«Os árbitros têm que pensar, até pelo dinheiro que ganham, que têm que ser mais honestos e não têm que beneficiar os 'grandes'» [Fernando Oliveira, Vitória de Setúbal]
Verdades Inconvenientes
S.C. Braga: Três Erros e Um Ponto
Foi num relvado verdadeiramente miserável que o Braga teve que jogar na noite de ontem, situação que vem demonstrar, uma vez mais, que os clubes têm tratamento diferenciado no que respeita às condições mínimas exigíveis para praticar futebol. Se o Porto não pode jogar em Oliveira de Azemeis, também o líder Braga devia ter sido poupado ao lamaçal de Leixões, um erro que podia ter custado lesões importantes para os clubes e também para as selecções que os jogadores representam.
Contudo, a história do jogo começa verdadeiramente com o segundo erro da noite: uma colossal fífia de Eduardo entrega o golo a um Leixões que nada havia feito para o merecer. É uma situação que vem lembrar que no melhor pano cai a nódoa que é como quem diz que até a melhor defesa de Portugal comete infantilidades que lhe podem custar caro na luta pela Europa.
Depois disso, apenas uma das equipas se interessou pelo futebol. Leixões e Olegário entregaram-se a um anti-jogo que envergonha o futebol nacional, um erro partilhado que se vem perpetuando dia após dia e que há-de esvaziar os estádios por completo. Quem paga bilhete gosta de ver a bola rodar e dispensa a palhaçada repetida das lesões simuladas e das faltas cirurgircamente calculadas para quebrar o ritmo.
O golo do Braga, ao cair do pano, é bem curto para espelhar com rigor o que fizeram uma e outra equipa, mas acaba por deixar os minhotos a uma vitória do simbólico, mas sempre histórico, título de Inverno. Mesmo quando já se sentem em acção as manigâncias do costume, vamos a isso?
Contudo, a história do jogo começa verdadeiramente com o segundo erro da noite: uma colossal fífia de Eduardo entrega o golo a um Leixões que nada havia feito para o merecer. É uma situação que vem lembrar que no melhor pano cai a nódoa que é como quem diz que até a melhor defesa de Portugal comete infantilidades que lhe podem custar caro na luta pela Europa.
Depois disso, apenas uma das equipas se interessou pelo futebol. Leixões e Olegário entregaram-se a um anti-jogo que envergonha o futebol nacional, um erro partilhado que se vem perpetuando dia após dia e que há-de esvaziar os estádios por completo. Quem paga bilhete gosta de ver a bola rodar e dispensa a palhaçada repetida das lesões simuladas e das faltas cirurgircamente calculadas para quebrar o ritmo.
O golo do Braga, ao cair do pano, é bem curto para espelhar com rigor o que fizeram uma e outra equipa, mas acaba por deixar os minhotos a uma vitória do simbólico, mas sempre histórico, título de Inverno. Mesmo quando já se sentem em acção as manigâncias do costume, vamos a isso?
Um Caso de Estudo
«But, beyond that, it’s hard to find a pattern to explain this success. Unless you turn to the one constant at the club: António Salvador, their wheeler-dealer president. [...] Yet the Braga case suggests that money and coaches — two supposedly indispensable building blocks — may not be as crucial to success as we may think. Equally, the importance of strong leadership at club level and a clear long-term blueprint, independent of who is actually coaching the club, too often gets underappreciated.» [Gabriele Marcotti, no Times]
O Intervencionismo das Empresas Públicas
A polémica em torno do caso Face Oculta e a alegada intervenção de empresas públicas no desvio da Red Bull Air Race do Porto para Lisboa são apenas mais dois capítulos nas muitas distorções que as empresas públicas introduzem têm introduzido no funcionamento dos mais diversos sectores do país.
No futebol, por exemplo, quando a PT, a TMN, a EDP, a Galp ou a Caixa Geral de Depósitos financiam apenas os três clubes do costume estão a contribuir para aprofundar as enormes assimetrias que já existem, frenando as hipóteses de outros clubes se assumirem no panorama desportivo nacional. É uma situação que prejudica o desenvolvimento da indústria do futebol fora de Lisboa e do Porto, lesando fortemente a economia local de várias cidades do país.
No futebol, por exemplo, quando a PT, a TMN, a EDP, a Galp ou a Caixa Geral de Depósitos financiam apenas os três clubes do costume estão a contribuir para aprofundar as enormes assimetrias que já existem, frenando as hipóteses de outros clubes se assumirem no panorama desportivo nacional. É uma situação que prejudica o desenvolvimento da indústria do futebol fora de Lisboa e do Porto, lesando fortemente a economia local de várias cidades do país.
