Braga de Regresso à Idade Média
A tortura e a barbárie contra os animais vão regressar à cidade de Braga por ocasião das próximas festas de S. João. O anúncio consta da página de uma empresa de eventos na área tauromáquica e confirma o devaneio eleitoralista dos responsáveis pelo município bracarense.
Segundo conseguimos apurar, as touradas foram abolidas da cidade há vários séculos, por altura da conclusão das obras do edifício da Câmara Municipal de Braga, o que levou a mudar o nome do largo que lhe é fronteiro de «Praça dos Touros» para «Praça do Município».
A decisão de aceitar o regresso do espectáculo da violência contra animais à cidade de Braga é verdadeiramente inaceitável, sobretudo quando se sabe que Defensor Moura, edil de Viana do Castelo, anunciou recentemente a conversão da antiga Praça de Touros num Centro de Ciência Viva.
A Bênção de Estado [2]
José Sócrates dirigiu hoje uma mensagem aos portugueses católicos a falar sobre as perspectivas para o ano de 2009. Quando é que fala aos outros portugueses?
Cérebro de Aluguer [4]
1. Para além do óbvio adiamento da igualdade, o que mais custa é que os deputados do Partido Socialista sejam alvo da chacota (inteiramente merecida, saliente-se) daqueles que são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo (1, 2, 3).
2. Para além de misturar homossexualidade e poligamia, Pedro Picoto acaba de afirmar no Expresso da Meia Noite da SIC Notícias que «um dos efeitos presumidos do casamento é ter crianças.» O regresso aos (seus) valores devia começar na aceitação de que os outros possam viver de forma diversa desses mesmos (e seus) valores.
2. Para além de misturar homossexualidade e poligamia, Pedro Picoto acaba de afirmar no Expresso da Meia Noite da SIC Notícias que «um dos efeitos presumidos do casamento é ter crianças.» O regresso aos (seus) valores devia começar na aceitação de que os outros possam viver de forma diversa desses mesmos (e seus) valores.
Cérebro de Aluguer [3]
O projecto do Bloco de Esquerda sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi chumbado por uma percentagem de deputados muito superior ao número de portugueses que estão contra a consagração da igualdade.
Como se sabe, os resultados da votação estão longe de representar a consciência dos deputados. Paulo Pinto Mascarenhas escreve, com muita razão, que «os deputados socialistas foram tratados como crianças indisciplinadas a quem o pai tirano Sócrates - por interposta nanny, ou seja, Alberto Martins - tem de pôr na ordem para obrigar a comer uma sopa intragável.»
As eleições estão à porta e valores mais altos se levantam. José Sócrates acha que a igualdade pode esperar.
Como se sabe, os resultados da votação estão longe de representar a consciência dos deputados. Paulo Pinto Mascarenhas escreve, com muita razão, que «os deputados socialistas foram tratados como crianças indisciplinadas a quem o pai tirano Sócrates - por interposta nanny, ou seja, Alberto Martins - tem de pôr na ordem para obrigar a comer uma sopa intragável.»
As eleições estão à porta e valores mais altos se levantam. José Sócrates acha que a igualdade pode esperar.
Estado Laico Evangelizador
© Francisco
A história que me têm contado é mais ou menos esta: há muito muito tempo houve um rei que doou um couto ao Mosteiro de Tibães. Ao longo de vários séculos, os monges cobravam impostos e administravam justiça em vastos territórios da Póvoa de Lanhoso à Póvoa de Varzim. No fundo, governavam(-se) à custa do património que o rei lhes doara, mas que era, por direito natural, do povo. No século XVIII, o Marquês do Pombal expulsou as ordens religiosas e ficou-lhes com parte das propriedades que haviam tido o mérito de construir e gerir.
Uma parte significativa do Mosteiro de Tibães foi então vendido a particulares, algumas das obras de arte do seu espólio transferidas para depósitos do Estado e o vastíssimo património que restou ficou entregue à volúpia do tempo, à incúria dos proprietários e à inconsciência do povo. Acabou profundamente degradado, tendo sido readquirido pelo Estado em 1986.
Iniciou-se então um longo processo de recuperação que ainda perdura e que devolverá ao espaço algum do encanto perdido. As intervenções avançam em várias frentes, incluindo a recuperação do espaço físico da cantina e da ala sul, pela recriação da biblioteca em formato digital e pela instalação de uma hospedaria e um restaurante.
