A RTP, televisão de Lisboa e do Porto que às vezes se lembra de dar notícias sobre o resto do país para ilustrar a província, recebe mais dinheiro dos nossos impostos do que a CP que gere os comboios de todo o país.
Os Metros de Lisboa e do Porto recebem 40,5 milhões de euros. Enquanto isto, as populações de Mirandela, Amarante e Vila Real foram privadas da ferrovia.
A Carris e a STCP recebem 74 milhões de euros enquanto as transportadoras públicas do resto do país não recebem nada.
As assimetrias são escandalosas e inexplicáveis. Olhando para isto só me apetece perguntar porque é que não vendem a RTP, privatizam a CP, Metros, Carris e STCP. Depois salve-se quem puder. Agora obrigarem-me a pagar os meus transportes em bilhetes e os dos outros em impostos é que não.
A Paragem do Autocarro
© Dario Silva, 13-10-2009
O autocarro é uma benção, é até o mais eclético e omnipresente transporte colectivo. O autocarro é também um óptimo complemento ao comboio e particularmente útil quando recolhe os passageiros numa estação ferroviária e os entrega na universidade, na escola, na fábrica. Mais admirável se torna quando o bilhete do comboio é, simultaneamente, o bilhete do autocarro.
E quem me explica porque é um bilhete simples de TUB Tadim-Braga (€ 1,75 para 7 km) custa quase tanto como um bilhete simples de comboio Braga-Porto (€ 2,15 para 56,5 km a São Bento)?
Aqueles que nos governam localmente desde 1976 têm alguma explicação ou não tenho o direito a ver o tema debatido?
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Braga,
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Desenvolvimento,
Passageiros da Avenida,
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Transportes no Minho
A Concordância
© Dario Silva, 09-09-09
A partir de hoje, e pela primeira vez, a Concordância de Sangemil dispõe de serviço comercial de passageiros; por agora, as viagens atingem Leça do Balio e num prazo breve chegarão a Leixões (local que o Metro do Porto identifica como Senhor de Matosinhos).
Prometidos estão alguns apeadeiros/interfaces com a rede de metro e autocarros.
O bilhete mais completo do mundo - o Andante - é válido neste novo eixo ferroviário que coloca o Minho e o Douro muito mais próximos de Matosinhos, Hospital de São João, Efacec, São Mamede de Infesta, Leça do Balio e do Aeroporto de Pedras Rubras.
Nas horas de ponta e almoço circulam dois comboios por sentido; nas horas calmas passa um comboio a cada 60 minutos que, em Ermesinde, se relaciona com os serviços suburbanos de Braga, Guimarães e Marco e com os serviços Regionais, Interregionais e Internacionais do Minho e Douro.
Cumplicidade Insustentável
© Riafoge
Palmira F. Silva (IST), há uns dias atrás no jugular, apontou o esforço do actual Governo na mudança do paradigma energético para um menos dependente dos combustíveis fósseis. Tudo bem com isso tudo. Mas Joanaz de Melo, professor de Engenharia do Ambiente na Universidade Nova de Lisboa, membro do GEOTA - e a quem Palmira torce o nariz - alerta para o paradoxo dos custos ambientais e energéticos das 10 novas barragens ou da terceira travessia do Tejo que, endividando o País, não fazem o que o investimento na eficiência energética faria na factura e até no «controlo dos períodos de pico e ao equilíbrio do sistema com a produção eólica e térmica». A verdade é que mesmo sendo mais fácil recorrer a barragens para emendar este último problema, é muito estranho que não utilizem a actual capacidade hídrica para fazê-lo.
Concordo com Palmira quando diz que o avanço tecnológico e a pesquisa cientifica exigirão muito maior quantidade de energia do que a que temos hoje disponível. Agora, num Portugal que necessita urgentemente de desenvolver o Interior com os únicos instrumentos e riquezas que estas gentes possuem, o sacrifício insensível de vales aráveis e do seu valor ecológico, é de uma demonstrada incongruência.
Por outro lado, a forma com que este Governo dotou as grandes corporações do sector energético (EDP e Iberdrola) do poder apropriação de património colectivo, enquanto propagandeiam falsas virtudes e vendem ilusões de emprego e desenvolvimento a populações desesperadas, é imoral e escandaloso. António Mexia, Coelho e Pina Moura agem actualmente como autênticos donos e senhores deste país. No caso do presidente da EDP a prepotência e a falta de decoro roçam o sadismo.
