Não que em Portugal seja, de todo, impossível aliar a bicicleta ao comboio, não. Apenas pode ser mais difícil. Mas nós, bracarenses, vamos mais longe ao termos criado aquele que terá sido o primeiro parque de estacionamento pago para bicicletas gratuitas. Não posso deixar de me congratular com o brilhantismo dos nossos grandes líderes, tão cheios de ideias, tão pequeninos. Braga é uma grande cidade portuguesa, tem imenso espaço para os carros mas a orografia - e só ela - repele os eléctricos, os tróleis e as bicicletas.
Linda Benção
© DR
«Eu já sabia e vós também sabeis que Guimarães tem muito lindos espaços, e este [Espaço Guimarães] é mais um deles. Vamos pedir a Deus que abençoe este espaço lindo que Guimarães, a partir de agora, vai ter dentro das suas fronteiras.» [Discurso do pároco, GMRTV, aos 5'']
Projectos 16 | Expansão do Braga Parque
© Mundicenter
Um paralelepípedo colado à Avenida Padre Júlio Fragata será o resultado da terceira fase de expansão do Centro Comercial Braga Parque. A cidade que já foi do comércio tradicional conhece mais um pedaço do futuro que lhe está reservado... shoppings!
As Iluminações de Natal
Todos os anos, as autarquias investem milhares de euros nas iluminações de Natal. A intenção é valorizar o comércio tradicional, mas alguém calculou o retorno do investimento? Aqui ficam os valores de 2008:
Aveiro - 50.000 €
Barcelos - 55.000 €
Braga - 65.000 €
Vila Nova de Famalicão - 65.000 €
Coimbra - 70.000 €
Guimarães - 100.000 €
Faro - 140.000 €
Porto - 500.000 €
Lisboa - 2 a 3 milhões de euros (privados)
Aveiro - 50.000 €
Barcelos - 55.000 €
Braga - 65.000 €
Vila Nova de Famalicão - 65.000 €
Coimbra - 70.000 €
Guimarães - 100.000 €
Faro - 140.000 €
Porto - 500.000 €
Lisboa - 2 a 3 milhões de euros (privados)
Marketing Ecológico em Vila Verde
© fuzuoko
Apesar das violentas críticas de alguns, o marketing ecológico veio para ficar. Aqui bem perto, há uma padaria da Vila que é, precisamente, Verde, onde se oferece um pão aos clientes que prescindirem do saco de plástico. Uma iniciativa feliz que, mesmo sendo uma gota no imenso oceano da poluição, não deixa de contribuir para um planeta mais saudável.
Braga por um Túnel [3]
«As obras de prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, arrancam na próxima segunda-feira. Depois de vários meses de atraso, aquela que é uma das obras mais importantes do actual mandato autárquico vai finalmente para o terreno. No entanto, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) afirma que a obra só poderá realizar-se depois de concluída uma pesquisa arqueológica naquele espaço.» [Samuel Silva, Público]
O prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, está a tornar-se numa autêntica novela mexicana. Depois de ter sido anunciado como a grande obra do mandato de Mesquita Machado, a empreitada foi adjudicada a uma empresa por um valor muito baixo em termos de mercado de construção civil, o que motivou a reclamação dos dois outros concorrentes.
Mais tarde, veio a saber-se que a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho estava a investigar desde Janeiro, secretamente, os vestígios romanos daquela área, o que implicaria adiar o início das obras por tempo indeterminado.
Por tudo isto, e sobretudo pela posição assumida pelo Igespar, será necessário olhar para o anúncio do Público com toda a prudência. Ainda que este momento seja extremamente oportuno para o comércio tradicional do centro (lembro que grande parte das obras decorreriam numa altura em que as novas grandes superfícies ainda não estão implantadas), a verdade é que ele é eleitoralmente inconveniente, uma vez que a sua construção dificilmente estaria concluída a tempo das próximas eleições.
Aguardemos, pois, os próximos capítulos da novela.
