Sexo Oral Aumenta a Duração da Cópula
O sexo oral, uma prática tão mal tratada pelas mentes que tanto gostam da censura dos supostos comportamentos anti-natura, é frequente nos humanos mas surpreendentemente rara no mundo animal. Um grupo de investigadores chineses descreveu, pela primeira vez, este tipo de comportamento em animais não primatas.
O grupo liderado por Libiao Zhang do Guangdong Entomological Institute não só descreveu a prática como também as vantagens da mesma na melhoria da performance sexual dos pequenos morcegos da fruta durante a cópula dorsoventral. Os investigadores concluíram que 70% das fêmeas dos morcegos da fruta praticam sexo oral nos seus parceiros machos e que a duração do sexo oral correlaciona-se com a duração da cópula vaginal - quanto mais tempo durar o fellatio, mais tempo dura o coito vaginal.
A natureza não pára de nos surpreender.
Da Educação Sexual
«Ministers are planning to introduce compulsory sex and relationships lessons for children from the age of 5 by 2010. There will be a “naming of parts” session in which children learn the correct words for vagina and testicles, and many will receive a sex education comic called Let's Grow with Nisha and Joe. The Government has chosen the Dutch model rather than the Nordic way of tackling the subject of sex because the Netherlands, unlike Scandinavian nations, also manages to have one of the lowest abortion rates in Europe. In Britain, the number of abortions performed on under-16s rose by 10 per cent last year to 4,376. So how do the Dutch do it?» [Times]
Em Portugal, contra toda a evidência, ainda há quem entenda que a melhor forma de educar para uma sexualidade responsável é... não educar. Num momento em que há por aqui quem combata qualquer tipo de educação sexual nas escolas, entregando a responsabilidade aos pais, o Reino Unido pondera adoptar o modelo holandês, com educação para uma sexualidade informada e responsável a partir dos 5 anos de idade, bem como implementar uma nova forma de distribuição gratuita de preservativos para jovens a partir dos 12 anos.
As baixas taxas de gravidez na adolescência e de aborto na Holanda vêm demonstrar que as políticas obscurantistas e moralizadoras não resolvem nada, apenas servindo para manter os problemas no espectro de uma clandestinidade que não prestigia o sistema social do país.
A ler: HIV diminui e uso de preservativos aumenta na África do Sul, no i.
PSD e os Pais na Escola

© f o r a i r e
Sem a efectiva participação de cada comunidade escolar (essencialmente, professores e encarregados de educação), não se estabelecerá uma relação de confiança imprescindível para um clima favorável à materialização da educação sexual no espaço escolar. [Expresso]
Valerá a pena ler o artigo do Pedro Duarte, deputado do PSD acerca d'O PSD e a Educação Sexual', que acima brevemente cito. Por um lado, desenjoa um pouco da oratória política com base em soundbytes. Por outro, concebe uma proposta que, sem desvirtuar aquela que é a proposta do PS/Governo, será, do meu ponto de vista, mais positiva e mais razoável, ao procurar conciliar alguns dos interesses (e direitos) que os pais e as famílias têm na orientação da educação das suas crianças.
Dito isto, parece-me que, podendo alguns encontrar motivos de satisfação - os que se insurgem contra o "monopólio do Estado na Educação" -, parece-me que, dizia, ao contrário do que afirma o Pedro Duarte, uma boa parte de quem se opõe à medida não irá ficar de todo satisfeita, pois pretendem que esta disciplina seja opcional, como a disciplina de Religião e Moral.
Mas mais importante - e por essa razão cito aquela parte em particular - parece-me que a proposta do PSD se baseia num princípio que considero adequado, que faz falta, que (alguns d)os pais reivindicam e pelo qual os professores desesperam. O incremento da participação dos pais e das famílias na Escola, na Educação dos seus filhos.
A Professora de Espinho

© Halley Pacheco
Ainda antes de concluído o inquérito à professora de Espinho, os juízos multiplicam-se e os pedidos de demissão ou castigo avolumam-se sem qualquer proporcionalidade, ao mesmo tempo que um conjunto de artistas tenta associar o episódio às políticas educativas do Governo, à proposta de introdução da Educação Sexual nos currículos e também à imperiosidade da avaliação dos professores (1, 2, 3 e centenas de comentários espalhados pela internet e fóruns de opinião).
Tudo isto demonstra exemplarmente a mediania do debate político nacional e a falta de honestidade intelectual com que alguns participam na vida pública. Sendo certo que o teor da conversa é impróprio para uma sala de aulas, as reais circunstâncias em que sucede e o estado de saúde dos seus intervenientes ainda estão por apurar e, como tal, a posição do Ministério da Educação tem sido irrepreensível. É que, o caso da professora de Espinho é verdadeiramente excepcional e não vem demonstrar nada para além do que já sabíamos. Haja decência.
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Os Pais Sabem Melhor?
"Numa área da educação [sexual] tão ligada às questões éticas, morais e religiosas, é inadmissível que haja esta espécie de ditadura da Assembleia da República", diz Isabel Lima Pedro, do MOVE, defendendo que a liberdade de escolha dos pais é a melhor solução para todos. [Expresso]
Nem vale a pena fazer grande alusão "às questões éticas, morais e religiosas". Na maior parte dos casos acredito que será um mero eufemismo para "fé" ou "religião", o que torna qualquer discussão absolutamente inútil.
Bem sei que a própria lei confere esse direito de orientação da educação - inclusive da religiosa - aos pais. Mas, na minha opinião, é um direito que deve ser exercido com responsabilidade, sem fundamentalismos, com moderação e no melhor interesse, não dos pais, mas (sempre) dos filhos.
O que este grupo de pais defende, aparentemente, é a substituição de "inadmissível" ditadura da Assembleia da República por uma outra, ditadura, que já entendem como admissível. E a expressão ditadura não é despropositada, pois, de facto, a liberdade de escolha [menos a dos adolescentes] é a melhor solução para todos.
Existe uma diferença inegável entre um adolescente de 10 anos e um adolescente de 17 anos e 364 dias. Por um lado, consigo compreender a posição dos pais se aplicada à fase inicial da adolescência. Por outro, já não consigo compreender, de todo, como é que pais que são, obviamente, envolvidos e dedicados e que, certamente, procurarão a melhor educação possível para os seus filhos, concebem essa educação sem conferirem algum grau (evolutivo, ao longo da adolescência) de liberdade de escolha aos seus filhos. Aliás, se essa liberdade não existe, também não pode existir responsabilidade e esta não nasce do nada, magicamente, aos 18 anos.
Por uma vez que seja, deixem que quem governa faça aquilo que os jovens, a quem a medida exclusivamente se dirige, já reivindicam há muitos anos. Aquele vasto grupo da população que não pode votar e raras vezes vê os seus anseios respondidos pela classe política. Já agora, outra das reivindicações, essa mais recente, é o voto aos 16 anos.
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