Avenida Central

"Está Quase" - 1

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Portugal, feliz e contente, vai sendo governado por "lisboetas", todos nascidos algures, muitos nas berças, como nós. Não podemos ter um grande futuro pela frente. Está Quase… 2.

É Bonita a Nossa Cidade, Não Era?

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Historia de Portugal: 4ª Classe
© História de Portugal, 4ª Classe

Sete Fontes em Perigo

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«A Estradas de Portugal (EP) vai avançar com a variante ao novo hospital de Braga com o viaduto sobre o complexo setecentista. A Câmara é contra e a Junta de S. Vítor reprova a desorganização na preservação patrimonial.» [JN]

Ainda que a Câmara de Braga esteja contra a solução apontada pela Estradas de Portugal, a verdade é que o abandono a que foram entregues as Sete Fontes e o atraso na classificação como Monumento Nacional são os principais determinantes do desprezo com que a Estradas de Portugal tem olhado para o complexo aquífero do Século XVIII. Lamentavelmente.

Louva-a-Deus | 3

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tuela
© Dario Silva, 01-11-2009

O comboio já não é para todos, o comboio já não pertence a Trás-os-Montes. E como a Linha do Tua nunca alcançou as margens do Tuela, o diabo escolheu hoje outro modo de transporte.

Incêndio no Centro Histórico de Guimarães

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© Direitos Reservados
© GuimarãesDigital
Este é o segundo incêndio no centro histórico de Guimarães no espaço de seis meses. Em Março deste ano, um fogo num prédio situado na travessa de Camões, também junto ao Largo do Toural, destruiu sete habitações e deixou 11 pessoas sem casa. [Público]

Felizmente sem qualquer ferido mas, segundo o jornal Público, com cinco famílias desalojadas, o incêndio deste início de tarde na zona tampão do Centro Histórico de Guimarães, Património Cultural da Humanidade, volta a levantar a questão da segurança da construção. Pessoalmente defendo que, no restauro destes edifícios, devem continuar a ser usados os materiais originais, mas reforçadas as medidas de prevenção e detecção dos sinistros, assim como melhorada a acessibilidade aos meios de socorro.

Refira-se, ainda, que a zona tampão do Centro Histórico sofrerá uma intervenção em breve, no âmbito da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.

No Douro, Esqueceram-se

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campanha2
© Dario Silva, 19-09-2009

A vida continua, o tempo é de trabalho e de colheita.O local chama-se Quinta de Campanhã e daqui se avista a Régua e a estação do Godim. Na outra encosta repousam-se os olhos na auto-estrada 24 (grátis), no rio Corgo, na linha do Corgo, no apeadeiro de Tanha.E hoje, para além de outras coisas certamente interessantes que aconteceram em Portugal, a CP operou o primeiro Comboio das Vindimas, uma experiência degustada por 250 pessoas.
Parabéns.

Tibães: A Antítese de Braga

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O processo de recuperação do Mosteiro de Tibães é o exemplo do que deveria ter sido feito em termos de protecção do património da cidade e do concelho. O mérito é do(s) Ministério(s) da Cultura.

Esta Linha É Tua | 2

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Aldeia Submersa Vilarinho das Furnas Gerês Braga
© Rosete Pereira

O preço do desenvolvimento do país é invariavelmente pago pelos mesmos. Se em Vilarinho das Furnas, os benefícios pareciam superar os inconvenientes de construir a barragem, o mesmo não pode ser dito da mais do que anunciada barragem do Baixo Tua. Fazer submergir uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa é destruir um património ímpar que o país deveria pôr a render. A Linha do Tua não pode morrer.

É Tempo de Voltar

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sudex2
© Dario Silva, 14-08-2009

«A viagem de Paris a Lisboa durara quarenta e seis horas e após a entrada da composição na estação de Santa Apolónia, os passageiros foram acompanhados aos hotéis por individualidades portuguesas, nomeadamente pelos directores da Companhia Real. A receber os jornalistas estrangeiros, em nome da Imprensa da capital, estava Eduardo Coelho Júnior, da redacção do Diário de Notícias.»

Na foto, o Sud Express descendente na Linha da Beira Alta junto da Auto Estrada 25.

O Douro | 1

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douro1
© Dario Silva

Não há muitas linhas assim; não há nenhuma outra linha assim. E só quem nunca viajou na Linha do Douro não poderá perceber a obrigação moral desta geração.

Da Arqueologia em Braga

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Vestígios Arqueológicos da estação da CP
© Maaar

A Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) está a empreender esforços no sentido de que o Parque Arqueológico de Braga venha a integrar o Parque Cultural Europeu (confesso que após uma breve pesquisa ainda não consegui perceber de que se trata). Segundo o JN, «o plano visa dignificar e potenciar o "valor histórico, cultural, científico e turístico" do património bracarense, nomeadamente o romano e bimilenar de Bracara Augusta

Há uns dias visitei Barcelona e fiquei impressionado com a forma como a informação acerca do património edificado (dos tempos romanos até ao Séc. XX) está espalhada por toda a cidade de forma extremamente harmoniosa. Aliás, não é preciso ir a Barcelona para ver exemplos de boa informação aos visitantes sobre o património edificado e do aproveitamento que se faz do mais ínfimo vestígio arqueológico. Em Braga, essa informação pura e simplesmente não existe.

