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© A Bola
Braga é uma cidade de portas abertas. É sempre com gosto que recebemos quem nos visita para aqui passear, comer, dormir ou divertir-se. A noite de hoje não será excepção: os adeptos do Benfica que aqui chegam de Vila Verde, Ponte de Lima, Cabeceiras de Basto, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro ou Lisboa para ocupar os cerca de 15.000 lugares que os sócios e adeptos do Braga deixaram vazios serão muito bem vindos. Em primeiro, porque não sabemos receber de outra maneira e, em segundo, por conscientes do país que temos sabemos que o dinheiro que pagaram pelos seus bilhetes é importante para o crescimento sustentado do Sporting Clube de Braga..
Ao contrário do que possa pensar-se, o jogo de hoje é muito mais importante para o Benfica do que para nós. O Braga está bem consciente da realidade e sabe que ainda não chegou o tempo de se intrometer na hegemonia cinzenta dos chamados três grandes do futebol português. Com muito realismo e dada a distância a que já estamos do quarto e quinto classificados, os três pontos que estão em jogo até podem nem ser decisivos para os objectivos do clube nesta época.
O que se deseja é um bom jogo de futebol, condicente com a época que as duas equipas estão a fazer e sem as manigâncias que já se viram noutros jogos. Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa: por muito que alimentem a conversa fiada de outros tempos, só há um resultado que satisfaz a cidade. É que, contra tudo e contra todos, Braga é cada vez mais do Braga.