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Apostar no Turismo do Minho

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Gerês no inverno
© carlosvasconcelos40, Gerês

Numa região fortemente deprimida pela crise e severamente fustigada pelo desemprego, a aposta no turismo pode ser decisiva para o relançamento da economia local. Do turismo natureza do Gerês ao turismo urbano do quadrilátero e do turismo religioso de Braga ao turismo cultural de Guimarães, muitas são as potencialidades inexploradas da nossa região. O Minho não se pode render à tirania do Porto e Norte de Portugal Douro.

Crime Público: Estão a Destruir o Gerês | 2

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«Só nestes últimos dois dias arderam, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), quase o dobro dos hectares que foram consumidos pelas chamas durante todo o ano de 2008. Os dados são do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) que adiantou ainda que nos últimos 18 anos, já arderam 20 mil hectares do parque.» [DN]

A ler: Fogo no Gerês destruiu mais de 400 hectares, no DN; Mais de mil fogos em menos de uma semana, no DN; Polícia Judiciária investiga origem de fogo no Gerês, no JN; Domingo atinge novo máximo de fogos, no Público; Incêndio na serra do Gerês pode ter tido origem humana, no Público; Incêndios consomem mato nas áreas protegidas da Peneda-Gerês e Montesinho, no Público.

Crime Público: Estão a Destruir o Gerês

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Milla XXXIII
© etel bande

Vários incêndios de grandes proporções continuam a deflagrar no Parque Nacional da Peneda Gerês, consumindo um pedaço do património natural mais valioso do país. Apesar da Mata da Albergaria ter sido poupada, a tragédia desta semana não pode ficar impune e vem demonstrar que o Plano de Salvação do Gerês não pode continuar à espera de consensos. É urgente actuar.

Revés no Plano de Salvação do Gerês

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Henrique Pereira, um dos principais impulsionadores da adesão do Parque Nacional do Gerês à Pan Parks, a rede europeia dos melhores parques naturais, vai abandonar a direcção daquele parque. A notícia não pode deixar de ser recebida com enorme apreensão num momento em que há muitas pressões para fazer cair o projecto. Em ano de eleições, prevê-se a intensificação dos protestos das populações com o apoio dos autarcas locais.

Acautelar o Gerês com Gente

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Mata da Albergaria | Albergaria Wood.
© Mário Venda Nova

Está em curso o processo de revisão do plano de ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês para garantir uma maior conformidade com as normas da PAN Parks, a rede que reúne os melhores parques naturais da Europa. O assunto está a causar polémica entre as populações locais que não se conformam com a diminuição das áreas de pastoreio e a interdição de circulação em determinadas zonas do Parque Nacional.

A riqueza do Parque reside na harmonia com que Homem e Natureza conviveram ao longo dos séculos, protegendo-se mutuamente numa simbiose que é ímpar em Portugal. As populações do Gerês são parte integrante do património que é maravilha e, como tal, devem constituir-se como agentes da mudança que é necessário operar em termos de ordenamento do território.

Contudo, a protecção do especial valor daquele património natural não pode compadecer-se com os interesses circunstanciais das populações do presente. As profundas mudanças sociais vividas no último quartil do século XX, a generalização do uso de veículos motorizados e a mecanização da agricultura alteraram definitivamente a relação do Homem com a Natureza e constituem-se como factores de possível agressão ao património natural do Gerês. A limitação da circulação motorizada, a introdução de portagens, a regulamentação das actividades de pastoreio e a certificação dos guias são algumas das medidas necessárias à prossecução desses intentos e para as quais as populações terão que ser sensibilizadas.

Cientes das potencialidades verdadeiramente extraordinárias de um Gerês com gente, convém não esquecer que a principal missão das entidades competentes e de toda a sociedade deve passar por acautelar o património natural excepcional do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Nesta matéria, o populismo e o eleitoralismo serão inimigos do futuro estratégico do único Parque Nacional em território português. Desejo sinceramente que haja coragem para levar à prática as necessárias medidas de protecção do património natural.

Pelo seu enorme valor, o Gerês, tal como a obra de Camões ou de Pessoa, já não é pertença das populações locais, seus legítimos herdeiros, mas sim de todos os portugueses e de todos o amantes de Portugal e da Natureza no mundo.

Ligações: Novo plano do Gerês restringe pastorícia; Plano debatido na blogosfera; Parque Nacional entra para a rede das áreas naturais europeias mais importantes; Instituto de Conservação da Natureza; Site do PANParks; New7Wonders; Parque Nacional da Peneda-Gerês com Gente; O PNPG somos nós!; Carris-Gerês - Balanço de 2008.