Avenida em Directo
O blogue Avenida Central inaugura hoje uma nova funcionalidade com vista a melhorar a comunicação com os nossos leitores. Em directo dos estádios, os jogos do Braga e do Vitória de Guimarães passaram a ter relato em tempo real através da janela colocada na coluna da direita, mesmo em baixo do vídeo da semana. É um projecto partilhado com o blogue Vimaranes, de Guimarães.
As Coincidências do Futebol
«Isto é uma vergonha. Com o Gil Vicente estava pior e jogaram na mesma.» [JN]
Quando são os próprios adeptos da Oliveirense que admitem que o estádio já não tinha condições em jogos anteriores, resulta claro que o facto do Presidente da Liga ser adepto do clube e agora Presidente da Câmara daquela terra não deve ser alheio ao licenciamento daquele estádio. Já agora, lembram-se quem são os clubes que não querem a continuidade de Hermínio Loureiro e Vitor Pereira na Liga Portuguesa de Futebol?
A ler: Não há jogo no pântano, no Mais Futebol; Bruno Paixão justifica decisão com a Lei 5, no Público; «O jogo vai ser aqui na mesma», diz presidente da Oliveirense, no Mais Futebol; FC Porto volta à carga contra a FPF, no Público; FPF lamenta as posições públicas de Jesualdo Ferreira, no Público.
Não Há Fretes Como Antigamente
Pelos vistos, António Salvador está a fazer escola em matéria de gestão dos clubes de futebol. Depois da intransigência na defesa dos interesses do Braga quanto à saída de Jorge Jesus, também a Académica não cedeu às pressões do Sporting para deixar sair Vilas Boas sem o justo pagamento.
Porque é Que Este Vídeo Não Passa na Televisão?
Toda a gente fala sobre o túnel. Eu junto as minhas vozes aos que condenam os actos lamentáveis e desejo que a Comissão Disciplinar tenha coragem para castigar os intervenientes ainda não castigados: Di Maria, Ney e Mossoró. Mas também espero que os castigos pela televisão não se esqueçam desta agressão de Javi Garcia a Meyong. Ou não haverá coragem?
Os Facilitadores
© Bruno SimõesJá no estádio, rapidamente as preocupações deixaram de ser o jogo e transferiram-se para o repetido olhar por cima do ombro, para ver o que ia caindo. É verdade: o Sporting de Braga colocou as claques encarnadas na bancada superior. A ideia, saída dos sábios pensadores bracarenses, seria a seguinte: como por baixo das claques benfiquistas vai estar um sector de adeptos do Benfica, se lhes acontecer alguma coisa, azar: ninguém os manda não ser do Braga. Infelizmente, esta táctica estava manca: a massa benfiquista espalhava-se muito para lá dos adeptos benfiquistas, cobrindo cerca de metade dos adeptos bracarenses colocados na bancada Nascente.
É amplamente conhecida a propensão
Este é um excerto da crónica que publico no meu espaço quinzenal no jornal ComUM. Analisa os preços exorbitantes do jogo do último sábado e a insana decisão de colocar adeptos do Benfica por cima de adeptos do Braga.
Realismo e Humildade

A vitória de ontem abre um novo capítulo na história da época. Depois de uma primeira fase em que o Braga foi visto como uma equipa forte e combativa, as boas exibições do Benfica, coroadas com goleadas expressivas, secundarizaram o clube minhoto. No jogo de ontem, o Braga renasce para o mediatismo, tendo agora que carregar a liderança com responsabilidade adicional.
Mas afinal o que é este Braga tem que nunca teve? Serenidade. Resistir à pressão da imprensa e dos comentadores, jogando sem medo e com muita serenidade foi o grande mérito de Domingos Paciência, um treinador que tem demonstrado humildade e, sobretudo, grande civilidade. O jogo foi intenso e disputado com muita agressividade e demasiados nervos à flor da pele.
A bomba soberba de Hugo Viana coroou uma entrada fabulosa do Sporting de Braga e, ao contrário do que escreve a má imprensa, não há golo anulado porque o árbitro pára o jogo ainda antes do remate de Luisão e, além do mais, Jorge Sousa acertou porque há falta de Cardozo sobre Leone. Já perto do fim do jogo, Paulo César, com um remate oportuno e certeiro, desferiu o golpe final nos intentos dos benfiquistas.
