de uma forma mais efectiva. Certamente que interessará uma educação mais profissionalizante e menos tradicional. A esse nível já existe um enorme número de actividades desenvolvidas nas prisões, cujas despesas (em materiais) e consequentes lucros são do próprio recluso. Vi algumas delas, mas uma que achei mais curiosa foi a criação de ovelhas, que verifiquei mal lá cheguei.

Refere o ministro que pretende «separar e distinguir as valências do sistema prisional, de maneira a que os presos preventivos estejam separados dos condenados, os de regime fechado separados do regime aberto, bem como os jovens e as mulheres, de maneira a que o tratamento seja diferenciado». Esse foi um problema bastante evidente, pois, actualmente, pelo menos em Paços de Ferreira, os reclusos são distribuídos aleatoriamente, por um ou outro complexo, por uma ou outra ala, independentemente de idades, penas (salvo excepções, vão de 5 a 25 anos lá) ou regimes de detenção.

Numa altura em que muito se fala de segurança, não interessa nada o populismo das penas mais elevadas ou do número de polícias na rua, se não existir, entre outras coisas (como melhores meios de investigação), um sistema prisional eficiente na ressocialização do presos. Se as penas poderão dar uma espécie de sensação de segurança (e o número de polícias uma falsa segurança), é uma melhor ressocialização que, a prazo e lentamente, terá um impacto positivo e significativo na sociedade.

PS: Aos interessados, a ELSA Uminho vai organizar hoje às 15h, no CP1 da UM/Gualtar um debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Liga Sagres: A Violência Já Começou

| 22 Comentários | Partilhar
Ao longo do dia de hoje, Braga e Guimarães foram palco da rodagem de parte significativa dos anúncios televisivos que servirão de divulgação do patrocínio da cerveja Sagres à Liga Portuguesa de Futebol. A concretização das ideias das agências de publicidade envolvidas exigia a colocação de adeptos do Vitória de Guimarães na emblemática Avenida Central de Braga e de adeptos do Sporting de Braga no mítico Largo da Oliveira.

Infelizmente, a intolerância não deu tréguas e a violência, perpetrada por adeptos estranhos às gravações, começou ainda antes dos confrontos desportivos: em Braga arremessaram duas chávenas contra adeptos do Vitória de Guimarães e, segundo relatos, também terá havido alguns problemas em Guimarães.

O perpetuar da violência associada ao fenómeno desportivo resulta da naturalidade com que vamos aceitado estes actos bárbaros e gratuitos. É urgente travar a espiral de intolerância e censurar as atitudes irresponsáveis, mesmo quando perpetradas pelos que pertencem a cada um dos nossos clubes - não há nenhuma, repito, nenhuma justificação para que a violência tome conta das rivalidades que se interpõem entre as nossas cidades.

Por muito que alguns queiram, o mundo desportivo minhoto não se divide em bracarenses e vimaranenses; divide-se, infelizmente, entre adeptos respeitadores e adeptos irresponsáveis.

A Desordem Total

| 11 Comentários | Partilhar
A manifestação dos camionistas, pelas práticas ilegais que têm sido utilizadas com a complacência das autoridades e do Governo, transformou-se num grave problema de ordem pública. Aos caminonistas tudo é permitido e, no fim de contas, ainda serão premiados com mais subsídios e/ou benefícios fiscais e/ou isenção de portagens.

Adenda (23.10) - Acabo de ouvir na rádio que as sete entradas de Braga estão bloqueadas pelos piquetes de greve e que «quem furar o protesto verá os seus pneus furados e incendiados». É inacreditável.

Por uma questão de segurança...

| 20 Comentários | Partilhar
...não me parece muito sensato desfilar pelas estradas nacionais durante a noite. Mas cada um faça o que quiser.

