Do Anonimato

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O Hugo Torres escreveu o que pensa sobre os grupos culturais da UM na sua coluna de opinião que mantém no jornal ComUM. Não obstante discordar do conteúdo do artigo, considero profundamente lamentável o desfile de comentários anónimos que se lhe seguiu. O ataque anónimo e soez é um dos maiores cancros da internet.

De igual modo, muito tenho reflectido sobre a possibilidade de comentar sem registo neste blog. Não porque tenha tido qualquer género de problemas (aliás, julgo não chegar à dezena o número de comentários que apaguei), mas porque a discussão assinada é, por norma, mais responsável e consistente. Há alguns bons comentários anónimos, mas a verdade é que sob a capa do anonimato há quem diga o que jamais teria coragem de dizer se tivesse que dar a cara.

Responsabilidade, moderação e consistência é o que se exige.

8 comentários:

  1. concordo plenamente. Devemos assumir o que dizemos e escrevemos!

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  2. Os artigos são para ser comentados, para concordar ou discordar mas sempre com respeito.

    Na minha opinião, o que o Hugo escreveu corresponde exactamente ao que penso e ao que vivenciei enquanto estudante da UM.
    Tudo o que se dizia como actividade cultural da AAUM era um pretexto para copos e andar bêbado. Tunas, jograis, ranchos, etc Além de algo de péssimo gosto era o escape para aqueles que de outra forma não se destacavam terem alguma visibilidade. Era lamentável ver gente que quase nunca tinha saído à noite antes, chegam à UM e no segundo ano já são quase alcoólicos e orgulhavam-se disso.
    No meu primeiro ano facilmente entendi o que era isso de praxe, tunas e afins. Nunca participei e sempre fugi dos lugares frequentados por essa gente. Apenas ia ao enterro da gata nos dias que havia um concerto que me interessava e ficava apenas mais um pouco para beber uma cerveja com um amigo. De resto, nem queria contacto com essa gente que só denigre a imagem da UM.

    Realmente quem consegue achar piada a esses jograis, por exemplo, deve ser alguém muito mas mesmo muito limitada.

    Que façam as palhaçadas que bem entenderem mas não se admite que a reitoria da UM apoie esse tipo de coisas. Nunca entendi isso.

    Jorge Silva Santos - Ex aluno UM curso Economia

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  3. Mas a grande vantagem do anonimato é mesmo essa: dizer coisas que nunca se diria se se tivesse que dar a cara!

    E, por parte de um dono de um blog, há que aproveitar o comentário anónimo como uma forma de feedback absolutamente honesto e desprovido de correcções sociais. Claro, a maioria dos comentários anónimos poderão ser mentiras e insultos, mas é sempre importante saber que há pessoas que se interessam em mentir e insultar!


    (E, apesar de saberes bem quem sou, comento anónimo, só porque sim.)

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  4. para mim também és um anónimo!!!

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  5. Já que estamos em altura de "tradições" académicas (e oh que tradições as nossas), eu até extenderia o que o Hugo diz, sobre a nossa cultura, a essas mesmas pseudo-tradições. Tradições que nem são nossas, são roubadas um pouco aqui e ali e têm a dimensão que merecem ter.

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  6. Quem opina para o público, sabe concerteza, que será sujeito à crítica do comum cidadão anónimo...

    Se não é num blog, é numa conversa de café.

    Limitar os comentários anónimos é, em minha opinião, limitar a democracia.

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  7. Eu diria que aquele artigo mereceu todos os comentários que lhe foram feitos...
    É simplesmente ridículo.

    João Torres

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  8. Boa Tarde,

    Antes de mais, gostaria de dar os meus sinceros parabéns ao Morgado( acho te posso chamar assim:)), pelo blog "Avenida Central" e pela qualidade da escrita e das ideias aqui expostas.
    Em relação a este post, de facto, muito se tem escrito, sendo que parte daquilo que se escreve, era desnecessário.
    Em relação ao comentário/opinião do Sr. Jorge Santos apenas gostaria de lhe chamar a atenção para se informar acerca do percurso académico e maneira de estar de alguns dos elementos das Tunas e Grupos Aceadémicos. Verá por exemplo que um dos Tunos da Augustuna foi o primeiro presidente do NAECUM, bem como fez parte da primeira turma de licenciados do curso de Economia (acabou o curso em 4 anos).
    Em relação ao resto do comentário do Sr. Jorge Santos é a sua opinião que eu respeito. A minha é completamente diferente.

    Cumprimentos para todos

    João Paulo Paupério (Tarrafal)
    Augustuna

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