Avenida Central

Curso de História da Cidade de Braga

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Curso de História da Cidade de Braga [org: Velha-a-Branca]
mais informações na Velha-a-Branca

É Bonita a Nossa Cidade, Não Era?

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Historia de Portugal: 4ª Classe
© História de Portugal, 4ª Classe

ConFusões

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"Nunca retirando a Guimarães o berço da independência, porque não há razão para isso, porque foi realmente por S. Mamede que se deu o facto, mas dando o berço da nacionalidade à cidade de Viseu enquanto não se descobrir outra" [João Silva de Sousa]

"Confesso que fico confundido, não conseguindo perceber bem a diferença entre as expressões “berço da independência” e “berço da nacionalidade”. Poderia tentar avançar com várias hipóteses explicativas, mas iria acabar por concluir que seriam manifestamente artificiosas. O que constato é que há em Viseu quem, depois de proclamar a sua cidade como berço de Afonso Henriques, pretende também apropriar-se de uma das marcas de Guimarães, o título de Berço da Nacionalidade. Há em tudo isto uma incompreensível confusão: a condição de Berço da Nacionalidade de Guimarães não resulta do nascimento de Afonso Henriques, mas do facto de ter sido a partir daí que Portugal iniciou a sua marcha para a independência, com D. Afonso Henriques. Ou será que também se pretende mudar a batalha de S. Mamede e trasladar o Castelo de Guimarães para Viseu? Não se percebe como Viseu possa invocar a condição de Berço da Nacionalidade. Até porque a fundação da nacionalidade resulta de um movimento encabeçado por D. Afonso Henriques contra D. Teresa e, como o próprio Almeida Fernandes afirma na obra em que avançou com a sua tese viseense, naquela altura, os senhores de Viseu terão estado com D. Teresa, contra Afonso Henriques. Tendo estado do outro lado da barricada, portanto, não se vê qual a legitimidade que Viseu poderia invocar para passar a ostentar tal título." [António Amaro das Neves, Memórias de Araduca]

Da Arqueologia em Braga

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Vestígios Arqueológicos da estação da CP
© Maaar

A Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) está a empreender esforços no sentido de que o Parque Arqueológico de Braga venha a integrar o Parque Cultural Europeu (confesso que após uma breve pesquisa ainda não consegui perceber de que se trata). Segundo o JN, «o plano visa dignificar e potenciar o "valor histórico, cultural, científico e turístico" do património bracarense, nomeadamente o romano e bimilenar de Bracara Augusta

Há uns dias visitei Barcelona e fiquei impressionado com a forma como a informação acerca do património edificado (dos tempos romanos até ao Séc. XX) está espalhada por toda a cidade de forma extremamente harmoniosa. Aliás, não é preciso ir a Barcelona para ver exemplos de boa informação aos visitantes sobre o património edificado e do aproveitamento que se faz do mais ínfimo vestígio arqueológico. Em Braga, essa informação pura e simplesmente não existe.

Quando muito do básico ainda está por fazer em termos de protecção e divulgação do património arqueológico de Braga, espera-se que este anúncio não seja mais uma promessa sempre adiada e nunca cumprida.

Guimarães ou Viseu?

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Aqui Nasceu Portugal!
© Manuel Lopes

Segue animada a disputa entre Guimarães e Viseu sobre o local onde terá nascido D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal. Da leitura da opinião de uns e de outros resulta que ninguém sabe onde foi, mas são muitos os que afirmam com toda a certeza haver nascido por ali.

Depois de assentar a poeira mediática dos últimos tempos e a menos que se conheçam novos documentos históricos, estou certo que Guimarães continuará a ser o berço do primeiro rei no ideário da maioria dos portugueses. Isto se a maioria dos portugueses ainda souber quem foi o primeiro rei.

Será Possível Valorizar a Memória de Braga?

