Na passada semana tive oportunidade de entrevistar para a Rádio Universitária do Minho, o director da orquestra de jazz do Município da Nazaré , maestro Adelino Mota que me falou da pujança do jazz nesta região, revelando-me o seu embaraço perante o elevado número de músicos na Nazaré que ainda não tendo qualidade para participar na orquestra (relembro que uma orquestra de jazz possui habitualmente 18 elementos) teria que formar outros combos capazes de motivar estes jovens músicos. A referida orquestra já participou na festa do jazz que regularmente tem lugar no mês de Abril, onde são dados a conhecer os músicos , projectos e combos de escolas que felizmente pululam pelo nosso País , do Porto a Setúbal , de Sines à Madeira , do Algarve a Alcobaça. E Braga? Pois é , radiantes com o facto da cidade ter um sem número de bandas de garagem , editoras e grupos com algum renome a defender, a verdade é que não temos músicos de jazz para constituir um quarteto, quanto mais uma orquestra. È claro que a festa do jazz pode bem passar sem Braga, o que é pena , para não chamar outra coisa , é que Braga não veja no jazz uma forma de cimentar a existência de músicos de qualidade, produzindo projectos diferenciados , capazes de mobilizar todos aqueles que se interessem pela música independentemente dos rótulos ou formações académicas. É claro, que podemos sempre satisfazer - nos com a sala de ensaios do 1º de Maio , mas não deixa de se reduzir a música a uma “juvenialização “ geracional ou seja a verdadeira arte é feita de outra massa e, nesse domínio muito há a fazer na cidade de Braga.
Escrito por José Carlos Santos
(I)maturidade
[Miguel Portas] “Se aos 16 anos um jovem já tem idade para trabalhar porque não há-de ter idade para votar?” [Público]
O voto é uma arma que deve ser atribuída a quem já tem idade para participar activamente na sociedade, mas essa idade já não são os 18 anos. A lei eleitoral tem que ser adaptada ao sistema jurídico em que vivemos, não podendo continuar a existir desfasada da actualidade. [Câmara de Comuns]
Conclui assim, o João Gomes de Almeida, um post sobre o voto aos 16 anos. Um post onde conta a história sobre o "Luís Pedro": um jovem, fictício, de 16 e as suas deambulações - porque, de acordo com a lei, as pode ter - na sociedade. Recomendo a sua leitura e, por isso escuso-me ao aborrecimento (para os leitores) que seria citar artigos.
Certamente que a larga maioria dos países do mundo ainda estabelece, como idade de voto, os 18 anos. Estabelece, como estabelecia em meados do séc. XX os 21 anos. Alguns países já avançaram com a diminuição para os 16 (ou 17) anos. Noutros, com maior ou menor fulgor, vai-se falando no assunto.
Quando surgem afirmações destas gera-se sempre algum frenesim, pese embora outros assuntos se sobreporem, manifestamente, a este. Mas a ideia não é nova em Portugal. O Bloco já a defendeu e a JS (e julgo que o PS) também defende essa ideia.
Nota: Quando se reclama a diminuição da idade de voto, tal não implica, necessariamente, a consagração da universalidade desse direito, independentemente de alguns - como eu - assim o entenderem. De facto, como sucede nalguns países, esse direito ao voto pode estar condicionado a emancipação pelo casamento ou ao emprego do adolescente, entre outros factores que demonstrem essa participação activa.
Os Pais Sabem Melhor?
"Numa área da educação [sexual] tão ligada às questões éticas, morais e religiosas, é inadmissível que haja esta espécie de ditadura da Assembleia da República", diz Isabel Lima Pedro, do MOVE, defendendo que a liberdade de escolha dos pais é a melhor solução para todos. [Expresso]
Nem vale a pena fazer grande alusão "às questões éticas, morais e religiosas". Na maior parte dos casos acredito que será um mero eufemismo para "fé" ou "religião", o que torna qualquer discussão absolutamente inútil.
Bem sei que a própria lei confere esse direito de orientação da educação - inclusive da religiosa - aos pais. Mas, na minha opinião, é um direito que deve ser exercido com responsabilidade, sem fundamentalismos, com moderação e no melhor interesse, não dos pais, mas (sempre) dos filhos.
O que este grupo de pais defende, aparentemente, é a substituição de "inadmissível" ditadura da Assembleia da República por uma outra, ditadura, que já entendem como admissível. E a expressão ditadura não é despropositada, pois, de facto, a liberdade de escolha [menos a dos adolescentes] é a melhor solução para todos.
Existe uma diferença inegável entre um adolescente de 10 anos e um adolescente de 17 anos e 364 dias. Por um lado, consigo compreender a posição dos pais se aplicada à fase inicial da adolescência. Por outro, já não consigo compreender, de todo, como é que pais que são, obviamente, envolvidos e dedicados e que, certamente, procurarão a melhor educação possível para os seus filhos, concebem essa educação sem conferirem algum grau (evolutivo, ao longo da adolescência) de liberdade de escolha aos seus filhos. Aliás, se essa liberdade não existe, também não pode existir responsabilidade e esta não nasce do nada, magicamente, aos 18 anos.
Por uma vez que seja, deixem que quem governa faça aquilo que os jovens, a quem a medida exclusivamente se dirige, já reivindicam há muitos anos. Aquele vasto grupo da população que não pode votar e raras vezes vê os seus anseios respondidos pela classe política. Já agora, outra das reivindicações, essa mais recente, é o voto aos 16 anos.
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Marcado como
Defesa da Moral e dos Bons Costumes,
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Liberdade
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