Dois Ponto Zero | 31
A ler: Juntos Conseguimos, por Sérgio Gonçalves; Rádio acusa PS/Braga de "boicote", no Diário de Notícias; ora bem, o casamento católico visto pela sic-not, por Fernanda Câncio.
Dois Ponto Zero | 30
A ler: Os sobreviventes do "clube dos dinossauros", no Público; Ricardo Rio promete nova política urbana em Braga, no Público; Falar sem dizer nada, no Diário de Notícias.
A assinar: Salvemos o edifício da Fábrica Confiança, petição em defesa do parimónio bracarense.
A participar: O blogue Arrastão organiza um inquérito sobre as intenções de voto em várias autarquias do país, incluindo Braga, Barcelos, Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão. Em Braga e em Barcelos, Ricardo Rio (Juntos por Braga) e Miguel Costa Gomes (PS), da oposição, lideram as intenções de voto. Em Viana do Castelo, Guimarães e Famalicão, vencem os partidos no poder com José Mário Costa (PS), António Magalhães (PS) e Armindo Costa (PSD/CDS), respectivamente.
A assinar: Salvemos o edifício da Fábrica Confiança, petição em defesa do parimónio bracarense.
A participar: O blogue Arrastão organiza um inquérito sobre as intenções de voto em várias autarquias do país, incluindo Braga, Barcelos, Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão. Em Braga e em Barcelos, Ricardo Rio (Juntos por Braga) e Miguel Costa Gomes (PS), da oposição, lideram as intenções de voto. Em Viana do Castelo, Guimarães e Famalicão, vencem os partidos no poder com José Mário Costa (PS), António Magalhães (PS) e Armindo Costa (PSD/CDS), respectivamente.
A Mesma Avenida, Numa Nova Avenida
Ao longo dos últimos anos, debatemos a actualidade da região, do país e do mundo com independência, pluralismo, rigor e também alguma irreverência. O respeito pela liberdade de opinião e a garantia da elevação do debate foram preocupações sempre presentes e para as quais contribuíram indelevelmente a qualidade dos autores que se juntaram ao projecto.
Inicia-se hoje mais um capítulo da história do blogue Avenida Central. Depois de um excelente trabalho do Designer Cláudio Rodrigues, esta Avenida acolhe novas funcionalidades, mais interactividade, mais opinião e mais informação.
No dia em que se decide o futuro do país, o Avenida Central, tal como sucedeu nas Eleições Europeias, terá uma emissão especial de cobertura total das Eleições Legislativas com informações dos principais órgãos de comunicação social, do twitter e do facebook e também com os comentários dos nossos autores habituais e também de alguns convidados especiais.
Ao longo dos próximos dias, anunciaremos também os novos autores do blogue Avenida Central. reforços de peso em nome do pluralismo ideológico e geográfico.
Inicia-se hoje mais um capítulo da história do blogue Avenida Central. Depois de um excelente trabalho do Designer Cláudio Rodrigues, esta Avenida acolhe novas funcionalidades, mais interactividade, mais opinião e mais informação.
No dia em que se decide o futuro do país, o Avenida Central, tal como sucedeu nas Eleições Europeias, terá uma emissão especial de cobertura total das Eleições Legislativas com informações dos principais órgãos de comunicação social, do twitter e do facebook e também com os comentários dos nossos autores habituais e também de alguns convidados especiais.
Ao longo dos próximos dias, anunciaremos também os novos autores do blogue Avenida Central. reforços de peso em nome do pluralismo ideológico e geográfico.
Dois Ponto Zero | 29
A ler: Eleições no sofá: tudo o que os media lhe oferecem, no i. El socialista Sócrates llega al final de la campaña portuguesa como favorito, no El Pais. "Sim" ao tratado sobe na Irlanda, "não" também, no Público.
A reflectir: Em dia de reflexão, aceitamos a sugestão do Tiago Ramalho e propomos uma leitura dos blogues Jamais (PSD), Rua Direita (CDS-PP) e Simplex (PS). Sugerimos também uma leitura do dossier Legislativas 2009 do blogue Avenida Central.
A acompanhar: Emissão Especial do Avenida Central para as Eleições Legislativas. Mais de 15 horas de emissão com todas as actualizações em directo, informações do twitter e facebook e comentários.
