A
vitória de ontem abre um novo capítulo na história da época. Depois de uma primeira fase em que o Braga foi visto como uma equipa forte e combativa, as boas exibições do Benfica, coroadas com goleadas expressivas, secundarizaram o clube minhoto. No
jogo de ontem, o Braga renasce para o mediatismo, tendo agora que carregar a liderança com responsabilidade adicional.
Mas afinal o que é este Braga tem que nunca teve? Serenidade.
Resistir à pressão da imprensa e dos comentadores, jogando sem medo e com muita serenidade foi o grande mérito de Domingos Paciência, um treinador que tem demonstrado humildade e, sobretudo, grande civilidade. O jogo
foi intenso e
disputado com muita agressividade e demasiados nervos à flor da pele.
A bomba soberba de
Hugo Viana coroou uma entrada fabulosa do Sporting de Braga e, ao contrário do que escreve a má imprensa,
não há golo anulado porque o árbitro pára o jogo ainda
antes do remate de Luisão e, além do mais,
Jorge Sousa acertou porque
há falta de Cardozo sobre Leone. Já perto do fim do jogo,
Paulo César, com um remate oportuno e certeiro, desferiu o golpe final nos intentos dos benfiquistas.
Importa salientar que neste jogo houve um tira-teimas nas
bancadas: mesmo contra o melhor Benfica dos últimos trinta anos e contrariando a onda benfiquista que varre o país,
os milhares e milhares de bracarenses e braguistas estiveram em maioria, envergando as cores do seu único clube e contrariando um mito que a má imprensa gosta de fazer sobreviver. Depois de ontem, só por má fé se pode continuar a dizer que esta cidade está dividida. A este propósito, refira-se uma tarja em que podia
ler-se que «A Freguesia de Benfica apoia o S.C. Braga», num recado irónico para a imprensa parcial. Viva Braga!