Quando muito do básico ainda está por fazer em termos de protecção e divulgação do património arqueológico de Braga, espera-se que este anúncio não seja mais uma promessa sempre adiada e nunca cumprida.

Torre de Hércules é Património Mundial

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Torre de Hércules (A Coruña) II
© DurKeN

A Torre de Hércules de La Coruña, na vizinha Galiza, foi proclamada Património Mundial pela UNESCO. Esta torre de 55 metros, erigida sobre um monte de 57 metros de altura é o farol romano mais antigo do mundo, uma obra que os romanos baptizaram como Farum Brigantium. A classificação da UNESCO inclui um conjunto de petroglifos da Idade do Ferro, um cemitério muçulmano e um conjunto de estátuas descoberta nas escavações realizadas em redor da Torre durante os anos noventa.

A distinção da UNESCO é o justo reconhecimento do trabalho empreendido pelas autoridades nacionais de Espanha e locais da Corunha no estudo e conservação do património histórico e arquitectónico. Um exemplo a seguir.

Será Possível Valorizar a Memória de Braga?

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Casa das Carvalheiras

A insula das Carvalheiras principiou a ser escavada em 1985, a pedido da Câmara Municipal de Braga. A autarquia pretendia instalar no local a Escola da Sé, mas a sensibilidade arqueológica da zona exigia estudos arqueológicos prévios. As sondagens, dirigidas por mim e por Manuela Delgado revelaram o cruzamento de duas ruas romanas, bem como as ruínas de parte de uma insula, ou seja de uma unidade residencial-comercial de Bracara Augusta. Face ao interesse da descoberta foi afastada a hipótese de construir a Escola e desde logo pensou-se em musealizar as ruínas.

No entanto o projecto ficou adormecido durante vários anos. Posteriormente o arquitecto e arqueólogo Theodor Hauschild, do Instituto Arqueológico Alemão, numa das suas deslocações a Braga, como consultor da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, recomendou vivamente o alargamento dos trabalhos. Segundo ele era uma oportunidade única de se conhecer as dimensões do módulo do urbanismo de Bracara, uma vez que não havia edifícios recentes em redor. Manuela Martins seguiu os conselhos do especialista alemão. Assim sob a orientação da Presidente da UAUM, de forma determinada e com afinco, após várias campanhas foi possível definir a insula, a sua estrutura e as fases construtivas. Posteriormente no âmbito do Mestrado de Arqueologia, o arquitecto José Rui Coelho da Silva procedeu à reconstituição do edificado (em 2000). Com base nas plantas produzidas o Laboratório de Informática da UAUM (Paulo Bernardes) realizou a reconstrução tridimensional da insula, ou melhor das duas fases mais expressivas (épocas dos Flávios e dos Antoninos).

Deste modo o conjunto, divulgado na comunidade científica, passou a ser visitado com alguma frequência, mesmo por professores e estudantes da Universidade de Santiago de Compostela. No entanto a Câmara Municipal de Braga considerou que não se justificava musealizar as estruturas, sugerindo que o melhor modo de as proteger era reenterrar as ruínas. Insistiram e estiveram quase a levar por diante a sua ideia não fosse a opinião contrária do arquitecto e arqueólogo catalão Ricardo Mar que sublinhou o interesse de se preservar um conjunto urbano clássico tão elucidativo. Foi assim reforçada a posição da UAUM. Relutantemente a CMB resolveu encarar a possibilidade de concretizar a ideia. Mas já se passou uma legislatura e nada. Terá sido apresentado um projecto que fechava as ruínas numa caixa de cimento e que foi reprovado pelo IPPAR.

Hoje acredito que a Presidência da autarquia sempre se opôs à valorização da insula das Carvalheiras porque a geometria do conjunto assusta os governantes da cidade. Querem evitar que os cidadãos de Braga entendam o modelo do urbanismo romano porque precisam de manter as populações no desconhecimento. O convívio de público infantil e adulto com alicerces de ruas ortogonais, passeios porticados, lojas articuladas com residência, pode ser algo tão perigoso como os livros, a arte ou a música.

Até as Chamas Tudo Levarem

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«[...] “A escola ainda é da responsabilidade da DREN e, mais directamente, da Escola Secundária Sá de Miranda”, garantiu a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Palmira Maciel, admitindo que a autarquia “está na disposição de cuidar daquele espaço, mas ainda não foi possível fazer essa negociação”.
[...]
A autarquia bracarense mostrou desde logo [início de Março de 2007] intenções de instalar o futuro centro escolar de Urjais, previsto na Carta Educativa do Concelho de Braga, nos terrenos onde funcionava a D. Luís de Castro.» [CM]

Não há muito tempo escrevi sobre as prioridades políticas e sobre o inexistente capital político (a nível nacional) do executivo bracarense. Noticia o Correio do Minho que as "chamas destr[uíram, mais uma vez o] interior da antiga D. Luís de Castro".