Se o debate das questões de sociedade e do papel do Estado na economia, a par das quezílias de comadre com a blogosfera de Direita fazem passatempo e as ganas aos futuros deputados do PS que se entretêm a escrever no jugular e no SIMplex, chama-se-lhes daqui a atenção de que: absterem-se de questionar o delírio do Plano Nacional de Barragens, que no Tâmega «viola lei-quadro da Água»(Rui Cortes, UTAD), é compactuar com um dos maiores crimes de lesa-pátria a ser cometido nos próximos anos em Portugal.
Que Boas Pessoas que Eles São
A EDP já sente que o seus prepotentes e megalómanos projectos de Barragem, que o Governo vendeu barato pela pica propagandística, não acolhem simpatia e que geram uma forte oposição de muitos cidadãos que habitam os locais visados. Sinal disto é que não esperaram muito, nem olharam a gastos, para lavar a cara e mudar a maré das coisas, mesmo sabendo que a maré da comprometida maralha que nos governa de grosso modo, lhes leva a água ao moinho desde o início.
Sob o mote "Quando projectamos uma Barragem, projectamos um futuro melhor", contratou Paulo Gonzo para compor um hit tipo genérico de novela ranhosa, estreado num concerto a 300 e tal metros de profundidade, para musicar uma imensa campanha na Televisão, jornais e na internet, louvando o respeito de sacristia que têm pela Natureza. Isto, mesmo quando se quer acrescentar, artificial e insensivelmente, milhões de metros cúbicos de água a vales e a paisagens naturais.
Aliás, para a EDP - e foi visível num dos debates a que se sujeitaram, ainda que com a condição de oradores privilegiados, sem contraditório em palanque, e com a defesa acirrada do prestável edil local - todo o superafectado Vale do Tâmega, o mesmo que faz a fronteira leste do Minho, não passa de um emaranhado de riscos curvos num mapa cartográfico. A preocupação ambiental , essa, é um mero exercício de marketing, porque a realidade mostra que não passa, nem passará, da esfera burocrática e de externalização dos problemas para institutos públicos e câmaras municipais sem capacidade, nem vontade política de os resolver - que se amanhem.
Pouco lhes interessa, na verdade, a qualidade das águas ou se o impacto ambiental das imensas albufeiras vai ou não afectar duramente milhares de anos de equilíbrio entre a presença humana e a natureza, se vai ou não aniquilar ecossistemas e terrenos de cultivo. Nem se dignam, sequer, a baixar as tarifas que cobram às populações que resolveram incomodar. Por muito que se rodeiem em palavras bonitas, e delírios de Noé, nunca conseguíram, nem vão conseguir, compensar as perdas em lado nenhum. O mapa hidroeléctrico do País é e será, na sua grande parte, uma trágica reprodução do país desertificado, descaracterizado e sem perspectivas de desenvolvimento.
Adenda: Assine a Petição Anti-Barragem: Salvar o Tâmega
A Revolução Adiada
Que é pois necessário para readquirirmos o nosso lugar na civilização? Para entrarmos outra vez na comunhão da Europa culta? É necessário um esforço viril, um esforço supremo: quebrar resolutamente com o passado. Respeitemos a memória dos nossos avós: memoremos piedosamente os actos deles: mas não os imitemos. Não sejamos, à luz do século XIX, espectros a que dá uma vida emprestada o espírito do século XVI. A esse espírito moral oponhamos francamente o espírito moderno.
Oponhamos ao catolicismo, não a indiferença ou uma fria negação, mas a ardente afirmação da alma nova, a consciência livre, a contemplação directa do divino pelo humano (isto é, a fusão do divino e do humano), a filosofia, a ciência, e a crença no progresso, na renovação incessante da Humanidade pelos recursos inesgotáveis do seu pensamento, sempre inspirado.
Oponhamos à monarquia centralizada, uniforme e impotente, a federação republicana de todos os grupos autonómicos, de todas as vontades soberanas, alargando e renovando a vida municipal, dando-lhe um carácter radicalmente democrático, porque só ela é a base e o instrumento natural de todas as reformas práticas, populares, niveladoras.