Não posso deixar de manifestar toda a minha incredibilidade quando descobri, através da leitura de uma publicação religiosa distribuída em Lisboa, que o objectivo do restaurante e da hospedaria instalados no edifício público seria evangelizar. Leram bem, evangelizar. No jornal Cavaleiros da Imaculada lê-se que oito irmãs da ordem religiosa Trabalhadoras Missionárias «irão evangelizar através de um restaurante e de uma hospedaria. Servem as refeições e, no final, abordam temas actuais à luz do Evangelho e convidam as pessoas a rezar em conjunto.»
O Mosteiro de Tibães é um dos espaços mais belos do país, não podendo deixar de estar aberto à visita e à fruição de todos. Como tal, não podemos permitir que o Estado, que se quer laico, invista milhões de euros em intervenções em edifícios públicos para os entregar ao serviço da evangelização de alguns. Onde está a massa crítica de Braga e do país?
Minho: Politicamente Abaixo de Zero
Os portugueses de Braga, Guimarães e de mais algumas cidades e vilas de todo o país vão pagar os aumentos dos passes sociais dos seus transportes públicos e ainda os passes sociais de Lisboa e do Porto. A situação não é nova, mas está a atingir níveis de absurdo que devem motivar uma profunda reflexão entre todos.
No Minho pagamos portagens mais caras que os outros, pagamos circulares, pagamos por inteiro os transportes públicos e ainda financiamos, por via dos impostos, os sistemas de transporte de Lisboa e do Porto e as portagens sem custos para o utilizador de uma boa fatia do território nacional. Tudo perante a passividade dos nossos políticos regionais. O Minho está politicamente abaixo de zero.
Adenda - veja-se como Vital Moreira critica «as liberdades jornalísticas» ignorando por completo as dificuldades das famílias pobres que verão os seus passes sociais descongelados... Há mais Portugal para lá de Lisboa e do Porto.
Passes sociais vão aumentar em quase todo o país :: IOL
Passes sobem em todo o país excepto Lisboa e Porto :: Diário de Notícias
Aumentos de 6% nos transportes :: TVI
Governo recua e apenas congela passes em Lisboa e Porto :: RTP
Passes aumentam em Julho :: Sol
No Minho pagamos portagens mais caras que os outros, pagamos circulares, pagamos por inteiro os transportes públicos e ainda financiamos, por via dos impostos, os sistemas de transporte de Lisboa e do Porto e as portagens sem custos para o utilizador de uma boa fatia do território nacional. Tudo perante a passividade dos nossos políticos regionais. O Minho está politicamente abaixo de zero.
Adenda - veja-se como Vital Moreira critica «as liberdades jornalísticas» ignorando por completo as dificuldades das famílias pobres que verão os seus passes sociais descongelados... Há mais Portugal para lá de Lisboa e do Porto.
Passes sociais vão aumentar em quase todo o país :: IOL
Passes sobem em todo o país excepto Lisboa e Porto :: Diário de Notícias
Aumentos de 6% nos transportes :: TVI
Governo recua e apenas congela passes em Lisboa e Porto :: RTP
Passes aumentam em Julho :: Sol
A «Média Europeia» Quando Convém...
O Ministro da Economia diz que o preço dos combustíveis em Portugal está próximo da média europeia. Pena que os salários dos portugueses estejam tão longe dessa mesma média...
República das Bananas (III)
«Que fique bem claro que a responsabilidade do que se passa no terreno é da errada política de Saúde do Governo. É ao primeiro-ministro, José Sócrates, que devem ser imputadas responsabilidades. Tal como a Ordem dos Médicos tem insistentemente chamado a atenção, as urgências hospitalares estão a funcionar para além do limite das suas capacidades para atender os doentes, com qualidade, humanidade e rapidez.» [José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos]
Demagogia, Populismo e Eleitoralismo Fácil e Trágico (II)
Quando leio sucessivos posts e comentários acerca da pomposa notícia da abertura de 2.000 vagas em Medicina, assaltam-me algumas dúvidas que ainda ninguém esclareceu e que passarei a enunciar.1. Um Ministro não pode dar-se ao luxo de apresentar um número sem o justificar porque isso representa um enorme desprestígio para a política e para os políticos. Assim sendo, em que estudo baseia Correia de Campos a necessidade de se atingirem as 2.000 vagas no acesso a Medicina? Porquê 2.000 e não 5.000? Porquê agora? (*)
2. Quanto custa ao país oferecer mais 600 vagas? Quando prevê o Governo que esse aumento tenha impacto?
3. De que forma é que o aumento do número de licenciados melhora a qualidade do Serviço Nacional de Saúde quando o governo continua a encerrar serviços?
