Avenida Central

Apostar na Reabilitação Urbana

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fotografo callejero
© jx13061306, Ponte de Lima

Ponte de Lima e Guimarães são, inegavelmente, os dois melhores exemplos da reabilitação urbana que se deseja para o Minho. Cidades bem pensadas do ponto de vista urbano são necessariamente cidades mais aprazíveis, mais valorizadas e mais felizes. Que o exemplo se faça escola.

Bicicletas e Comboios

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Não que em Portugal seja, de todo, impossível aliar a bicicleta ao comboio, não. Apenas pode ser mais difícil. Mas nós, bracarenses, vamos mais longe ao termos criado aquele que terá sido o primeiro parque de estacionamento pago para bicicletas gratuitas. Não posso deixar de me congratular com o brilhantismo dos nossos grandes líderes, tão cheios de ideias, tão pequeninos. Braga é uma grande cidade portuguesa, tem imenso espaço para os carros mas a orografia - e só ela - repele os eléctricos, os tróleis e as bicicletas.

IC 19

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intercidades-19
© Dario Silva, 27-11-2009.

Eles bem tentam alargar e alargar o IC 19 mas não se livram dos engarrafamentos com 18 km de extensão, não se livram! - a solução para a i-mobilidade na Grande Lisboa passa por abrir túneis ou, por outro lado, começar a abrir linha de caminho-de-ferro, coisa que ali não acontece há mais de cem anos*

* não contando as dezenas de quilómetros de linhas de "eléctricos" encerradas e das poucas dezenas de quilómetros da rede do Metro de Lisboa.

Curso de História da Cidade de Braga

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Curso de História da Cidade de Braga [org: Velha-a-Branca]
mais informações na Velha-a-Branca

Braga-Porto

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36minutos
© Dario Silva, 08-06-2009.

Entre Porto e Braga circulam 26 comboios suburbanos num dia típico. A viagem, a bordo de um dos mais modernos comboios suburbanos da Europa, custa € 2,15 (bilhete simples). A assinatura mensal custa € 50,50 (Estudantes € 38,60, 4_18 anos € 25,75).
A portagem na A3 entre Braga-Sul e Maia custa € 3. Ida e volta são seiscentos paus + carro.

Adenda 15h08: ida e volta nas portagens são mil e duzentos paus…

É Bonita a Nossa Cidade, Não Era?

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Historia de Portugal: 4ª Classe
© História de Portugal, 4ª Classe

Braga 2001

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braga2002
© Dario Silva, 2001

Projectos para a Cidade

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«A partir de 11 de Maio de 2011, o centro histórico de Braga, perderá cerca de 10.000 pessoas/dia, que trabalham, tratam da saúde, visitam e vivem do Hospital de S.Marcos.» [Abílio Vilaça, RAM]

Esta pertinente reflexão de Abílio Vilaça chega com alguns meses de atraso e deixa-nos a sensação de que as campanhas eleitorais se alimentam do folclore mediático para não discutir nada do que interesse. Ter um projecto para a cidade incluía, necessariamente, perspectivar o futuro do centro da cidade sem o hospital. Não consta que alguém o tenha feito.

Da Insegurança na Cidade de Braga | 2

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Resistance is futile
© Myxi

A propósito da proposta de instalar um sistema de videovigilância no centro de Braga, António Vilaça, Presidente da Associação Comercial de Braga, afirma que «quando se encerram ruas ao trânsito deve repensar-se a questão da vivência e da segurança. Nada foi feito nesse âmbito, quer pelas autarquias, quer pelos programas comunitários de modernização dos centros históricos

Esta constatação de Abílio Vilaça não é novidade para ninguém e a desertificação do centro histórico da cidade de Braga é a consequência natural das políticas de urbanismo adoptadas pela Câmara Municipal de Braga ao longo das últimas décadas. É urgente implementar um programa de repovoamento do centro histórico que ajude a recuperar a dignidade perdida e que lhe devolva a vida de outros tempos. E, para que tal se concretize, a evidência dos últimos anos demonstra que são necessários novos protagonistas.

Por muito popular que seja e por muito útil que se venha a demonstrar, a videovigilância não passa de um paliativo que não resolve os problemas estruturais que estão na base da morte do centro histórico de Braga. Além do mais, o medo que se sente é catalizador desta paranóia consubstanciada pela completa 'big brotherização' das nossas vidas.

A ler: A Desertificação do Centro de Braga [1]; A Desertificação do Centro de Braga [2]; A Desertificação do Centro de Braga [2] Braga por uma Rua; Braga a Cair; Urbanismo & Saúde Mental.

O Parque da Cidade Que Não Temos

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Qualquer cidade de média ou grande dimensão tem um parque da cidade. Em Braga, depois de anos de promessas e promessas, o melhor que conseguiram arranjar foi um minúsculo jardim público [Parque da Ponte] anexado a um monte [do Picoto] no outro lado da estrada. E nem esse passou das intenções.