1. Se o Estado central se desinteressa;
2. Se estas intenções da autarquia existem desde 2007;
3. Se existe vontade política e, aparentemente, pronta disponibilidade económica, conforme admitido pela vereadora da Educação;
4. Se os Sapadores, da Câmara, asseguram que "já não é a primeira vez que [lá vão]";
5. Se se entende, como eu entendo, que a autarquia local tem uma responsabilidade acrescida na conservação do património local, sobretudo face ao desleixo do Estado central;
Então, que responsabilidade política tem o executivo bracarense?

Até se Estranha

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Surgia na versão impressa do Público de hoje (11 Março) a notícia de que o «projecto do shopping nos antigos CTT de Braga muda para mostrar edifício romano». Acrescentam que se trata de:

«Um edifício da época romana, possivelmente associado a rituais funerários, foi descoberto pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) durante as obras que decorrem no edifício dos Correios, no centro de Braga.» (na versão impressa está disponível uma imagem, que não é mostrada na ligação; ligação que, ainda assim, acrescenta bastantes pormenores em texto).

A celeridade de uma decisão que demonstra perceber e saber como aproveitar o potencial destas ruínas - uma de decisão de privados (Regojo, salvo erro) contrasta sobejamente com a morosidade e até com o desinteresse (e com as decisões em si) que os nossos órgãos de governo bracarense têm demonstrado com especial vigor nos últimos meses. Trata-se até de um quarteirão ali mesmo ao lado do túnel que tem sido centro das maiores atenções.

Os arqueólogos da UM entendem que os achados se revestem de "grande relevância patrimonial". A proposta de alteração do projecto do centro comercial "foi prontamente aceite pelo promotor imobiliário, que se congratulou com a possibilidade de proporcionar à cidade de Braga novos núcleos de ruínas visitáveis, que enriquecerão o seu património", explicou Manuela Martins.

Quem é de ou vive em Braga há muito tempo até estranha semelhante decisão, mesmo sendo de um privado. Se, obviamente, irá procurar retirar frutos dessa alteração do projecto, também é verdade que denota um certo sentido de responsabilidade social e de consciência histórica.

Pois nem que o façam pelo simples temor de um qualquer tipo de boicote ou reprovação social que poderia advir de uma decisão que delapidasse o património; esse é um temor que a administração PS parece nunca ter sentido e com o qual, apesar de tudo, os bracarenses parecem nunca se ter importunado muito.

Salvar as Sete Fontes

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Passeios nas Sete Fontes
© jovemcoop

Apesar dos múltiplos apelos da comunidade científica e das repetidas chamadas de atenção por parte da sociedade civil, a autarquia de Braga continua a negligenciar o Complexo Monumental das Sete Fontes. O desprezo por esta estrutura de inegável valor histórico e arquitectónico levou os responsáveis autárquicos a projectar uma variante «que irá esventrar o Complexo» e, pior de tudo, a autorizarem «construção de máxima densidade construtiva» naquela zona.

Para dar visibilidade à urgência de uma intervenção de salvaguarda do património colectivo das Sete Fontes, a Jovemcoop, a ASPA e a Junta de Freguesia de São Vítor promovem uma Marcha no próximo dia 8 de Março, Domingo, com partida agendada para as 9h30m do Largo Senhora-a-Branca.

A garantia de que este património histórico vai chegar intacto às gerações vindouras é uma missão de que nenhum bracarense se pode demitir e, mais do que isso, uma obrigação de consciência a que estão vinculados todos quantos amam a cidade de Braga. Apelamos à participação da sociedade civil nesta iniciativa para que Braga possa afirmar com mais convicção o estatuto de cidade com futuro.

Dois Pesos e Duas Medidas [2]

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Depois do ziguezaguear no processo de construção do túnel da Avenida da Liberdade em Braga, as posições do IGESPAR na questão do Convento da Ordem Dominicana, em Coimbra, voltam a gerar grande polémica no seio da comunidade universitária.

O IGESPAR, cujo site ainda espera melhores dias, é o instituto público responsável pela gestão do património arquitectónico e arqueológico no nosso país. Contudo, as posturas díspares em casos aparentemente semelhantes e a ideia de uma certa negligência que transparece de algumas das suas decisões têm inquinado a imagem do instituto e minado a confiança que todos devíamos ter numa instituição com atribuições socialmente tão relevantes.

A ler: Dois Pesos e Duas Medidas [1]; A Gestão do Património Arqueológico Urbano; ASPA volta a denunciar abandono das Sete Fontes.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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