4. Onde estão os recursos humanos qualificados capazes de garantir formação de qualidade a mais 600 estudantes de Medicina?
5. Quais os hospitais de referência que serão associados a novos projectos que evetualmente venham a surgir? Existem mais hospitais (para além dos já comprometidos com as faculdades existentes) com qualidade e abrangência suficientes para servirem de retaguarda a uma projecto de ensino da Medicina?
6. Como garantir formação pós-graduada num momento em que as capacidades formativas dos hospitais estão já sobrecarregadas?
Se é certo que nada garante que o aluno de 18 tem vocação para ser médico, também nada garante que o de 17,8 vai ser bom Engenheiro Biomédico ou que o de 16 será um bom Arquitecto. As Faculdades de Medicina não exigem a entrada de alunos com 18 valores, o sistema e a procura do curso é que o determinam (alguém faz chegar esta explicação a Vital Moreira?). A discussão sobre o modelo de ingresso no ensino superior não pode ser confundida com a oferta formativa em Medicina até porque aumentar as vagas em Medicina, como está à vista de todos, não levou a nenhuma diminuição das notas médias de acesso.
(*) O único estudo independente sobre a matéria, coordenado pelo Professor Alberto Amaral, previa um excesso de médicos em 2012 (cito de memória) sem levar em conta o aumento sucessivo das vagas nas faculdades clássicas, a existência de tantos alunos portugueses a cursar em Espanha e na República Checa e o aumento da idade da reforma. Assim sendo, é de prever que o excesso de médicos se venha a atingir muito mais precocemente. Porque é que os governos insistem em repetir erros sinistros do passado cujas consequências estão à vista de todos no caso da formação de professores?
Demagogia, Populismo e Eleitoralismo Fácil e Trágico
Correia de Campos esteve em Braga onde fez um extenso elogio ao curso de Medicina da Universidade do Minho. No entanto, a mensagem que passou para a opinião pública foi a de que Correia de Campos pretende aumentar para 2.000 as vagas de ingresso no curso de Medicina. Esta afirmação não é mais que um emético desfile de eleitoralismo fácil, trágico e provinciano.
1. O Ministro sabe que não há falta de médicos, a não ser que esteja necessitado de uma urgente reciclagem de conhecimentos estatísticos, demográficos e matemáticos. A falta de médicos a que alude está por demonstrar e a média de clínicos por habitante em Portugal é superior à media europeia.
2. A ideia é simpática para a população. Por um lado, toda a gente tem um primo, um filho, um neto, um vizinho de que gosta tanto que quer ser médico. Por outro, a turba portuguesa tem um certo regozijo em ver médicos no desemprego.
3. Correia de Campos fez um anúncio sem senso, sem planeamento, sem análise nem estudos que o justifiquem. Disse 2.000 como podia ter dito 3, 4 ou 5 mil. O que interessa é deixar no povo a ideia de que o mercado vai ser inundado de médicos, formados a todo o custo e nas condições que for (im)possível.
4. Correia de Campos não explicou como vai conseguir formação pós-graduada para os mestres em Medicina. É que, convém não esquecer, que quem tem canudo não pode exercer porque precisa de frequentar uma formação pós-graduada denominada Internato Médico e as capacidades formativas do Serviço Nacional de Saúde há muito foram ultrapassadas.
5. A demagogia vai ao ponto de pessoas como Vital Moreira repetirem com indecente descaramento que «milhares de candidatos que não puderam cursar a Medicina nem escolher livremente a sua profissão». Não se importa Vital Moreira de exigir uma vaga para o brilhante aluno de 15 valores que não entrou em Arquitectura ou para o brilhante estudante de 13 que não pode ser jornalista? Ou então exija uma vaga para a especialidade que eu quero. O princípio é o mesmo. Mas os princípios de Vital Moreira, está claro, serão a la carte.
6. Não venham com acusações de corporativismo. Tragam dados para a discussão. Quantos serviços fecharam por falta de médicos? Quantos médicos vai absorver o Serviço Nacional de Saúde nos próximos anos? Onde se vai buscar financiamento para pagar tanto médico?
