Contra-Natura
Para quando um referendo sobre estes comportamentos contra-natura que estão a destruir a nossa sociedade?
"Está Quase" - 1
Portugal, feliz e contente, vai sendo governado por "lisboetas", todos nascidos algures, muitos nas berças, como nós. Não podemos ter um grande futuro pela frente. Está Quase… 2.
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Prémio: Parque da Ínsua, Ponte
© Avenida Central
O Parque da Ínsua, na freguesia de Ponte, em Guimarães, venceu o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista deste ano na categoria de Espaços Públicos Urbanos, ex-aequo com o projecto que liga o Largo de São João e a Quinta da Cerca, em Palmela. Este parque, projectado pela arquitecta Rita Salgado, cria a ligação perfeita entre o espaço urbano e a margem do Rio Ave. Trata-se de uma intervenção de fundo numa área fortemente degradada, cujo resultado final é verdadeiramente aprazível e louvável.
Agora, Também Sem Praça de Touros
Viana do Castelo é a primeira cidade portuguesa que decidiu pôr fim às touradas. O presidente da Câmara Municipal, Defensor Moura, defende que o sofrimento dos animais durante as touradas não é compatível com o perfil de cidade saudável que Viana quer manter. A praça de touros já foi comprada pela autarquia vai ser demolida para dar lugar a um Centro de Ciência Viva. [Parlamento Global, com Audio]
Depois de Viana do Castelo já se ter declarado anti-touradas e após a nega de Mesquita Machado aos rumores de uma tourada por altura do S. João, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai levar a sua declaração às últimas consequências: a demolição da praça de touros.
Mas, não obstante estes sinais positivos nalgumas localidades do Minho, convém lembrar o que dizia o Pedro Morgado em Fevereiro passado:
Contudo, as notícias mais recentes mostram uma realidade bem distinta: ao fim de muitos anos sem este espectáculo violento, Braga prepara-se para receber uma tourada; em Guimarães, as festas Gualterianas voltarão a ser palco de uma tourada; e na Póvoa de Varzim, a tourada continua a fazer-se regularmente na Praça de Touros. Infelizmente, a modernidade não está ainda ao alcance de todos...
Correcção, segundo o Rui Rocha: Há ai um pequeno lapso: a decisão de declarar viana como cidade anti touradas está inerente à demolição da praça. Os vianenses souberam das duas decisões no mesmo dia.
Crime Público: Estão a Destruir o Gerês | 2
«Só nestes últimos dois dias arderam, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), quase o dobro dos hectares que foram consumidos pelas chamas durante todo o ano de 2008. Os dados são do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) que adiantou ainda que nos últimos 18 anos, já arderam 20 mil hectares do parque.» [DN]
A ler: Fogo no Gerês destruiu mais de 400 hectares, no DN; Mais de mil fogos em menos de uma semana, no DN; Polícia Judiciária investiga origem de fogo no Gerês, no JN; Domingo atinge novo máximo de fogos, no Público; Incêndio na serra do Gerês pode ter tido origem humana, no Público; Incêndios consomem mato nas áreas protegidas da Peneda-Gerês e Montesinho, no Público.
Crime Público: Estão a Destruir o Gerês
© etel bande
Vários incêndios de grandes proporções continuam a deflagrar no Parque Nacional da Peneda Gerês, consumindo um pedaço do património natural mais valioso do país. Apesar da Mata da Albergaria ter sido poupada, a tragédia desta semana não pode ficar impune e vem demonstrar que o Plano de Salvação do Gerês não pode continuar à espera de consensos. É urgente actuar.
Braga Sem Tourada no São João
Na sequência dos rumores sobre a realização de uma tourada por altura do próximo São João, Mesquita Machado «deu instruções aos competentes serviços municipais para que não fosse autorizada, o que se significa que nenhuma tourada será realizada em Braga».
A consubstanciar-se a firmeza anunciada pela autarquia, trata-se de uma excelente notícia para a cidade de Braga que, à imagem de Viana, devia declarar-se anti-touradas. Confirma-se também a convicção que sempre manifestámos acerca da possibilidade legal do município travar a realização deste tipo de espectáculos verdadeiramente degradantes.