Finalmente, à inércia industrial oponhamos a iniciativa do trabalho livre, a indústria do povo, pelo povo, e para o povo, não dirigida e protegida pelo Estado, mas espontânea, não entregue à anarquia cega da concorrência, mas organizada duma maneira solidária e equitativa, operando assim gradualmente a transição para o novo mundo industrial do socialismo, a quem pertence o futuro.
Esta é a tendência do século: esta deve também ser a nossa. Somos uma raça decaída por ter rejeitado o espírito moderno: regenerar-nos-emos abraçando francamente esse espírito. O seu nome é Revolução: revolução não quer dizer guerra, mas sim paz: não quer dizer licença, mas sim ordem, ordem verdadeira pela verdadeira liberdade. Longe de apelar para a insurreição, pretende preveni-la, torná-la impossível: só os seus inimigos, desesperando-a, a podem obrigar a lançar mãos das armas. Em si, é um verbo de paz, porque é o verbo humano por excelência.
Meus senhores: há 1800 anos apresentava o mundo romano um singular espectáculo. Uma sociedade gasta, que se aluía, mas que, no seu aluir-se, se debatia, lutava, perseguia, para conservar os seus privilégios, os seus preconceitos, os seus vícios, a sua podridão: ao lado dela, no meio dela, uma sociedade nova, embrionária, só rica de ideias, aspirações e justos sentimentos, sofrendo, padecendo, mas crescendo por entre os padecimentos. A ideia desse mundo novo impõe-se gradualmente ao mundo velho, converte-o, transforma-o: chega um dia em que o elimina, e a Humanidade conta mais uma grande civilização.
Chamou-se a isto o Cristianismo.
Pois bem, meus senhores: o Cristianismo foi a Revolução do mundo antigo: a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno.
[Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos, Antero de Quental nas Conferências do Casino de 1871]
Isto é parte de um discurso do séc. XIX. Já no séc. XX o Almeida Negreiros insurgiu-se contra o(s) Dantas. Podemos sinceramente dizer que, hoje, no séc. XXI, não estamos ainda rodeados de Dantas? Abril ainda não trouxe esta Revolução.
Oponhamos ao catolicismo, não a indiferença ou uma fria negação, mas a ardente afirmação da alma nova, a consciência livre, a contemplação directa do divino pelo humano (isto é, a fusão do divino e do humano), a filosofia, a ciência, e a crença no progresso, na renovação incessante da Humanidade pelos recursos inesgotáveis do seu pensamento, sempre inspirado.
Oponhamos à monarquia centralizada, uniforme e impotente, a federação republicana de todos os grupos autonómicos, de todas as vontades soberanas, alargando e renovando a vida municipal, dando-lhe um carácter radicalmente democrático, porque só ela é a base e o instrumento natural de todas as reformas práticas, populares, niveladoras.
Finalmente, à inércia industrial oponhamos a iniciativa do trabalho livre, a indústria do povo, pelo povo, e para o povo, não dirigida e protegida pelo Estado, mas espontânea, não entregue à anarquia cega da concorrência, mas organizada duma maneira solidária e equitativa, operando assim gradualmente a transição para o novo mundo industrial do socialismo, a quem pertence o futuro.
Esta é a tendência do século: esta deve também ser a nossa. Somos uma raça decaída por ter rejeitado o espírito moderno: regenerar-nos-emos abraçando francamente esse espírito. O seu nome é Revolução: revolução não quer dizer guerra, mas sim paz: não quer dizer licença, mas sim ordem, ordem verdadeira pela verdadeira liberdade. Longe de apelar para a insurreição, pretende preveni-la, torná-la impossível: só os seus inimigos, desesperando-a, a podem obrigar a lançar mãos das armas. Em si, é um verbo de paz, porque é o verbo humano por excelência.
Meus senhores: há 1800 anos apresentava o mundo romano um singular espectáculo. Uma sociedade gasta, que se aluía, mas que, no seu aluir-se, se debatia, lutava, perseguia, para conservar os seus privilégios, os seus preconceitos, os seus vícios, a sua podridão: ao lado dela, no meio dela, uma sociedade nova, embrionária, só rica de ideias, aspirações e justos sentimentos, sofrendo, padecendo, mas crescendo por entre os padecimentos. A ideia desse mundo novo impõe-se gradualmente ao mundo velho, converte-o, transforma-o: chega um dia em que o elimina, e a Humanidade conta mais uma grande civilização.