Perante isto, a única conclusão que se poderá tirar é que o discurso da qualidade não foi mais que retórica. Correia de Campos não quer saber da qualidade. Fica claro que se prepara para criar cursos de Medicina sem hospitais de referência na retaguarda. Fica claro que se prepara para inundar as faculdades existentes com alunos fazendo perigar seriamente a qualidade do ensino. Fica claro que Correia de Campos vai hipotecar a qualidade da formação, mas daqui a uns anos ninguém se lembrará do Ministro que arruínou a formação médica em Portugal. A turba estará mais deleitada com o médico lá da rua que afinal também está sem emprego...
A declaração de Correia de Campos não me surpreendeu. Já a tinha antecipado neste texto. Sugiro a leitura de Medicina por Horácio Azevedo e de Estupidez, não há outra palavra por Bruno Gonçalves.
1. O Ministro sabe que não há falta de médicos, a não ser que esteja necessitado de uma urgente reciclagem de conhecimentos estatísticos, demográficos e matemáticos. A falta de médicos a que alude está por demonstrar e a média de clínicos por habitante em Portugal é superior à media europeia.
2. A ideia é simpática para a população. Por um lado, toda a gente tem um primo, um filho, um neto, um vizinho de que gosta tanto que quer ser médico. Por outro, a turba portuguesa tem um certo regozijo em ver médicos no desemprego.
3. Correia de Campos fez um anúncio sem senso, sem planeamento, sem análise nem estudos que o justifiquem. Disse 2.000 como podia ter dito 3, 4 ou 5 mil. O que interessa é deixar no povo a ideia de que o mercado vai ser inundado de médicos, formados a todo o custo e nas condições que for (im)possível.
4. Correia de Campos não explicou como vai conseguir formação pós-graduada para os mestres em Medicina. É que, convém não esquecer, que quem tem canudo não pode exercer porque precisa de frequentar uma formação pós-graduada denominada Internato Médico e as capacidades formativas do Serviço Nacional de Saúde há muito foram ultrapassadas.
5. A demagogia vai ao ponto de pessoas como Vital Moreira repetirem com indecente descaramento que «milhares de candidatos que não puderam cursar a Medicina nem escolher livremente a sua profissão». Não se importa Vital Moreira de exigir uma vaga para o brilhante aluno de 15 valores que não entrou em Arquitectura ou para o brilhante estudante de 13 que não pode ser jornalista? Ou então exija uma vaga para a especialidade que eu quero. O princípio é o mesmo. Mas os princípios de Vital Moreira, está claro, serão a la carte.
6. Não venham com acusações de corporativismo. Tragam dados para a discussão. Quantos serviços fecharam por falta de médicos? Quantos médicos vai absorver o Serviço Nacional de Saúde nos próximos anos? Onde se vai buscar financiamento para pagar tanto médico?
Perante isto, a única conclusão que se poderá tirar é que o discurso da qualidade não foi mais que retórica. Correia de Campos não quer saber da qualidade. Fica claro que se prepara para criar cursos de Medicina sem hospitais de referência na retaguarda. Fica claro que se prepara para inundar as faculdades existentes com alunos fazendo perigar seriamente a qualidade do ensino. Fica claro que Correia de Campos vai hipotecar a qualidade da formação, mas daqui a uns anos ninguém se lembrará do Ministro que arruínou a formação médica em Portugal. A turba estará mais deleitada com o médico lá da rua que afinal também está sem emprego...
A declaração de Correia de Campos não me surpreendeu. Já a tinha antecipado neste texto. Sugiro a leitura de Medicina por Horácio Azevedo e de Estupidez, não há outra palavra por Bruno Gonçalves.
[ComUM] A Qualidade como Referência
O exemplo do [curso de Medicina do] Minho não pode ser ignorado num momento em que a aposta na qualidade da formação médica está a ser secundada pelos sucessivos Governos. O elogio do ensino centrado no estudante e do contacto precoce com a clínica não pode conviver com a obsessão ministerial do aumento da oferta formativa em Medicina. É tempo dos governantes começarem a pensar estrategicamente o país, em vez de se deterem na política dos números mal explanados e das propostas eleitoralmente mais convenientes.Está claro que não é fácil explicar às populações, amputadas de tantos serviços básicos de saúde, que não existe falta de médicos e que entupir o sistema com licenciados em faculdades sobrelotadas não resolve os seus problemas. Aliás, tal como não foi a falta de médicos que levou ao encerramento das Maternidades e dos SAP’s, torna-se óbvio que também não será a existência de licenciados em Medicina no desemprego que os há-de repor.