Não Faça Parte Deste Filme

| 1 Comentário | Partilhar
Um grupo de estudantes de Medicina da Universidade do Minho está a promover uma campanha contra a sinistralidade rodoviária. No blogue "A Comissão" decorre a votação para a escolha da melhor proposta de cartaz. Participem.

A Prostituição Não Existe!

| 46 Comentários | Partilhar
Em Portugal, a prostituição não existe. Habituados à hipocrisia bafienta, vamos lidando com a tradicional displicência com um assunto que é de saúde e segurança públicas.

Em Guimarães, os moradores da Colina Sagrada revoltaram-se contra uma actividade legalmente inexistente, ameaçando dar porrada a quem se prostituir naquela zona. De qualquer modo, as gajas até se toleram. «O que está a causar a fúria dos moradores é a proliferação da prostituição masculina no circuito das Ruas D. Mafalda, D. Urraca e João Xavier de Carvalho.» [via]

Triste país.

Uma Questão de Prioridades

| 10 Comentários | Partilhar
«Na madrugada de ontem, três jovens, entre os 17 e os 20 anos, subiram à torre da igreja da Senhora-a-Branca, por volta das 3h00, e fizeram tocar os sinos. Uma vizinha, ouvindo o barulho e observando vultos no cimo da torre, avisou um elemento directivo da Irmandade sediada naquela igreja. Prontamente, Fernando Mateus, contactou a PSP que, de imediato, fez deslocar ao local 18 agentes policiais para a resolução do caso.»
[Diário do Minho, 25.Nov.2007]

18 agentes!? 18!? Numa semana em que no mesmo jornal se denuncia a actuação tardia e inconsequente das autoridades em vários assaltos ocorridos na Freguesia de Gualtar, parece uma anedota saber que a Polícia fez deslocar 18 agentes para acorrer a uma evidente brincadeira de adolescentes. São prioridades...

Já agora, cuidado com as burlas de Braga.

Uma Freguesia Abandonada

| 15 Comentários | Partilhar
Gualtar. Encravada entre o reaccionarismo clerical e o devaneio popularucho das viagens à Malafaia, esta é a crónica de uma terra que tem sido completamente abandonada pelo poder autárquico. As dores do crescimento são mais que muitas e nem o campo de futebol (muito futebol se joga em Braga!!!) que por aqui estão a construir apaga os evidentes sinais do abandono.

Faz em Janeiro 7 anos que, como cidadão cumpridor, me dirigi à Junta de Freguesia para me recensear. Cidadão interventivo, alertei os autarcas locais para a inexistência de árvores no espaço urbano em que resido. Foi-me garantido que, nessa mesma primavera, as árvores seriam plantadas... Passaram 7 anos, repito, 7 anos. Árvores nem vê-las.

Algum tempo depois, selváticas máquinas avançaram apocaliticamente pela freguesia, devastando todo o arboredo que ainda restava. Desapareceram as Quintas da Vergadela e do Pomar e, no seu lugar, nasceram ruas de casas a haver. Estradas de planeamento duvidoso com cruzamentos de 5 saídas (!) em pleno Século XXI. Asfalto despido de tudo menos do material que resta das punções endovenosas que por ali se fazem.

Se em algumas zonas as ruas são redundantes e desnecessárias, porque desertas de casas, noutras escasseiam. A prometida rotunda (consta da propaganda eleitoral que a maioria socialista deixou na minha caixa do correio!) que seria implantada na ligação da Variante do Fojo à zona Este de Gualtar ainda continua por fazer. E, segundo consta, assim continuará...

Mas o pior de tudo é a criminalidade. Os assaltos sucedem-se com um cadência assustadora, instalando o medo na comunidade. Pressente-se um clima de impunidade. Aos repetidos assaltos, nunca as autoridades deram resposta. Nunca se soube nada dos culpados. Nunca se encontraram os bens furtados.