Importa salientar que neste jogo houve um tira-teimas nas bancadas: mesmo contra o melhor Benfica dos últimos trinta anos e contrariando a onda benfiquista que varre o país, os milhares e milhares de bracarenses e braguistas estiveram em maioria, envergando as cores do seu único clube e contrariando um mito que a má imprensa gosta de fazer sobreviver. Depois de ontem, só por má fé se pode continuar a dizer que esta cidade está dividida. A este propósito, refira-se uma tarja em que podia ler-se que «A Freguesia de Benfica apoia o S.C. Braga», num recado irónico para a imprensa parcial. Viva Braga!
Braga é do Braga!

© A Bola
Braga é uma cidade de portas abertas. É sempre com gosto que recebemos quem nos visita para aqui passear, comer, dormir ou divertir-se. A noite de hoje não será excepção: os adeptos do Benfica que aqui chegam de Vila Verde, Ponte de Lima, Cabeceiras de Basto, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro ou Lisboa para ocupar os cerca de 15.000 lugares que os sócios e adeptos do Braga deixaram vazios serão muito bem vindos. Em primeiro, porque não sabemos receber de outra maneira e, em segundo, por conscientes do país que temos sabemos que o dinheiro que pagaram pelos seus bilhetes é importante para o crescimento sustentado do Sporting Clube de Braga..
Ao contrário do que possa pensar-se, o jogo de hoje é muito mais importante para o Benfica do que para nós. O Braga está bem consciente da realidade e sabe que ainda não chegou o tempo de se intrometer na hegemonia cinzenta dos chamados três grandes do futebol português. Com muito realismo e dada a distância a que já estamos do quarto e quinto classificados, os três pontos que estão em jogo até podem nem ser decisivos para os objectivos do clube nesta época.
O que se deseja é um bom jogo de futebol, condicente com a época que as duas equipas estão a fazer e sem as manigâncias que já se viram noutros jogos. Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa: por muito que alimentem a conversa fiada de outros tempos, só há um resultado que satisfaz a cidade. É que, contra tudo e contra todos, Braga é cada vez mais do Braga.
Do Riso e do Descaramento
O patrão da arbitragem da Liga Sagres continua a sua saga provocatória relativamente aos clubes que publicamente se opõem à sua continuidade no cargo. Depois da nomeação de Lucílio Baptista, Vitor Pereira escolheu Jorge Sousa para o jogo entre Braga e Benfica. Para quem não se lembra, Jorge Sousa é o árbitro do último União de Leiria-Benfica, jogo em que se enganou duas vezes... a favor do Benfica. Já só nos resta rir.
Ninguém Pára o Lucílio
«O Braga foi claramente superior, mas não conseguiu ultrapassar um Rio Ave que, neste jogo, pode agradecer boa parte do empate a um erro do árbitro Lucílio Baptista. O resultado ficou-se, contudo, a dever-se também em parte a uma defesa extraordinária de Carlos e a um erro grosseiro do árbitro Lucílio Baptista (apita de mais e, normalmente, mal) que deixou passar em claro uma falta de João Tomás sobre Moisés.» [Público]
Em Março passado, Lucílio Baptista cometeu um erro grave que roubou a Taça da Liga ao Sporting. Na sequência do erro, o árbitro pediu desculpas mas para a história há-de contar uma Taça perdida. Sete meses volvidos e nenhuma consequência adequada conhecida, o mesmo árbitro quebra uma série de sete vitórias consecutivas do Sporting de Braga e entrega um golo claramente irregular ao Rio Ave numa partida que, a ser escrita com justiça e com verdade, permitia ao Sporting de Braga manter a liderança isolada do campeonato e registar a oitava vitória consecutivo, registo só obtido por Sporting e Porto no arranque de um campeonato nacional.
Ao validar um golo precedido de falta evidente de João Tomás e ao esquecer-se de assinalar uma grande penalidade por pontapé em Mossoró, Lucílio Baptista escreve uma história que é novamente viciada e que tem os mesmos beneficiários que teve o engano da Taça da Liga. É caso para perguntar de quem é a mão que não pára este Lucílio...
A ler: «Toda a gente viu falta no primeiro golo», MaisFutebol; «O jogo ficou marcado por um lance de falta», MaisFutebol; Moisés é claramente carregado em falta por João Tomás, MaisFutebol; João Tomás fez falta sobre o defesa Moisés, A Bola; Erro do árbitro trama líder, Jornal de Notícias.