Excerto da minha primeira crónica na edição 2007/2008 do jornal ComUM, uma publicação online propriedade do Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM). Tal como sucede desde Abril passado, vou continuar a contribuir, às segundas-feiras, com uma coluna quinzenal homónima deste blog. A primeira opinião, da qual transcrevo parte, já está online e poderá ser lida aqui.
O ComUM, actualizado ao segundo, está disponível em http://www.comumonline.com/.
Comentários
|
Marcado como
Media,
Medicina,
Saúde,
Socialismo na Gaveta,
Sociedade,
Universidade do Minho
Um post que é uma orgia
1. O porta-voz da Ground Fource disse na RTP que os atrasos e incidentes motivados pela greve de hoje são normais. Seria interessante saber quantas portas de avião se partem por dia nos aeroportos portugueses.
2. Marques Mendes andou 2 anos a fazer oposição sem chama. Agora que o partido está em campanha interna, lembrou-se de percorrer o país como presidente do partido. Confesso-me atento à reacção de Mendes quando, nas vésperas das próximas eleições legislativas, José Sócrates percorrer Portugal como Primeiro-Ministro.
3. Um grupo de ambientalistas vandalizou uma cultura de milho trangénico em Silves. A atitude é criminosa e nenhuma complacência das autoridades pode ser tolerada. Conhecida a reacção de Miguel Portas, gostava de saber o que escreveria o líder bloquista se um grupo de activistas destruísse o acampamento de jovens do Bloco de Esquerda para evitar as consequências de algumas substâncias que, segundo consta, por lá se consomem...
4. Esta semana também nos trouxe mais duas constatações óbvias: a) já não há socialistas. b) só existe o que o povo conhece [também aqui].
Bom Sábado.
2. Marques Mendes andou 2 anos a fazer oposição sem chama. Agora que o partido está em campanha interna, lembrou-se de percorrer o país como presidente do partido. Confesso-me atento à reacção de Mendes quando, nas vésperas das próximas eleições legislativas, José Sócrates percorrer Portugal como Primeiro-Ministro.
3. Um grupo de ambientalistas vandalizou uma cultura de milho trangénico em Silves. A atitude é criminosa e nenhuma complacência das autoridades pode ser tolerada. Conhecida a reacção de Miguel Portas, gostava de saber o que escreveria o líder bloquista se um grupo de activistas destruísse o acampamento de jovens do Bloco de Esquerda para evitar as consequências de algumas substâncias que, segundo consta, por lá se consomem...
4. Esta semana também nos trouxe mais duas constatações óbvias: a) já não há socialistas. b) só existe o que o povo conhece [também aqui].
Bom Sábado.
Comentários
|
Marcado como
Ambiente,
Economia,
Política Nacional,
PSD,
Socialismo na Gaveta,
Sócrates
Braga por um canudo... (II)
«Já roça, no entanto, a hipócrisia partidária ver o PS acusar o líder social-democrata "de se vergar, de se humilhar" ao participar na festa anual do PSD madeirense, quando os líderes do PS nunca se inibiram de marcar presença nos vários feudos do caciquismo socialista, junto de Mesquita Machado em Braga ou de Fátima Felgueiras em Felgueiras, entre outros casos pouco recomendáveis.»
04.08.2007 - José António Lima, Semanário SOL [via Geração Braga 2009]
04.08.2007 - José António Lima, Semanário SOL [via Geração Braga 2009]
Cultura: Jobs for the Boys
O afastamento de Dalila Rodrigues, tal como sucedera nos casos Charrua, Balbino e Vieira do Minho, é mais um sinal do incómodo do governo socialista com a liberdade de expressão. Uma coisa é certa: depois desta entrevista, Manuel Bairrão Oleiro continuará em funções.
O Veto Presidencial
Cavaco Silva vetou o Estatuto dos Jornalistas, apresentado pelo Governo como a luta contra o 'jornalismo de sarjeta'. Depois de ter mantido a Directora Regional de Educação do Norte, parece óbvio que José Sócrates também não se envergonhará de manter Augusto Santos Silva. De qualquer modo, convém aguardar pela tomada de posição do líder do PS/Porto que parece ser quem põe e dispõe dos cargos da função pública e do Estado Português.
