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O Minho e as Portagens

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O Movimento contra as portagens na A28 extinguiu-se, alegando ter chegado a hora dos políticos defenderem os interesses da região. O problema das portagens é nacional: enquanto Lisboa e o Porto continuarem sem pagar portagens nas vias de mobilidade interna não há nenhum critério para as cobrar a quem se desloca entre Viana e Esposende, entre Braga e Barcelos ou entre Guimarães e Cabeceiras, só para citar alguns exemplos...

Minho 2009: Viana Mantém-se Socialista

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Amares - Vence José Barbosa, independente.

Cabeceiras de Basto - Joaquim Barreto reforça a maioria socialista no concelho de Cabeceiras de Basto, arrastando o PSD para um resultado inferior ao das últimas eleições autárquicas.

Celorico de Basto - PSD vence sem surpresas, com Joaquim Mota e Silva a herdar o cargo do seu pai, actual Presidente da Câmara.

Esposende - Mais uma vitória folgada para João Cepa (PSD), renovando a confiança dos esposedenses para o último mandato à frente dos destinos do município.

Fafe - O PS conquista sem surpresa um dos concelhos que é bastião dos socialistas no Minho.

Ponte de Lima - O CDS-PP mantém a única câmara dos democratas cristãos em todo o país. Daniel Campelo deu um exemplo de renovação a todos os políticos.

Póvoa de Lanhoso - Vitória do PSD num concelho muito dividido e bipolarizado.

Terras de Bouro - Câmara que muda de mãos. O PS conquista o município ao PSD.

Viana do Castelo - A Câmara da capital de distrito mudou de Presidente mas não mudou de partido. O PS continua a gerir os destinos de Viana.

Vieira do Minho - O PS vence por 26 votos. A Câmara muda de mãos.

Vila Verde - Mais um bastião laranja do distrito que muda de Presidente mas não muda de partido. António Vilela é o novo Presidente do Município.

Vizela - O Partido Socialista renova a maioria no mais recente concelho do país.

Viana 2009: PS Lidera Sondagens

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Antigos Paços do Concelho, Viana do Castelo
© ivogomes

A sondagem Intercampus para a TVI e o Rádio Clube prevê a vitória do candidato socialista José Maria Costa com 48,9% dos votos contra 40,5% da Coligação Juntos Por Viana que reúne PSD e CDS-PP. A CDU atinge os 5,5%, enquanto o Bloco de Esquerda segura 3,9% dos votos. Esta sondagem foi realizada entre os dias 3 e 6 de Outubro por simulação de voto em urna fechada.

Do Escândalo dos Fundos Comunitários

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Na sequência das queixas de Rui Rio sobre a distribuição das verbas do QREN, recebemos de Carlos Santos alguns dados que sintetizamos de seguida.

1. A NUTS III Grande Porto está a 75,1% da média Europeia, pelo que estaria impedida de aceder aos fundos comunitários. Apesar de ter dimensão superior aos valores referência da UE, a NUTS III Grande Porto conseguiu aceder aos fundos europeus porque se encontra camuflada na região Norte.

2. Apesar ser claramente a região mais rica do Norte e de continuar a receber fundos devido a um expediente de secretaria, a NUTS III Grande Porto centralizou, nas contas de 2000 a 2007, 42,4% dos fundos comunitários do Norte, apesar de apenas possuir 3,8% da área total e 34,2% da população da região.

3. Em termos de PIDDAC, o distrito de Braga perdeu mais de mil milhões de euros em relação à média nacional no período entre 2001 e 2007. No mesmo período, Viana do Castelo também se encontra deficitária, embora com valores mais modestos.

Parece evidente que o Minho tem sido altamente penalizado, perdendo fundos para Lisboa e para o Porto perante uma intrigante passividade dos principais actores políticos da região. À injustiça na distribuição dos fundos soma-se a discriminação em termos de transportes públicos, as desigualdades no pagamento de portagens e a irrelevância na estratégia turística adoptada para a região Norte, decisões que não têm sido devidamente contestadas pelos nossos deputados na Assembleia da República.

Por tudo isto, impõe-se uma profunda reflexão e, sobretudo, uma clarificação relativamente ao futuro. Nada melhor que a próxima campanha eleitoral para esclarecer.

Viana, Meca da Arquitectura

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Axis Viana Hotel (3)
© Pedro Manuel Monteiro

A conferir, no Jornal de Notícias e no suplemento Fugas do Público.

Viana, Meca da Arquitectura | 2

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Viana: Onde Democracia É uma Festa

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Streets of Viana do Castelo
© jlcarsil

Diz-se por Viana do Castelo que Defensor Moura alimenta, há vários anos, uma guerra com Rui Solheiro, Presidente da Distrital Socialista e da Câmara Municipal de Melgaço. O processo de criação da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, liderado por Solheiro, foi terreno fértil para o autarca vianense desafiar o poder do aparelho socialista distrital. Após intensa contestação, Defensor Moura propôs uma consulta popular e o referendo ratificou as pretensões do edil vianense que aproveitou o discurso da vitória para lançar um duro ataque ao aparelhismo do sistema partidário nacional.

Em consequência dos resultados do referendo, aventa-se que o PS poderá vetar uma candidatura autárquica de Defensor Moura, exilando-o na Assembleia da República. Se o cenário parece complexo, as especulações dos últimos dias estão a tornar a política vianense ainda mais curiosam, sobretudo se vier a confirmar-se uma candidatura de Narciso Miranda à Câmara Municipal de Viana.

Referendo 2009: Viana Continua Isolada

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Os vianenses disseram em referendo que preferem continuar orgulhosamente sós no contexto das Comunidades Intermunicipais do Minho. O resultado, embora com uma enormíssima abstenção, diz muito sobre o populismo do municipalismo português. Ao chantajar os eleitores fazendo depender a sua continuidade da vitória do Não, Defensor Moura transformou o referendo de Viana numa espécie de primárias das próximas eleições autárquicas. Desta experiência de Viana, sobram várias conclusões sobre as quais podemos reflectir:

1) os vianenses escolheram não integrar nenhuma Comunidade Intermunicipal, furando a estratégia delineada pelo próprio Partido Socialista. Embora conscientes das fragilidades da Lei, a verdade é que trabalhar numa perspectiva integrada nos parece mais vantajoso do que limitar os horizontes do progresso e da modernidade ao próprio umbigo;

2) não se tratando da solução perfeita, as Comunidades Intermunicipais são um passo intermédio rumo à regionalização. Estamos em crer que a regionalização, no âmbito de um processo alargado de reorganização administrativa do país que inclua a fusão e a extinção de alguns concelhos e freguesias, se constitui como a melhor resposta para os desafios actuais do país e da região;

3) os referendos em Portugal são invariavelmente pouco participados e os debates que os precedem resvalam com demasiada frequência para um populismo folclórico. Salvo raríssimas excepções, o âmago das questões nunca é debatido em profundidade e as populações não são verdadeiramente envolvidas num processo consciente de tomada de decisão;

4) o municipalismo português está invariavelmente associado a um indesejável culto da personalidade. Mais do que ideias e projectos, as eleições municipais são um escrutínio ao senhor simpático que pagou as viagens a Fátima, que arranjou o passeio lá da rua e que ofereceu os cabazes de Natal aos "desfavorecidos" do bairro.

Texto editado às 1.30 de 26 de Janeiro de 2009.

Minho Reunificado no Turismo

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The 16th Green
© brianewen

O que é que a Escócia tem que o Minho não tem? Campos de golfe é só uma das muitas repostas possíveis, mas aquela que, com maior facilidade e rapidez, pode transformar de forma mais profunda a qualidade da oferta turística do Minho. Foi com esta ideia no pensamento que os 24 municípios do Minho e mais de 400 agentes económicos privados assinaram um acordo para «valorizar os recursos do Minho rural, convertendo-o em território competitivo

Seis novos complexos vão integrar a oferta do Minho na área do golfe que actualmente apenas conta com o complexo de Ponte de Lima e o campo de treinos da Universidade do Minho, em Guimarães, onde está em uso o robô Golfinho, desenvolvido por alunos do Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores do Departamento de Electrónica Industrial daquela Universidade. Os novos investimentos no golfe vão concentrar-se no Alto Minho, com projectos previstos para Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira. A sudeste da região, prevêem-se apenas dois equipamentos, um a ser construído em Tibães (Braga) e outro em Vieira do Minho.

Para além do golfe, o programa assinado pelas três Comunidades Intermunicipais do Minho prevê a aposta na dinamização dos balneários termais, na rede de aldeias e solares, na qualificação do vinho verde e nos desportos náuticos.

Depois de mais de dois anos a combater a crise de identidade do Minho [ver 1, 2, 3, 4, 5], parece que as autarquias e os agentes económicos da região acordaram finalmente para a importância da promoção conjunta do seu enorme potencial.

Um País de Desigualdades [2]

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São apenas 22 empresas do Minho na lista das 500 maiores de Portugal, sintoma de um país de enormes desigualdades. Do terceiro maior distrito do país constam 18 empresas enquanto que Viana apenas coloca 4. A maior do Minho, a Continental Mabor de Lousado, é a 46ª da lista, enquanto que o sector mais representado é o da construçao civil com 5 empresas entre as 22 mairores.

1 (46) – Continental Mabor – Indústria de Pneus, SA (Braga)
2 (58) – Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda (Braga)
3 (153) – Portucel Viana – Empr. Prod. De Papeis Indistriais, SA (Viana)
4 (157) – Norace – Construção de Auto-estradas do Norte, ACE (Braga)
5 (171) – Casais – Engenharia e Construção, SA (Braga)
6 (186) – Ilídio Mota – Petróleos e Derivados Lda (Braga)
7 (204) – Safebag – Ind. Componentes Seg. Automóvel, SA (Viana)
8 (278) – Domingos da Silva Teixeira, SA (Braga)
9 (287) – FDO – Construções, SA (Braga)
10 (290) – Estaleiros Navais de Viana, SA (Viana)
11 (313) – Solidal –Condutores Eléctricos, SA (Braga)
12 (359) – Coindu – Comp. Para a Indústria Automóvel, SA (Braga)
13 (404) – Carlasse – Comércio de Automóveis, SA (Braga)
14 (410) – Construções Gabriel A S Couto, SA (Braga)
15 (440) – Dalphi – Metal Portugal, SA (Viana)
16 (450) – Irmãos Vila Nova, SA (Braga)
17 (455) – Cooperativa Agrícola de Barcelos, CRL (Braga)
18 (459) – Cabelauto – Cabos para Automóveis, SA (Braga)
19 (468) – Lameirinho – Indústria Têxtil, SA (Braga)
20 (487) – Gabor Portugal – Indústria de Calçado, Lda (Braga)
21 (497) – Riopele Têxteis, SA (Braga)
22 (498) – JSGomes – Sociedade de Construções do Cavado, SA (Braga)

* Dados da Revista Focus de 17/09/2008. Entre parêntises a posição no ranking nacional.

Turismo: Porto e Norte de Portugal

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Foram várias as vezes que denunciei a morte do Minho (1, 2, 3, 4) enquanto Região de Turismo. Enquanto isso, os políticos minhotos foram-se entretendo num pingue-pongue de argumentos flácidos e inertes, complacentes com o completo apagamento do Minho pelo eufemismo da super região «Porto e Norte de Portugal».

O Pedro Antunes descobriu agora que a Associação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Norte (ADETURN) elaborou um extenso relatório «onde não aparecem uma única vez as palavras Braga, Minho ou Viana do Castelo

Satisfeitos?
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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