A reflectir: Em dia de reflexão, aceitamos a sugestão do Tiago Ramalho e propomos uma leitura dos blogues Jamais (PSD), Rua Direita (CDS-PP) e Simplex (PS). Sugerimos também uma leitura do dossier Legislativas 2009 do blogue Avenida Central.
A acompanhar: Emissão Especial do Avenida Central para as Eleições Legislativas. Mais de 15 horas de emissão com todas as actualizações em directo, informações do twitter e facebook e comentários.
Braga em Pormenor
© Bruno Gonçalves
Arrancou hoje o projecto Braga em Pormenor, um blogue que promete ampliar todos os detalhes da cidade dos arcebispos que possam passar despercebidos ao olhar menos atento. Os zooms estão a cargo de Cláudia Gonçalves e Bruno Gonçalves, colaboradores do Avenida Central, assim como de António Pedro Faria, Lupa, Lúcia Pinto e Ivan.
Dois Ponto Zero | 28
A ler: De boas intenções e golpes rasteiros está o inferno cheio, por Pedro Vieira; Ética dos Princípios, por João Galamba; Pedro Santana Lopes e coisas pequenas, por Pedro Rolo Duarte; España, el país que sorprendió, por Eduardo Martín de Pozuelo.
A ver: O Homem da Mala, por We Have Chaos in the Garden.
A reflectir: O caso António Preto incomoda-me. A democracia, a qualidade da democracia, não se compadece com o amiguismo aparelhista dos partidos. Manuela Ferreira Leite que não diz nada de substancial para o país, deitou tudo a perder quando a única mensagem que nos dirige é a de que os interesses do partidos estão, afinal, acima dos interesses do país. Triste antagonismo de Sá Carneiro. Sugiro a leitura de Paulo Marcelo, membro do Conselho Nacional do PSD.
A ver: O Homem da Mala, por We Have Chaos in the Garden.
A reflectir: O caso António Preto incomoda-me. A democracia, a qualidade da democracia, não se compadece com o amiguismo aparelhista dos partidos. Manuela Ferreira Leite que não diz nada de substancial para o país, deitou tudo a perder quando a única mensagem que nos dirige é a de que os interesses do partidos estão, afinal, acima dos interesses do país. Triste antagonismo de Sá Carneiro. Sugiro a leitura de Paulo Marcelo, membro do Conselho Nacional do PSD.
O Rei Vai Murcho | 2
Rodrigo Moita de Deus escreve um texto para defender a causa monárquica em que mais não faz do que atacar os republicanos, acusando-os de serem anti-monárquicos. Elucidativo.
Ideias Sobre Braga e o Minho
A convite do Vitor Silva, participei n'O Porto em Conversa, uma iniciativa que lançou um olhar sobre o Minho e o Norte. A conversa tem dois meses, mas penso que os temas são pertinentes neste aproximar de eleições legislativas e autárquicas.
Dois Ponto Zero | 27
A ler: Azul Eufémia, por Carlos Abreu Amorim; Porreiro, pá!, por Ana Matos Pires; Pobre País, por João Gonçalves; Membro do 31 de Armada constituído arguido, no Público.
O Rei Vai Murcho
O esplendoroso valor simbólico da acção terrorista de hoje é tão anedótico como a causa monárquica dos dias que correm. No entanto, este é um daqueles casos em que é evidente que quem não consegue erguer o seu próprio mastro tem que se contentar a hastear no mastro dos outros. É a vida.
Dois Ponto Zero | 26
A ler: Os Assuntos da Zona Pélvica, por Palmira F. Silva; Soberania, por Henrique Raposo; Liberdade de Expressão, por Tomás Vasques.
Revista das Europeias 2009: PP à frente do PSOE, no Público; El PP aventaja al PSOE por 3,7 puntos, no El Pais; PP y PSOE empatados, em La Vanguardia.
Revista das Europeias 2009: PP à frente do PSOE, no Público; El PP aventaja al PSOE por 3,7 puntos, no El Pais; PP y PSOE empatados, em La Vanguardia.
Dois Ponto Zero | 25
A ler: Desonestidade de Quem?, por Fernanda Câncio; A Mensagem Contraditória do PS, por Nuno Gouveia; A Origem das Espécies, por Tomás Vasques.