As Placas Que Não Temos

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Todos concordarão que as placas indicativas de percursos, monumentos e serviços, bem como as de informação sobre a toponímia, são uma autêntica desgraça na cidade de Braga. Da incongruência gráfica à insuficiência gritante, passando pela inutilidade de informações redundantes e até contraditórias, o assunto já aqui foi publicado há tempo demais para permanecer sem resolução.

Os Jardins Que Não Temos

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Eu gostava de saber porque é que em Braga só cresce mato junto às principais circulares... Já pensaram em fazer jardins?

Prémio: Parque da Ínsua, Ponte

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Parque da Ínsua, Ponte, Guimarães
© Avenida Central

O Parque da Ínsua, na freguesia de Ponte, em Guimarães, venceu o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista deste ano na categoria de Espaços Públicos Urbanos, ex-aequo com o projecto que liga o Largo de São João e a Quinta da Cerca, em Palmela. Este parque, projectado pela arquitecta Rita Salgado, cria a ligação perfeita entre o espaço urbano e a margem do Rio Ave. Trata-se de uma intervenção de fundo numa área fortemente degradada, cujo resultado final é verdadeiramente aprazível e louvável.

Digam-me Onde Está

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Nunca na História de Portugal se construiu tanto como nos últimos 40 anos. Nem nunca, como agora, houve tantos especialistas em construir e pensar cidades - arquitectos, engenheiros, urbanistas, técnicos de planeamento, geógrafos e até artistas das mais diversas áreas. Temos também pela primeira vez na nossa história leis e planos para praticamente tudo e um fácil e rápido acesso a um vasto conhecimento.

No entanto, tudo o que se construiu nestes últimos 40 anos é no seu conjunto um desastre. Digam-me em todo o distrito de Braga - neste "verde" Minho ou “Norte do Paraíso” - onde posso encontrar uma praça, uma rua ou um bairro recentes e dignos de serem vistos e visitados. Não é preciso que me apontem um exemplo espectacular - basta que seja um espaço tão simpático como os antigos e não planeados conjuntos da Praça do Município, da Avenida Central ou da Rua do Anjo.

Eu que nem sequer sei desenhar estou convencido de que a copiar ideias dos nossos centros históricos conseguia idealizar um largo bem mais bonito do que qualquer dos espaços novos que conheço.

Projectos 19 | Dolce Vita Braga

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dolce vita braga
© sua kay

A Avenida Para as Pessoas

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Avenida da Liberdade
© Município de Braga

No próximo mês, a Avenida da Liberdade vai conhecer uma nova vida, encerrando um ciclo que apenas durou dez anos. Consciente do erro que fora construir um túnel sob o centro histórico da cidade, o Município de Braga decidiu transladar a desagradável confluência de barulho e fumo da boca (do túnel) para um local um pouco mais abaixo. O topo Norte da Avenida é assim devolvido às pessoas que, com mais espaço, podem (usu)fruir num dos núcleos edificados mais exemplares e interessantes da cidade.

Os canteiros, cheios de flores, são espaço alegre para os olhos, mas terreno inútil para os corpos. É um pequeno pormenor que poderia ser alterado sem grandes custos, cumprindo o projecto inicial. Talvez não fosse má ideia relvar os canteiros para que, sem deixarem de ser verde para os olhos, possam também ser pasto de fruição para o corpo.

Árvores, Para Que Vos Quero! | 2

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão dá, na próxima segunda-feira, dia 11 de Maio, pelas 11h00, um passo de gigante para a criação do futuro Parque da Cidade, que será um novo "pulmão de Famalicão", com cerca de 300 mil metros quadrados de área verde e um conjunto de equipamentos culturais e de lazer.

O presidente do Município, Armindo Costa, vai celebrar um conjunto de protocolos que permitem adquirir uma área de terreno superior a 200 mil metros quadrados, correspondendo a cerca de dois terços dos terrenos previstos para o futuro parque da cidade. Esta aquisição já foi aprovada pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal.
[CM de Famalicão via Braga 2009]

No mesmo sentido do post da Cláudia, também esta iniciativa da autarquia famalicense merece aqui destaque.

Não só é uma lacuna que é várias vezes frisada aqui no Avenida Central, a propósito de Braga, como creio ser algo que, igualmente, merece destaque a nível nacional. Não será, pois, todos os dias que uma autarquia decide adquirir - e realmente adquire - cerca de 21 hectares para fazerem parte (dois terços) de um "parque da cidade", cuja intenção de construção já não é, contudo, novidade [1, 2].

Árvores, Para Que Vos Quero!

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© crg

Conversava há dias com amigos sobre a falta de árvores nas novas intervenções nas cidades. Os arquitectos, urbanistas e engenheiros parecem alérgicos a tudo o que seja verde, tenha raízes e mais de 3 metros. Apontamos alguns exemplos na Europa em que os parques urbanos estrategicamente desenhados como línguas para abraçar vários bairros, têm funções tão distintas e fulcrais: absorvem CO2, devolvem-nos O2, são os espaço ideais para feiras e mercados, concentram na perfeição os ciclistas e desportistas, inspiram os passeios pedonais.

Mas não precisamos de ir a grandes cidades da Europa para conseguirmos este feito. Existe um bom exemplo em Barcelos. O pulmão da cidade (imagem 2), bem no centro de todas as actividades, é um catalisador da vida urbana. Senão, vejamos: parque de estacionamento gratuito, directo e eficaz; centro de actividades de acções de marketing e publicidade; centro de desportos (o parque da cidade alberga o Pavilhão Gimnodesportivo e os campos de ténis), espaço para todo o tipo de feiras (semanal, artesanato e do livro), zona das festas da cidade. Acresce a isto tudo o acesso fácil, quer através dos transportes públicos (comboio e autocarro), quer pedonal. 

Deviam ver como a cidade vibra à quinta-feira, colorida, vivida, fresca e multi-cultural. Não é tão fácil pensar em grande, com intervenções simples como esta?

Para Bom Entendedor...

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«Tudo quanto procede do homem, criações da sua mão, criações da sua mente, exprime-se por um sistema de formas que é o decalque do espírito que lhe ditou a construção. Assim se classificam pelas formas os estados de civilização: a linha recta e o ângulo recto traçados através do labirinto das dificuldades e da ignorância são a manifestação clara da força e do querer. Quando reina o ortogonal, lêem-se as épocas de apogeu. E vemos as cidades se desembaraçarem da confusão desordenada de suas ruas, tenderem para a linha recta, estendê-la cada vez mais longe. Traçando rectas o homem demosntra que se dominou, que entra na ordem. A cultura é um estado de espírito ortogonal. Não se criam linhas rectas deliberadamente. Chega-se à recta quando se está bastante forte, bastante firme, bastante armado e bastante lúcido para querer e poder traçar linahs rectas.» (pág. 35) Le Corbusier, Urbanismo, Martins Fontes, São Paulo 2000

Le Corbusier em 1925, sobre as cidades.

Uma Úlcera No Urbanismo | 2

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© stupidcupidz [Galeries Saint-Hubert]

Há um mês atrás discutiu-se aqui sobre o fenómeno shopping e a diferença entre shopping de rua ou shopping cogumelo. Não sou defensora acérrima nem de um nem de outro. Percebo apenas a necessidade de ter serviços comerciais abertos num horário mais alargado e a salvo das acções do clima. Além disso, deveriam funcionar também como catalisadores de acções urbanísticas de melhoramento e desenvolvimento.

Tenho pena que a escola tenha servido de pouco aos decisores quando chega a hora de intervir. Se assim não fosse, saberiam onde ir buscar modelos, ou encontrar quem os conhecesse para apostarem no cavalo certo.

Olhemos um bocadinho para a história e para o centro da Europa. Remontemos ao ano de 1836, século XIX. Um jovem arquitecto nascido na Holanda em 1811, teve a ideia de construir uma galeria comercial coberta com mais de duzentos metros que ligaria o Mercado de Ervas ao Mercado dos Vegetais, demolindo um grande número de vielas onde a burguesia não se atrevia a entrar.

Em 1845, o Conselho Local votou a favor deste projecto. Assim nasceram as Galeries Royales Saint-Hubert, no centro de Bruxelas. A Galerie du Roi, a Galerie de la Reine e a Galerie du Prince, formando um ípssilon. Para quem não conhece o "shopping" em questão, há ainda a referir que este contém um Teatro (lindo, lindo!), uma sala de cinema e pequenos apartamentos no último piso.

Outros exemplos existem na Europa destas operações urbanísticas de salubridade versus desenvolvimento versus visão económica.

Poderiam os projectos das galerias comerciais em Braga (e por Portugal afora) ser pensados como soluções para problemas urbanísticos? Poderiam estes ser pensados para durar séculos e ser admirados quase duzentos anos depois? Poderíamos construir cidade com base em modelos sólidos, funcionais e prósperos? A resposta é mais que óbvia.

Para quem não sabe (e é natural que muitos não saibam), a morte de alguns shoppings de rua é um problema de desenho. Antes de serem construídos, já morrem no papel, porque a maior parte tenta resolver "problemas" de rentabilização de áreas.

É preciso compreender que tudo nasce para solucionar um problema. A questão está na pergunta: Que problema quero eu resolver?

A discussão em torno dos shoppings de rua na cidade de Braga deveria passar por perceber onde falharam e onde acertaram os objectivos os já existentes, e de que forma os que hão-de vir podem contribuir para uma melhoria significativa do local onde vão ser implantados.

"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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