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Casa das Carvalheiras

A insula das Carvalheiras principiou a ser escavada em 1985, a pedido da Câmara Municipal de Braga. A autarquia pretendia instalar no local a Escola da Sé, mas a sensibilidade arqueológica da zona exigia estudos arqueológicos prévios. As sondagens, dirigidas por mim e por Manuela Delgado revelaram o cruzamento de duas ruas romanas, bem como as ruínas de parte de uma insula, ou seja de uma unidade residencial-comercial de Bracara Augusta. Face ao interesse da descoberta foi afastada a hipótese de construir a Escola e desde logo pensou-se em musealizar as ruínas.

No entanto o projecto ficou adormecido durante vários anos. Posteriormente o arquitecto e arqueólogo Theodor Hauschild, do Instituto Arqueológico Alemão, numa das suas deslocações a Braga, como consultor da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, recomendou vivamente o alargamento dos trabalhos. Segundo ele era uma oportunidade única de se conhecer as dimensões do módulo do urbanismo de Bracara, uma vez que não havia edifícios recentes em redor. Manuela Martins seguiu os conselhos do especialista alemão. Assim sob a orientação da Presidente da UAUM, de forma determinada e com afinco, após várias campanhas foi possível definir a insula, a sua estrutura e as fases construtivas. Posteriormente no âmbito do Mestrado de Arqueologia, o arquitecto José Rui Coelho da Silva procedeu à reconstituição do edificado (em 2000). Com base nas plantas produzidas o Laboratório de Informática da UAUM (Paulo Bernardes) realizou a reconstrução tridimensional da insula, ou melhor das duas fases mais expressivas (épocas dos Flávios e dos Antoninos).

Deste modo o conjunto, divulgado na comunidade científica, passou a ser visitado com alguma frequência, mesmo por professores e estudantes da Universidade de Santiago de Compostela. No entanto a Câmara Municipal de Braga considerou que não se justificava musealizar as estruturas, sugerindo que o melhor modo de as proteger era reenterrar as ruínas. Insistiram e estiveram quase a levar por diante a sua ideia não fosse a opinião contrária do arquitecto e arqueólogo catalão Ricardo Mar que sublinhou o interesse de se preservar um conjunto urbano clássico tão elucidativo. Foi assim reforçada a posição da UAUM. Relutantemente a CMB resolveu encarar a possibilidade de concretizar a ideia. Mas já se passou uma legislatura e nada. Terá sido apresentado um projecto que fechava as ruínas numa caixa de cimento e que foi reprovado pelo IPPAR.

Hoje acredito que a Presidência da autarquia sempre se opôs à valorização da insula das Carvalheiras porque a geometria do conjunto assusta os governantes da cidade. Querem evitar que os cidadãos de Braga entendam o modelo do urbanismo romano porque precisam de manter as populações no desconhecimento. O convívio de público infantil e adulto com alicerces de ruas ortogonais, passeios porticados, lojas articuladas com residência, pode ser algo tão perigoso como os livros, a arte ou a música.

Até se Estranha

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Surgia na versão impressa do Público de hoje (11 Março) a notícia de que o «projecto do shopping nos antigos CTT de Braga muda para mostrar edifício romano». Acrescentam que se trata de:

«Um edifício da época romana, possivelmente associado a rituais funerários, foi descoberto pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) durante as obras que decorrem no edifício dos Correios, no centro de Braga.» (na versão impressa está disponível uma imagem, que não é mostrada na ligação; ligação que, ainda assim, acrescenta bastantes pormenores em texto).

A celeridade de uma decisão que demonstra perceber e saber como aproveitar o potencial destas ruínas - uma de decisão de privados (Regojo, salvo erro) contrasta sobejamente com a morosidade e até com o desinteresse (e com as decisões em si) que os nossos órgãos de governo bracarense têm demonstrado com especial vigor nos últimos meses. Trata-se até de um quarteirão ali mesmo ao lado do túnel que tem sido centro das maiores atenções.

Os arqueólogos da UM entendem que os achados se revestem de "grande relevância patrimonial". A proposta de alteração do projecto do centro comercial "foi prontamente aceite pelo promotor imobiliário, que se congratulou com a possibilidade de proporcionar à cidade de Braga novos núcleos de ruínas visitáveis, que enriquecerão o seu património", explicou Manuela Martins.

Quem é de ou vive em Braga há muito tempo até estranha semelhante decisão, mesmo sendo de um privado. Se, obviamente, irá procurar retirar frutos dessa alteração do projecto, também é verdade que denota um certo sentido de responsabilidade social e de consciência histórica.

Pois nem que o façam pelo simples temor de um qualquer tipo de boicote ou reprovação social que poderia advir de uma decisão que delapidasse o património; esse é um temor que a administração PS parece nunca ter sentido e com o qual, apesar de tudo, os bracarenses parecem nunca se ter importunado muito.

Salvar as Sete Fontes

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Passeios nas Sete Fontes
© jovemcoop

Apesar dos múltiplos apelos da comunidade científica e das repetidas chamadas de atenção por parte da sociedade civil, a autarquia de Braga continua a negligenciar o Complexo Monumental das Sete Fontes. O desprezo por esta estrutura de inegável valor histórico e arquitectónico levou os responsáveis autárquicos a projectar uma variante «que irá esventrar o Complexo» e, pior de tudo, a autorizarem «construção de máxima densidade construtiva» naquela zona.

Para dar visibilidade à urgência de uma intervenção de salvaguarda do património colectivo das Sete Fontes, a Jovemcoop, a ASPA e a Junta de Freguesia de São Vítor promovem uma Marcha no próximo dia 8 de Março, Domingo, com partida agendada para as 9h30m do Largo Senhora-a-Branca.

A garantia de que este património histórico vai chegar intacto às gerações vindouras é uma missão de que nenhum bracarense se pode demitir e, mais do que isso, uma obrigação de consciência a que estão vinculados todos quantos amam a cidade de Braga. Apelamos à participação da sociedade civil nesta iniciativa para que Braga possa afirmar com mais convicção o estatuto de cidade com futuro.

Dois Pesos e Duas Medidas [2]

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Depois do ziguezaguear no processo de construção do túnel da Avenida da Liberdade em Braga, as posições do IGESPAR na questão do Convento da Ordem Dominicana, em Coimbra, voltam a gerar grande polémica no seio da comunidade universitária.

O IGESPAR, cujo site ainda espera melhores dias, é o instituto público responsável pela gestão do património arquitectónico e arqueológico no nosso país. Contudo, as posturas díspares em casos aparentemente semelhantes e a ideia de uma certa negligência que transparece de algumas das suas decisões têm inquinado a imagem do instituto e minado a confiança que todos devíamos ter numa instituição com atribuições socialmente tão relevantes.

A ler: Dois Pesos e Duas Medidas [1]; A Gestão do Património Arqueológico Urbano; ASPA volta a denunciar abandono das Sete Fontes.

Salvar as Sete Fontes

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Aqueduct and Mãe de agua
© johan

Numa cidade que tanto mal trata o passado, é tempo de salvar as Sete Fontes. Alguém percebe o abandono negligente por parte do município ao longo das últimas décadas?

Leitura Absolutamente Imprescindível

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«A escolha entre viver sem passado ou construir uma cidade dinâmica, criativa e dotada de marcadores históricos relevantes depende apenas dos bracarenses.»
[Francisco Sande Lemos, Diário do Minho, 22/12/2008]

(Re)Enterrar o Tesouro Romano? [3]

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Adensam-se as desconfianças relativamente às obras em curso na Avenida da Liberdade depois do Diário do Minho ter dado a conhecer as violações e erros de planeamento cometidos pela Câmara Municipal de Braga no que respeita à protecção do património arqueológico.

O processo está envolto em grande polémica e as incongruências acumulam-se desde o primeiro momento. Recorde-se que, já em Setembro de 2008, a Direcção Regional de Cultura tinha condicionado o avanço da obra à «realização prévia de escavações arqueológicas». Apesar disso, a Câmara Municipal decidiu avançar com os trabalhos de execução e as escavações em simultâneo.

Após pressões da oposição e da opinião pública, foi divulgada uma breve informação institucional da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho em que se dá nota dos trabalhos desenvolvidos no acompanhamento destas duas obras. Sabe-se que foi descoberto um templo romano de grandes dimensões no subsolo da Avenida da Liberdade e uma extensa necrópole sob o antigo edifício dos correios, mas não se conhecem as acções concretas de salvaguarda daqueles achados nem os planos de pormenor para aquela área.

O interesse público do dossier justifica a abertura de um processo de consulta pública, tal como aqui foi sugerido pelo arqueólogo Gonçalo Cruz. Quem aprecia esta cidade não pode continuar indiferente aos extraordinários contributos que o Professor Francisco Sande Lemos tem dado para este debate. Por muito que o presidente do Município entenda que «já chega de andar a brincar às escavações», estamos em crer que o futuro da cidade depende da forma como tratamos o que ainda resta do passado.

Adenda - está a decorrer um petição online sobre esta matéria.

(Re)Enterrar o Tesouro Romano? [2]

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«A Câmara de Braga respeitará as indicações que forem dadas pela Universidade do Minho sobre os vestígios arqueológicos romanos encontrados numa obra em curso na Avenida da Liberdade, revelou hoje o adjunto do presidente da autarquia. [...] Agora, e de acordo, com as indicações da autarquia, a Unidade de Arqueologia concordou em permitir o seu enterramento, com a opção de, um dia mais tarde, ser feita uma escavação mais ampla no local.» [Jornal de Notícias]

No dia em o PSD exigiu a divulgação permanente das descobertas sobre o templo romano, a Câmara de Braga imputa aos arqueólogos da Universidade do Minho a decisão de voltar a enterrar o templo romano de grandes dimensões que foi encontrado sob a Avenida da Liberdade. Torna-se cada vez mais evidente que o processo não está a ser conduzido de forma completamente transparente.

Convém lembrar que o assunto não é consensual entre os arqueólogos e que o próprio Luís Fontes defendeu a musealização do achado aquando da visita dos deputados municipais. Recuso aceitar que decisões tão importantes sejam tomadas num aparente contra-relógio eleitoral em que a posição da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho pode vir a ser interpretada como um mero aceno às «indicações da autarquia».

Porque é que Luís Fontes mudou de opinião? Ninguém sabe. E também ninguém sabe o que é que a musealização do templo representaria em termos de potencial turístico para a cidade nem que opções foram estudadas como alternativa em caso de suspensão definitiva da obra nem se o alegado acordo com os promotores imobiliários da requalificação do quarteirão do Correios pesou nesta decisão. O que está claro é que o executivo de Mesquita Machado pretende lavar as mãos, acusando a Unidade de Arqueologia de ter optado por enterrar o tesouro romano agora descoberto. Tudo está a ser decidido sem o necessário debate público, sem a audição de outros especialistas e fazendo tábua rasa das opiniões versadas por alguns dos mais conceituados arqueólogos nacionais.

O destino que lhe querem traçar é certamente melhor do que o que deram aos achados arqueológicos encontrados na Avenida Central e noutros pontos da cidade. Ainda assim, importa salientar que o primeiro compromisso dos arqueólogos é para com a sociedade, os contribuintes e a defesa do património histórico. A ideia que transparece é que a arqueologia está a perder mais uma oportunidade e, pior do que isso, que Braga está outra vez a hipotecar o futuro mal tratando o passado...

(Re)Enterrar o Tesouro Romano

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«Os arqueólogos da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), que vêm acompanhando os trabalhos do prolongamento do túnel, detectaram, em Outubro, um vestígio de um edifício romano de grandes dimensões, a sul do cruzamento da Avenida da Liberdade com a rua do Raio. As escavações puseram a descoberto apenas o topo norte da estrutura, com cerca de 20 metros, bem como um muro de construção romana. O resto do edifício permanece escondido debaixo de terra numa zona onde não está prevista nenhuma intervenção a curto prazo. O início da construção do equipamento descoberto pelos arqueólogos da UM deve remontar ao século I.» [Samuel Silva, Público]

A decisão foi tomada sem qualquer debate público - as descobertas arqueológicas do topo norte da Avenida da Liberdade vão ser (re)enterradas e as obras do túnel prosseguem. Mas afinal, qual é o potencial histórico e turístico da musealização destas descobertas?

A resposta, se alguém se questionou sobre o assunto, está guardada nos gabinetes dos autarcas e dos arqueólogos desta cidade, sem que das reflexões produzidas seja dado cabal conhecimento às populações. Num momento em que se ouvem tantos lamentos sobre o desinteresse dos cidadãos pela política e pelas questões de cidadania, o debate sobre estas matérias deveria ser público, transparente e global.

Todos se recordam do que foi o debate em torno do novo aeroporto da Ota e dos custos que o país teria que suportar caso o assunto se tivesse mantido na esfera dos políticos e dos técnicos que os políticos contratam. Temo bem que suceda o mesmo nesta questão do túnel da Avenida da Liberdade.

Já se sabe que uma parte significativa dos bracarenses não tem a herança histórica em boa conta, mas a verdade é que, ao desperdiçarem oportunidades preciosas para suscitar o debate, os arqueólogos, alguns arqueólogos, contribuem para o preocupante alheamento das populações que acaba por ratificar os erros estratégicos e atentados contra o património histórico que têm sido cometidos ao longo dos últimos anos.

Avenida Central

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Avenida da Liberdade – Centro Histórico. No âmbito da discussão sobre o prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade e antes de começarem as obras, tive oportunidade de manifestar o meu parecer contra . Caso houvesse bom senso, parava-se desde já. Pode aprofundar-se o debate como propõe o Dr. Gonçalo Cruz, mas julgo que seria melhor parar em definitivo. Esta exigência devia ser assumida pelos cidadãos e pelos partidos representados na Assembleia Municipal.

Por outro lado enquanto se prolonga a discussão sobre o túnel o debate urgente sobre a recuperação do Centro Histórico e a valorização das ruínas arqueológicas está a ser adiado ou passa despecebido. É verdade que o Executivo Camarário já apresentou um plano para o efeito. Porém eu conheço as promessas do Engenheiro Mesquita Machado e como elas se esfumam. Também sei por experiência que a degradação dos prédios acarreta problemas muito complicados e pode por vezes obviar, ou transformar num risco diário de vida, as intervenções arqueológicas que devem preceder os restauros e as primeiras operações de consolidação. Aliás os técnicos da Câmara sabem disso melhor que eu, ou seja que cada dia que passa aumentam as dificuldades das intervenções. Sera que já nos esquecemos dos operários que morreram na Rua dos Chãos? Tragédias idênticas só não ocorreram por acaso, na Rua de S. Marcos e na Rua da Cruz da Pedra.

Há portanto duas frentes que deveriam ser aprofundadas: a suspensão imediata das obras na Avenida da Liberdade. Segundo: uma pressão vigorosa para que o Município invista a sério no Centro Histórico e com a máxima rapidez, não daqui a um ano, mas já.

Por último é urgente que se estabeleça como regra o acompanhamento arqueológico de todas as obras de vulto, incluindo urbanizações que realizam nos arredores da cidade. E para delimitar as zonas patrimoniais mais sensíveis deve-se proceder, também com urgência, a prospecções sistemáticas em toda a área do concelho, financiadas pela autarquia.

Os Azulejos do Pópulo

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Convento do Pópulo - Câmara Municipal de Braga
© CMB

A recuperação dos azulejos do Convento do Pópulo, encetada ao longos dos últimos meses pela Câmara Municipal de Braga no âmbito do Programa Operacional da Cultura, é visitável a partir de amanhã. As visitas guiadas estão abertas à população geral e também às escolas do concelho.

O "Convento" do Pópulo, mandado construir pelo Arcebispo Agostinho de Jesus, já serviu de casa de religiosas e de quartel militar, albergando actualmente vários serviços da Câmara Municipal de Braga. Segundo notícia do Público, a recuperação dos azulejos foi o primeiro passo da renovação completa do imóvel datado do século XVI. A concretização da recuperação do edifício é um exemplo da feliz reconciliação de Braga com o seu passado.

Braga: Imagens com História [4]

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Eléctrico a Vapor em Braga

Braga: Imagens com História [3]

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Braga Antiga (ilustração)

Braga: Imagens com História [2]

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Eléctrico a Vapor em Braga
© Museu da CP

Braga: Imagens com História [1]

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Braga: Eléctrico e Elevador no Bom Jesus
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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