Maitê Proença Pede Desculpas

| Partilhar


No mesmo dia em que a polémica rebentou, Maitê Proença pede desculpa aos portugueses pelo vídeo que gravou em 2007. Assunto encerrado.



O vídeo não é simpático, revelando manifesta ignorância e inusitada estupidez. Daí até insinuar que esta piada de mau gosto cria uma crise entre os portugueses e os brasileiros é uma tirada despropositada e perigosa.

19 comentários:

  1. Confesso que fiquei indignada... possuída até... durante os instantes após a visualização desse vídeo.

    Ela esteve mal, muito mal... esse vídeo emana muita falta de educação e de cultura. Já li algures que a rapariga devia estar com os copos por essa altura... pior ainda... confessou o que secretamente lhe ia na alma. Enfim...

    ResponderEliminar
  2. Eu não lhe chamaria ignorância. Chamaria parvoíce com pitadas de estupidez.

    Cuspir no prato onde se comeu?

    ResponderEliminar
  3. Devia estar ressabiada com o MST...

    Já agora se isto é tão mau.. Porque é que eles não param de chegar?!?

    ResponderEliminar
  4. Não percebo o drama. Até parece que é novidade que existem idiotas no mundo. Who cares?

    Como diz o Markl, «É o mais espectacular auto-retrato de uma imbecil que já vi na vida».

    «Nem merece a petição. É um gás intestinal televisivo que desaparecerá depressa e sem história... no oceano da net. Dar-lhe atenção de incidente diplomático é honrar a menopausa da Maitê de uma forma exacerbada, sobretudo quando há menopausas tão mais interessantes»

    ResponderEliminar
  5. Ela veio com o intuito de gozar, gozou e fez figurinhas para ser gozada. Ponto. Fez piadas fáceis e uma crítica oportuna: a eleição de Salazar como maior português. Cuspiu para a fonte em vez de cuspir para o chão, como faz maior parte dos nossos conterrâneos. Enganou-se aí, não interessa.

    Eu não fiquei incomodado com o vídeo. A ficar, que fiquem os brasileiros, por terem embaixadores da sua cultura que fazem críticas gratuitas e pouco inteligentes. Fiquei feliz por saber que a minha pátria é a língua portuguesa, e que eu digo rato ao invés de mouse.

    ResponderEliminar
  6. Cláudio, não é mouse... isso é inglês... é máussí...

    Ela para provar que estávamos em Portugal bastava ir a uma casa de alterne... ah... não ia parecer o Brazil.

    A mim não me incomoda nada este tipo de vídeos ou reportagens. Já nos gozam há séculos e não ia ser agora que isso ia mudar. O pouco respeito que tenho por aquela gente prende-se por ter lá familiares e alguns verdadeiros brasileiros como amigos.

    Só digo uma coisa: continuem a ver novelinhas desses anormais continuem...

    ResponderEliminar
  7. Que mulherzinha triste. Também do Brasil só porcaria...

    ResponderEliminar
  8. Já vi isto video a uns dias e sinceramente não percebo o celeuma. Fez umas piadas fáceis, é verdade, mas e quantas não fazemos nós sobre o Brasil? O Publico alvo não somos nós, são os Brasileiros. Piadinhas assim está o mundo cheio.
    E digo mais, se repararem bem, existem comentários, bem mais xenófobos aqui

    Sérgio

    ResponderEliminar
  9. Nada de grave.
    Quanto ao 3 invertido em Sintra como sendo analfabetismo, é ignorância (ela não é obrigada a saber que aquilo pode ser um símbolo).
    Quanto à inexplicável votação no Salazar como um grande português, nada a dizer (muitos criticámos isso há dois anos atrás).
    Quanto ao rapaz técnico informático que não percebia nada de informática, é possível (e alguns cobram bem caro).
    Quanto a cuspir na taça, estava a imitar a estátua.

    O riso ébrio de mulheres à beira de um ataque de nervos no estúdio é que me incomodou um pouco.

    ResponderEliminar
  10. Os indignados que façam como eu... deixem um comentário (mensagem) no site dela a dizer-lhe algumas... vale o que vale mas fez-me sentir melhor...

    ResponderEliminar
  11. Pronto, a mocinha já pediu desculpas…
    http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1389842&seccao=Media

    ResponderEliminar
  12. O que por cá o que mais há é um patrioteirismo musculado e alarve.

    As brutalidades e boçalidades que em reacção ao filme da Maitê vi estes dias na blogosfera e nas caixas de comentário (como aqui, acima) quase que me assustaram!

    Acho que a Maitê, numa liberdade que eu nunca me lembraria de lhe negar - para mais só pelo facto de ele não ser uma das nossas, ou seja, uma compatriota -, disse o que bem entendeu dizer e se acaso no meio de muitas verdades tenha dito algo mais "ofensivo" (o que não julgo), está no seu pleníssimo direito.

    Ninguém tem de se ofender. Aliás, teremos todos de não nos levarmos tão a sério, somos tão bons ou maus como quaisquer outros.

    Rir de nós próprios e relevar o humor dos outros relativamente a nós é tão só um sinal de maturidade e inteligência.

    E sabe o que é que esta reacção musculada me faz lembrar? Aquela das caricaturas do Maomé, do sacrilégio que se não poderia sequer brincar com aquilo.

    Credo! Infelizmente está a ser a própria reacção portuguesa a este filme da Maitê que lhe está afinal a dar razão no que respeita ao tom com que em geral falou de nós no seu filme...

    ResponderEliminar
  13. podíamos entrar na "brincadeira" (porque também somos um Povo muito divertido) e fazer um video com uma compilação do pior que há no Brasil. Só assim na brincadeira...

    ah, vim a correr ler os comentários da malta-que-nunca-se-importa-nada-com-estas-questões-até-porque-deve-estar-escrito-num-livro-de-como-ser-cool

    ResponderEliminar
  14. JMV esse discurso intelectual é mto bonito, "todo cliché" e muito usado... mas não tem nada a ver com a realidade. É verdade que o que a sujeita disse tb não foi uma "coisa do outro mundo" mas daí a quase aplaudi-la já é tão ridículo como lhe proferir brutos insultos. Nada de exageros...

    Ver uma pessoa de fora a insultar-nos dói, naturalmente... e cada um saberá gerir os seus sentimentos como quiser (má-educação ou hipocrisia serão os extremos).

    ResponderEliminar
  15. Caro JMV,

    deves entender que não se trata de satirizar ou não um povo... nós somos o melhor a fazê-lo! Veja-se o gato fedorento, o Herman Enciclopédia, telerural, etc... tudo sátiras ao povinho português. Se rimos?! Com certeza que rimos...

    O problema deste video é que não é uma sátira! Porque uma sátira passa por realçar os erros ou defeitos de forma humorística.
    O que foi feito no entanto é gozo pleno de um povo por uma pessoa que se podia gabar de ser das actrizes estrangeiras por nós mais acarinhadas. Chega à falta de educação e até me dá certo asco ver cuspir num monumento nacional!
    O mais indignante é saber que fez aquilo "nas costas" dos portugueses e revelando os seus verdadeiros pensamentos... não me pareceu uma brincadeirinha.

    Se quiser fazer um sketch a satirizar, sou o primeiro a dar-lhe ideias. Mas se quiser vir para o nosso país representar o papel de "portuguesa" amante de Portugal, etc... para as TVs portuguesas e fazer este tipo de filmagens para as Brasileiras... não obrigado... já temos o Saramago a dizer mal de nós e basta.

    Não basta as anedotas do Manuel e da Maria... os burros imigrantes nos brasil??? Agora tb têm de gozar o país que os "criou"?

    ResponderEliminar
  16. E para mim não fica encerrado o assunto... no que depender de mim esta senhora e quase todas do nivel social dela não receberão boas-vindas no meu país. Os imigrantes... os que lutam por se integrar!!!!... esses sim, têm toda a minha simpatia!

    Infelizmente o português tem memória curta e não tarda está a lamber as botas a essa senhora... enfim...

    ResponderEliminar
  17. Quando estive no Brasil percebi em grande dificuldade com que alguns Brasileiros recebiam os turistas Portugueses. Não que os tratassem mal, mas sim porque não os conseguiam enquadrar no "tipo" do Português que conheciam.

    Como é normal, os Portugueses que foram para lá eram pessoas sem grande instrução. Foram para lá ganhar a vida com todos os sacrifícios que puderam suportar e muitos viveram uma vida miserável ou simplesmente remediada.

    O facto de muitos terem apostado na restauração (tasca/venda, padaria, etc) cimentou um certo ideia de português personalizado no "Manuel".

    Na verdade, na zona do Rio de Janeiro encontrei portugueses que tinham o mesmo problema. Não percebiam a realidade do novo Portugal. Recordavam-se de um país que já não existia e recebiam os turistas portugueses com o mesmo espanto.

    Percebi um quase choque cultural entre os turistas com alguma disponibilidade económica, normalmente jovens licenciados que iam à procura das praias, do calor e "belezas naturais" e a ideia formada do português.

    Percebi, ainda, muitos locais a reacção do colonizado contra o colonizador. Semelhante à dos hispânicos contra a colonização espanhola, que faz com nos acusem dos seus fracassos. São muitos os Brasileiros que acreditam que se tivessem sido colonizados por Ingleses ou Holandeses eram um país rico. Uma vez fiz ver a um que eram independentes à quase tanto tempo como os EUA, pelo que são o que se fizeram e ponto final. E quantos aos pretensos modelos coloniais de outros que olhassem para a Austrália que não era mais do que uma colónia penal e é independente há menos tempo que o Brasil.

    O que me chocou neste vídeo é que a actriz apenas procurou corresponder Portugal a uma ideia de Portugal. Se foi por preconceito, por burrice, por preguiça ou porque falhou no humor não me interessa muito. Não fico muito preocupado com a ideia que os brasileiros possuem de Portugal. E se vim aqui foi mais por curiosidade intelectual de quem gosta de analisar estas coisas.

    De igual forma me chocaria que os portugueses representassem as brasileiras pelo o que conhecem e imaginassem o Brasil como uma gigante casa de alterne.

    Na verdade enquanto escrevia isto recordava-me da resposta de um colega de faculdade, que tinha um particular aptidão a ironia, a uma senhora que o maltratou: " A senhora não julgue que por ser me transforma num filho da cuja". Só porque juntava à ironia um respeitável físico as coisas não correram mal e não há razão para fazer de um vídeo parvo um drama. Drama é para a senhora que perdeu os fãs que tinham em Portugal.

    ResponderEliminar

Antes de comentar leia sobre a nossa Política de Comentários.

"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores