Avenida Central

A Enorme Crise

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Hospital Braga
© sinistro_portugal

É uma estranha crise, esta que nos assola. A mais severa desde a Grande Depressão, dizem. Portugal e o Minho não fogem à regra [1, 2, 3, 4]. Inúmeras notícias sobre a crise económica e social, com maior ou menor fulgor, entram pelas nossas casas adentro.

É por isso com alguma perplexidade que noto semelhante fé investidora em Braga. Uma fé que não é inabalável, mas que confia, imagino que em excesso, numa retoma económica a curto prazo. É certo que as obras já estão no terreno há algum tempo, mas à medida que ganham forma e que a perspectiva do fim da crise ainda não é líquida, torna-se ainda mais questionáveis do que eram dantes.

Uma coisa é certa, quem visitar Braga, não vê crise alguma. Entre hotéis, centros (e superfícies afins) comerciais, dois hospitais, um centro de investigação ultra-moderno, as demais obras municipais e a Universidade que parece estar imbuída do mesmo espírito do Betão, Braga não viveu nada assim nos tempos recentes. Daqui a uns anos vamos ver o que sobrevive.

Autárquicas 2009: Braga a Aquecer [2]

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O Correio da Manhã dedica a capa e uma extensa reportagem à «fortuna de milhões» do Presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado. A este propósito, Eduardo Dâmaso escreve sobre a «democracia formal» e Ademar Santos publica vários documentos (1, 2, 3) sobre os negócios do autarca.

Alta Tensão em Braga [2]

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Alta Tensão em Braga

«Os moradores de Nogueiró que negaram a instalação de postes de alta tensão perto das suas casas tiveram de se resignar a uma solução de recurso. O poste principal foi só afastado, porque ninguém quis pagar obras.» [JN]

Recebemos de um leitor, a imagem da montagem de um dos postes da linha polémica que foi desviado do Hotel em construção para o coração de uma área residencial previamente implantada.

Os Negócios de Braga

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«O PSD exige a demissão do presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado. Em causa está o envolvimento do autarca num acordo de permuta de terrenos entre vários empresários de Braga e o Colégio de S. Caetano, agora confirmado em tribunal, no processo que o colégio, uma instituição articular de solidariedade social (IPSS), moveu contra os empresários. O negócio lesou o colégio em cerca de três milhões de euros e foi espoletado em Junho, tendo motivado uma moção de censura à câmara, apresentada pelo PSD na Assembleia Municipal. Mesquita Machado é acusado de ter garantido à IPSS que os terrenos que esta ia receber na permuta seriam urbanizáveis após a alteração do PDM. Por outro lado, a Quinta do Salgueiró, propriedade da família do autarca, chegou a estar envolvida no negócio, ainda que este nunca se tenha realizado. O presidente da Câmara de Braga recusa qualquer envolvimento, mas o caso chegou agora a tribunal, onde o juiz de instrução considerou provada a intervenção de Mesquita Machado no negócio [Público]

Alta Tensão em Braga

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« A revolta popular foi motivada pelo arranque das obras para colocação de um poste nos terrenos da vivenda que o empreiteiro Domingos Névoa possui em frente ao espaço de construção daqueleque será o Hotel Meliá de Braga. Apesar de instalado no terreno do construtor, o poste fica a menos de 10 metros de várias moradias, distância que é bem menor do que a que o separa da residência do empresário bracarense.» [Diário do Minho]

Ao que parece, a intenção inicial de enterrar as linhas de muito alta tensão para permitir a construção do Hotel Meliá foi abandonada. Incompreensivelmente, os monstros de metal estão a ser transferidos para terrenos de Domingos Névoa, ficando a escassos metros de algumas habitações em Nogueiró.

A ver se eu percebi bem: o que não serve para ficar junto ao hotel pode arrumar-se junto às casas daquela gente? Desengane-se quem pensou que já viu tudo nesta cidade... Por aqui, o inacreditável não pára de acontecer.

Mandato Nano

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«A verdade é que num mandato marcado pela viragem para as iniciativas público-privadas, que continuam sem sair do papel, e por túneis tão eleitorais quanto comerciais, que continuam sem liberdade para arrancar, o mais experiente autarca “rosa” do país arrisca-se a chegar à eleições sem outra obra palpável para mostrar aos bracarenses a não ser a nanotecnologia. A Câmara aproveita, por isso, para se “colar” a uma obra dos governos de Portugal e de Espanha, com o únicoargumento de ter cedido o terreno para a implantação do propalado centro de investigação. Acontece que, apesar dos anúncios precipitados, continua por cumprir o objectivo de substituir a Bracalândia, que foi corrida para Penafiel, por novos parques à escala Disneylândia, que permitam “dar circo ao povo” numa altura em que “a falta de pão” não se compadece com promessas políticas. À falta de obras de “encher o olho”, afinal, este bem pode ser o “mandato nano”, que ateste, uma vez mais, que nas pequenas coisas é que está o segredo…» [José Carlos Lima, Diário do Minho]

Contra factos não há argumentos, mas escrever com tamanha lucidez não é para todos. José Carlos Lima coloca o dedo na ferida: Mesquita Machado vai terminar o mandato sem cumprir uma única das suas grandes promessas eleitorais. Pior do que isso, tem o ónus de ser o responsável pela fuga da Bracalândia, por meses de inferno nas obras da Variante Sul, pelo acentuar do betão dominante na cidade e pela derrota da sua política de isolacionismo que resultou no afastamento de Braga do projecto da Capital Europeia da Cultura 2012.

Apesar do "mandato nano" tudo continua em aberto em termos eleitorais porque, como todos sabemos, o segredo está mesmo nas coisas pequenas. Tão pequenas como a visão e a ambição de demasiados bracarenses. Infelizmente.

Andam a Devastar a Falperra!

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O Diário do Minho faz manchete com uma notícia sobre o abate ilegal que devastou a encosta da Falperra. Alertado para o atentado ambiental na última reunião do executivo, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, disse que «ainda não teve oportunidade para passar por lá». É capaz de se justificar uma visita, senhor Presidente.

A Barbearia Mais Antiga de Braga

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Barbearia I
© Maar

Carla Pessoa, no blogue Pozinhos de Perlimpimpim, retoma a questão da morte da barbearia mais antiga de Braga. Património de altíssimo interesse cultural, histórico e arquitectónica, a barbearia está à mercê das decisões da autarquia. Tal como escreve, «a Câmara Municipal de Braga, governada há mais de 30 anos por Francisco Mesquita Machado, não se tem pronunciado mas é a única entidade que pode fazer alguma coisa para salvar este riquíssimo património.»

Há interesses imobiliários para aquele local? Então encomendem o requiem para mais este pedaço da Braga antiga e colectiva de que todos gostamos...

A Febre dos Shoppings (II)

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O Braga Parque anunciou que vai enterrar o parque de estacionamento do hipermercado Feira Nova. Se a notícia acabasse aqui e à superfície nascesse um verdejante jardim, esta seria uma crónica feliz. Mas não é.

O Braga Parque anunciou que vai ocupar o espaço do actual estacionamento com mais um edifício que comportará 60 novas lojas. No momento do anúncio de uma ampliação de 15.000 metros quadrados, o administrador António Afonso insurgiu-se contra a febre dos shoppings que está a eclodir no eixo Braga-Guimarães-Famalicão.

Braga por um Túnel (II)

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Sempre tive a convicção de que o túnel não se faria antes das eleições por motivos eleitoralistas. Esta notícia parece confirmar que Mesquita Machado vai mesmo a votos sem cumprir uma única das suas grandes promessas eleitorais.

A Propósito de «Serralves em Festa»

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Porto, Museu de Serralves. Álvaro Siza
© z.z

No passado Sábado experimentei um pouco da «Serralves em Festa», uma verdadeira síntese dos reais motivos pelos quais o Porto cosmopolita está a anos-luz da Braga que insistem em manter inusitadamente rural.

Enquanto passeava pelos magníficos jardins, lembrei-me dos parques que o poder autárquico está a dever a Braga e aos bracarenses. Mal habituados e pouco exigentes, aceitamos sem grandes controvérsias que nos impinjam que «é bom viver em Braga», uma cidade sem um único espaço verde para verdadeira e livre fruição dos bracarenses. Prometeram-nos um Parque Norte, um Parque da Ponte, um Parque do Picoto, um Parque em Lamaçães e muitos enormes parques de diversões, mas a verdade é que nos quedamos sem nada. Nada.

Mas a Fundação Serralves é bem mais que um parque ou jardim... É um centro de arte e de espectáculos eclético e a transpirar modernidade, tal como o Vila Flor em Guimarães ou o Centro Cultural de Belém em Lisboa. Braga continua a fazer-se em torno dos prédios, a que se acrescenta a nova jóia que dá pelo nome de «centros comerciais» gigantes, em descrédito e em desuso na Europa moderna, mas que hão-de entupir-nos até às entranhas nos próximos anos.

Em Braga, nem se aproveita o Cávado nem o Este, não se aproveita verdadeiramente o património nem a história, não se promove a arte nem a cultura. Falhámos redondamente na tentativa de colocar a cidade na rota cultural, arquitectónica e turística de Portugal e da Europa e, pior que isso, continuamos a falhar quotidianamente na simples tarefa de colocar a arte, a natureza e a cultura na rota dos bracarenses.

Em síntese, continuamos a frustrar a tentativa de ancorar esta cidade na modernidade. Mas talvez esse nunca tenha sido objectivo.

Do Urbanismo em Braga

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«Braga é uma cidade sem sorte, porque o tempo não se aliou a ela e porque ela não se aliou ao rio. E porque foi tratada com a leviandade de alguém que recebe uma fabulosa herança que não lhe custou a ganhar. Braga é uma cidade sem sorte, a não ser a sorte de haver nela uma música visual que soa acima de qualquer ruído. Mas, nos últimos anos, Braga foi aquilo que nos envergonha. Abriu-se o tempo do desprezo para com ela, iniciou-se um caminho que levaria ao precipício. Tudo se passou ao contrário. Tudo parece trocado. Até as palavras com que nomeamos os seus males e os seus bens. Braga é hoje uma cidade enlouquecida pelos maus tratos. É uma cidade onde avançou o que devia ter parado e onde parou o que devia ter avançado.»

Assim escreve Pedro Antunes, parafraseando José Manuel dos Santos. Depois da praça desfeita, do rio esquecido e do mercado abandonado, o urbanismo em Braga volta a ser notícia.

Operação: Impermeabilização e betonização total do país
:: Georden
Construções à moda de Braga :: Ágora
Prédio polémico nasce em Nogueiró :: Jornal de Notícias
Câmara embarga prédio em Nogueiró :: Jornal de Notícias
Moradores denunciam obras ilegais em Celeirós :: Jornal de Notícias

Braga: Técnicos da Câmara em Tribunal :: Portugal Diário

Braga: Carandá Abandonado

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Do Georden: Para Onde Vamos?

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«A imagem retrata uma passadeira numa via circular periférica à parte este da cidade (Avenida Dom João II, maioritariamente localizada em Fraião, por trás do eixo onde se localizam quase todas as grandes superfícies comerciais de Braga). [...]

Esta passadeira é logo das primeiras da avenida (em direcção a norte) e o grosso dos viandantes costuma virar logo para a / pela Av. Robert Smith (até porque se vierem para Sul o caminho puxa um bocadinho, e isso cansa...). Mas pelo que me lembro, quase todas as passadeiras ao longo dela padecem deste erro.

Bem... recentrando-me no que me trouxe cá hoje, queria dizer que o tal "planeamentozinho" pensou no automóvel. Depois, como que caída mais ou menos de pára-quedas, lá puseram a ciclovia (desde a Av. da Falperra até à Rua Luís António Correia são cerca de 2,3 kms para andar) e, já agora, não nos esqueçamos dos peões. Bastava não ter projectado a "área verde" até à estrada e já não se cometiam atropelos destes. O verde não é muito significativo, mas ter de o pisar (quem anda de cadeira de rodas não põe lá os pés, isso é certo) é sintomático dos valores que regulam a cabeça pequenina de quem nos vai oferecendo os espaços em que vivemos.»

Retirado do Georden

Braga por um Túnel

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O processo de construção do prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade tem suscitado legítimas dúvidas e, à medida que o tempo passa, a história tem ganho contornos de novela.

Apresentado como projecto essencial para a requalificação do centro de Braga, o túnel esteve no epicentro da polémica com o anúncio de que uma empresa particular iria comparticipar a obra. Mais recentemente, veio a saber-se que uma construtora faz o túnel por um preço inferior em 5 milhões de euros ao dos outros dois concorrentes e, num momento em que a decisão da escolha do consórcio ainda está por tomar, Mesquita Machado antecipou-se, afirmando, de forma peremptória, que «ou ganha a Britalar ou o concurso é anulado».

Com o calendário a jogar contra os interesses eleitorais da maioria socialista, é bem provável que Mesquita Machado deixe cair um projecto que permitiria «aumentar em 10.000 metros quadrados a área de lazer dos bracarenses» e construir à superfície «um jardim do século XXI». Nada que não possa aguardar por tempos eleitoralmente mais oportunos.

Sete Fontes em Perigo

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Num tempo em que se torna cada vez mais óbvio que Braga continua a desprezar a indústria do património e do turismo, surge o alerta de que o complexo das Sete Fontes, património de valor incalculável votado ao abandono voluntário por parte da autarquia, poderá estar em perigo.

É com desinteressado e corajoso espírito cívico que a ASPA exige «que se impeça qualquer construção sobre a área de protecção definida nos termos da lei.» E outra coisa não se pode esperar daqueles que detêm o mandato de zelar pela defesa do interesse público e comum.

ASPA Volta a Denunciar Abandono das Sete Fontes

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«Mais de treze anos passados sobre os primeiros atentados ao património das 7 FONTES - Sistema Setecentista de Abastecimento de Água à Cidade de Braga - a ASPA, quando em Maio de 1995 pediu ao IPPAR a sua classificação, viu finalmente reconhecida pelo Governo essa pretensão em 29 de Maio de 2003, com a classificação de MONUMENTO NACIONAL. Isto é, a partir de então, as 7 FONTES passaram a integrar a lista de monumentos nacionais e a estar debaixo das mesmas medidas de protecção e garantias onde figuram, por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos, a Sé de Braga e o aqueduto das Águas Livres, entre muitos outros.

Desde então, o monumento nacional tem vindo a degradar-se por desinteresse efectivo das autoridades autárquicas locais - exceptuando, honra seja feita, a Junta de Freguesia de S. Vítor e o seu Presidente – que até agora não alteraram o PDM em função na nova realidade, e do Governo da República por não ter agido pró-activamente face às ameaças imobiliárias que continuam a pairar sobre este valor artístico, científico e ambiental da cidade, da região e do País.

A ASPA vem uma vez mais publicamente alertar e denunciar a todos os seus concidadãos para as mais recentes ameaças imobiliárias que se têm insinuado para o local, ainda que estas surjam mascaradas por projectos filantrópicos ou aparentemente vantajosos para a comunidade.

Tal como infelizmente vem sendo habitual, mais a mais agravado pelo facto das 7 FONTES serem do domínio público, os arvorados projectos que vêm sendo anunciados para o local não são do conhecimento público. Isto é, nunca foi divulgado à comunidade qualquer projecto, desenho, esboço ou directivas de ocupação do solo para além das ameaçadoras afectações que estão previstas em sede de PDM.

A ASPA mais não pretende que se cumpra a lei. A ASPA reclama da abertura de acessos a instalações sem autorização do IGESPAR, mexidas de terras de duvidosa legalidade e, sobretudo, exige civicamente, sobre qualquer interesse privado ou circunstância estranha à integridade das 7 Fontes, que se impeça qualquer construção sobre a área de protecção definida nos termos da lei.

A ASPA entende que os bracarenses não são ignorantes nem devem nada a ninguém. As 7 FONTES pertencem aos bracarenses, pelo menos, desde há dois mil anos, pelo que não é qualquer um dos proprietários de terrenos envolventes ao complexo que pode oferecer ou condicionar um bem de que não dispõe.

Por fim, a ASPA, como é seu timbre de há trinta anos a esta parte, informa todos os intervenientes que se manterá vigilante e intransigente na defesa do património de Braga e do País e denunciará publicamente todas as acções lesivas que se verificarem e, se for caso, accionará os mecanismos legais que estiveram ao seu alcance.

A ASPA não se deixará iludir nem intimidar por apetites imobiliários dissimulados em finalidades supostamente generosas, tanto mais que está convicta que não pode haver futuro credível para as novas gerações se este assentar na subtracção do espaço público, na destruição da herança artística, no aviltamento da memória científica e num atentado ao ambiente.»

Pergunta da Manhã

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As obras da Variante Sul não terminavam no início de Dezembro?

Adenda - e já há relatos de acidentes...

As Obras do Descontentamento

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1. A conclusão da repavimentação da variante Sul estava «prevista para o início de Dezembro», mas o caos informativo permanece e as obras também...

2. Os comerciantes desesperam devido à interminável remodelação da Rua D. Afonso Henriques.

3. O PCP, primeiro, e o PSD, depois, voltaram à carga, denunciando o atentado urbanístico que despertou a nossa indignação em Março passado.

Tudo notícias de uma cidade que tem sido dilacerada pelo betão, num projecto que privilegia o uso do automóvel e impele ao recurso aos parques pagos. A isto, os comerciantes (e a ACB) têm respondido com um insuportável silêncio, apenas interrompido quando o pó e o transtorno lhes entram pela porta.

Braga: A Lei do Betão

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Segundo avança o Diário de Notícias, a «proprietária Rodrigues & Névoa, detentora da Bragaparques, lança um concurso de ideias para o terreno, situado em frente ao Campus de Gualtar da Universidade do Minho (UM).

A Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural (ASPA) considera que a iniciativa "só vai servir para iludir a tragédia de a cidade ter perdido aqueles terrenos, inicialmente destinados a parque urbano". Aliás, considerou, todo o processo "é um dos maiores atentados ao património dos bracarenses nos últimos 30 anos". [...] Para o reitor da UM, Guimarães Rodrigues, a solução a adoptar "não é indiferente para a universidade", mas adverte que "o terreno é propriedade privada e a sua utilização depende da regulamentação camarária e do interesse de investimento dos proprietários". [...]

Segundo Miguel Bandeira, dirigente da Aspa, "ainda ninguém sabe o que vai ser ali" e defendeu que "esse concurso só vai servir para iludir a tragédia de a cidade ter perdido aqueles terrenos que inicialmente eram para parque urbano". Para este docente de Geografia Urbana, o processo em torno da Quinta dos Peões tratou-se de "um dos maiores atentados ao património dos bracarenses nos últimos 30 anos, porque era um terreno público, com solos com fertilidade fora do comum". Recorde-se que era uma estação de experimentação de milhos do Ministério da Agricultura. Para além disso, acrescentou, "o PDM tinha projectado para lá um parque oriental - zona de lazer - e depois a autarquia permitiu que o terreno fosse reclassificado para urbanização". [...]»

Era Reserva Agrícola. Era um parque de lazer da cidade. Era zona tampão da Universidade do Minho. Era... A responsabilidade da classificação do terreno como urbanizável é da Câmara Municipal de Braga que, como tal, é a única responsável pela tragédia do betão que se lhe seguir. Seja essa tragédia um hotel ou um parque residencial.

Aguardamos com muito interesse os resultados do concurso de ideias, sendo certo que o verde que desejávamos (e merecíamos) para aqueles terrenos será completamente impossível de concretizar.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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