Avenida Central

O Norte Sem Norte | 3

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«O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, denunciou que o Estado está a negociar a realização da Red Bull Air Race em Lisboa, "roubando" o evento a Porto e Gaia.» [JN]

Lisboa, Lisboa e Lisboa. O país resume-se a Lisboa. Das pequenas às grandes coisas, Lisboa açambarca o dinheiro e a inteligência do país, concentrando tudo com uma tirania verdadeiramente emetizante.

Para além destas matérias com grande impacto no desenvolvimento económico da Região Norte, também seria útil que se questionassem o Governo e os deputados sobre a disparidade entre o número de serviços de urgência de Urologia (para só citar um exemplo) a funcionar durante a noite na Região Norte e na (extinta) Região de Lisboa e Vale do Tejo. É que, tendo o Norte mais área e população, não se compreende a disparidade.

O Norte Sem Norte | 2

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«Parece que continuamos a olhar para asa obras não do ponto de vista do interesse nacional, mas com as decisões assentes em outros critérios. Para as migalhas, não vai haver dinheiro. Mas para a terceira travessia do Tejo e para o novo aeroporto, o dinheiro não vai faltar certamente» [Rui Moreira, Público]

Reagindo ao anúncio do atraso de dois anos na construção da Linha de Alta Velocidade entre Porto e Vigo, Rui Moreira coloca o dedo na ferida aberta pelas sucessivas discriminações que o Norte tem sofrido em termos de investimento público. A situação começa a ser insustentável, mas é preciso dizer-se que a responsabilidade é, quase em exclusivo, dos quatro milhões de nortenhos e dos seus políticos tão mediáticos como Valentim Loureiro, Fernando Gomes, Armando Vara, Fátima Felgueiras ou Mesquita Machado.

Norte Sem Norte

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Santuario Santa Luzia - Viana do Castelo - Portugal
© SGandara

O Jornal de Notícias dedica um conjunto de reportagens à situação difícil em que se encontra o Norte de Portugal, encravado encalhado entre os seus próprios defeitos e os defeitos do país. Curiosamente, na lista do que o Norte tem e não tem, 11 das 13 categorias são dedicadas ao Porto. E este é o primeiro sintoma da doença do Norte: goste-se ou não, o portocentrismo é asfixiante para o Norte. Na verdade, quando se fala na crise do Norte quer-se dizer crise do Porto porque o Norte para além do Porto nunca saiu verdadeiramente da crise em que vive desde a Idade Média.

O Crime de Ermelo

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18 de Outubro. Com as eleições para a Câmara dependentes da votação de Ermelo, o PS confirmou a vitória no município de Mondim de Basto após recolher mais 30 votos que o CDS-PP.

13 de Outubro. O Partido Socialista anuncia que desiste da candidatura à Assembleia de Freguesia de Ermelo. O suspeito continua a monte.

12 de Outubro. Clima de tensão em Ermelo, no dia depois do culminar sangrento de uma guerra familiar que durava há mais de 20 anos.

11 de Outubro. O dia eleitoral acorda com a notícia de um crime em Ermelo, uma pequena Freguesia do Concelho de Mondim de Basto. Ainda antes de se iniciarem as votações, o candidato do PS atingiu mortalmente com um tiro de caçadeira o marido da candidata do PSD. As eleições foram adiadas e o Presidente da República lamentou o acto.

O Aeroporto de Tódolos Galegos

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Manuel Bragado explica no Faro de Vigo como é que o Aeroporto Sá Carneiro se está a converter no grande terminal da Galiza e Norte de Portugal, deixando para trás Vigo, Santiago e Corunha. Se dúvidas ainda houvesse, fica claro que a aposta numa gestão autónoma do Aeroporto do Porto deve ser considerada estratégica para o desenvolvimento desta EuroRegião.

Do lado português, falta resolver o problema das assessibilidades ao Aeroporto. Depois do Metro, é urgente fazer chegar o comboio de Alta Velocidade, bem assim as ligações suburbanas de Braga, Guimarães, Caíde e Aveiro. A modernização da Linha do Minho, com melhoria da ligação ferroviária entre Porto e Vigo é outro dos vectores estratégicos para a afirmação do Aeroporto Sá Carneiro como a grande interface de ligação ao mundo do Noroeste Peninsular.

Ideias Sobre Braga e o Minho

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A convite do Vitor Silva, participei n'O Porto em Conversa, uma iniciativa que lançou um olhar sobre o Minho e o Norte. A conversa tem dois meses, mas penso que os temas são pertinentes neste aproximar de eleições legislativas e autárquicas.