A situação de abandono tem atingido proporções tamanhas que pode ler-se no Diário do Minho de ontem que os moradores admitirem «a possibilidade de ser contratado um guarda nocturno, uma vez que «a GNR apenas toma conta da ocorrência». Não pode ser. Gualtar não pode continuar marginalizada.

Lembram-se?

| 6 Comentários | Partilhar
Lembram-se do que sucedeu quando houve uma vaga de assaltos a bombas de gasolina na região de Lisboa? Lembram-se? Pois vejam o que sucede agora que se repetem crimes violentos com sucessivos homicídios na região do Porto e um pouco por todo o Norte.

É nestes momentos que se torna mais evidente que a imprensa, as estações televisivas, o Governo e os partidos discriminam o Norte.

Lei Marcial em Braga

| 3 Comentários | Partilhar
Braga, Cidade Insegura :: Avenida Central
Mesquita Machado tenta agredir jornalista :: A Bola
Violência marca confronto entre LEI e alunos da UP :: ComUM
Ladrões de iPods :: Avenida Central
Braga : Confronto entre alunos no ‘Comboio do Caloiro’ :: Correio da Manhã
Assaltos intimidam alunos da UM :: Académico
Guineense denuncia acto racista em pleno centro da cidade :: Jornal de Notícias

Braga, Cidade Insegura

| 6 Comentários | Partilhar
Nos últimos tempos repetem-se histórias de gente cujas casas foram assaltadas. O esquema é sempre o mesmo: os assaltantes entram nas habitações durante a noite, furtam o que podem e fogem com os automóveis. A vaga de assaltos varreu Gualtar, Nogueiró e Lamaçães sem que os jornais locais dessem destaque cabal ao sucedido. Ao mesmo tempo, a zona de Universidade do Minho tornou-se pasto fácil para assaltos a estudantes durante o fim da tarde e noite. Já durante este ano lectivo me chegaram relatos de problemas de insegurança nas imediações do Campus de Gualtar. Desta vez foi o assalto ao Jazz Bar, nas imediações do Bom Jesus, que fez soar o alerta.

Eu digo e repito: Braga é uma cidade cada vez mais insegura. Não há declarações de Ministros que nos acalamem nem acusações de alarmismo que nos detenham: há cada vez mais relatos de assaltos e mais histórias de violência.

Cenas de violência envolvem claques

| 11 Comentários | Partilhar
«Os incidentes ocorridos já no exterior do Estádio Axa, junto à rotunda da bancada nascente (onde as duas claques assistiram ao jogo), ter-se-ão precipitado pela saída do estádio de inúmeros elementos dos No Name, muito antes do final do jogo, sem qualquer espécie de controlo policial [Record]

Proteja-se: Aqui Começa o Norte

| 2 Comentários | Partilhar
A sensação de que Braga está muito mais perigosa não é de agora. E, como as últimas notícias têm demonstrado, o fenómeno não é exclusivo de Braga abrangendo toda a região. O Norte, mergulhado numa crise profunda e vítima do centralismo castrador de José Sócrates, está a ficar perigoso. Enquanto isso, continuamos sentados à espera que a tragédia bata à nossa porta.

Quem não tem cão...

| 10 Comentários | Partilhar

.
O Blog Aromas de Portugal denuncia a acção de um conjunto de seguranças privados que, durante o dia de ontem, limitaram o acesso a uma rua pública, prestes a ser inaugurada na cidade de Braga. Faz lembrar aquela gente que reserva lugares de estacionamento com caixas de fruta. Como se dispor do que é de todos fosse um direito.

O complexo de superioridade dos Ingleses

| 2 Comentários | Partilhar
Recebi, via e-mail, um apelo para votar numa sondagem da SkyNews acerca da actuação da polícia portuguesa no caso Maleleine.
Votei "bem" ("well"), claro está. Não por uma questão de patriotismo, mas porque a excessiva mediatização do caso pelos tablóides ingleses e as críticas veladas à actuação da polícia portuguesa já me estão a causar náuseas que chegue.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores