Passeios Laicos a Fátima

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«Todos os anos fazemos um passeio/convívio recreativo ao Santuário de Fátima, mas não é verdade que se trate de um passeio religioso. Ninguém é obrigado a entrar no Santuário para qualquer acto religioso. As pessoas fazem o que bem lhes apetece na cidade» [Leonel Rocha, Vice-Presidente da C. M. Famalicão]

Se o passeio não é religioso, quais as motivações para a autarquia promover anualmente uma deslocação dos cidadãos idosos do concelho a uma cidade cujo único pólo de interesse é um santuário?
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Na Esquina da Avenida

Os Passeios dos Velhinhos

Devem ou não as câmaras municipais emprestar camionetas ou, mesmo, organizar viagens para idosos? É bem possível encontrar argumentos razoáveis para julgar que devem e que não devem. Do mesmo modo, podem, facilmente, achar-se sempre boas e, sublinhe-se, honestas razões para alargar ou encolher o entendimento do que devem ser as competências de uma autarquia local.

Se se achar que uma câmara municipal faz bem em levar os idosos mais carenciados do concelho a passear, é razoável aplaudir quando o fazem, a não ser, evidentemente, que o façam apenas de tantos em tantos anos, por ocasião da proximidade de uma campanha eleitoral, para referir o menos proveitoso (para quem vota, claro) e, por isso, lamentável exemplo de oportunismo.

E se se apreciar o contributo das autarquias para a felicidade destes eleitores mais velhos e mais pobres – e eu não consigo deixar de apreciar –, é bom saber que eles vão passear até aos sítios que mais lhes agradam, sejam eles um jardim zoológico ou um museu, a Quinta da Malafaia ou o Santuário de Fátima.

A Política da Crise

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A crise veio para ficar, um cenário que favorece a mudança de poder nos Estados Unidos e a estabilidade em Portugal. Depois de ontem, as vitórias de Obama e Sócrates são ainda mais prováveis.

As Casas de Lisboa

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Caro Pedro Sales: o que me preocupa é que as tais casas de Lisboa de que alguns usufruem com «renda de favor» não são subsidiadas apenas «com os impostos dos restantes lisboetas», mas com os impostos de todos o país. Perante um silêncio sepulcral.

Crise em Wall Street

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Cartoon Wall Street Bailouts
© R.J. Matson, The New York Observer

O Absurdo (Quase) Dispensa Comentários

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«Por isso, com todo o respeito pelas pessoas nascidas com esse defeito e, até, pelas que ali foram cair, não podemos concordar com a equiparação dessa união ao casamento legal. Seria até caso para exclamar a conhecida frase de um pensador: – "Quanto mais conheço os homens, mais amo os cães".» [Diário do Minho]

Cães! É isto que se lê no Diário do Minho pela pena de Carlindo Vieira. O assunto é, obviamente, casamento entre pessoas do mesmo sexo, esse fantasma que, qual obsessão, enevoa as mentes de um punhado de católicos sistematicamente alheados do amor que dizem fundear a sua própria religião.

O desfile de alarvidades é assustador e o excerto que acima transcrevi, entre outros que transbordam ódios inexplicáveis, só por enorme equívoco pode estar plasmado num jornal cujo estatuto editorial salienta que «está ao serviço de todo o homem e do homem todo e da construção de uma sociedade cada vez mais justa e mais fraterna, onde cada um seja respeitado na sua dignidade e nos seus direitos

A Igreja Católica, legitimamente avessa ao casamento homossexual, não pode rever-se nestes argumentos bárbaros nem permitir levianamente que as suas páginas sejam veículo para a difusão de ideias pretensamente científicas que instigam a discriminação desses tais homens que se amam menos do que cães. A não ser que os fins justifiquem os meios...

Também comentaram: Ana Matos Pires, Boss e CJT.

Portugal Anti-Sucesso

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Do que mais me dói neste Portugal é a aversão ao sucesso: da idolatria do «coitadinho» à vexação do meritório; da inveja comezinha ao salário alheio à exaltação da mediania e promoção da mediocridade; e da subvalorização do trabalho dos outros à sobrevalorização do nosso.

Do Referendo [2]

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Caro António de Almeida, concordo que o afastamento entre eleitos e eleitores é altamente preocupante, viciando de forma determinante a qualidade da nossa democracia. No entanto, convém lembrar que esse divórcio, sem culpa, se fundeia nos recantos mais profundos da idiossincrasia do povo português e que para o conhecer e explicar talvez tivéssemos que ir aos tempos em que noutras terras se começou a ler e a interpretar a Bíblia enquanto que aqui se ía acreditando no que outros liam e interpretavam.

Não sou, por princípio, avesso aos referendos. Contudo, não tenho outro remédio senão sê-lo em Portugal dado o desapego dos cidadãos à cidadania. Nesta matéria subscrevo António Amaro das Neves quando diz que «o que o país necessita é de cidadãos participantes

[devaneios]

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Amizade (mãos amigas)

«Este é o dia novo. Sei-o pelo desejo
De o transformar. Este é o dia transformado
Pelo modo como apoio este dia no chão.»

Não há amor sem liberdade. Uma amizade como a nossa não cede à voracidade do tempo nem à aridez da distância. Sê Feliz!

Poder a Todo o Custo

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«Quem faz a interpretação do programa de Governo somos nós»
[Alberto Martins]

A urdidura de que se tece a decisão do Partido Socialista em matéria de casamento entre pessoas do mesmo sexo demonstra que os políticos não são, na generalidade, pessoas em quem se possa confiar. A estratégia montada tem a manutenção do poder como único fim e isso descredibiliza a política, enfraquece a democracia, expõe o estado lastimável do sistema e coloca as maiores desconfianças sobre a qualidade da relação entre eleitores e eleitos.

Oposição

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A paixão dos sucessivos governos pelas grandes obras públicas merece uma profunda reflexão. Depois de uma semana verdadeiramente desastrosa, Manuela Ferreira Leite tem razão quando questiona a pertinência da construção de uma nova auto-estrada entre Lisboa e o Porto.

Castrejos eróticos?

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Avenida Monumental
© SMS

Parece que nem sempre são os Gregos e os Romanos a representarem actos sexuais nas suas pinturas e esculturas. Este curioso baixo-relevo, recolhido na Citânia de Briteiros em 1875, por Martins Sarmento, é um exemplo (não muito típico) de uma muito provável representação de cena sexual. Tal hipótese de interpretação foi, aliás, de imediato colocada por Sarmento, recorrendo à “hermenêutica dos pedreiros” que o ajudavam na Citânia.

A figura da esquerda parece segurar o cabelo da figura da direita. Esta, por sua vez, parece segurar um objecto que, pelo desenho efectuado por Sarmento, parece uma falcata (espécie de pequena espada curva, usada pelos Calaicos), embora este pormenor não se afigure muito nítido na pedra, pelo menos actualmente. Ambas as figuras se encontram unidas por um provável falo.

O conservador arqueólogo Mário Cardozo, não subestimando a interpretação de Sarmento, preferiu ver este baixo-relevo como representação de uma “cena agrícola”, em que duas figuras conduzem um arado.

A existência de uma falcata, na mão da figura da direita, pode indicar a presença de dois guerreiros, sugerindo assim a representação de uma cena homossexual. Mas por outro lado, tendo em conta a descrição de Plínio acerca das mulheres dos Bracari, podemos estar também em presença de uma “guerreira”. Mantêm-se portanto as duas hipóteses. Aliás, mantêm-se as três, não me esquecendo da “cena agrícola”. E porque não... uma cena sexual num cenário agrícola? Bom domingo!

Porta-Aviões ao Fundo

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Num jogo em que os adeptos suaram mais que os próprios jogadores, o Sporting de Braga voltou a perder pontos depois de uma lastimável exibição das três equipas. Foi uma exibição muito pálida que vem justificar algumas críticas às opções de Jorge Jesus, sobretudo quanto à inclusão de Stélvio e à ausência de Jorginho na equipa.

Apesar da má exibição do Braga, registe-se que ficou por assinalar mais uma grande penalidade sobre Alan (até o Vitor Paneira viu). É que, mesmo descontando o penalti de Paços de Ferreira, na Liga da Verdade devíamos somar 7 pontos. Para quando uma posição de força da SAD relativamente às arbitragens?
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Avenida do Mal

Saúde Privada: o Paralelo dos Sistemas

Os serviços de saúde privados, não vendendo o que vende a Banca norte-americana, têm em Portugal um funcionamento em tudo semelhante. Só se equilibram e sobrevivem em Mercado porque o fazem sobre a rede de amparo do contribuinte. Todo o serviço privado é tido, na cabeça de todos, como caro mas de qualidade e - fora quaisquer milagres de gestão - altamente rentável, ao contrário dos hospitais públicos que acumulam passivos. Esta prosperidade do privado é no entanto possível porque todo ele é dependente do que o SNS se tornou – um torniquete enorme e confuso para o financiamento de toda e qualquer actividade de saúde.

O exercício mental não é muito complicado. As concepções socialistas clássicas que fundaram o Serviço Nacional de Saúde(SNS) exigiram uma certa rigidez ideológica na discrepância dos ordenados a pagar aos profissionais, quanto mais não fosse no limite do tecto absurdo do ordenado do Presidente da República.

Por outro lado, de modo a manter a moral e a motivação, de médicos sobretudo, segurando-os no SNS, o sistema permitiu um trabalho híbrido entre o público e o privado, possibilitando deste modo a “dignidade remuneratória” da profissão tradicionalmente liberal da medicina. Poucos são, na realidade, os que trabalham em regime de exclusividade.

O problema é que com o aumento do recurso e dos níveis de exigência aos cuidados de saúde, esta perversidade sustentou a emergência de um Serviço Privado de Saúde mais organizado e moderno, paralelo ao SNS que gradualmente se tornou dispendioso, pouco eficiente e gerador crescente de insatisfação dos utentes.

De verdade, e por este caminho, o sector público limitar-se-á praticamente a suportar a formação dos profissionais de saúde, desde a entrada na Universidade à conclusão da Especialidade, fazendo dos seus hospitais e centros de saúde meros laboratórios com a ralé. O sector privado depois só tem de aliciar os melhores profissionais formados para o seu quadro, onde recebem maior remuneração, despojando o Serviço Nacional de Saúde dos melhores médicos e por conseguinte, obrigando-o a pagar – a preço altamente especulado – os serviços que não tem capacidade de dar resposta.

Assim sendo, não deixando o hospedeiro morrer por agora, o sector privado engorda parasita sobre um Serviço Nacional de Saúde moribundo que só respira ainda à custa de um Orçamento de Estado sempre disponível para o financiar. E quando não o pode, obriga-o a amputar-se de serviços importantes às populações menos abastadas.

Andam a Tramar Braga?

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«A semana não foi a melhor para o veterano presidente da Câmara de Braga. Mesquita Machado foi confrontado com o adiamento do prazo de conclusão das obras do novo hospital e a 19.ª edição dos Encontros da Imagem, que deveriam ter início hoje, foram igualmente adiados. Estes encontros associam o nome de Braga à fotografia, têm já a sua história, mas não se realizam por falta de apoio estatal. Mesquita tem razões para se queixar da "insensibilidade" do Governo.» [Público]

Estas coisas não acontecem por acaso e, tal como já aqui tenho escrito, que Braga está politicamente abaixo de zero no contexto nacional. A morte dos Encontros da Imagem e o adiamento do novo Hospital são dois golpes muito rudes nas aspirações da cidade e da região.

O silêncio da autarquia perante as sucessivas discriminações do poder central, matizado por intervenções reivindicativas muito pontuais que passam quase despercebidas, está a sair caro às populações. É preciso lembrar que perante o silêncio dos nossos autarcas continuamos a pagar as portagens mais caras do país, a custear os nossos transportes e os dos outros, a ver os jogos internacionais dos nossos clubes tratados abaixo dos amigáveis dos outros, a ver o novo hospital eternamente adiado e a cultura sempre hipotecada.

Adiamento do Festival "Encontros da Imagem" :: Assine a Petição
19ª edição dos Encontros da Imagem de Braga adiada para 2009 :: Visão
Encontros da Imagem adiados por falta de apoio :: Diário do Minho
Encontros da Imagem adiados por falta de apoio do Ministério :: Público
Encontros da Imagem - Não Há! :: Bloco de Esquerda

BUTE Lá?

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A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) atribuiu o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” à Universidade do Minho pelo desenvolvimento do projecto BUTE (Bicicleta de Utilização Estudantil), uma ideia que permitirá distribuir 2.500 bicicletas nos próximos dois anos.

Ainda no âmbito do projecto BUTE, foi inaugurado a 22 de Setembro, Dia Europeu Sem Carros, um parque de estacionamento para bicicletas na Estação de Caminhos de Ferro de Braga. A novidade foi a necessidade de se terem que pagar cinquenta cêntimos pela utilização daquele espaço, uma medida muito contestada pelo Bloco de Esquerda. Aproveitando a ocasião, o município de Braga anunciou a intenção de avançar com as obras de recuperação da ciclovia construída em 2005 e de construção de novas vias destinadas aos veículos de duas rodas.

Todos ao Estádio para a Batalha Naval!

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Batalha Naval (SC Braga)

A inesperada derrota diante do Leixões num estádio aziago para os bracarenses, reforça a imperiosidadade do regresso às vitórias na Liga. A campanha europeia tem sido um excelente bálsamo para os amantes do Sporting de Braga, mas não chega. É preciso lutar dentro de muros para conquistar um lugar na estreia da recém nascida Liga Europa.

A Propósito das Sondagens

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sondagem legislativas 2009

Os dados da última sondagem divulgada pelo Diário Económico mostram uma clara transferência de votos do Partido Socialista para os outros dois partidos de esquerda. Bloco de Esquerda e CDU parecem beneficiar não só do descontentamento da classe média com as políticas sociais e laborais de José Sócrates, agudizado pela instabilidade dos mercados internacionais, mas também da convicção generalizada de que o PS vence as próximas eleições, o que obviamente retira pertinência ao chamado «voto útil».

Os partidos à direita não conseguem ir além dos resultados obtidos em 2005. Apesar dos esforços de credibilização, Manuela Ferreira Leite está longe de conseguir passar a sua mensagem ao eleitorado e de retirar votos à maioria socialista que vai governando o país.

A ler: "Nunca o PSD desceu tão baixo", no Jornal de Notícias; Sócrates é responsável pela perda de eleitorado à esquerda, por Pedro Baptista; Aritméticas, por Eduardo Pitta.
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Avenida Ideal

Capítulo 11: cheirar como quem vê

Iniciei na semana passada um pequeno ciclo de crónicas dedicadas aos sentidos, propondo uma abordagem auditiva da cidade. Para esta semana proponho-vos que se guiem pelo olfacto, numa viagem em que vos lembro a cidade das vossas memórias, esperando depois as vossas ideias sobre os perfumes da cidade de hoje.

Iniciamos o trajecto no Largo da Senhora-a-Branca, e notamos o intenso cheiro a laranja; um perfume que nos recorda uma particularidade agradável da nossa cidade: as árvores ornamentais serem árvores de fruto.

Se seguirmos pelo passeio do lado direito da Avenida Central, há um aroma que não deixa ninguém indiferente: o café da Negrita perfuma o imaginário de várias gerações de bracarenses e será uma das memórias olfactivas mais universais.

No mesmo passeio da Avenida Central, a chuva-de-trovoada oferece-nos também uma interessante fragrância: o passeio velho molhado e quente; um odor que simultaneamente nos sugere a evaporação da água e a transpiração da calçada.

Descendo até ao Largo do Barão de São Martinho, o fumo branco das castanhas preenche todo o largo e inspira suspiros: não só Braga é mais bonita entre as nuvens de fumo branco, como este perfume sazonal parece o seu perfume natural.

E porque falamos em perfumes, o Jardim de Santa Bárbara é paragem obrigatória, já que seja qual for a altura do ano, o mais famoso jardim bracarense guarda em si as melhores fragrâncias da cidade.

Terminamos o passeio na Sé Catedral de Braga, onde o cheiro frio e doce do granito se mescla com o odor da cera queimada; será este o perfume da nossa História?

A partir daqui, guio-me por vós: até onde vos levam as vossas memórias olfactivas e quais são os perfumes de hoje que gostariam de relembrar nas memórias de amanhã?

Re: Trocar Propinas Por Bolsas

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Vital Moreira defende a «elevação das propinas no ensino superior desde há vinte anos [...] para dispor de mais recursos financeiros para aumentar as bolsas de estudo e os empréstimos bonificados, em número e valor.» O problema são os lordes perante a vida e pobres perante o Estado que continuam a receber indevidamente as bolsas de estudo suportadas pelas proprinas e impostos dos outros.

Portugal ao Espelho

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«Aquilo é antes um monstro de hipocrisia e bafio, moralista como uma encíclica papal. Os desgraçados que para ali vão expor os seus pecados são sucessivamente confrontados com a traição aos santos valores da pátria: o horror do adultério, as sombras edipianas, a vergonha da prostituição, as disfunções familiares. Esqueçam o escândalo fácil. Este novo, tão badalado e supostamente moderno reality show não é um passo em frente em direcção ao que quer que seja - é dez passos atrás. Momento da Verdade é o confessionário do padre de província dos anos 50, pejado de sexo e interditos. Há por ali mais cheiro a naftalina do que no guarda-roupa da minha avó[João Miguel Tavares, DN]

A descrição de João Miguel Tavares é tão realista que dispensa mais considerandos. É por coisas destas que cada vez menos ligo a televisão. Ainda assim, a idiotice e o moralismo velado justificam a censura?

Dois Ponto Zero [8]

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A ler: A brincar à democracia, por Luísa Ribeiro; O debate, por Miguel Vale de Almeida; É a campanha, estúpido!, por Paulo Pinto Mascarenhas.

Acontece no Minho [7]

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Espera en el Centro Médico
© oliver

Apresentação do livro "Reformas da Saúde - o Fio Condutor"
[Sexta, 26 de Setembro, 21h30m. Centésima Página, Braga]
«Este livro, da autoria de António Correia de Campos, é sobre política. Política da saúde. Sobre as reformas necessárias para que as políticas correspondam às aspirações da maioria dos portugueses. A política é a escolha entre diferentes e por vezes opostas vias de acção, uma escolha que deve ser ditada pelo interesse público. [...] Escolher implica risco, sacrifício e impopularidade temporária e localizada, implica coragem em seguir um rumo, em lançar o fio condutor que una as reformas.»

O Escaravelho Contador
[Sábado, 27 de Setembro, 17h. Theatro Circo, Braga]
«Como uma caixa dentro de uma caixa, dentro de uma caixa, dentro de uma caixa o escritor escreve as histórias que o escaravelho por sua vez lhe contou a ele e que o encenador transforma em imagens no teatro e que por sua vez os actores são os fazedores. Assim, o livro do Pina “História que me contaste tu” se transforma em teatro para os mais novos que por sua vez levarão os mais crescidos a acompanhá-los nestas histórias vivas.»

Mesa
[Sábado, 27 de Setembro, 22h. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
«Os Mesa estão de regresso aos palcos e trazem na bagagem o terceiro álbum de originais, "Para todo o mal", uma combinação perfeita entre rock’n’roll, jazz e música electrónica. Depois do reconhecimento crítico atingido com “Mesa” (2003) e “Vitamina” (2005), "Para Todo o Mal" reata essa linguagem ao longo de 11 momentos de um insólito teatro sónico, em que os timbres da voz de Mónica Ferraz se envolvem em jogos candentes com as tessituras rítmicas e harmónicas elaboradas por João Pedro Coimbra, Jorge Coelho e Miguel Ramos.»

Mais sugestões no Zine Ócio.

Escultura & Turismo

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Barcelos Army
© sr. cordeiro

Quem visitar por estes dias a Avenida Central, em Braga, vai encontrar um autêntico laboratório de criação artística. O I Simpósio de Escultura junta quatro artistas de renome que, durante duas semanas, vão trabalhar ao vivo bem no coração da cidade. A iniciativa é da DST, uma empresa bracarense de construção civil, cuja responsabilidade social marca a diferença - ao longo dos anos foi marcando o devir cultural bracarense através da promoção de um prestigiado prémio literário e do financiamento da Companhia de Teatro de Braga e da Feira do Livro.

Em Barcelos, as atenções estão concentradas no Festival Internacional de Filmes de Turismo Art&Tur que decorre até ao dia 27 deste mês. A iniciativa é promovida pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Associação Portuguesa de Turismologia (APTUR) e Câmara Municipal de Barcelos, contando com a representação de 28 países, cujos trabalhos concorrem ao Grande Prémio Galo de Ouro.

Do Referendo

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Os referendos de 1998 mostraram quanto vale a demagogia. O PSD está apostado em reeditar a fórmula para deixar tudo na mesma. Felizmente, o PS não repete o erro.

Por outro lado, ao recusar discutir as alterações ao casamento propostas pelo Bloco de Esquerda e Os Verdes, José Sócrates hipoteca as diferenças ideológicas que reclamara para se distinguir de Manuela Ferreira Leite.
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Na Esquina da Avenida

Todo o mundo dirá agora

Eu sei muito bem que as palavras de um Prémio Nobel da Economia são de nulo valor se comparadas com os curiosos posts de três ou quatro linhas dos inúmeros jovens bloggers lusos muito liberais e muito epígonos uns dos outros, mas não virá, talvez, grande mal ao mundo se se citar Joseph Stiglitz, a quem fui, há dias, buscar a expressão "fundamentalismo do mercado neoliberal".

Numa entrevista que o El País publicou no domingo, afirmava ele: "O programa da globalização esteve estreitamente ligado aos fundamentalistas do mercado: a ideologia dos mercados livres e da liberalização financeira. Nesta crise, observamos que as instituições mais baseadas no mercado da economia mais baseada no mercado vêm abaixo e correm a pedir a ajuda do Estado. Todo o mundo dirá agora que este é o final do fundamentalismo do mercado. Neste sentido, a crise de Wall Street é para o fundamentalismo do mercado o que a queda do muro de Berlim foi para o comunismo: diz ao mundo que este modo de organização económica é insustentável".

Stiglitz tem, com certeza, razão em dizer que "este modo de organização económica é insustentável", mas engana-se julgando que "todo o mundo dirá agora que este é o final do fundamentalismo do mercado". É que nunca falta quem, às vezes até parece que com algum esforço, se mostre incapaz de ver o que há para ver e de concluir o que há para concluir.

Um País de Desigualdades [2]

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São apenas 22 empresas do Minho na lista das 500 maiores de Portugal, sintoma de um país de enormes desigualdades. Do terceiro maior distrito do país constam 18 empresas enquanto que Viana apenas coloca 4. A maior do Minho, a Continental Mabor de Lousado, é a 46ª da lista, enquanto que o sector mais representado é o da construçao civil com 5 empresas entre as 22 mairores.

1 (46) – Continental Mabor – Indústria de Pneus, SA (Braga)
2 (58) – Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda (Braga)
3 (153) – Portucel Viana – Empr. Prod. De Papeis Indistriais, SA (Viana)
4 (157) – Norace – Construção de Auto-estradas do Norte, ACE (Braga)
5 (171) – Casais – Engenharia e Construção, SA (Braga)
6 (186) – Ilídio Mota – Petróleos e Derivados Lda (Braga)
7 (204) – Safebag – Ind. Componentes Seg. Automóvel, SA (Viana)
8 (278) – Domingos da Silva Teixeira, SA (Braga)
9 (287) – FDO – Construções, SA (Braga)
10 (290) – Estaleiros Navais de Viana, SA (Viana)
11 (313) – Solidal –Condutores Eléctricos, SA (Braga)
12 (359) – Coindu – Comp. Para a Indústria Automóvel, SA (Braga)
13 (404) – Carlasse – Comércio de Automóveis, SA (Braga)
14 (410) – Construções Gabriel A S Couto, SA (Braga)
15 (440) – Dalphi – Metal Portugal, SA (Viana)
16 (450) – Irmãos Vila Nova, SA (Braga)
17 (455) – Cooperativa Agrícola de Barcelos, CRL (Braga)
18 (459) – Cabelauto – Cabos para Automóveis, SA (Braga)
19 (468) – Lameirinho – Indústria Têxtil, SA (Braga)
20 (487) – Gabor Portugal – Indústria de Calçado, Lda (Braga)
21 (497) – Riopele Têxteis, SA (Braga)
22 (498) – JSGomes – Sociedade de Construções do Cavado, SA (Braga)

* Dados da Revista Focus de 17/09/2008. Entre parêntises a posição no ranking nacional.

O Circo Está Montado?

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A última Assembleia Municipal decorreu em clima pré-eleitoral, a começar pela ausência do presidente da Câmara. Mesquita Machado não pôde estar presenta, mas passadas umas horas estava no comício de reentré do Partido Socialista que estivera agendado para Braga mas que acabou por se realizar em Guimarães.

O Imposto Municipal sobre Imóveis foi o tema maior de uma Assembleia em que a bancada do Partido Socialista alterou uma proposta do executivo por si liderado, desautorizando a posição assumida por Mesquita Machado há umas semanas atrás. Já o Bloco de Esquerda viu aprovada uma proposta que prevê que «os prédios degradados vejam a taxa do IMI agravada em 30%

Manuel Monteiro é que não desperdiçou mais uma oportunidade para aparecer e foi à Assembleia Municipal de Braga anunciar a candidatura a deputado da República. O espectáculo não foi bem recebido pelo PCP e Bloco de Esquerda que abandonaram a sala em protesto.

Dois Ponto Zero [7]

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A ler: Comunicar com verdade, por Paulo Gorjão; Ilusões sobre a Segurança Social, por João Miranda; A Deputada Deslocada, por Vítor Pimenta.

Um País de Desigualdades

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S.João D`Arga 2008
© amgcunha

Sabe quantas empresas do Distrito de Braga têm lugar na lista das 500 maiores de Portugal? E sabe que posição ocupa a primeira minhota no panorama nacional?

«E o Vento Cala a Desgraça...»

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A Juventude Socialista deixou cair a face ao vender os princípios que apregoa à pressão eleitoralista da direcção do seu partido. Estes avanços e recuos estratégicos só acentuam a razão de CAA quando chama «fábricas de medíocres» às juventudes partidárias.

Orçamento Participativo 2009

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A Câmara Municipal de Braga lançou a edição 2009 do Orçamento Participativo, convidando todos os bracarenses a participar no site Braga com Todos. Segundo o Presidente do Município, a iniciativa pretende «reforçar a participação dos cidadãos na definição de prioridades para o contínuo desenvolvimento da qualidade-de-vida no concelho

A iniciativa é muito positiva, mas para que se assuma como estruturante, serão necessárias três garantias: 1) a garantia de que os contributos serão efectivamente relevados na elaboração do Orçamento de 2009; 2) a garantia de que os dados serão apresentados com total transparência, divulgando-se integralmente o conteúdo das participações; 3) a garantia da veracidade dos dados tornados públicos, onde se incluiu a garantia de que os sindicatos de interesses na submissão de contributos foram devidamente vetados.

Cumpridas as três premissas enunciadas, o Orçamento Participativo será uma mais valia para a consolidação da democracia e para o incremento da participação cívica da sociedade civil na tomada das decisões mais importantes para o futuro do nosso concelho.

WWW.BRAGACOMTODOS.NET
:: Município de Braga
Orçamento participativo na net :: Correio do Minho
El Ejemplo Inovador de Braga :: Morrazo Tribuna
Lançamento do Site do Orçamento Participativo :: RUM
Orçamento Participativo :: O Futuro Passa Por Aqui

A Pressão Resolve [4]

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«O jogo nem se proporcionava a grandes casos, mas Elmano Santos fez por complicá-lo. Mal auxiliado, validou o 1-0 de Postiga, quando o 23 marca vindo de posição irregular[O JOGO]

E o Paulo Bento não diz nada?

A inexpressividade do tempo

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© SMS

Jocosamente, costumo tratá-la como “o E.T.”, devido ao seu aspecto tendencionalmente alienígena, segundo a ideia preconcebida e errada que o incidente de Roswell nos sugeriu. A perda do nariz original, e os olhos em amêndoa acentuam um pouco essa sugestão cinematográfica. Esta quase inexpressiva cabeça de estátua, da qual não se conhece o resto do corpo, foi recolhida no castro de Santa Iria (Póvoa de Lanhoso), em 1876, tendo sido depois oferecida a Martins Sarmento, de cuja autoria é a fotografia acima.

A estatuária proto-histórica, ainda que amplamente inventariada e estudada do ponto de vista técnico-artístico, desperta interrogações quanto ao real significado da escultura. A maioria da estatuária teria aparentemente um carácter ritual ou político, ou ainda militar (note-se que as estátuas de guerreiros podiam ter também um significado simbólico religioso). Mas quando a fragmentação das esculturas limita a sua leitura técnica, como neste caso da “cabeça” de Santa Iria, a interpretação é ainda menos conclusiva.

De facto, este fragmento pode ter integrado uma estátua de um guerreiro em pé, ou de qualquer outro personagem simbólico, mas pode ter integrado também uma estátua sedente, como a que foi recolhida em Braga (visível aqui), na Colina da Cividade, interpretada como representação de uma divindade, ou de um chefe local.

A “cabeça” do Castro de Santa Iria está actualmente exposta no Museu da Cultura Castreja.

Acontece no Minho [6]

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Digital People - Braga
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Avenida do Mal

SportTV, Estádios Vazios e Quioto

Não gasto agora demasiado do meu tempo precioso, aquele que parece que acelera com a idade, em discussões de futebol e a assistir a jogos, devidamente sentado no Estádio ou no sofá. Pelo contrário, faço parte daquela geração que se alapa em frente ao computador sem saber o que fazer, a saltar da Blogger para o YouTube. Mas como qualquer activista de sofá, interessam-me as questões do ambiente, da gestão de recursos e da eficiência energética. Coisa que não preocupa, por exemplo, à Liga Portuguesa de Futebol e à SportTV, que mais interessados em embebedar-nos desde pequenos (uns de mais verdes que outros) no vício do futebol se vão esquecendo da sua contribuição para a redução das emissões de CO2.

Em Portugal, país rico da West Coast da Europa, a energia abunda graças às suas enormes albufeiras sustidas por paredes de betão de onde jorram jaculados de água por entre as turbinas. Abunda a energia, porque temos Sines e gasodutos. Temos o País, do Marão ao Caldeirão, impregnados de parques eólicos e temos a Central de Energia Solar da Amareleja.

Assim se deve pensar, porque não se percebe que com tantas horas de sol, e sem o breu do Alasca e da Noruega em meses de Inverno se fazem todos os jogos de futebol da Primeira Liga (não me arrisco nas outras) de noite, obrigando logicamente a acender os enormes focos de luzes do Estádio de fazer estourar qualquer contador eléctrico e a comprometer (moralmente) Quioto.

Não se percebe e até se percebe. À SportTV convém manter bem alimentados os assinantes, do obsessivo e quase omnipresente desporto-rei. Tanto que lhes oferece todos os conteúdos em futebol, do campeonato de Inglaterra ao da Mauritânia, e esses encaixa-os à tarde - como é interessante ver jogos de futebol à tarde... Os da Liga Portuguesa ficam obrigatoriamente para a noite, quer agrade aos adeptos de bancada quer não agrade – que se amanhem – vale mais uma assinatura mensal que um bilhete. E como as torres de iluminação alumiam mas não aquecem, os estádios, nem de propósito, não enchem por aí além, domingos e segundas à noite.

Era um TAC se Faz Favor

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[...]
Um artigo de revisão elaborado por David Berner e Eric Hall e publicado na conceituada revista médica “The New England Journal of Medicine” em Novembro passado alertava precisamente para os perigos da exposição repetida às radiações nos Estados Unidos da América. Os autores concluíram que, apesar da Tomografia Computorizada estar associada a uma relação risco/benefício claramente favorável, são várias as situações em que ainda se realiza desnecessariamente. Isto sucede, não só devido a controvérsias na definição do método de diagnóstico mais apropriado para certas doenças, mas sobretudo no contexto da prática de uma medicina defensiva resultante das enormes pressões sociais, mediáticas e judiciais que impendem sobre os médicos e também como consequência das deficiências de comunicação que persistem nos Sistemas de Saúde e que levam à duplicação de vários exames sempre que os doentes mudam de médico. [...]

Excerto de um artigo da minha autoria publicado hoje no Diário do Minho. O título está escrito em linguagem coloquial. A leitura do texto integral esclarece que o correcto é falar-se em "a TAC" e não em "o TAC".
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Avenida Ideal

Capítulo 10: ouvir como quem vê

Há um par de meses, tive o prazer de ouvir a Paula Casaleiro e o Pedro Quintela apresentarem o trabalho de audição sociológica que ambos desenvolveram nos centros históricos do Porto e Coimbra. Os dois investigadores demonstram exemplarmente a hipótese levantada por Carlos Fortuna: através da análise das características específicas que marcam as paisagens sonoras urbanas podemos perspectivar a consolidação e o crescimento da cidade.

Através da audição em alguns dos locais mais emblemáticos dos centros históricos das duas cidades, e ouvindo esses locais em diferentes períodos do dia, os sociólogos constataram que a musicalidade urbana não é constituída apenas pelos acordes da pós-modernidade, mas também por sons pré-modernos: desde o "assobio" do amolador de facas ao "pregão" do cauteleiro. Como ao olharmos o centro histórico e a mescla de arquitecturas nos apercebemos de como a cidade evoluiu, também ao auscultarmos o centro histórico podemos compreender como a cidade se constrói e reconstrói.

Em Braga, não muito diferente do que acontece no Porto e Coimbra, o centro tem perdido habitantes e ganho visitantes. Por esta razão, foram desaparecendo as mercearias e surgiram as esplanadas e as lojas de roupa; o bulício das manhãs e tardes é silêncio à noite. Como Lefebvre afirma, a cidade é simultaneamente poli-rítmica e a-rítmica, variando consoante o espaço e o tempo.

A ideia que vos deixo hoje é um convite: ver Braga como quem ouve e procurar a musicalidade que Braga parece ter perdido nas nossas memórias.

Hospital de Braga Novamente Adiado...

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Não será preciso contar a história toda. Aliás, são incontáveis as vezes em que o Governo anunciou um novo hospital público para Braga e em que o executivo de Mesquita Machado se congratulou com o anúncio.

O último capítulo é particularmente delicioso: em Outubro de 2007 foi prometido para 2010; em Setembro de 2008 garantem-nos que estará pronto em 2012. Dá para acreditar?

«Cidade que constrói um estádio tem que fazer hospital» :: Diário do Minho
Novo hospital de Braga pronto em 2010 :: Diário do Minho
Obras arrancam em meados de 2008 :: Correio do Minho
Novo hospital de Braga a funcionar só em 2012 :: Diário do Minho
Postais do Futuro: Braga 2012 :: Braga 2009

Dois Ponto Zero [6]

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A ler: Mais um cartaz rasgado, por Carlos Nunes Lopes; O pantomineiro, por Rui Castro; O Inquérito, por Cláudio Rodrigues.

Acontece no Minho [5]

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Alice´s Adventures in Wonderland
© Fabuleux Destin

Alice
[de 6 de Setembro a 2 de Novembro. Museu D. Diogo de Sousa, Braga]
O Projecto Alice seleccionou trabalhos de artistas de procedências, experiência e formação diversas que produziram obra para esta exposição pública seguindo as orientações de um texto que lhes foi fornecido e do texto original de Lewis Carroll “Alice’s Adventures in Wonderland”. [via]

De Mim Não Posso Fugir, Paciência!
[Quinta, 18 de Setembro, 21h30m. Theatro Circo, Braga]
«O expressionismo é a tendência de um artista para distorcer a realidade de modo a suscitar um efeito emocional: é uma forma de arte subjectiva.» Arte que o Theatro Circo traz ao Minho nas próximas Quinta e Sexta, apresentando um espectáculo de dança contemporânea com Tânia Carvalho.

A Jigsaw
[Sábado, 20 de Setembro, 23h59m. Convívio, Guimarães]
“Letters from the Boatman” é o título do álbum de estreia dos a Jigsaw, álbum conceitual, composto por catorze cartas-canção, pendularmente entre o lirismo intimista e a explosão vibrante do folk e dos blues norte-americanos. Oriundos de Coimbra, os a Jigsaw são actualmente constituídos por João Rui (voz & guitarra acústica, harmónica, banjo, bandolim e ukelele), Jorri (baixo e percussões) e Susana Ribeiro (violino, glokenspiel, melódica e harmonium). [via]

Quando a Bomba Rebenta
[Sábado, 20 de Setembro, 22h. Velha-a-Branca, Braga]
Simão Luís apresenta na Velha-a-Branca um monólogo de sua autoria. A estrutura do monólogo baseia-se em textos seus juntamente com alguns poemas do enigmático Alberto Caeiro. A peça abrange vários problemas da actualidade e também do passado, mostrando o possível futuro da humanidade. Tenta mostrar ao espectador uma outra forma de encarar a vida, entregando a cada um a decisão de se a “bomba” rebenta ou não. [via]

A Crise dos Combustíveis da Democracia

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A democracia descredibiliza-se quando o albergue dos políticos fora da política, vulgo GALP, fixa os preços de uma forma absolutamente incompreensível e sempre em prejuízo dos consumidores.

Boa Publicidade [6]

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Lung Cancer
© BC Lung Association
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Na Esquina da Avenida

O Capitalismo

Dizem que o capitalismo na sua fase actual – o “fundamentalismo do mercado neoliberal”, para usar as palavras de um prémio Nobel da Economia – é um sistema surpreendente. E, ao que parece, é. Às vezes, é tão surpreendente que é difícil compreender como é que, ao certo, funciona. Quem, por exemplo, for hoje ao site do Correio da Manhã ficará a saber que os portugueses fogem das apólices de Ronaldo, garantindo o jornal que os nossos compatriotas começaram a resgatar os seguros e a transferir os planos de poupança da patrocinadora do clube do jogador. Quem prosseguir a leitura da homepage encontrará, quase imediatamente a seguir, outra notícia que diz, entre aspas, que “o Ronaldo não é viciado em sexo”. Se isto tudo anda de tal modo ligado que, como se ouve tantas vezes dizer, um simples bater das asas de uma borboleta num canto do planeta é capaz de provocar uma catástrofe no canto oposto, deve, com certeza, haver alguma relação entre as duas notícias envolvendo Ronaldo, mas o jornal não a estabelece.

As relações entre as coisas no universo do capital não são, aliás, fáceis de entender. Quando os que mandam no capitalismo têm lucros, a maior parte da gente perde; quando os que nele mandam têm prejuízos, a maioria das pessoas perde também. Havendo uns que podem ter lucros ou prejuízos – e só Deus saberá o quanto uns quantos não lucram com os prejuízos –, não se percebe por que, nos dois casos, o maior número subsiste prejudicado – e só Deus sabe o quanto se pode ser prejudicado ainda que se tenha casinha própria e um carrinho topo de gama.

Estranho é ainda verificar que, quando os que têm lucros têm lucros, o estado não pode lucrar também; mas, quando os que têm lucros têm prejuízos, o estado é imediatamente instado a pagar os prejuízos. Em qualquer caso, o que vale é que há sempre alguém capaz de nos explicar por que é que a prosperidade de poucos e a adversidade de muitos é sempre o melhor para todos.

Do Casamento Civil

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Kiss-In (37) - 17May08, Paris (France)
© Philippe Leroyer

A Assembleia da República vai discutir no próximo dia 10 de Outubro um projecto de lei do Bloco de Esquerda que visa permitir o acesso de todos os cidadãos ao casamento, independetemente da sua orientação sexual. Além do Bloco de Esquerda e d'Os Verdes, também a JSD e a JS manifestaram a sua concordância com o diploma.

Contudo, a proposta do Bloco de Esquerda será castrada pela disciplina de voto imposta pela direcção do Partido Socialista. José Sócrates parece querer subjugar os princípios e valores em que diz acreditar e que supostamente o distinguiriam de Manuela Ferreira Leite à mera estratégia política, adiando e sacrificando os direitos de milhares de cidadãos.

Infelizmente, a homofobia continua por aí e esta oposição do PS ao projecto lei faz temer que os socialistas alinhem pela mesma bitola de alguns membros do PSDpoderia haver uma absoluta igualdade de direitos mas não se adoptar o mesmo nome, ser uma união civil»), o que configuraria uma inaceitável manutenção da discriminação no acesso dos homossexuais ao casamento civil.

Braga Qu'Eu Gosto 12 | peixe:avião

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peixe:avião
© ronyjux

40.02 é o nome de código da última produção dos peixe:avião, a banda revelação bracarense. É o próprio Adolfo Luxúria Canibal que fala em «milagre», consciente do deserto de produção musical que tem caracterizado a cidade desde o êxito dos Mão Morta e agora interrompido com a chegada deste peixe que promete voar bem alto.

Depois de integrarem a Colectânea «Novos Talentos Fnac 2008», os peixe:avião conquistaram a crítica e a qualidade do trabalho não merece menos. Gonçalo Palma, no cotonete, escreve que o último trabalho dos peixe:avião oferece um «rock aguerrido e atrevido que convoca memórias recentes, como a dos Radiohead, sobretudo nos falsetes do vocalista Ronaldo Fonseca (a lembrar muito os de Thom Yorke) e nos furacões neuróticos de algumas canções, e da portugalidade dos Ornatos Violetas naquele frenesim à solta em "40.02"». Já Cláudio Rodrigues, no blogue de cultura urbana Zine Ócio, vai mais longe ao arriscar que os bracarenses poderão ser a banda do ano em 2009.

Sábado foi o dia em que o pequeno auditório do Theatro Circo esgotou para receber os filhos da terra. O concerto não decepcionou e isso é meio caminho para singrar nesta Braga de tão infanticidas tendências junto dos seus melhores activos.

A Galp É Má?

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«O presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, já veio a público explicar que a relação entre o preço do petróleo e o dos combustíveis "não é directa nem óbvia, embora haja uma ligação entre ambas".» [JN]

A economia de livre mercado não pode prescindir da democracia de livre debate. Como tal, a Galp pode praticar a política de preços que entender dentro do quadro legal português e comunitário, tendo os cidadãos todo o direito de manifestarem o seu desagrado pelas opções da empresa.

Mesmo concordando que o mundo mediático é bem diverso do mundo real, a verdade é que ninguém me explica porque é que se o índice de Brent reflecte o balanço entre oferta e procura de petróleo, a instabilidade dos mercados e as previsões das necessidadades futuras, a Galp faz reflectir nos preços ao consumidor as subidas de forma mais imediata que as descidas desse índice.

Minho Contra a Hegemonia dos 'Grandes'

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Braga football stadion - panorama

«As contas são fáceis de fazer. Se o futebol português ganhou adeptos na última época e tal não foi à custa dos três grandes, quem terá contribuído para esse crescimento? A resposta vem do Minho, pela mão das duas forças emergentes do futebol português. V. Guimarães e Sp. Braga são os clubes que mais têm contribuído para a subida da média de espectadores na liga principal.» [DN]

Títulos Que Fascinam... [2]

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Braga: esfaqueamento mortal adiado para 13 Novembro [via]

Turismo do Porto e Respectivo Apêndice

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«A entidade regional de turismo do Norte adopta a denominação Turismo do Porto e Norte de Portugal e fixa a localização da sua sede em Viana do Castelo[DR, 1.ª série, 15.09.2008]

A secundarização denominativa confirma todas as suspeitas: 1) o «Norte» é um apêndice do Porto; 2) o Governo mais «as forças vivas do Norte Porto» queriam investir alguns milhões na promoção do Porto e limitaram-se a incluir o «Norte» no pacote por questões de estratégia política; 3) ao contrário do «Vale do Tejo», o «Norte» tem uma identidade própria que inclui o Porto; 4) depois de deixar fugir a Capital Europeia da Cultura, a Direcção Regional de Agricultura a Direcção Regional de Cultura, a terceira cidade do país também não conseguiu mostrar valia suficiente para receber a Direcção Regional de Turismo.

Artigos Relacionados: Um Requiem ao Minho [1]; Um Requiem ao Minho [2]; Um Requiem ao Minho [3]; Turismo: Porto e Norte de Portugal; Sobre o Bairrismo Parolo.

Posições Tradicionais e... Muito Sagradas

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Confessionário do Santuário de Fátima, Agosto de 2008.
Fotografia enviada por Luís Ferreira.

As Estradas Mataram o Comboio do Douro

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Estaçao de Carviçais
© gransaco

«A Linha do Sabor, que ligava o Pocinho a Duas Igrejas, em Miranda do Douro, demorou 30 anos a construir. Mas os governantes que, depois da Revolução de Abril de 1974, tiveram a pasta ferroviária, em especial nos executivos liderados por Cavaco Silva, não precisaram de tanto tempo para acabar com aquela linha e encerrar os troços da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva, da Linha do Tua entre Mirandela e Bragança, da Linha do Corgo entre Vila Real e Chaves e da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe.

Em menos de três décadas, colocaram fim a um património formidável que levou muitas mais a construir e que custou a vida a muitos trabalhadores. Todas estas linhas foram criadas para servir as populações mais isoladas do interior-norte e para permitir o escoamento de alguns produtos da região, como aconteceu com a Linha do Sabor, principal meio de transporte do minério da serra do Reboredo, em Moncorvo.

A desertificação do interior, com a fuga dos mais novos para o litoral e os tradicionais destinos de emigração, o desinvestimento da tutela nas linhas e no material circulante e a ditadura contabilística precipitaram o fim do comboio de via estreita em grande parte das linhas secundárias do Douro, deixando muitas povoações ainda mais isoladas e abrindo caminho ao incremento da rodovia e das empresas de camionagem.

É verdade que os troços encerrados não eram rentáveis, como não o são os metros de Lisboa ou do Porto, por exemplo. Mas, para muitas populações, o comboio era o único meio de ligação que tinham, e nem mesmo a abertura de novas estradas acabou totalmente com esse isolamento. O mais grave é que o encerramento das linhas deixou os carris a saque e inúmeras estações, algumas de grande beleza, ao abandono.»

Excelente trabalho do jornalista Pedro Garcias a ler integralmente no Público de hoje.
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Avenida Monumental

Um exemplo mais

0830 Ponte Trajano, Chaves
© bridgink

Depois da classificação do centro histórico de Guimarães como Património da Humanidade, em 2001, desta vez a Câmara Municipal de Chaves anunciou a sua intenção de candidatar o núcleo da cidade flaviense a esta importante classificação mundial. Tendo em conta a diferença proporcional (mas não histórica) entre Braga e Chaves poder-se-ão deste facto retirar ilações em relação à forma como os cidadãos de uma e de outra cidade encaram o seu Património, ou do ponto de vista do qual as respectivas edilidades o observam.

Verificou-se nos últimos anos, em Chaves, um importante investimento na investigação e na preservação do património edificado da cidade, quer quando nos referimos ao castelo medieval, às fortalezas modernas de S. Francisco e S. Neutel, às construções urbanas civis que formam o núcleo histórico ou, actualmente em destaque, aos vestígios romanos de Aquae Flaviae. A condição de interioridade geográfica, com as dificuldades que lhe são inerentes, parece ter motivado a Autarquia e os habitantes de Chaves para um novo conceito de desenvolvimento.

Já em Braga, o desenvolvimento surgiu, nas últimas décadas, sob a forma do crescimento urbano oficialmente incentivado, alimentado por um intenso êxodo rural, para fascínio da tecnocracia e do cidadão deslumbrado com os prédios, as avenidas e os shopings. Adquiriu assim a cidade a classificação de "grande", para orgulho de alguns, mas felizmente não para todos. Mas Braga não foi só precoce em crescimento, foi-o também a nível do estudo do seu Património urbano, particularmente depois do surgimento do Campo Arqueológico, na década de setenta. Este estudo, o “Salvamento de Bracara Augusta”, colidiu por vezes com o referido crescimento da cidade. No entanto, os frutos resultantes da investigação arqueológica, ao longo de décadas de escavações, não foram em grande parte colhidos pelos cidadãos.

Esta situação verifica-se porque as zonas escavadas, raramente são conservadas e musealizadas, e quando o são, são muito pouco divulgadas e dinamizadas. Nem Bracara Augusta é, ainda, uma imagem de marca cultural, nem Braga tem as condições necessárias para seguir o exemplo de Guimarães e, agora, de Chaves.

Acesso ao Ensino Superior

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Medicina: 1º FMUP; 2º ICBAS; 3º Universidade do Minho, 4º FMUC.

Arrastão Colectivo

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O Arrastão vai converter-se num blogue colectivo. Daniel Oliveira «contratou» Pedro Vieira, um dos melhores cartoonistas da blogosfera nacional que publicava actualmente no Irmão Lúcia e no 5 Dias, e Pedro Sales, co-autor do blogue Zero de Conduta. As movimentações do mercado blogosférico tiveram honras de notícia no Jornal de Negócios. Promete.

Duas Verdades ou Uma Mentira?

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«João Magalhães tem feito diligências para demonstrar que a construtora de Ponte de Lima não teve culpa, reunindo provas que atestam que as instituições públicas, incluindo a autarquia, já sabiam desde 2003 que o prédio que ruiu não tinha condições de segurança, como determinou uma vistoria assinada por engenheiros camarários[JN]

«Há mais 12 prédios em risco de derrocada iminente só na freguesia da Sé, no centro histórico de Braga. A declaração é do presidente da junta de Freguesia, António Sousa, que garante que alertou a autarquia por diversas vezes, mas sem grandes resultados, até ao momento. Mesquita Machado, o presidente da Câmara Municipal de Braga, disse ao Rádio Clube que a autarquia acciona os mecanismos necessários sempre que tem conhecimento destes casos.» [RCP]
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Avenida do Mal

O Engodo

Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, anunciou na pompa recente do partido a fundação da Res Publica, coisa com o objectivo de repensar as políticas da tal esquerda moderna, centro-esquerda - volver! O exercício, no entanto, é comum sempre que se aproximam batalhas eleitorais importantes, e as próximas, todas umas em cima das outras, obrigam a um esforço – este ano - quase filantrópico.

De todas as vezes, sejam elas Estados-Gerais, Novas Fronteiras, é a mesma receita. À massa cinzenta mais inconformada das bases do partido - arredada do Purgatório nesta altura - junta-se académicos independentes, dá-se sentimento de abertura q.b. e deixa-se apurar em criatividade o possível e o impossível. O resultado, depois de levado ao forno, é um partido motivado, cheio de ideias e um aparelho oleado para o combate eleitoral. O marketing e a publicidade lá tratarão de acomodar a iguaria aos olhos (mais do que a barriga) dos eleitores, sobre um prato de design moderno, enfeitado de um ou outro ramo de erva aromática e pó de perlimpimpim. Assim que comido e enfastiado, é o que se sabe, seguem-se 3 ou 4 anos de má digestão e afrontamento.

O mais interessante – e trágico, se calhar – é que a fórmula é reproduzida à escala das autarquias. Os caciques aproveitam a deixa e hipnotizam as massas no mesmo processo. De verdade, nunca como em advento de eleições autárquicas se consegue encontrar o mais motivado consenso em torno de uma candidatura, mesmo que esta já se prolongue na mais chata das sequelas. Nunca como em advento de autárquicas se consegue vislumbrar num edil uma aura de Obama em promessa de mudança mesmo contra a sua figura e mandato. É este, assim desfiado, o milagre da alternância em redor do próprio umbigo.
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Avenida Ideal

Capítulo 9: da nossa Braga, tão airosa, tão pesarosa

Na passada Segunda-feira, Braga abria os noticiários da noite e, em directo, mostrava-se ao país de um ângulo diferente: a antiquíssima Braga desmoronava-se e todos os portugueses eram testemunhas.

Durante muitos anos, Braga foi falada como terceira cidade do país, cidade mais jovem de Portugal, cidade mais jovem da Europa. O crescimento urbano e a Universidade do Minho contribuíam para a imagem de um Braga moderna e jovem, uma cidade nova que crescia da histórica e bimilenar Roma portuguesa.

A derrocada do prédio na Rua dos Chãos acabou por ser apenas mais um indicador de que a cidade nova não cresce da cidade velha, cresce apesar dela. A Braga de hoje desdobra-se em duas e Segunda-feira o país apercebeu-se disso. A Braga do directo não era nem jovem nem moderna e, conhecendo-se o perigo que o prédio representava, a não acção demonstra que Braga não é capaz de assumir-se como cidade histórica e cidade moderna ao mesmo tempo.

A nossa Braga cresceu para responder aos tempos modernos, mas esqueceu-se de respeitar as memórias da Braga dos nossos ancestrais. Infelizmente, o centro histórico de hoje funciona mais como sala de recepção a visitantes do que como sala de estar dos bracarenses.

9/11: Que Nunca Esqueçamos

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9/11 Tribute in Light
© seth_holladay

Acelerador de Partículas [2]

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«No dia em que o maior acelerador de partículas do mundo, do CERN na Suíça, entrou em funcionamento, a Google associou-se com pinta ao marco. Eu associo-me à segunda roda mais importante depois da invenção da primeira.... roda. Não há ainda imagens do bosão de Higgs, a tal "partícula de Deus", mas, tal como se diz por aí, a Verdade da Origem do Universo está mais perto de Genebra que do Vaticano, Meca ou Jerusalém.» [Vitor Pimenta, Mal Maior]

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Sexo Verde

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What's inside an apple?
© Miss_Bro

A Greenpeace, organização sempre interessada nos melhores ambientes, encontrou uma nova forma de promover um mundo mais verde - o sexo ecológico. Na verdade, é preciso uma boa dose de imaginação para tornar ainda mais verde uma das formas mais ecológicas de ocupar o tempo.

Menos ecológicas mas igualmente verdes e excitantes do ponto de vista visual são as maravilhas que o blogue Environmental Grafitti expõe, dando projecção a uma invulgar forma de arte [via]. Merece uma visita.

Acelerador de Partículas

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CERN Globe
© phitar

Entrou hoje em funcionamento o famoso acelerador de partículas vulgarmente conhecido como CERN (o que é incorrecto já que se trata do acrónimo de «Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire», o laboratório onde está sedeado o acelerador). Trata-se de um marco simbólico na história da ciência, o único saber cuja humildade tem servido para mostrar aos Homens a verdade.

Prédio Ruiu na Rua dos Chãos [2]

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«No 98, dois números ao lado do prédio onde morreram os limianos, soterrados pela queda de uma parede do prédio devoluto, mora o engenheiro civil João Mota, que vai mais longe ao garantir que enviou para a autarquia um alerta escrito sobre a situação.» [Jornal de Notícias]

«Várias vozes têm atribuído responsabilidades à empresa de construção civil de Ponte de Lima, José Cândido & Filhos, Lda, dona da obra de recuperação do prédio da Rua dos Chãos, no centro de Braga.» [Público]

«O director regional do Norte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) garantiu ontem, em Braga, ser ainda "prematuro" avançar com as causas da derrocada de um prédio que, anteontem, vitimou três operários da construção civil[Diário de Notícias]

«Alheia ao nefasto imponderável, a Câmara Municipal de Braga – conforme o fez já, de viva-voz, o seu Presidente – não pode deixar de lamentar as suas tristes consequências.» [Presidência do Município]

«O que os factos dizem é que, longe de ser alheia, a Câmara Municipal de Braga é desde já politicamente responsável pelo trágico acidente, por não ter exercido as prerrogativas legais que o poderiam ter evitado.» [braga.bloco]

Fast Forward Portugal 2008

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O Fast Forward Portugal 2008 está a chegar. Tal como pode ler-se no site da Velha-a-Branca, as inscrições decorrem durante um mês, entre 12 de Setembro e 12 de Outubro. Para participar, além de uma boa dose de imaginação, basta «juntar uma equipa capaz de escrever, filmar, editar e, claro, dar a cara no filme.» O festival nasceu em Chicago nos EUA e realiza-se actualmente também em Dublin (Irlanda) e em Braga (1ª edição em 2006; 2ª edição em 2007).

O Fast Forward é uma das inictiavas mais marcantes da agenda cultural bracarense, mobilizando dezenas de concorrentes ao longo de cerca de 24 horas. Deve salientar-se que, depois das críticas do ano passado, o Theatro Circo associa-se finalmente à iniciativa, acolhendo a exibição inédita dos trabalhos concorrentes na noite do próximo dia 18 de Outubro.

Transportes e Ambiente

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A Poluição dos Transportes
© Korail Korea Railroad

Este gráfico, que gentilmente me foi enviado pelo Dario, deve fazer-nos reflectir. Apesar das conclusões do Estudo de Mobilidade e ao contrário do que sucede nas Áreas Metropolitanos de Lisboa e do Porto e nos concelhos de Coimbra e Guimarães, Braga continua a investir os seus recursos no reforço dos eixos rodoviários, não se conhecendo um único avanço no transporte urbano ferroviário.

Tal como havia previsto aqui, o agravamento da situação económica do país levou a uma reconfiguração do uso dos transportes, com o sistema ferroviário a registar aumentos impressionantes em termos de número de passageiros e a fazer aumentar a utilização dos Metros de Lisboa e do Porto. Contudo, os cidadãos continuam sem opções na cidade de Braga - a inexistência de alternativas ao transporte rodoviário é incompreensível e inaceitável.

A Derrocada

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Os acidentes de trabalho mortais provocam, habitualmente, uma reduzida ou nula comoção social, atribuindo-se, de resto, aos desígnios fatais do destino o que, frequentemente, sucede por incúria e por demissão de quem deve garantir que ela não exista. Seja como for, se um qualquer fugaz figurante de revistas sociais morre num acidente de viação porque ia bêbedo ou drogado, o país afoga-se durante dias num choro convulso; se três trabalhadores da construção civil morrem soterrados, bem mais raros são os que experimentam alguma tristeza. Quem é que quer, afinal, saber do que acontece, por exemplo, a um, dois ou três "trolhas"?

Preocupados em registar os ditos do senhor comandante, do senhor presidente, do senhor governador ou do senhor secretário de estado, alguns jornais esqueceram-se de dizer quem eram os três trabalhadores que ontem faleceram em Braga, ignorando que eles se chamavam Agostinho Martins, Manuel Pontes e José Veríssimo. Há pessoas que nem na hora da morte parecem ter direito a um nome.

Meio Milhão

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Braga (23)
© francescovinci

500.000 páginas visitadas no blogue Avenida Central. Obrigado!

Dois Ponto Zero [5]

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A ler: [derrocada de braga] a imprensa, por Cláudio Rodrigues; Morreram Soterrados, por Fernando Martins; Mais eleitoralismo, menos bem-estar social, por Gustavo Marques.

A Desertificação do Centro de Braga

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Urbanismo em Braga
© Diário do Minho, 08.Set.2008

Há pouco mais de uma década e sob o epíteto «É Bom Viver em Braga», o executivo municipal promoveu uma revolução na cidade com a pedonalização de grande parte do centro histórico através da construção de um grande túnel e de dois enormes parques subterrâneos. Nas áreas limítrofes, a política era de «solo barato». O lema era construir em todos os locais e construir de qualquer maneira para baixar os preços das habitações, maximizando os lucros dos empreiteiros na mesma medida em que se hipotecava a qualidade urbanística das áreas habitacionais.

O fracasso foi evidente. A cidade foi pensada para o uso exclusivo do transporte rodoviário: o centro tornou-se num local de passagem rápida através dos grandes eixos viários; o túnel «matou a Avenida da Liberdade»; e os parques subterrâneos, caros, tornaram mais fácil e acessível ir ao shopping do que ao centro histórico. Reflectindo esta mesma realidade de abandono do centro, a Notícias Magazine publicava, em Outubro de 2007, uma excelente reportagem sobre a morte lenta da rua do Souto. O texto aflorava a desertificação, a pouca diversificação do comércio e a morte nocturna do centro histórico.

Perante a realidade sombria, decidiu o executivo de Mesquita Machado avançar para o prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, numa tentativa de minimizar os danos causados pelas suas próprias opções do passado. No mesmo sentido, pode ler-se outro curioso acto de contrição na capa do Diário do Minho de hoje, com a Câmara Municipal a assumir, ineditamente, que «Braga precisa de colocar a construção na ordem

Ironicamente, no dia em que começaram as obras do túnel e a câmara assumiu o caos urbanístico de que é principal responsável, a tragédia voltou a abater-se sobre o centro histórico. É que, embora sem qualquer nexo de causalidade, estes três acontecimentos reflectem tristemente o escacar da cidade.

Braga: Prédio Ruiu na Rua dos Chãos

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Derrocada na Rua dos Chãos
© Georden

Em actualização
17h00 - Um morto e dois soterrados é o balanço do desabamento de um prédio de habitação que se encontrava em obras na Rua dos Chãos. Segundo informações que me acabam de chegar do local, o prédio localiza-se nas imediações da International House.

17.30 - Operações de resgate dos soterrados parcialmente suspensas devido a obras de reforço da estrutura para evitar novas derrocadas.

18.50 - Os prédios e algumas lojas nas imediações do edifício que hoje ruiu no centro de Braga foram evacuados devido à necessidade de avaliar se as estruturas foram afectadas pela derrocada, informou o governador civil.

20.00 - Três mortos é o trágico balanço final da derrocada desta tarde em Braga. É tempos de reflectirmos sobre a degradação e abandono do centro histórico.

23.07 - O Jornal de Notícias publica a infografia do acidente.

Rua dos Chãos - Braga

Queda de prédio em Braga faz três mortos :: Jornal de Notícias
Bombeiros retiraram pessoa dos escombros do prédio que ruiu :: Público
Uma vítima mortal em desabamento de prédio em Braga :: RTP + Vídeo
Vítima retirada dos escombros sem vida, dois operários por localizar :: Sol
Prédio desabou, quatro pessoas soterradas :: IOL
Um morto em derrocada de prédio em Braga :: Sapo
Obras em prédio fazem um morto e vários feridos :: Sic + Vídeo
Derrocada em Braga faz um morto e obriga a evacuar prédios e lojas :: Público
Terceira vítima da derrocada resgatada sem vida :: Público

Braga Qu'Eu Gosto 11 | 5-Em-Linha

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Braga por um Túnel [4]

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Requalificação da Avenida da Liberdade
© CMB

«A aprovação dos trabalhados que hoje se iniciam foi condicionada pela Direcção Regional de Cultura do Norte à «realização prévia de escavações arqueológicas». Mas as informações que têm sido divulgadas pela Câmara de Braga vão num outro sentido: os trabalhos de construção e as escavações arqueológicas são para fazer em simultâneo.» [Diário do Minho]

«Bombeiros locais e lojistas das áreas abrangidas no âmbito da requalificação do topo Norte da Avenida da Liberdade receiam as consequências das obras. E queixam-se que ainda ninguém os informou sobre o que podem esperar.» [Jornal de Notícias]

«Ya, Um Dia Fomos Bater na Gisberta»

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Homeless kids in Odessa
© Alex Zhavoronkova
«Gabavam-se de conhecer "um travesti", que "até tinha mamas" e fizera "operações à cara". Tinha cabelos compridos, pintava os lábios, os olhos. Parecia "mesmo uma mulher". A notícia espalhou-se. Um dia, um lembrou-se de lhe bater. E os outros foram atrás. Deram-lhe murros e pontapés, atiraram-lhe pedras, bateram-lhe com paus, enquanto lhe chamavam "travesti", "paneleiro", "puta". E riam-se. Riram-se muito. [...] Ela saiu, suplicando que a deixassem estar, que não tinha para onde ir. F. e I. atiraram-lhe pedras para a cabeça, ela caiu. Quando se conseguiu levantar, D. passou-lhe uma rasteira e ela tornou a cair. Pontapearam-na, bateram-lhe com paus, baixaram-lhe as calças para ver se tinha pénis ou vagina.» [Público]

Inquietante, esta é a história de um ódio que germina com demasiada naturalidade diante da passividade de meio mundo. Mais do que vítima das mentes hediondas de um punhado de jovens deliquentes, Gisberta morreu às mãos de uma sociedade que continua a negligenciar-se, a consumir-se em demasiados preconceitos e frustradas (des)educações.

Num único invólucro humano, Gisberta reunia todos os atributos para ser odiada pelos filhos desta terra da reconquista. Num único invólucro humano, uma tuberculosa, uma puta, um travesti, um paneleiro, um emigrante, uma sidosa, uma indigente... Num único invólucro humano, todo o sofrimento do mundo, mas sofrimento suficientemente diverso para lhe não dispensarmos as tradicionais lágrimas de crocodilo que emprestamos às tragédias quotidianamente televisionadas.

Convém não esquecer que há uma Gisberta que morre sempre que o preconceito é instilado, sempre que negligenciamos uma educação inclusiva que promova a aceitação e o respeito pela diversidade e sempre que sonegamos o acesso de um qualquer cidadão a direitos civis fundamentais como a saúde, a educação, o casamento ou a segurança.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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