Blogues & Sites
O jornal Público, numa ideia verdadeiramente inovadora, criou o blogue Eleições 2009 [www.blogs.publico.pt/eleicoes2009] que reúne mais de 40 participantes e que acompanhará os três actos eleitorais do ano de 2009. É um espaço verdadeiramente ecléctico que reúne bloggers de diferentes sensibilidades políticas e de várias regiões do país. Ao longo dos próximos meses, dividirei a minha intervenção entre esta Avenida e aquele espaço de opinião.
Recomendo também uma visita regular aos espaços PNETeconomia e PNETpolítica. Sob coordenação do Professor Carlos Santos, estes dois apontadores sintetizam de forma bastante simples e amiga do utilizador, os mais recentes posts e notícias da actualidade nacional e internacional.
Recomendo também uma visita regular aos espaços PNETeconomia e PNETpolítica. Sob coordenação do Professor Carlos Santos, estes dois apontadores sintetizam de forma bastante simples e amiga do utilizador, os mais recentes posts e notícias da actualidade nacional e internacional.
Agrilhoados à Literatura
© Rafael Paes Henriques
«Os axiomas da ordem - a hierarquia do mundo natural - também perderam relevância.»
Desafiou-me António de Almeida a participar numa corrente que é um estímulo à leitura. A ideia é transcrever a quinta frase da página 161 do livro que estamos a ler. «O Nariz de Cleópatra», de Daniel Boorstin, é a minha (re)leitura destes dias. Passo o desafio à Luísa Ribeiro, ao Samuel Silva, ao Marco Gomes, ao Bruno Miguel Machado e ao José Manuel Faria.
A Vossa Avenida, O Nosso Compromisso.
Ao longo dos últimos anos, o blogue Avenida Central tem assumido um lugar de destaque no debate acerca do futuro da cidade e da região, centrando a discussão nas ideias e nos projectos, sem deixar de reflectir sobre os estilos de governação que melhor se adequam aos desafios vindouros. Os próximos meses serão, necessariamente, muito agitados em termos políticos e o blogue Avenida Central compromete-se a continuar o(s) debate(s) e o(s) diálogo(s) que ajudam a perspectivar o futuro.
Desde há cerca de um ano, as caixas de comentários do nosso blogue têm sido invadidas por comentários ofensivos para algumas personalidades bracarenses, bem como por insultos e ameaças aos autores deste blogue por não permitirem a difusão de afirmações manifestamente difamatórias e improvadas. Como bem afirma Marco Santos, «abrir um blogue e mantê-lo não implica aceitar como válidos comentários ordinários de trolls e idiotas que nem sequer sabem ler os posts com atenção».
Estranhamente, ou não, nunca essas mensagens de teor difamatório foram vistas noutros blogues bracarenses com autores identificados, pelo que se pode concluir tratar-se de uma campanha especificamente dirigida ao Avenida Central com objectivo de condicionar o exercício da nossa liberdade de expressão.
No filme «A Dúvida», há um padre que explica exemplarmente as consequências da insinuação e da calúnia: «repor a verdade após uma calúnia é como ter que apanhar todas as penas que o vento levou para bem longe após o esventrar de uma almofada no telhado de uma casa...» E, se qualquer insinuação ou calúnia é de si grave, mais repugnante se torna quando feita sob a capa do anonimato e com objectivos políticos aos quais somos completamente alheios.
Por tudo isto,
Reafirmamos a convicção de que a democracia só se cumpre quando a expressão for um exercício de cidadania verdadeiramente livre e responsável;
Reafirmamos o compromisso de jamais permitirmos a instrumentalização do blogue Avenida Central;
Reafirmamos o imperativo ético de continuar a moderar todos os comentários que profiram afirmações caluniosas, difamatórias ou insultuosas, bem como todas as referências a blogues que, pela sua natureza anónima, insistam na difusão de campanhas repugnantes que envergonham a liberdade e a democracia;
Reafirmamos o compromisso de informar com isenção e comentar com independência, sem nunca prescindirmos do direito à livre expressão, na plena convicção de que um blogue é sempre um espaço de natureza pessoal;
Reafirmamos, por último, a disponibilidade para continuar o debate sobre o futuro da região de forma transparente, sem prejuízo do apoio que os membros do blogue Avenida Central vierem a dar, a título individual, aos diferentes projectos que concorrerem aos próximos actos eleitorais.
Desde há cerca de um ano, as caixas de comentários do nosso blogue têm sido invadidas por comentários ofensivos para algumas personalidades bracarenses, bem como por insultos e ameaças aos autores deste blogue por não permitirem a difusão de afirmações manifestamente difamatórias e improvadas. Como bem afirma Marco Santos, «abrir um blogue e mantê-lo não implica aceitar como válidos comentários ordinários de trolls e idiotas que nem sequer sabem ler os posts com atenção».
Estranhamente, ou não, nunca essas mensagens de teor difamatório foram vistas noutros blogues bracarenses com autores identificados, pelo que se pode concluir tratar-se de uma campanha especificamente dirigida ao Avenida Central com objectivo de condicionar o exercício da nossa liberdade de expressão.
No filme «A Dúvida», há um padre que explica exemplarmente as consequências da insinuação e da calúnia: «repor a verdade após uma calúnia é como ter que apanhar todas as penas que o vento levou para bem longe após o esventrar de uma almofada no telhado de uma casa...» E, se qualquer insinuação ou calúnia é de si grave, mais repugnante se torna quando feita sob a capa do anonimato e com objectivos políticos aos quais somos completamente alheios.
Por tudo isto,
Reafirmamos a convicção de que a democracia só se cumpre quando a expressão for um exercício de cidadania verdadeiramente livre e responsável;
Reafirmamos o compromisso de jamais permitirmos a instrumentalização do blogue Avenida Central;
Reafirmamos o imperativo ético de continuar a moderar todos os comentários que profiram afirmações caluniosas, difamatórias ou insultuosas, bem como todas as referências a blogues que, pela sua natureza anónima, insistam na difusão de campanhas repugnantes que envergonham a liberdade e a democracia;
Reafirmamos o compromisso de informar com isenção e comentar com independência, sem nunca prescindirmos do direito à livre expressão, na plena convicção de que um blogue é sempre um espaço de natureza pessoal;
Reafirmamos, por último, a disponibilidade para continuar o debate sobre o futuro da região de forma transparente, sem prejuízo do apoio que os membros do blogue Avenida Central vierem a dar, a título individual, aos diferentes projectos que concorrerem aos próximos actos eleitorais.
Dois Ponto Zero [24]
A ler: Da Transparência, por Tiago Larangeiro; Santo Parlamento, por Pedro Sales; BragaJazz 2009, por Pedro Pregueiro.
A celebrar: Dia Internacional (contra a discriminação) da Mulher
A celebrar: Dia Internacional (contra a discriminação) da Mulher
Fazer da Política um Espectáculo
Nunca os políticos e os partidos estiveram tão dependentes dos órgãos de comunicação social, em particular das televisões, para fazer chegar as suas mensagens ao eleitorado. A alergia quase generalizada à participação cívica e a nacional aversão à leitura, dos livros infantis aos jornais diários, são alguns dos principais justificativos para essa dependência.
A política passou a fazer-se no palco televisivo e, como numa verdadeira peça de teatro, tudo é encenado até ao pormenor aparentemente mais insignificante. Os actores políticos não escolhem apenas os fatos e as gravatas, mas também o tom de voz, a pose corporal e a expressão facial. A palavra, sempre tão decisiva, perdeu a sua genuinidade autêntica para ser cozinhada até à sílaba mais irrelevante em verdadeiros laboratórios de marketing.
É inegável que, mesmo sem ser pioneiro, José Sócrates tem sido o protagonista mais irrepreensível de uma política-espectáculo em que a discussão das ideias tem sido secundarizada pela exposição das fraquezas dos adversários.
Não escondo a náusea que me causam certas poses de Estado, sabendo-se que não passam de charme meticulosamente treinado para o palco em que tornaram o circo político português. E depois, quando cai a cortina do show, borra-se a pintura com uma naturalidade que assusta e, invariavelmente, o desenlace faz-se também no palco mediático com público e comiserado acto de contrição.