6 Milhões Querem o TGV Porto-Vigo

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«Estou convencido que, governe quem governe, o comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo é bom para Portugal e para Espanha. Seis milhões de pessoas querem que o comboio seja feito. Toda a Galiza poderá descer ao Porto em menos de 1.30 horas. Acredito que melhorará a competitividade do território, as relações comerciais, empresariais.» [Alberto Núñez Feijóo]

A construção de uma linha de alta velocidade com partida no Porto e paragens no Aeroporto Sá Carneiros e em Braga é verdadeiramente essencial para o reforço da cooperação transfronteiriça na euroregião Norte de Portugal/Galiza e para o relançamento da economia na parte portuguesa do Noroeste Peninsular. Numa excelente entrevista, Alberto Núñez Feijóo, Presidente da Junta da Galiza, reclama o avanço de um projecto que servirá seis milhões de habitantes e enuncia as inúmeras vantagens da descentralização administrativa.

Em termos de regionalização, a experiência espanhola é verdadeiramente paradigmática, expondo todas as potencialidades e oportunidades da descentralização administrativa do país. O Presidente da Junta da Galiza afirma mesmo que «qualquer país que experimente uma descentralização controlada pode ter mais vantagens do que inconvenientes

Também hoje surgiu a notícia de que, no período entre 2014 e 2020, a negociação dos fundos comunitários para euroregião Norte de Portugal/Galiza será feita conjuntamente pela Junta da Galiza e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-N).

Do Escândalo dos Fundos Comunitários

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Na sequência das queixas de Rui Rio sobre a distribuição das verbas do QREN, recebemos de Carlos Santos alguns dados que sintetizamos de seguida.

1. A NUTS III Grande Porto está a 75,1% da média Europeia, pelo que estaria impedida de aceder aos fundos comunitários. Apesar de ter dimensão superior aos valores referência da UE, a NUTS III Grande Porto conseguiu aceder aos fundos europeus porque se encontra camuflada na região Norte.

2. Apesar ser claramente a região mais rica do Norte e de continuar a receber fundos devido a um expediente de secretaria, a NUTS III Grande Porto centralizou, nas contas de 2000 a 2007, 42,4% dos fundos comunitários do Norte, apesar de apenas possuir 3,8% da área total e 34,2% da população da região.

3. Em termos de PIDDAC, o distrito de Braga perdeu mais de mil milhões de euros em relação à média nacional no período entre 2001 e 2007. No mesmo período, Viana do Castelo também se encontra deficitária, embora com valores mais modestos.

Parece evidente que o Minho tem sido altamente penalizado, perdendo fundos para Lisboa e para o Porto perante uma intrigante passividade dos principais actores políticos da região. À injustiça na distribuição dos fundos soma-se a discriminação em termos de transportes públicos, as desigualdades no pagamento de portagens e a irrelevância na estratégia turística adoptada para a região Norte, decisões que não têm sido devidamente contestadas pelos nossos deputados na Assembleia da República.

Por tudo isto, impõe-se uma profunda reflexão e, sobretudo, uma clarificação relativamente ao futuro. Nada melhor que a próxima campanha eleitoral para esclarecer.

Ryanair Aposta no Norte

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A partir do próximo mês de Setembro, o Aeroporto Sá Carneiro, em Pedras Rubras, vai receber a trigésima terceira base da Ryanair, num investimento que ronda os cem milhões de euros e que irá criar cem postos de trabalho. Além disso, a empresa de aviação anunciou quatro novas rotas a partir do Norte (Basileia, Eindhoven, St Etienne e Tours) e ainda a intenção de criar voos domésticos a ligar Porto, Faro e Funchal.

A notícia é excelente para o Norte do país e reforça a necessidade de autonomizar a gestão do Aeroporto Sá Carneiro para que melhor possa servir a região sem se subjugar aos interesses de Lisboa e do mega-aeroporto que se perspectiva para 2017.

A ler: O Aeroporto do Minho.

Regionalistas, Mas Pouco

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vultos porto aliados são bento
© Caio Meireles

O grupo Lena lançou o semanário Grande Porto que descreve como «um projecto de informação geral, privilegiando naturalmente a Região Norte». Se o objectivo do grupo era promover a regionalização a Norte, então a estratégia, a começar pelo título, é um autêntico tiro no pé. Já imaginaram o que diriam no Grande Porto se voltasse às bancas um jornal chamado Semanário de Lisboa e se assumisse como naturalmente nacional?

Há Mais Norte Para Além do Porto!

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Urbano 15278, Estação de Braga, 2008.12.22
© nmorao

A Assembleia da República discutiu no passado dia 6 de Maio uma petição da Associação Comboios XXI para que o serviço ferroviário urbano entre Braga e o Porto se faça em 45 minutos. Antes demais, é de toda a justiça enaltecer o trabalho de verdadeira cidadania dos promotores da Petição e reconhecer a pertinência das suas pretensões.

