Avenida Central

Dente por Dente

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USSNYbyMudPig
© Steve Kelley

USS New York, o navio de guerra forjado do aço que sobrou dos escombros do World Trade Center. Uma máquina de morte feita do esqueleto do que outrora foi um complexo a fervilhar de vida. No ano em que o seu presidente foi agraciado com o Nobel da Paz, este é o sinal que os Estados Unidos dão, e sempre deram, ao Mundo.

Legislativas 2009 na Imprensa Internacional

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Em Espanha, o El Pais destaca a provável vitória de Sócrates sem maioria absoluta, enquanto o El Mundo diz que José Sócrates é o grande favorito para vencer as eleições de hoje. O diário catalão La Vanguardia fala na vantagem de Sócrates devido à debilidade da direita portuguesa.

Em Franca, o Le Monde diz que José Sócrates joga a maioria nestas eleições, salientando que os apelos ao voto útil marcaram as campanhas dos dois maiores partidos. O France 24 prefere destacar o facto de José Sócrates estar à beira de perder a maioria absoluta com que governou o país nos últimos quatro anos.

Nos Estados Unidos da América, The Wall Street Journal fala das eleições de um país pobre e a atravessar sérias dificuldades económicas. O New York Times não preparou nenhum trabalho próprio para a cobertura destas eleições, limitando-se a citar a agência Reuters.

A agência internacional Reuters escreve sobre as dificuldades do país, destacando uma provável vitória de José Sócrates. A Associated Press repete o destaque das questões económicas e fala numa vitória dos socialistas.

Uma Questão de Justiça

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Lone tree
© Diogo Martins

Enquanto nos Estados Unidos os presos e ex-presos são hostilizados para lá dos limites de respeitabilidade que a dignidade humana exige, em Portugal, a comunidade de uma aldeia de Vieira do Minho colaborou durante 16 anos com a fuga de um condenado por homicídio. Entre um extremo e o outro, acredito que haja um equilíbrio mais satisfatório.

Ironias que a Rede Tece

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michael jackson dead
© freep.com

A internet tem destas coisas: em cima da notícia da morte de Michael Jackson, vendem-se bilhetes para a próxima digressão. Sem comentários.

Será Pecado de Inveja?

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Calvin Klein's latest racy ad 2009 sex in street sexo na rua publicidade
© bitchcakesny

Oscilando entre o melhor e o pior, os Estados Unidos da América discutem o erotismo de um anúncio de calças de ganga como há muito não debatem a pena de morte. Ao que parece, há por lá quem se ofenda com a sensualidade a três. Eu nunca percebi bem estas reacções viscerais, mas o remédio é simples: se não gostam, fechem os olhos.

Obama nas Alturas

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Apanhei o sermão assim pelo fim. Sermão - sim - porque haverá poucas homilias com mais louvores a Deus e à sua criação. Ainda agora saltou para lá outra figura em pregação difusa e escancarada - arrancou uns améns da populaça que enche aqueles jardins imensos diante do palanque onde pregava o agora novo presidente dos Estados Unidos da América.

Segue-se o Hino e a Bandeira, a intensidade ao fundo no Capitólio imaculado como uma basílica. Faltam os sinos, têm-se as filarmónicas. Fosse Obama cumprimentar os presentes em cima de um andor de flores brancas e julgaria estar naqueles dias em que o choro na "Procissão do Adeus " enche a quase plenitude das emissões televisivas nacionais pelo 13 de Maio.

Obama Vence!

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Barack Obama
© Joe Crimmings Photography

A Pennsylvania votou Obama e, com este resultado, não é imprudente dizer que Barack Obama é o próximo Presidente dos Estados Unidos da América.

Embora a esperança seja efectiva, a verdade é que, por força da aspereza do caminho, ninguém espera que Obama promova suficientes mudanças de paradigma em termos de saúde, educação e segurança social; nem que a política externa americana abandone em definitivo o autismo das últimas décadas; nem que haja coragem bastante para acabar de uma vez por todas com a discriminação das minorias.