Chamou-se a isto o Cristianismo.
Pois bem, meus senhores: o Cristianismo foi a Revolução do mundo antigo: a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno.
[Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos, Antero de Quental nas Conferências do Casino de 1871]
Isto é parte de um discurso do séc. XIX. Já no séc. XX o Almeida Negreiros insurgiu-se contra o(s) Dantas. Podemos sinceramente dizer que, hoje, no séc. XXI, não estamos ainda rodeados de Dantas? Abril ainda não trouxe esta Revolução.
Um País de Asfalto e Betão
© Rodrigo
Portugal é um dos países com mais quilómetros de autoestradas de toda a União Europeia. Apesar disso, o Governo apresentou recentemente um plano que contempla 1316 novos quilómetros de estradas e auto-estradas, entre os quais se inclui a criação de uma terceira ligação entre Lisboa e o Porto. A opção é polémica, tendo sido alvo da pública e veemente oposição do PSD que erradamente, diga-se, inclui a construção da linha ferroviária de alta velocidade no mesmo pacote contestatário.
A sacralização das autoestradas enquanto motores de desenvolvimento é um tema recorrente na retórica dos sucessivos governos, mas estão por demonstrar os efeitos práticos da aposta. Pelo contrário, a experiência dos últimos anos demonstra que temos excesso de auto-estradas e que estas vias de transporte não se têm assumido como verdadeiras âncoras para o desenvolvimento integrado do país. Afinal, quanto do dinheiro que se injecta na construção de auto-estradas tem retorno em termos de diminuição dos custos associados com a elevada sinistralidade das estradas secundárias e também a nível do aumento da competitividade das nossas empresas? É uma pergunta que gostava de ver respondida, mas à qual, infelizmente, os nossos políticos teimam fugir.
A recente crise dos combustíveis, ao expor as fragilidades dos nossos sistemas de transportes colectivos, legitimou a ideia de que a aposta no transporte rodoviário individual, para além dos enormes custos ambientais, se constitui como um penoso contributo para o acentuar das desigualdades sociais em que vivemos. É consensual que os cidadãos estão hoje mais vulneráveis a interesses que lhe são alheios, como a especulação no mercado petrolífero, e que essa vulnerabilidade aumenta na razão directa da sua dependência do automóvel para as deslocações diárias.
A Esmola é Grande
«Em posse da boa-nova oficial, como porta-voz do encontro, Alexandre Chaves disponibilizou aos jornalistas um triunfal: "A linha do Corgo tem 103 anos de vida e temos de fazer uma intervenção estrutural para que ela complete mais 100". Chaves sossegou o povo e garantiu que "o encerramento nunca esteve em causa". Com críticas aos "pessimistas do costume", aqueles que dizem sempre que "quando se começa uma obra é para piorar" perspectivou uma "linha moderna" para o Corgo.» [Jornal de Notícias]
A promessa de que o encerramento do troço que sobrava das duas linhas, Tâmega e Corgo, é temporário veio com o aceno de 40 milhões de euros para modernizar ambas as estruturas. Mas perante tal oferta, os representantes do Governo e Refer estranham que se franza o cenho. A verdade é que não arranjam abono em precedentes.
A linha do Tua fechou também por razões de segurança e está agora com a existência sujeita aos desígnios da arrogante aventura barragista. E isto para não falar do há muito amputado troço da Linha do Tâmega, encerrado poucos dias depois de Cavaco Silva (primeiro-ministro de então) ter prometido em Celorico de Basto que não o faria sem que houvesse uma alternativa rodoviária. A via chegou mal e porcamente apenas até Celorico. Mas se Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto) até têm vias a mais para algumas direcções, Mondim de Basto, por exemplo, está há quase 20 anos pendente, sem estradas ou mobilidade dignas - coisas do umbigo dos outros.
Barragens e Desenvolvimento
© INAG
A construção de Barragens vem sempre anexada da promessa de mais emprego e desenvolvimento. E analisando o mapa das grandes hidroeléctricas no Norte de Portugal, a (in)congruência não podia ser mais descarada...
PS rejeita apoios para Ave e Cávado
«PS inviabilizou planos da Oposição de combate ao desemprego nos vales do Ave e do Cávado com o argumento de que há programas específicos e que as novos apoios ao investimento e emprego beneficiarão a região.
Da Direita à Esquerda (PSD, CDS-PP, PCP e BE), a Oposição parlamentar pretendia do Governo a aplicação de programas de intervenção e de emergência para o distrito de Braga, tendo em conta a situação de "tragédia social" que se vive, em particular no Vale do Ave e Vale do Cávado.» [JN]
Mudar o PEB
«O líder da coligação "Juntos por Braga", Ricardo Rio, defende a "extinção" do Parque de Exposições de Braga (PEB), e a sua substituição por uma outra entidade que promova a dinamização económica do concelho de Braga.» [JN]
O Parque de Exposições de Braga (PEB) tem sido incapaz de promover iniciativas que projectem a cidade e a região e, por consequência, tem falhado na missão de se constituir como um promotor efectivo do desenvolvimento regional e da captação de novos turistas em qualidade e em quantidade. Se o assunto já nos merecia atenção em 2007, a crise do momento actual justifica medidas drásticas no sentido de inverter a tendência descendente da economia do Norte.
Unidos para Salvar o Minho
A união que faltou nas questões do turismo parece ter chegado ao Minho por via da crise no sector industrial. A Associação Industrial do Minho (AIMinho) e a União de Sindicatos de Braga (USB) «estão a trabalhar num documento conjunto que propõe medidas específicas de apoio à região» para fazer frente aos graves problemas estruturais que a conjuntura económica muito tem agravado. Com uma taxa de desemprego bem superior à media nacional, o distrito de Braga é um dos mais deprimidos do país, merecendo atenção redobrada do poder sediado em Lisboa.
Reduzir custos de produção é a prioridade. Entre várias medidas, a União de Sindicatos de Braga chama a atenção para um assunto que temos vindo a denunciar repetidas vezes no blogue Avenida Central: «no Porto é possível circular sem pagar portagens, até entre diferentes concelhos, entre Maia, Matosinhos e Gaia, mas em Braga e em Guimarães os troços dentro do mesmo concelho são pagos pelos cidadãos.»
Os promotores da iniciativa tencionam convidar a Universidade do Minho e as associações de comerciantes a tomarem parte num entendimento que já fora ensaiado na longínqua década de oitenta. Será interessante conhecer o posicionamento das autarquias nesta matéria. Ao contrário do que sucede noutros pontos do país, não se conhece no Minho ponta de contestação às portagens mais caras do país nem aos financiamentos discriminatórios dos transportes urbanos de Lisboa e do Porto.
Reduzir custos de produção é a prioridade. Entre várias medidas, a União de Sindicatos de Braga chama a atenção para um assunto que temos vindo a denunciar repetidas vezes no blogue Avenida Central: «no Porto é possível circular sem pagar portagens, até entre diferentes concelhos, entre Maia, Matosinhos e Gaia, mas em Braga e em Guimarães os troços dentro do mesmo concelho são pagos pelos cidadãos.»
Os promotores da iniciativa tencionam convidar a Universidade do Minho e as associações de comerciantes a tomarem parte num entendimento que já fora ensaiado na longínqua década de oitenta. Será interessante conhecer o posicionamento das autarquias nesta matéria. Ao contrário do que sucede noutros pontos do país, não se conhece no Minho ponta de contestação às portagens mais caras do país nem aos financiamentos discriminatórios dos transportes urbanos de Lisboa e do Porto.
A Guerra Contra a Ciência
Depois de tantos séculos de progresso ancorado no conhecimento científico, a forma obsessivamente desconfiada como alguns sectores da sociedade encaram a ciência assume contornos de paranóia. A nova cruzada contra a ciência, liderada por grupos religiosos e acompanhada pelo sectores políticos mais conservadores, procura ostaculizar o desenvolvimento científico através da sementeira do medo e da apologia do desperdício.
O medo é instilado pela delirante denúncia de estratégias de destruição da humanidade por via da manipulação genética, da promoção da eugenia ou da barbarização dos princípios sociais dominantes. A apologia do desperdício, uma espécie de imediatismo idiota tão demagógico quanto mobilizador, opera-se pela ridizularização da investigação científica sempre que a aplicabilidade dos novos conhecimentos ainda não está ao alcance da compreensão da esmagadora maioria da população.