O episódio mais recente sucedeu neste fim de semana. Em pleno congresso socialista, José Sócrates anunciou que vai levar o caso Freeport a votos. O anúncio era desnecessário quando se sabe que o Primeiro Ministro não é arguido nem suspeito, mas questões de estratégia eleitoral parecem justificar que o caso seja convertido em arma de arremesso político. É o último capítulo da história de um sistema judicial que caiu nas ruas (da amargura). A fórmula, que já fora testada por Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, favorece invariavelmente as supostas vítimas. Manda o politicamente correcto que os adversários políticos sejam comedidos na sua utilização mediática e mostra a experiência do passado recente que estes casos não têm grande influência nas escolhas dos portugueses.
A teatralização da política e a eleitoralização da justiça aliadas à higienização do debate público e à falta de «cultura de liberdade individual» são condimentos altamente tóxicos para a democracia, criando um clima de suspeição muito favorável ao crescimento de movimentos radicais e marginais que se poderão revelar perigosos para a estabilidade governativa. São também os principais sintomas de uma letargia cujos efeitos poderão ser muito nefastos para o futuro do país. Que, ao menos, a indignação [exemplarmente cantada por Miguel Torga] lhe resista.
E o que não presta é isto,
esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
A política passou a fazer-se no palco televisivo e, como numa verdadeira peça de teatro, tudo é encenado até ao pormenor aparentemente mais insignificante. Os actores políticos não escolhem apenas os fatos e as gravatas, mas também o tom de voz, a pose corporal e a expressão facial. A palavra, sempre tão decisiva, perdeu a sua genuinidade autêntica para ser cozinhada até à sílaba mais irrelevante em verdadeiros laboratórios de marketing.
É inegável que, mesmo sem ser pioneiro, José Sócrates tem sido o protagonista mais irrepreensível de uma política-espectáculo em que a discussão das ideias tem sido secundarizada pela exposição das fraquezas dos adversários.
Não escondo a náusea que me causam certas poses de Estado, sabendo-se que não passam de charme meticulosamente treinado para o palco em que tornaram o circo político português. E depois, quando cai a cortina do show, borra-se a pintura com uma naturalidade que assusta e, invariavelmente, o desenlace faz-se também no palco mediático com público e comiserado acto de contrição.
O episódio mais recente sucedeu neste fim de semana. Em pleno congresso socialista, José Sócrates anunciou que vai levar o caso Freeport a votos. O anúncio era desnecessário quando se sabe que o Primeiro Ministro não é arguido nem suspeito, mas questões de estratégia eleitoral parecem justificar que o caso seja convertido em arma de arremesso político. É o último capítulo da história de um sistema judicial que caiu nas ruas (da amargura). A fórmula, que já fora testada por Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, favorece invariavelmente as supostas vítimas. Manda o politicamente correcto que os adversários políticos sejam comedidos na sua utilização mediática e mostra a experiência do passado recente que estes casos não têm grande influência nas escolhas dos portugueses.
A teatralização da política e a eleitoralização da justiça aliadas à higienização do debate público e à falta de «cultura de liberdade individual» são condimentos altamente tóxicos para a democracia, criando um clima de suspeição muito favorável ao crescimento de movimentos radicais e marginais que se poderão revelar perigosos para a estabilidade governativa. São também os principais sintomas de uma letargia cujos efeitos poderão ser muito nefastos para o futuro do país. Que, ao menos, a indignação [exemplarmente cantada por Miguel Torga] lhe resista.
E o que não presta é isto,
esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Avenida do Nosso Umbigo [2]
Com 39.751 visualizações de páginas, 26.655 visitas e mais de 1.300 leitores diários, Fevereiro foi o mês em que o blogue Avenida Central voltou a bater todos os recordes da sua história.
A todos, o nosso muito obrigado.
A todos, o nosso muito obrigado.
Dois Ponto Zero [23]
A ler: Braga, Maquiavel e a projecção do Sameiro, por Fernando Santos; Sócrates pede julgamento popular, por Daniel Oliveira; O Episódio de Braga, por Vasco Pulido Valente.
A acompanhar: Ò Malhão, Malhão!, emissão especial do 31 da Armada no Congresso do Partido Socialista; ABC do PPM, o blogue de Paulo Pinto Mascarenhas também está no congresso com participações especisias de Ana Sá Lopes e Pedro Azevedo.
A acompanhar: Ò Malhão, Malhão!, emissão especial do 31 da Armada no Congresso do Partido Socialista; ABC do PPM, o blogue de Paulo Pinto Mascarenhas também está no congresso com participações especisias de Ana Sá Lopes e Pedro Azevedo.
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