Adenda: «O árbitro Lucílio Baptista, esse mesmo da tão falada final da Taça da Liga da época passada, deixou passar o lance, sancionando o golo»; O Rio Ave fez 31 faltas e recebeu dois (!) cartões amarelos; Na segunda parte foram feitas seis (!) substituições e muito anti-jogo - o árbitro deu três (!) minutos de descontos; Quando ouvirem Vitor Pereira dizer que os árbitros erram cada vez menos, não pensem que ele é cego - a arbitragem de hoje deve ter deliciado o patrão da miséria de arbitragem desta Liga.
Eu Não Acredito em Bruxas
João Pereira tem sido um jogador fundamental na estratégia do Sporting de Braga. Se vir um cartão amarelo no próximo Sábado, o lateral direito falha o jogo seguinte com o Benfica. A que propósito escreve o Record sobre a não renovação do contrato do jogador numa semana tão decisiva?
Mundos do Nosso Mundo
«O estádio Qemal Stafa está em más condições de higiene, com os lavabos públicos abandonados e frequentemente sem água, e não existem casas de banho para mulheres porque, segundo as autoridades desportivas albanesas, "não são necessárias, já que o estádio só é frequentado por homens".» [O Jogo]
Há Estrela na Serra

Taça de Portugal: Sp. Braga vence Sp. Covilhã no último minuto. Na equipa serrana destacaram-se Diego e Pizi, ambos jogadores emprestados pelo Sporting de Braga.
Virtuosismo
A verdade é que a principal virtude dos responsáveis da arbitragem lusa é colocarem-se sob suspeição. [Mário Duarte, n'O Jogo]
A Mão Que Embala o Benfica

© Pankcho
«A alegria “encarnada” não disfarçava, porém, o mau espectáculo da primeira parte, que teve outro protagonista — o árbitro João Capela que, em 26 minutos, mostrou sete amarelos e expulsou Pouga, deixando o Leixões sem um dos avançados. A quantidade de admoestações não seria problema, se o critério fosse perceptível.» [Público]
«Nos primeiros 30 minutos houve uma dualidade de critérios que não se justifica. Houve muitas faltas a favor do Leixões que não foram assinaladas e cartões amarelos que não percebi, porque os árbitros têm de ter uma atitude diplomática. Os meus jogadores não foram maldosos e não se justificou o cartão no sururu, assim como a expulsão de Pouga. Foi um pouco a pedido dos jogadores do Benfica...» [José Mota, treinador do Leixões]
«O Jorge Sousa é um dos melhores árbitros portugueses, mas enganou-se. O meu jogador corta a bola, e o Aimar aproveitou-se. Aliás, já tinha avisado antes para essas situações por parte de alguns jogadores do Benfica. Na segunda parte há uma mão na área do Benfica e é um lance que muitas vezes é marcado. Espero que, noutra altura, o árbitro se engane em nosso favor.» [Manuel Fernandes, treinador da União de Leiria]
SuperBraga Continua Líder

© Claques de Portugal
Foi uma grande partida de futebol, com duas equipas a procurarem a vitória no primeiro tempo. Vítimas de um erro próprio, o Olhanense viu-se reduzido a 10 unidades, resistindo estoicamente às investidas atacantes do Sporting de Braga. A sorte e os ferros da baliza ajudaram a conservar um resultado que havia de ser desfeito por Alan no decorrer do quarto minuto de descontos.
Feitas as contas e depois de um jogo épico em Olhão, o Sporting de Braga segurou, no último minuto, a liderança isolada da Liga Sagres com seis vitórias em outras tantas partidas. Vencer consecutivamente por seis vezes em jogos oficiais do primeiro escalão nacional é uma marca que ainda só tinha sido alcançada pelos três clubes chamados grandes. O Braga continua a consolidar a quarta posição no panorama futebolístico nacional e nesta época, sendo muito realista nas poucas hipóteses de vencer a Liga, bem pode ser o ano da conquista de um quarto troféu secundário para juntar ao palmarés do clube (Taça de Portugal em 1966, da Taça da FPF em 1975 e da Taça Intertoto em 2008/09).
A ler: Sampdoria, Juve, Chelsea y Braga, pleno de triunfos, no lne; Last-gasp Braga make it a perfect six, no Portugoal; Alan key in Braga win, ESPN; Super Braga, Le Figaro; La sensation Braga fait trembler Porto et Benfica, sport.fr.
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