A linha de Braga (e o mesmo se aplica à de Guimarães) tem sido utilizada para fazer serviço de metro entre as estações de Trofa e São Bento, o que resulta num evidente prejuízo para os utilizadores provenientes das duas maiores cidades do Minho. Como bem referiu o deputado Bruno Dias do PCP, «quando se aumenta a oferta de transporte, o resultado é o aumento da procura e da adesão das populações ao transporte público». Do mesmo modo, a degradação do serviço prestado resulta inevitavelmente na diminuição do número de passageiros, o que é bem evidente nos dados referentes à linha de Guimarães.

No mesmo debate, o PSD aproveitou para anunciar a proposta de integração da ligação entre Barcelos e o Porto na rede de comboios urbanos do Porto. A proposta é interessante, mas integra-se no perigoso paradigma vigente de que os comboios urbanos a Norte apenas existem para transportar pessoas de e para o Porto.

Contudo, há mais Norte para além do Porto. Se olharmos para os dados do último recenseamento, verificamos que os movimentos pendulares entre Braga e Barcelos (4.908/dia) ou entre Braga e Guimarães (4.288/dia) superam em larga escala os movimentos pendulares entre o Porto e qualquer uma das três cidades (Braga 2.856/dia; Guimarães 1.752/dia; Barcelos 1.615/dia). Posto isto, é verdadeiramente incompreensível que a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães continue por se concretizar e, ainda mais, que não exista uma ligação directa entre Braga e Barcelos. Saliente-se que esta última seria facilmente praticável em menos de 20 minutos, caso existisse a concordância de Nine.

A massa crítica do Minho tem sido verdadeiramente incapaz de sensibilizar os governos (tanto do PS como do PSD e do CDS/PP) para a resolução dos problemas estruturais que afectam a nossa ferrovia e, sobretudo, para a inexistência de alternativas ao transporte rodoviário no terceiro maior centro urbano do país (relembro que Coimbra já está a resolver o seu problema). Em vez disso, aceita-se passivamente a esmola de pertencer aos Comboios Urbanos do Porto que deviam ser, verdadeiramente, Comboios Urbanos de Entre Douro e Minho.

Um País de Asfalto e Betão | 2

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Autoestradas do Norte de Portugal
© Expresso

Segundo o jornal Expresso, Portugal tem nove auto-estradas que não são necessárias. O critério da análise baseia-se no volume de tráfego a partir do qual se justifica construir uma auto-estrada e aponta três auto-estradas no Norte (A7, A11 e A24), duas no Centro (A14, A17) e quatro no Sul (A10, A15, A13 e A6). É importante salientar que o critério não é muito fiável. Desde logo porque compara autoestradas pagas com autoestradas sem custos para os utilizadores, mas também porque uma análise por troços revelar-se-ia radicalmente diversa da apresentada. Seja como for, e excluindo a região do Nordeste Transmontano, o país está consideravelmente bem servido em termos de auto-estradas e «não é expectável que a taxa de motorização da população portuguesa venha a crescer, sobretudo a curto prazo».

Contrastando com o fetiche das autoestradas, as políticas governamentais continuam a negligenciar o investimento em alternativas ao transporte rodoviário, nomeadamente no desenvolvimento de uma verdadeira rede de transportes ferroviários. Portugal está muito abaixo da média União Europeia em termos de ferrovia e, apesar de felizes, as propostas do Governo nesta matéria são claramente insuficientes para fazer face ao atraso do país.

Deserto a Norte

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President Pöttering in the choice box
© European Parliament
Além de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o quiosque multimédia [Choice Box] vai percorrer mais quatro cidades portuguesas (Beja, Évora, Lisboa e Santarém) [Público]

Serão ainda seleccionadas duas sugestões por dia de cada Estado-membro para serem transmitidas em ecrãs gigantes em algumas cidades europeias, como por exemplo Bruxelas. [Tek]

Em Portugal as instalações em 3D estarão disponíveis no Funchal, Faro, Setúbal, Montijo, e Portalegre. [IOL]

Por «as mensagens gravadas t[erem] um tempo limite de 20 segundos» e por se destinar a «chamar a atenção para as eleições europeias em Junho», a Choice Box até pode ser absolutamente inconsequente...

Mas pelo mero simbolismo da coisa, não ficaria mal incluir o centro e o norte do país.