A Barbearia Mais Antiga de Braga
© Maar
Carla Pessoa, no blogue Pozinhos de Perlimpimpim, retoma a questão da morte da barbearia mais antiga de Braga. Património de altíssimo interesse cultural, histórico e arquitectónica, a barbearia está à mercê das decisões da autarquia. Tal como escreve, «a Câmara Municipal de Braga, governada há mais de 30 anos por Francisco Mesquita Machado, não se tem pronunciado mas é a única entidade que pode fazer alguma coisa para salvar este riquíssimo património.»
Há interesses imobiliários para aquele local? Então encomendem o requiem para mais este pedaço da Braga antiga e colectiva de que todos gostamos...
A Febre dos Shoppings (II)
O Braga Parque anunciou que vai enterrar o parque de estacionamento do hipermercado Feira Nova. Se a notícia acabasse aqui e à superfície nascesse um verdejante jardim, esta seria uma crónica feliz. Mas não é.
O Braga Parque anunciou que vai ocupar o espaço do actual estacionamento com mais um edifício que comportará 60 novas lojas. No momento do anúncio de uma ampliação de 15.000 metros quadrados, o administrador António Afonso insurgiu-se contra a febre dos shoppings que está a eclodir no eixo Braga-Guimarães-Famalicão.
O Braga Parque anunciou que vai ocupar o espaço do actual estacionamento com mais um edifício que comportará 60 novas lojas. No momento do anúncio de uma ampliação de 15.000 metros quadrados, o administrador António Afonso insurgiu-se contra a febre dos shoppings que está a eclodir no eixo Braga-Guimarães-Famalicão.
S. João de Braga: Mudar é Preciso!
Nem um sucesso do outro mundo no festival de hoje, faria com que as Festas de S. João que agora terminam deixassem de ser as piores dos últimos anos. Não sou (só) eu que o digo (1, 2, 3, 4, 5), embora o pense, mas têm-mo dito todos os amigos e amigas bracarenses.
O assunto é polémico e assim apresentado presta-se ao frete militante do costume («quem não gosta que se mude» ou «quem diz isso é do contra e não gosta de Braga»). Digam o que disserem, é por amor a Braga que não nos podemos permitir que continuem a fazer definhar as Festas de S. João. Este ano houve menos gente, menos tradição, menos animação e nem os balanços excessivamente optimistas do costume salvarão a honra de umas festas que, muito felizmente para nossa infelicidade, se mantiveram à margem das televisões.
O S. João de Braga precisa de se revitalizar, ainda que isso custe alterar o figurino e renovar a equipa organizativa. Não há política partidária que divida Braga nesta matéria - o S. Joãoé de todos devia ser de todos e a sua organização devia ser o mais inclusiva possível. Cá estamos para contribuir. Haja vontade.
O assunto é polémico e assim apresentado presta-se ao frete militante do costume («quem não gosta que se mude» ou «quem diz isso é do contra e não gosta de Braga»). Digam o que disserem, é por amor a Braga que não nos podemos permitir que continuem a fazer definhar as Festas de S. João. Este ano houve menos gente, menos tradição, menos animação e nem os balanços excessivamente optimistas do costume salvarão a honra de umas festas que, muito felizmente para nossa infelicidade, se mantiveram à margem das televisões.
O S. João de Braga precisa de se revitalizar, ainda que isso custe alterar o figurino e renovar a equipa organizativa. Não há política partidária que divida Braga nesta matéria - o S. João
2.000 Anos de História!
Não é novidade que Braga tem 2.000 anos de história. O que admira é que tenham sido necessários tantos anos para potenciar esta herança milenar. Depois da Associação Comercial, é a vez do Sporting de Braga fazer ressuscitar a Braga Romana.
Avenidas Breves
José Saramago diz que «falta em Portugal espírito crítico». Penso que nisso estamos todos de acordo.
Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, veio a Guimarães dizer que os «maus jornais levam à criação de blogues». Penso que nisto também estaremos todos de acordo.