Boas Notícias para o Minho Turístico

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Numa altura em que a Semana Santa de Braga se sedimenta como produto turístico de qualidade, atraindo milhares de visitantes espanhóis, uma revista Italiana propõe o circuito "Porto, Minho e Galiza" no roteiro das melhores pousadas do mundo. No entretanto, e para adocicar as bocas que chegam, foi criada uma Confraria que ajuda a promover o Pudim Abade de Priscos.

É uma casa portuguesa, com certeza!

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Confesso-me apaixonado. O enquadramento é perfeito, a casa é fabulosa, a foto-reportagem do Público tem qualidade superior.

Chora, Braga!

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Braga é hoje um mosaico cultural de gente oriunda de todo Portugal, em especial do Minho profundo e de Trás-os-Montes, que ao longo dos últimos 30 anos por aqui se fixou para dar origem à nova geração de bracarenses. Em sentido inverso, na primeira metade dessas três décadas, assistiu-se à saída de parte significativa dos quadros mais competentes, condicionada em grande parte pela insipiente oferta da Universidade do Minho (uma instituição que estava em implementação e se encontrava amputada de alguns dos cursos socialmente mais relevantes como Economia, Direito, Arquitectura e Medicina). De todos estes fenómenos demográficos resulta que há poucos bracarenses de gema e a esmagadora maioria dos que restam desconhece a monumentalidade e a história da cidade, assistindo com insólita passividade à destruição do património natural, cultural e arquitectónico.

Mesmo sem terramoto nem grande guerra, Braga é uma cidade que, como poucas, teve o privilégio de poder ser construída praticamente de raíz. Perdeu-se, contudo, a possibilidade de se construir pensada e bonita, dimensionada e organizada. Perdeu-se, lamentavelmente, a extraordinária opotunidade de valorizar a herança dos povos que a habitaram até ao Séc XIX e também a riqueza cultural da bragalidade dos três primeiros quartos do Séc XX.

É inconcebível que uma cidade que já teve tanto relevo político e religioso não se consiga candidatar a Património da Humanidade e mais doloroso é constatar que apesar de termos abandonado e maltratado o nosso passado fomos incapazes de construir algo de verdadeiramente apaixonante e relevante para o futuro. Poderia ter sido um grande museu, um parque natural nas encostas a sul da cidade, a reconstrução de parte da cidade romana, a requalificação integral do Bom Jesus (preservando toda a encosta de novas construções), a transformação futurista do Monte do Picoto (criando um parque verde condigno à superfície e um museu com vista priveligiada para a cidade no seu interior) ou um Parque Temático nas Sete Fontes. Vou mais longe: bastaria termos construído uma cidade aprazível, com espaços verdes e sem os atropelos urbanísticos que diariamente nos encandeiam o horizonte.

Está visto que não será pelo Estádio nem pelo Theatro Circo que Braga se afirmará no panorama nacional e internacional. E até para a Bracalândia, o único projecto do pós-25 de Abril em que Braga marcava realmente a diferença e se afirmava local e regionalmente, podemos encomendar o requiem. Não há desculpa. A culpa da falta de rumo da cidade é, exclusivamente, dos bracarenses. É que, mesmo admitindo que alguns líderes possam, pela sua visão (ou falta dela) e carácter (ou falta dele), deixar uma marca indelével, a verdade é que cada terra é o produto da sua história e das suas gentes. E esta gente não pode gostar de Braga para permitir que a tratem assim.

Aqui bem perto, prepara-se a candidatura da Geira Romana a Património da Humanidade. Com inevitável surpresa e indisfarçável tristeza, destacamos a ausência da Câmara de Braga deste projecto (que é "A Geira na Serra do Gerês" mas podia e devia ser "A Geira em Portugal"), fazendo notar que a Via Nova Romana se iniciava na Bracara Augusta.

Já pouco resta da Braga romana. Se os deixarmos continuar a betonar a história, pouco há-de restar da Braga medieval ou da Braga barroca. E tudo serão parques de estacionamento...

Portagem Ecológica - II

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Como aqui foi anunciado, quem quiser circular de automóvel na paradisíaca Mata da Albergaria (Gerês) terá que pagar uma taxa de 1,5 euros. Como seria de esperar, autarcas e populações das freguesias mais próximas estão a contestar a medida, por razões económicas de curto prazo, claro está. Aquela gente ainda não percebeu que o turismo existe porque a riqueza natural do Gerês é ímpar. Aquela gente ainda não percebeu que a construção de geradores de energia eólica iria afectar grandemente o equilíbrio dos ecossistemas que por ali subsistem.
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Admito que possam ter sido cometidos alguns erros na implementação da medida, mas a verdade é que esta portagem ecológica não só se justifica como é indispensável para a perservação de uma das nossas maiores riquezas. Quando as populações conseguirem perceber a pertinência destas medidas e os seus autarcas forem mais inteligentes e menos populistas seremos um país melhor.
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Fotografia de Ricardo Trindade - Mata da Albergaria (Gerês)
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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