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É uma estranha crise, esta que nos assola. A mais severa desde a Grande Depressão, dizem. Portugal e o Minho não fogem à regra [1, 2, 3, 4]. Inúmeras notícias sobre a crise económica e social, com maior ou menor fulgor, entram pelas nossas casas adentro.
É por isso com alguma perplexidade que noto semelhante fé investidora em Braga. Uma fé que não é inabalável, mas que confia, imagino que em excesso, numa retoma económica a curto prazo. É certo que as obras já estão no terreno há algum tempo, mas à medida que ganham forma e que a perspectiva do fim da crise ainda não é líquida, torna-se ainda mais questionáveis do que eram dantes.
Uma coisa é certa, quem visitar Braga, não vê crise alguma. Entre hotéis, centros (e superfícies afins) comerciais, dois hospitais, um centro de investigação ultra-moderno, as demais obras municipais e a Universidade que parece estar imbuída do mesmo espírito do Betão, Braga não viveu nada assim nos tempos recentes. Daqui a uns anos vamos ver o que sobrevive.



