Avenida Central

Apostar no Turismo do Minho

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Gerês no inverno
© carlosvasconcelos40, Gerês

Numa região fortemente deprimida pela crise e severamente fustigada pelo desemprego, a aposta no turismo pode ser decisiva para o relançamento da economia local. Do turismo natureza do Gerês ao turismo urbano do quadrilátero e do turismo religioso de Braga ao turismo cultural de Guimarães, muitas são as potencialidades inexploradas da nossa região. O Minho não se pode render à tirania do Porto e Norte de Portugal Douro.

Portugal Chamado Douro

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aregos
© Emílio Biel (1877?), Arquivo Histórico CP.

O Douro antes das barragens. Actualmente a água chega perto da estação de Caldas de Aregos, Tormes, como lhe chamou Eça de Queiróz.

IC 19

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intercidades-19
© Dario Silva, 27-11-2009.

Eles bem tentam alargar e alargar o IC 19 mas não se livram dos engarrafamentos com 18 km de extensão, não se livram! - a solução para a i-mobilidade na Grande Lisboa passa por abrir túneis ou, por outro lado, começar a abrir linha de caminho-de-ferro, coisa que ali não acontece há mais de cem anos*

* não contando as dezenas de quilómetros de linhas de "eléctricos" encerradas e das poucas dezenas de quilómetros da rede do Metro de Lisboa.

Braga-Porto

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36minutos
© Dario Silva, 08-06-2009.

Entre Porto e Braga circulam 26 comboios suburbanos num dia típico. A viagem, a bordo de um dos mais modernos comboios suburbanos da Europa, custa € 2,15 (bilhete simples). A assinatura mensal custa € 50,50 (Estudantes € 38,60, 4_18 anos € 25,75).
A portagem na A3 entre Braga-Sul e Maia custa € 3. Ida e volta são seiscentos paus + carro.

Adenda 15h08: ida e volta nas portagens são mil e duzentos paus…

"Está Quase" - 1

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Portugal, feliz e contente, vai sendo governado por "lisboetas", todos nascidos algures, muitos nas berças, como nós. Não podemos ter um grande futuro pela frente. Está Quase… 2.

Panóias

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panoias
© Dario Silva, 07-10-2009

Panóias é um apeadeiro da Linha do Alentejo onde já não páram comboios. Como muitas outras no Sul de Portugal, fica a meia dúzia de quilómetros da localidade que lhe emprestou o nome. Panóias é também uma freguesia do concelho de Braga.

Vale de Prazeres

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valedeprazeres
© Dario Silva, 01-11-2009

O comboio parte e deixa Vale de Prazeres entregue ao seu silêncio. É um bonito nome, sim, Vale de Prazeres, uma estação com um nome bonito. Se se chamasse Monte das Flores ficaria na Linha de Évora, não na Linha da Beira Baixa, no sopé da Serra da Gardunha que o comboio atravessa desde 1891.

Tanha

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tanha
© Dario Silva, Setembro 2009.

Apeadeiro de Tanha, Linha do Corgo.

Crónica de uma Cidade Perdida

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«Já com equipamentos instalados junto ao Parque da Cidade, a Bracalândia, o parque temático de diversões que se mudou de Braga para Penafiel, será inaugurada a 13 de Março de 2010. Esperam-se 250 mil visitas por ano.» [JN]

Como é possível ter-se desperdiçado um potencial de 250.000 visitas anuais e dezenas de empregos? Esta é a pergunta que a esmagadora maioria dos bracarenses gostava de ver respondida desde o momento em que se anunciou a saída da Bracalândia do concelho de Braga. Na verdade, ainda ninguém compreendeu como é que a Câmara deixou fugir o parque de diversões mais emblemático do Norte de Portugal e Galiza. O erro estratégico da equipa liderada por Mesquita Machado representa uma enorme perda de potencial turístico e económico para o concelho de Braga. Potencial que dificilmente será recuperado nos próximos anos.

Guarda Gare

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guarda-gare
© Dario Silva

E por falar nos parques não temos, na Guarda-Gare* existe um enorme parque infantil, 21 hectares de frescura e planura numa das mais inclinadas cidades portuguesas. Junto a um rio e a uma linha de caminho de ferro (duas, na verdade*).

*Linhas da Beira Alta e Beira Baixa.

O Douro | 1

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douro1
© Dario Silva

Não há muitas linhas assim; não há nenhuma outra linha assim. E só quem nunca viajou na Linha do Douro não poderá perceber a obrigação moral desta geração.

Minho: Norte do Paraíso

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© icep

Google Street View em Braga

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Google street view
© ottosohn
Lisboa, Porto e [, no início do Verão,] Braga são as cidades que se seguem no Google Street View. Portugal surge assim como o nono país "registado" fotograficamente pelo serviço da gigante da Internet a nível mundial, e o quinto em termos europeus. [...]