Uma e outra estratégias aceitam-se na conversa de café e toleram-se no jornal de bairro, mas são inadmissíveis quando está em causa decidir o futuro de uma nação. O respeito por toda e qualquer crença, dos dogmas historicamente mais resistentes às idiotices que se perdem no escoar do tempo, não deve ser justificativo para que, a troco de qualquer convicção, tenhamos que suportar uma dantesca permanência no obscurantismo ignorante.
É que, invariavelmente, os apologistas do medo e do desperdício são os primeiros a servirem-se das conquistas da ciência, tratando-se nas clínicas mais luxuosas, com recurso aos fármacos emergentes, às técnicas mais avançadas e às tecnologias mais recentes. Ao empeçilhar o desenvolvimento da ciência, os apologistas do medo e do desperdício condenam todos os outros a uma espécie de castigo de Tântalo, seja pela interminável espera que os governos e/ou o mercado resolvam as questões da acessibilidade ao tratamento emergente, seja pelo óbvio atrasar do virar de página para o sucesso científico que vem a seguir.
Sara Pallin, a número dois de John McCain na corrida à Casa Branca, tem somado intervenções anedóticas no que respeita à investigação e desenvolvimento científicos, engrossando a horda dos que fazem a apologia do medo e do desperdício. Usar do escárnio e acusar de desperdício os trabalhos que têm sido desenvolvidos com a mosca da fruta, um precioso animal que muito ajudou à compreensão e tratamento de algumas das doenças mais nefastas, é abusar da demagogia desonesta e ignorante.
Inteligência, discernimento e humildade é o mínimo que se exige a quem deseja assumir os mais altos cargos de uma nação, mas estes são atributos que, a existirem, têm estado na penumbra sempre que Sara Pallin fala sobre matérias científicas.
A Grande Depressão no Vale do Cávado [2]
© Cláudio Rodrigues - a aposta na inovação e na promoção parece ser a única saída para a indústria do vale do Cávado
1. Convém não esquecer que o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e a Universidade do Minho são pedras angulares na resolução dos graves problemas sociais do vale do Cávado. Não só pelo contributo que os docentes e investigadores podem dar à busca de soluções, mas também porque o aumento das qualificações de que tanto se fala depende dos cérebros formados nestas duas instituições.
2. O Douro, o Douro e o Douro. A aposta do Porto sempre foi o Douro, não só porque é a região que melhor se presta ao turismo de um dia só (os turistas dormem e comem no Porto, viajando de autocarro ou de barco até ao Douro e regressando ao Porto), mas também porque é a fonte do inesgotável produto de promoção chamado «vinho do Porto». Veja-se que em tempos de grave crise no vale do Cávado, ainda se aguarda o cerrar fileiras da capital do Norte.
A Grande Depressão no Vale do Cávado
A crise no vale do Cávado é real. Depois de muitos anos de desprezo por parte do Governo central e da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN), Fernando Reis, presidente do Município de Barcelos, ergue a voz em defesa do sector têxtil e dos muitos empregos que lhe estão associados.
É urgente agir. Tal como se ajudaram os bancos para salvaguardar as poupanças das pessoas, é necessário actuar em defesa das empresas do sector têxtil para garantir que a crise social não alastra numa região já suficientemente deprimida e castigada pelas opções a Norte. Convém recordar que os barcelenses, se quiserem vir a Braga, pagam as portagens mais caras do Norte e do país, que pagam mais 50% que os bracarenses para se deslocarem de comboio até ao Porto e que nem sequer existem ligações ferroviárias decentes entre Braga e Barcelos.
A criação da cidade têxtil é apresentada pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos como um balão de oxigénio em tempos de crise. Contudo, é necessário atacar o problema nas suas causas mais profundas, até porque esta crise do Cávado não é tão conjuntural quanto possa parecer. A baixa escolarização e consequente desqualificação dos quadros das empresas, a fraca aposta na inovação e a gestão amadora de muitas das empresas são alguns dos problemas que mais contribuíram para a depressão económica.
O impacto social do encerramento de muitas pequenas e médias empresas no vale do Cávado não é menor do que as consequências do fecho de um grande empresa na Azambuja ou em Vila Franca de Xira. Assim sendo, convinha que os meios de comunicação social tratassem o assunto como "nacional" e não o relegassem para os capítulos informativos "regionais".
Da crise e da imaginação para a combater:
Ourives criam linha de luxo para exportar :: Jornal de Notícias
Uma loja onde se compra tintas e se ganha galos :: Jornal de Notícias
Gastronomia com sabor a cultura :: Jornal de Notícias
Conheça os museus depois de saborear os pratos típicos :: Correio do Minho
Nova empresa municipal para dinamizar economia :: Correio do Minho
Sistema apoia empresas em inovação e desenvolvimento :: Lusa
Fernando Alexandre defende que Governo deve levar crise a sério :: RCP
Cávado: Pedem-se medidas para socorrer sector têxtil :: Visão
Alerta de crise no vale do Cávado :: Correio da Manhã
Cávado: Município quer medidas para socorrer têxtil :: Dinheiro Digital
Vale do Cávado pode estar a caminho de grave crise social :: TSF
É urgente agir. Tal como se ajudaram os bancos para salvaguardar as poupanças das pessoas, é necessário actuar em defesa das empresas do sector têxtil para garantir que a crise social não alastra numa região já suficientemente deprimida e castigada pelas opções a Norte. Convém recordar que os barcelenses, se quiserem vir a Braga, pagam as portagens mais caras do Norte e do país, que pagam mais 50% que os bracarenses para se deslocarem de comboio até ao Porto e que nem sequer existem ligações ferroviárias decentes entre Braga e Barcelos.
A criação da cidade têxtil é apresentada pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos como um balão de oxigénio em tempos de crise. Contudo, é necessário atacar o problema nas suas causas mais profundas, até porque esta crise do Cávado não é tão conjuntural quanto possa parecer. A baixa escolarização e consequente desqualificação dos quadros das empresas, a fraca aposta na inovação e a gestão amadora de muitas das empresas são alguns dos problemas que mais contribuíram para a depressão económica.
O impacto social do encerramento de muitas pequenas e médias empresas no vale do Cávado não é menor do que as consequências do fecho de um grande empresa na Azambuja ou em Vila Franca de Xira. Assim sendo, convinha que os meios de comunicação social tratassem o assunto como "nacional" e não o relegassem para os capítulos informativos "regionais".
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Dos Perigos da Litoralização do Comboio
«O desaparecimento de linhas de combóio reflecte, pelo menos em parte, o facto de o comboio ser uma das causas do definhamento demográfico do interior. Podemos facilmente imaginar, no século XIX, os políticos de Bragança a defender o comboio como factor de progresso do interior. Provavelmente até falavam no desígnio de ligar Bragança a Portugal.» [João Miranda]
Concordo com João Miranda ao apontar o desaparecimento das linhas de comboio como uma das causas da desertificação do interior português. Ainda ontem, durante a gravação do Trio de Blogues que vai para o ar amanhã no Rádio Clube do Minho, esta temática foi abordada por mim, pelo Vitor Pimenta e pelo João Marques. Todos concordámos no erro histórico do encerramento de várias linhas de comboio e no perigo da litoralização das estruturas ferroviárias sem providenciar vias mais pequenas de ligação ao interior.
A «Média Europeia» Quando Convém...
O Ministro da Economia diz que o preço dos combustíveis em Portugal está próximo da média europeia. Pena que os salários dos portugueses estejam tão longe dessa mesma média...
Algumas Considerações sobre Transportes e Preços dos Combustíveis
Não tem sido regra neste blogue, mas penso que o momento justifica a resposta, em tom de post, a um comentário deixado aqui. A propósito da discussão que vimos empreendendo sobre as questões da mobilidade, diz um anónimo que «parece que o exercício da cidadania se reduz aos transportes, e tudo resto que tem a ver com a vida real das pessoas, desde logo a sua sobrevivência, são assuntos de menor importância.»