Ainda o Caso Charrua
Embora administrativamente o caso pareça encerrado, politicamente não está. Se, por um lado, não restavam muitas saídas à Ministra para além do arquivamento do caso, a verdade é que, por outro, a manutenção de Margarida Moreira no cargo de Directora Regional é uma prova do assentimento político que o governo dá às suas atitudes e ao clima de delação instalado e instigado na sociedade portuguesa.
Abaixo o Provincianismo (III)
Pedro Vieira no Irmão Lúcia
«não há coincidências. centenas, quiçá dezenas, de naturais de cabeceiras de basto vieram engrossar as fileiras de apoio a antónio costa na noite eleitoral. em reconhecimento do esforço, dois depois o autarca socialista daquela localidade é absolvido em processo de corrupção. margarida rebelo pinto é uma filósofa cheia de razão.»
«não há coincidências. centenas, quiçá dezenas, de naturais de cabeceiras de basto vieram engrossar as fileiras de apoio a antónio costa na noite eleitoral. em reconhecimento do esforço, dois depois o autarca socialista daquela localidade é absolvido em processo de corrupção. margarida rebelo pinto é uma filósofa cheia de razão.»
Abaixo o Provincianismo (II)

Porque é que um partido laico e republicano organiza uma excursão de militantes a Fátima? Além da gritante incoerência, este tipo de iniciativas denuncia o populismo repugnante do Partido Socialista de Cabeceiras de Basto.
Reagindo ao facto de alguns dos idosos transportados até Lisboa terem dito que a viagem era paga pela Câmara, China Pereira, líder da concelhia socialista de Cabeceiras de Basto, considera que "é natural que as pessoas confundam devido à idade". Eu vou mais longe: é naturalíssimo. O que não é natural é que o PS tenha levado para o circo de Lisboa precisamente as pessoas que se confundem devido à idade, num inaceitável aproveitamento da confusão alheia.
No fundo, estas notícias não passam de singelos acrescentos aos ecos que nos chegam das terras de Basto. Terras onde o bafio fascista ainda tem demasiados protagonistas (e apoiantes).
Abaixo o Provincianismo
Podiam ter ido bailar à Quinta da Malafaia e assistir à missa do Sameiro, mas, desta vez, os idosos do Arco de Baúlhe foram rezar a Fátima e gritar ao Altis. Quem pagou? A candidatura de Costa ou a Distrital do PS-Braga? É que, nem quero acreditar que a factura não foi paga por nenhuma destas hipóteses.Mas, independentemente de quem pagou, torna-se evidente que a subserviência de Joaquim Barreto, líder da Distrital de Braga do PS, relativamente aos interesses de Lisboa e aos desígnios do partido socialista se sobrepõe às necessidades do povo cá da terra.
Tudo isto é ainda mais repugnante porque se tratam de idosos que não sabiam muito bem ao que iam. Não terá António Costa apoiantes mais jovens no Minho? Ou será que não houve, entre os mais jovens, quem estivesse disposto a participar em tamanho espectáculo circense?
Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (IV)
Momento da Noite: António Costa e José Sócrates saúdam as populações do Arco de Baúlhe e do Alandroal que gritam "PS, PS, PS" enquanto agitam compassadamente as bandeiras que lhes entregaram à porta.
Visto isto, não admira que os independentes façam tanta mossa aos partidos. E admira ainda menos que, desde cedo, os carneiros dos rebanhos partidários locais se degladiem em pavlovianas dissertações sobre quem recusa a militância doentia e não prescinde de pensar enquanto espera que os líderes da manada se pronunciem.
O certo é que com 57.907 votos em 524.248 eleitores se fez uma grande festança. A silly season costuma começar a 1 de Agosto. Estas eleições de Lisboa anteciparam-nos o deleite.
Visto isto, não admira que os independentes façam tanta mossa aos partidos. E admira ainda menos que, desde cedo, os carneiros dos rebanhos partidários locais se degladiem em pavlovianas dissertações sobre quem recusa a militância doentia e não prescinde de pensar enquanto espera que os líderes da manada se pronunciem.
O certo é que com 57.907 votos em 524.248 eleitores se fez uma grande festança. A silly season costuma começar a 1 de Agosto. Estas eleições de Lisboa anteciparam-nos o deleite.
Subscrever:
Mensagens (Atom)