Ainda assim, a eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos da América é histórica, um epíteto que, por agora, gravita mais na esfera do simbólico do que no campo do concreto. Só tempo ajudará a desfazer as dúvidas.

A Guerra Contra a Ciência

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Depois de tantos séculos de progresso ancorado no conhecimento científico, a forma obsessivamente desconfiada como alguns sectores da sociedade encaram a ciência assume contornos de paranóia. A nova cruzada contra a ciência, liderada por grupos religiosos e acompanhada pelo sectores políticos mais conservadores, procura ostaculizar o desenvolvimento científico através da sementeira do medo e da apologia do desperdício.

O medo é instilado pela delirante denúncia de estratégias de destruição da humanidade por via da manipulação genética, da promoção da eugenia ou da barbarização dos princípios sociais dominantes. A apologia do desperdício, uma espécie de imediatismo idiota tão demagógico quanto mobilizador, opera-se pela ridizularização da investigação científica sempre que a aplicabilidade dos novos conhecimentos ainda não está ao alcance da compreensão da esmagadora maioria da população.

Uma e outra estratégias aceitam-se na conversa de café e toleram-se no jornal de bairro, mas são inadmissíveis quando está em causa decidir o futuro de uma nação. O respeito por toda e qualquer crença, dos dogmas historicamente mais resistentes às idiotices que se perdem no escoar do tempo, não deve ser justificativo para que, a troco de qualquer convicção, tenhamos que suportar uma dantesca permanência no obscurantismo ignorante.

É que, invariavelmente, os apologistas do medo e do desperdício são os primeiros a servirem-se das conquistas da ciência, tratando-se nas clínicas mais luxuosas, com recurso aos fármacos emergentes, às técnicas mais avançadas e às tecnologias mais recentes. Ao empeçilhar o desenvolvimento da ciência, os apologistas do medo e do desperdício condenam todos os outros a uma espécie de castigo de Tântalo, seja pela interminável espera que os governos e/ou o mercado resolvam as questões da acessibilidade ao tratamento emergente, seja pelo óbvio atrasar do virar de página para o sucesso científico que vem a seguir.

Sara Pallin, a número dois de John McCain na corrida à Casa Branca, tem somado intervenções anedóticas no que respeita à investigação e desenvolvimento científicos, engrossando a horda dos que fazem a apologia do medo e do desperdício. Usar do escárnio e acusar de desperdício os trabalhos que têm sido desenvolvidos com a mosca da fruta, um precioso animal que muito ajudou à compreensão e tratamento de algumas das doenças mais nefastas, é abusar da demagogia desonesta e ignorante.

Inteligência, discernimento e humildade é o mínimo que se exige a quem deseja assumir os mais altos cargos de uma nação, mas estes são atributos que, a existirem, têm estado na penumbra sempre que Sara Pallin fala sobre matérias científicas.

USA: Tempo de Decisões

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Presidential Debate 2008
© Marshall Ramsey

Nos Estados Unidos da América debate-se o futuro. Portugueses, ide dormir descansados que amanhã o Nuno Gouveia conta tudo.

Dia da Escola de Ciências da Saúde

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Dia da Escola de Ciências da Saúde 2008 - Universidade do Minho
© SAS

No passado dia 8 de Outubro, precisamente 7 anos depois da aula inaugural do curso de Medicina, a Escola de Ciências da Saúde celebrou mais um aniversário. A data foi marcada pela homenagem ao fundador do curso, o Professor Joaquim Pinto Machado, uma das pessoas mais fantásticas com quem tive o privilégio de trabalhar. Médico e humanista é seguramente um dos membros mais ilustres da elite intelectual do país.

Na mesma data, o Professor Nuno Sousa, director do curso de Medicina, anunciou que os alunos e graduados da Universidade do Minho obtiveram as melhores classificações relativas e absolutas num conjunto de oito escolas médicas de todo o mundo que se submeteram ao exame do National Board of Medical Examiners, a prova que garante o acesso à prática da Medicina nos Estados Unidos da América. Também no exame nacional de seriação para a especialidade médica, os alunos do Minho estiveram quatro pontos percentuais acima da média nacional.

Capas Que Fascinam...

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Obama and McCain - Nature

Esta é uma capa recente daquela que é, muito provavelmente, a melhor revista de ciência do mundo. [via]

Esbanjar Dinheiros Públicos

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«A seguradora American International Group Inc. - AIG foi salva "in extremis" da falência através de uma injecção de 85.000 milhões de dólares aprovada pela administração do Presidente George W. Bush. De acordo com um inquérito parlamentar em curso, os executivos em causa - que não do sector financeiro da seguradora, alegadamente responsáveis pelo descalabro - esbanjaram 440.000 dólares (320.000 euros) no "resort", em banquetes faustos, spa e partidas de golfe.» [Expresso]

À medida que a crise se avoluma, sucedem-se críticas ao modelo capitalista neoliberal que, na maior parte das vezes, são verdadeiros tiros ao lado. Um estado neoliberal nunca investiria 85.000 milhões de dólares para salvar uma empresa.

A Política da Crise

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A crise veio para ficar, um cenário que favorece a mudança de poder nos Estados Unidos e a estabilidade em Portugal. Depois de ontem, as vitórias de Obama e Sócrates são ainda mais prováveis.

Crise em Wall Street

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Cartoon Wall Street Bailouts
© R.J. Matson, The New York Observer

9/11: Que Nunca Esqueçamos

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9/11 Tribute in Light
© seth_holladay

Política Espectáculo

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2008 Democratic National Convention
© cqpolitics

O sucesso mediático de Barack Obama tornou as eleições americanas numa espécie de referendo à sua eleição. Pela forma como constrói e destrói ideias, mitos e heróis, a comunicação social merecia uma lição do voto popular. Temo tanto quanto não desejo que essa lição chegue com a derrota de Barack Obama.

God is Republican!

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God Is Republican

© Pat Bagley, The Salt Lake Tribune

Política à Americana

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Young Obama Supporter in Des Moines, IA
© Joe Crimmings Photography

«But he has his work cut out. The “people” section on his website divides Americans into 17 categories: Latinos, women, First Americans, environmentalists, lesbian, gay, bisexual and transgendered people, Americans with disabilities, Asian-Americans and Pacific islanders and so on. There is no mention of whites, or men[Economist]

Assim termina o artigo que a revista Economist desta semana dedica às eleições presidenciais norte-americanas, deixando entender que Barack Obama negligencia o voto dos homens brancos dos Estados Unidos da América e que isso pode comprometer a sua eleição.

O artigo vem na linha das investidas de uma certa direita que censura de forma repetida todas as tentativas de colocar na agenda mediática as várias discriminações que ainda persistem no quotidiano das nossas sociedades. A mensagem que interessa passar é a de que já não se pode ser um vulgar homem heterossexual branco do interior da América. Mais do que isso, pretende-se inculcar na opinião pública a ideia de que Obama é o algoz das 'modernices' que destroem os equilíbrios naturais da sociedade, assumindo-se como detractor dos valores da família, do direito ao porte de armas e da hegemonia social do homem.

O artigo é tão parcial que ignora a compartimentação de públicos feita por McCain (Mulheres, Veteranos, Advogados e Desportistas). Ironicamente, o sítio do candidato republicano também não menciona "brancos" ou "homens", mas isto são meros detalhes.

Grupos ou Comportamentos de Risco? (II)

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HIV_USA
© CDC, Race/ethnicity of persons living with HIV in USA, 2003

Apesar de tudo o que foi escrito por João Miranda, está por demonstrar que a classificação das pessoas em grupos de risco é mais significativa, mais informativa e mais precisa do que a análise dos seus comportamentos. Além do mais, a segmentação da população tem consequências sociológicas nefastas como a segregação de grupos sociais e o perigo de se alimentar a ideia errada de que os elementos não pertencentes aos grupos de risco estão imunes à transmissão da doença.

Estivéssemos nós em 1950 e andaríamos a discutir se os negros deveriam ser considerados como um grupo de risco. Hoje, porém, os complexos, as manias e as obsessões são outros.

Nomeado!

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obama
© Daryl Cagle
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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