Na verdade, os dias de hoje têm tornado cada vez mais indissociáveis as questões da mobilidade e da sobrevivência. Tal como temos vindo a reclamar, a inexistência de sistemas coerentes, ecológicos e integradores de mobilidade constitui-se como um importante entrave ao desenvolvimento económico e, em particular, à redução das assimetrias sociais. Esta tendência agrava-se à medida que os preços dos combustíveis aumentam, atingindo de forma mais gravosa as classes economica e socialmente mais vulneráveis. Como tal, a existência de redes de transportes colectivos mais eficientes e competitivos poderia constituir-se como uma importante via para uma maior «democratização da mobilidade competitiva».
Na verdade, os dias de hoje têm tornado cada vez mais indissociáveis as questões da mobilidade e da sobrevivência. Tal como temos vindo a reclamar, a inexistência de sistemas coerentes, ecológicos e integradores de mobilidade constitui-se como um importante entrave ao desenvolvimento económico e, em particular, à redução das assimetrias sociais. Esta tendência agrava-se à medida que os preços dos combustíveis aumentam, atingindo de forma mais gravosa as classes economica e socialmente mais vulneráveis. Como tal, a existência de redes de transportes colectivos mais eficientes e competitivos poderia constituir-se como uma importante via para uma maior «democratização da mobilidade competitiva».
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Democracia,
Desenvolvimento,
Economia,
Política Nacional,
Sociedade,
Transportes
Boas Leituras
«O Minho necessita forçosamente de um impulso forte que venha a criar as sinergias que no passado não teve, o que em muito contribuiu para ficar bem atrás dos graus de riqueza das áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, sabendo que não há evolução e criação de estabilidade quando só alguns é que querem ser os agentes em acção.
Lamentavelmente não se vêm sinais de mudança quanto ao comportamento dos habituais agentes que actuam ao nível institucional, mais lamentável ainda quando todos sabemos que a Norte, no Minho, as dificuldades económicas e empresariais são algo de real e inegável. Devíamos todos dar o melhor, em equilíbrio, harmonia e participando de um mesmo projecto global e seus objectivos.
O desenvolvimento regional tem neste QREN uma nova e ultima oportunidade sendo necessário que de uma vez por todas se tenha ambição nos projectos e coerência regional na sua exigência face ao poder central. Nada disto se consegue sem parcerias efectivas onde todos sejam agentes de acção, pois todos somos poucos para a gigantesca tarefa a realizar.»
[João Albuquerque, no Jornal de Notícias]
Lamentavelmente não se vêm sinais de mudança quanto ao comportamento dos habituais agentes que actuam ao nível institucional, mais lamentável ainda quando todos sabemos que a Norte, no Minho, as dificuldades económicas e empresariais são algo de real e inegável. Devíamos todos dar o melhor, em equilíbrio, harmonia e participando de um mesmo projecto global e seus objectivos.
O desenvolvimento regional tem neste QREN uma nova e ultima oportunidade sendo necessário que de uma vez por todas se tenha ambição nos projectos e coerência regional na sua exigência face ao poder central. Nada disto se consegue sem parcerias efectivas onde todos sejam agentes de acção, pois todos somos poucos para a gigantesca tarefa a realizar.»
[João Albuquerque, no Jornal de Notícias]
Minho em Rede para a Competitividade
Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão vão unir-se numa Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação. Segundo informação da Câmara Municipal de Braga, «a Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação junta o quadrilátero urbano minhoto formado por aquelas cidades e enquadra-se na “Política de Cidades Polis XXI”, que prevê, no âmbito dos Programas Operacionais Regionais, a promoção e formulação de estratégias de cooperação e a constituição de redes com massa crítica suficiente para atrair e desenvolver novas funções urbanas e actividades inovadoras, assim estimulando a cooperação urbana em rede».
Esta iniciativa só pode ser recebida com muito entusiasmo e expectativa. Em primeiro, porque centra a sua acção na inovação e na competitividade, vectores que encaramos como essenciais para o desenvolvimento estratégico do Minho e, em segundo, porque assenta na cooperação inter-municipal, contrariando o isolamento intra-regional que tem dominado as políticas das autarquias minhotas.
Esta iniciativa só pode ser recebida com muito entusiasmo e expectativa. Em primeiro, porque centra a sua acção na inovação e na competitividade, vectores que encaramos como essenciais para o desenvolvimento estratégico do Minho e, em segundo, porque assenta na cooperação inter-municipal, contrariando o isolamento intra-regional que tem dominado as políticas das autarquias minhotas.
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