«Braga: O Comércio Está no Centro» é o mote da nova campanha que invadiu a capital minhota. Sejam quem forem os seus autores, nota positiva para o impacto.
Chegou o novo site do jornal "O Balcão". O novo figurino, quer pela forma quer pelos conteúdos disponibilizados, parece suplantar as edições online dos diários minhotos.
Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, veio a Guimarães dizer que os «maus jornais levam à criação de blogues». Penso que nisto também estaremos todos de acordo.
«Braga: O Comércio Está no Centro» é o mote da nova campanha que invadiu a capital minhota. Sejam quem forem os seus autores, nota positiva para o impacto.
Chegou o novo site do jornal "O Balcão". O novo figurino, quer pela forma quer pelos conteúdos disponibilizados, parece suplantar as edições online dos diários minhotos.
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A Febre do Shopping
A vaga de novos centros comerciais não é, infelizmente, um exclusivo de Braga. Guimarães também vai ter dois enormes centros comerciais. O Espaço Guimarães, projectado para Silvares, e o Guimarães Plaza (na imagem), a nascer junto ao Campus de Azurém, vão trazer dois novos hipermercados e mais de 100.000 metros quadrados de área bruta.
Apesar dos centros comerciais de grande dimensão estarem em regressão um pouco por toda a Europa, o Minho continua a apostar na clautrofobia do betão, cimentando catedrais do consumo que depressa se convertem em deprimentes antros de enlatados humanos.
Com a proliferação dos enormes shoppings periféricos, os centros da cidades tornam-se desertos e abandonados. As lojas-âncora que por aí restarem acabam por ceder à tentação do shopping e os consumidores, por muito que desejem evitar o ar saturado do centro comercial, acabam condenados a frequentá-los.
Na verdade, o comércio tradicional pouco tem feito para inverter a tendência. Alargar os horários de funcionamento, facilitar a abertura das lojas-âncora nos centros da cidade e apoiar projectos como o que se perspectiva para o antigo edifício dos correios, em Braga, pode ser a saída para a crise que se adensa.
Pode ser que, no entretanto, a febre do shopping se dissipe... sem grandes convulsões.
Braga Qu'Eu Gosto 6 | Natal no Bananeiro
A Casa das Bananas, na Rua do Souto, converteu-se na Meca da tarde de consoada bracarense. Há uns anos era uma tertúlia de amigos, hoje foi uma rua imensa de gente em convívio adocicado pelas bananas colombianas regadas com o tradicional moscatel de Setúbal. Entre os que vêm cedo e os que vão tarde, foram alguns milhares os que se juntaram à mais emergente de todas as festas bracarenses.
Feliz Natal.
Feliz Natal.
As Iluminações de Natal
Há sempre quem questione, pelos mais variados motivos, a pertinência das iluminações de Natal. Se o Natal fosse uma festa religiosa, seria inaceitável aplicar dinheiro dos contribuintes em ornamentos. Tratando-se, como se sabe, de um hino ao consumo e de uma festa que saiu do campo da religiosidade e se converteu num evento social, parece-me certa a aposta das autarquias, consubstanciando-se como uma forma de ajudar o Comércio Tradicional a angariar mais clientes e mais negócio. Que as vendas deste Natal ajudem o centro de Braga a renascer é o meu desejo. Seria coisa bem melhor para Braga que muitas outras homilias...
[Picture Copyright: Câmara Municipal de Braga]
Bolos a 0,35€ só no Comércio Tradicional
«Uma pastelaria do centro da cidade de Guimarães, farta de mandar pastéis para o lixo, decidiu apelar aos neurónios e lançar uma campanha. Dito de outra forma mais vale não perder do que não ganhar nada. A partir das 17 horas, os bolos na Supremo Gosto custam apenas 35 cêntimos. Metade do preço normal. Não foi preciso esperar muito para ver que se tratou de uma aposta ganha, aquilo a que os especialistas chamam "boa estratégia de marketing".» [Jornal de Notícias]
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