Um caso recente é o do Reino Unido onde inclusivamente uma organização civil fez chegar uma queixa ao organismo britânico que trata a matéria da privacidade, não obtendo contudo resposta favorável. [TeK]

Não conheço estudos sobre o potencial impacto que o Google Street View tem/teve noutros (apenas) oito países, mas, servindo em parte como turismo virtual, imagino que poderá beneficiar bastante o turismo real bracarense.

Contudo, mesmo admitindo-se que não vá contra a lei (neste caso britânica), vão-se colocando (e não é pela legalidade que se deixam de colocar) alguns problemas a nível da privacidade (texto-carta original que o TeK refere). É um assunto que a representante da Google Portugal não deixa de abordar, mas que está bem presente e é sentido pelas populações.

Em todo caso, não é a mera privacidade que apoquenta alguns dos críticos: estes alegam que irá facilitar, por exemplo, o assalto a habitações. Recentemente, os habitantes de Broughton, uma terra relativamente perto de Londres, formaram um cordão-humano e "expulsaram" o carro da Google Street View, invocando esses argumentos. Será que vamos assistir a algo do género em Portugal?

Em Plena Semana Santa...

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3P's de Braga

... eis a trindade que é o verdadeiro postal ilustrado de Braga.

Braga e o Turismo Religioso | 2

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«Com a extinção da Região de Turismo Verde Minho - que sempre apoiou monetariamente a Semana Santa de Braga - e a constituição da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, não chegou até agora uma resposta concreta sobre que tipo de apoios vão ser concedidos pela nova estrutura que, reconheceu de letra, a importância de Braga no contexto do Turismo Religioso.»
[Correio do Minho, 29/03/2009]

O Minho não parece estar nas prioridades da recém criada Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Depois de anunciados milhões para a região do Porto e Douro, os apoios à Semana Santa de Braga tardam em chegar. Recorde-se que, do ponto de vista turístico e cultural, a Semana Santa de Braga é um dos acontecimentos mais relevantes do país, atraindo milhares de forasteiros vindos de diversas partes do mundo, em particular da vizinha Galiza.

Braga e o Turismo Religioso

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A criação da Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal foi um erro estratégico muito grave com custos elevados para os agentes económicos e turísticos do Minho. Longe de ser a situação ideal, o quadro actual é o que temos e, como tal, seria importante que a cidade de Braga não desperdiçasse a oportunidade de acolher uma delegação dedicada ao Turismo Religioso.

A instalação dessa delegação continua num impasse porque a Câmara de Braga ainda não aderiu à Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal por motivos que estão por esclarecer. Percebe-se que o município bracarenses não esteja agradad0 com as opções do executivo de José Sócrates no que respeita ao turismo, mas esta é uma batalha fora do tempo. O município devia ter feito uma guerra sem quartel quando o governo propôs a morte do Minho, juntando-se com outros municípios e forças vivas da região na defesa de uma proposta alternativa. Avisámos em bom tempo!
[1, 2, 3, 4, 5, 6, 7]

Fechado Para Obras

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Foi de mansinho que fomos sendo informados pela tutela respectiva que algumas linhas de comboio em Portugal, numa reedição de 1990, poderiam fechar se a estas se associasse comprovadamente uma falta de rentabilidade. Era o lobo a vestir a pele de cordeiro: esquecendo que a mobilidade é um direito básico das populações, o governo assumia um papel de defensor da poupança dos escassos recursos nacionais.
Não se ouviram então vozes muito alto, foi antes um estertor, um restolho de insatisfação que não permitiu, de uma vez, e à moda de 1990, encerrar essas linhas. Falava-se na altura no ramal da Figueira, no ramal de Cáceres. Mas havia quem apostasse que esses ramais eram apontados para desviar atenções: o interesse mesmo era matar de vez a via estreita em Portugal. Em tempos recuados, quer por razões técnicas, quer por razões económicas, algumas linhas de caminho-de-ferro nasciam com a bitola (distância entre linhas) métrica (e.g. 1 metro), em vez dos 1,668 da bitola (dita) ibérica, a «normal».

Entroncando a Norte da Linha do Douro (esta em bitola ibérica), temos a linha do Tâmega (Livração – Arco de Baúlhe), a linha do Corgo (Régua – Chaves), a Linha do Tua (Tua – Bragança) e a Linha do Sabor (Pocinho – Miranda Duas Igrejas). Destas já só tinham serviço de passageiros, e amputadas, as duas primeiras: a do Sabor morria em 1986 para passageiros, e a do Tua espera a sua reabilitação «para Março», porque «não é para fechar», «tem objectivos próprios», segundo o que se ouviu do Ministro das Obras Públicas.

Mesmo amputadas, mesmo em mau-estado, com serviço de passageiros em nada consentâneo com as necessidades dos mesmos, estas linhas foram sobrevivendo. Servindo populações que não têm alternativa de transporte, encravadas que estão em remotos locais. Até ontem. Altura em que «sem aviso prévio», a gestora da infraestrutura ferroviária, REFER, fechou por alegada falta de segurança as linhas ainda em funcionamento.