Braga e o Turismo Religioso | 2

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«Com a extinção da Região de Turismo Verde Minho - que sempre apoiou monetariamente a Semana Santa de Braga - e a constituição da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, não chegou até agora uma resposta concreta sobre que tipo de apoios vão ser concedidos pela nova estrutura que, reconheceu de letra, a importância de Braga no contexto do Turismo Religioso.»
[Correio do Minho, 29/03/2009]

O Minho não parece estar nas prioridades da recém criada Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Depois de anunciados milhões para a região do Porto e Douro, os apoios à Semana Santa de Braga tardam em chegar. Recorde-se que, do ponto de vista turístico e cultural, a Semana Santa de Braga é um dos acontecimentos mais relevantes do país, atraindo milhares de forasteiros vindos de diversas partes do mundo, em particular da vizinha Galiza.

Braga e o Turismo Religioso

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A criação da Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal foi um erro estratégico muito grave com custos elevados para os agentes económicos e turísticos do Minho. Longe de ser a situação ideal, o quadro actual é o que temos e, como tal, seria importante que a cidade de Braga não desperdiçasse a oportunidade de acolher uma delegação dedicada ao Turismo Religioso.

A instalação dessa delegação continua num impasse porque a Câmara de Braga ainda não aderiu à Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal por motivos que estão por esclarecer. Percebe-se que o município bracarenses não esteja agradad0 com as opções do executivo de José Sócrates no que respeita ao turismo, mas esta é uma batalha fora do tempo. O município devia ter feito uma guerra sem quartel quando o governo propôs a morte do Minho, juntando-se com outros municípios e forças vivas da região na defesa de uma proposta alternativa. Avisámos em bom tempo!
[1, 2, 3, 4, 5, 6, 7]

Uma Linha Douro

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O Rio visto da Linha do Douro

O Douro visto da secular Linha do Douro é um dos pedaços mais deliciosos de Portugal. Uma pequena extravagância de dez euros e oitenta cêntimos conduz-nos pelas maravilhosas paisagens entre São Bento e o Pocinho.

Quiseram os homens do nosso tempo que a viagem, que noutros dias se fez até Barca de Alva, passasse a findar no Pocinho. Virá o renascimento da linha, crê-se por aquelas bandas, mas enquanto esses dias não chegam deslumbremo-nos com o Portugal Abandonado que há por ali.

Cooperação Radiofónica Transfronteiriça

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O Rádio Clube do Minho, de Braga, e a Cadena Ser, de Vigo, emitiram em conjunto vários programas sobre a Conferência Transfronteiriça de Segunda Geração, organizada pelo Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e que decorreu durante a passada semana na cidade de Guimarães.

A iniciativa, simbólica é certo, constitui-se como mais um importante passo no apronfudamento das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza, parceria vital para o desenvolvimento estratégico das duas regiões.

As Obras Públicas

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Manuela Ferreira Leite prometeu riscar o TGV caso venha a ser eleita Primeira-Ministra. Porque a obra serve todo o país ao contrário das outras anunciadas, qualquer desistência do projecto do TGV deveria implicar que:

1. A gestão do aeroporto do Porto passasse a ser autónoma;

2. Compensação das áreas mais distantes do Aeroporto de Lisboa;

3. Diminuição acetuada do valor das portagens, em especial do Minho onde se pagam os valores mais altos do país;

4. Reforço das linhas férreas já existentes e contrução de novas ligações, em que a ligação entre Braga e Guimarães seria certamente prioritária.

Contudo, em face dos compromissos internacionais já assumidos, inclusivamente pelos governos do PSD, estou em crer que muito dificilmente estamos em condições de ponderar a suspensão do projecto do TGV. Mais: o que não se toleraria era que Manuel Ferreira Leite mantivesse a ligação Lisboa-Porto-Madrid, desistindo da ligação Porto-Vigo.

Mudar o PEB

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«O líder da coligação "Juntos por Braga", Ricardo Rio, defende a "extinção" do Parque de Exposições de Braga (PEB), e a sua substituição por uma outra entidade que promova a dinamização económica do concelho de Braga.» [JN]

O Parque de Exposições de Braga (PEB) tem sido incapaz de promover iniciativas que projectem a cidade e a região e, por consequência, tem falhado na missão de se constituir como um promotor efectivo do desenvolvimento regional e da captação de novos turistas em qualidade e em quantidade. Se o assunto já nos merecia atenção em 2007, a crise do momento actual justifica medidas drásticas no sentido de inverter a tendência descendente da economia do Norte.

Turismo do Porto e Norte de Portugal Douro

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«O Município de Vila Verde reclamou ontem maior equidade na distribuição dos apoios ao turismo previstos no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O edil disse que dos 100 milhões de euros previstos para a área da entidade regional de turismo Porto e Norte de Portugal, "75 milhões de euros" vão ser aplicados no Douro.» [Diário do Minho]

O autarca de Vila Verde descobriu agora aquilo que temos vindo a denunciar repetidamente ao longo dos últimos tempos. A reorganização do turismo do Norte apenas serve para aumentar o investimento no turismo do Porto e do Douro.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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