Até era de aplaudir esta opção: uma empresa que reconhece a sua ineficácia, e prefere perder a imagem a vidas humanas até não parece tão mal, mas o que se questiona (o mesmo tinha acontecido já com o ramal da Figueira pelas mesmas razões de falta de segurança), é porque é que a opção é «encerrarem temporariamente», quando afinal a sua missão seria de evitar que chegasse a tão desesperado estado de degradação? Então e se todas as entidades responsáveis por serviços ligados a mobilidade de pessoas decidissem fechar? As estradas, elevadores, linhas de metro, eléctricos, portos de mar e pistas de aviação por alegada «falta de segurança»?

Apetece dizer que à falta de um programa nacional de barragens, inventado em cima do joelho para conseguir-se o fecho da linha do Tua (que resistirá pela sua importância e pela importância que pessoas e organizações lhe reconhecem) foi preciso arranjar outra técnica: a do fecho por «falta de segurança»! É que mesmo sem um serviço minimamente capaz, sem qualquer publicidade, as linhas estreitas do Douro chamam milhares de pessoas (turistas) e servem populações locais que de outro modo se veriam induzidas a partir para um litoral descaracterizado, contribuindo para um interior cada vez mais desertificado, numa espiral sem fim.

Num país em que o Ministério do Ambiente não se insurge contra atentados ao património natural, em que o Ministério das Obras Públicas continua preocupado em fazer mais auto–estradas para ligar Porto a Lisboa (ou deverá dizer–se ao contrário?) e nada interessado em reabilitar o caminho–de–ferro como um meio ecológico, sustentável, seguro e confortável de transporte de pessoas e bens (contrariando o pensar europeu) pergunta–se:

Qual a estratégia para a ferrovia em Portugal?
Quantos quilómetros de via-férrea foram construídos ou reabilitados nos últimos quatro anos?
E quantos foram fechados, mesmo que «temporariamente»?

Depois de se ter assistido nos últimos anos a um reforço da insistência da REFER em vender canais ferroviários sem utilização para denominadas ecopistas que ainda precisam provar o seu interesse para as populações por elas servidas, e de ser preciso a união de 28 Concelhos para promover a ligação Pocinho a Barca D’Alva na Linha do Douro (30 km encerrados em 1988 que custarão o mesmo que 2 km de auto–estrada!), estamos entendidos quanto ao interesse que o comboio produz nesta geração de dirigentes «modernos e ambientalistas».

Não tarda, a nossa rede ferroviária será um conjunto de recordações «fechadas para obras», com reabertura não garantida! É pena!
[continuar a ler]
Escrito por José Cândido (GAFA – Grupo de Apoio à Ferrovia Aberta)

O Embuste | 2

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Hoje será o dia em que, para além da Linha do Corgo, também a Linha do Tâmega encerrará. Provavelmente serão invocadas razões de segurança... Dá para acreditar?

O Embuste

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Carrazedo
© automotora

Após inundar o país de alcatrão, o Governo avança com a destruição do que ainda resta da rede ferroviária mais pitoresca de Portugal. O encerramento da Linha do Corgo, hoje anunciado como provisório, é mais um capítulo do desencanto com que a maioria socialista vem governando o país.

O anúncio de que o encerramento é provisório constitui-se como novo embuste, depois de conhecidos os contornos do fecho da Linha do Tua. Como se sabe, apesar do Governo sempre prometer que o encerramento seria provisório, consumou-se recentemente a morte definitiva daquela linha, considerada um dos mais belos trajectos ferroviários da Europa.

O encerramento da rede de linha estreita é um erro estratégico brutal que sintetiza a falta de visão dos nossos governantes ao longo do último quartil do século XX e do início do século XXI.

Minho Reunificado no Turismo

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The 16th Green
© brianewen

O que é que a Escócia tem que o Minho não tem? Campos de golfe é só uma das muitas repostas possíveis, mas aquela que, com maior facilidade e rapidez, pode transformar de forma mais profunda a qualidade da oferta turística do Minho. Foi com esta ideia no pensamento que os 24 municípios do Minho e mais de 400 agentes económicos privados assinaram um acordo para «valorizar os recursos do Minho rural, convertendo-o em território competitivo

Seis novos complexos vão integrar a oferta do Minho na área do golfe que actualmente apenas conta com o complexo de Ponte de Lima e o campo de treinos da Universidade do Minho, em Guimarães, onde está em uso o robô Golfinho, desenvolvido por alunos do Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores do Departamento de Electrónica Industrial daquela Universidade. Os novos investimentos no golfe vão concentrar-se no Alto Minho, com projectos previstos para Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira. A sudeste da região, prevêem-se apenas dois equipamentos, um a ser construído em Tibães (Braga) e outro em Vieira do Minho.

Para além do golfe, o programa assinado pelas três Comunidades Intermunicipais do Minho prevê a aposta na dinamização dos balneários termais, na rede de aldeias e solares, na qualificação do vinho verde e nos desportos náuticos.

Depois de mais de dois anos a combater a crise de identidade do Minho [ver 1, 2, 3, 4, 5], parece que as autarquias e os agentes económicos da região acordaram finalmente para a importância da promoção conjunta do seu enorme potencial.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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