A consubstanciar-se a firmeza anunciada pela autarquia, trata-se de uma excelente notícia para a cidade de Braga que, à imagem de Viana, devia declarar-se anti-touradas. Confirma-se também a convicção que sempre manifestámos acerca da possibilidade legal do município travar a realização deste tipo de espectáculos verdadeiramente degradantes.
Viana É Cidade Anti-Touradas
«A maioria socialista na Câmara Municipal de Viana do Castelo, decidiu hoje não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público ou privado do município, sempre que ele dependa de qualquer autorização a conceder pela autarquia.» [Público]
A Câmara Municipal de Viana do Castelo deu o exemplo: uma autarquia à altura dos desafios do nosso tempo não se deixa levar pelas virtudes populistas e eleitoralistas do espectáculo que aplaude o sofrimento cruel de qualquer animal. Na capital do Alto Minho, não há mais touradas se tal depender de qualquer aprovação da autarquia. Este exemplo de Viana do Castelo merece ser enaltecido e devia ser replicado por todo o Minho.
Contudo, as notícias mais recentes mostram uma realidade bem distinta: ao fim de muitos anos sem este espectáculo violento, Braga prepara-se para receber uma tourada; em Guimarães, as festas Gualterianas voltarão a ser palco de uma tourada; e na Póvoa de Varzim, a tourada continua a fazer-se regularmente na Praça de Touros. Infelizmente, a modernidade não está ainda ao alcance de todos...
Revés no Plano de Salvação do Gerês
Henrique Pereira, um dos principais impulsionadores da adesão do Parque Nacional do Gerês à Pan Parks, a rede europeia dos melhores parques naturais, vai abandonar a direcção daquele parque. A notícia não pode deixar de ser recebida com enorme apreensão num momento em que há muitas pressões para fazer cair o projecto. Em ano de eleições, prevê-se a intensificação dos protestos das populações com o apoio dos autarcas locais.
Acautelar o Gerês com Gente
© Mário Venda Nova
Está em curso o processo de revisão do plano de ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês para garantir uma maior conformidade com as normas da PAN Parks, a rede que reúne os melhores parques naturais da Europa. O assunto está a causar polémica entre as populações locais que não se conformam com a diminuição das áreas de pastoreio e a interdição de circulação em determinadas zonas do Parque Nacional.
A riqueza do Parque reside na harmonia com que Homem e Natureza conviveram ao longo dos séculos, protegendo-se mutuamente numa simbiose que é ímpar em Portugal. As populações do Gerês são parte integrante do património que é maravilha e, como tal, devem constituir-se como agentes da mudança que é necessário operar em termos de ordenamento do território.
Contudo, a protecção do especial valor daquele património natural não pode compadecer-se com os interesses circunstanciais das populações do presente. As profundas mudanças sociais vividas no último quartil do século XX, a generalização do uso de veículos motorizados e a mecanização da agricultura alteraram definitivamente a relação do Homem com a Natureza e constituem-se como factores de possível agressão ao património natural do Gerês. A limitação da circulação motorizada, a introdução de portagens, a regulamentação das actividades de pastoreio e a certificação dos guias são algumas das medidas necessárias à prossecução desses intentos e para as quais as populações terão que ser sensibilizadas.
Cientes das potencialidades verdadeiramente extraordinárias de um Gerês com gente, convém não esquecer que a principal missão das entidades competentes e de toda a sociedade deve passar por acautelar o património natural excepcional do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Nesta matéria, o populismo e o eleitoralismo serão inimigos do futuro estratégico do único Parque Nacional em território português. Desejo sinceramente que haja coragem para levar à prática as necessárias medidas de protecção do património natural.
Pelo seu enorme valor, o Gerês, tal como a obra de Camões ou de Pessoa, já não é pertença das populações locais, seus legítimos herdeiros, mas sim de todos os portugueses e de todos o amantes de Portugal e da Natureza no mundo.
Ligações: Novo plano do Gerês restringe pastorícia; Plano debatido na blogosfera; Parque Nacional entra para a rede das áreas naturais europeias mais importantes; Instituto de Conservação da Natureza; Site do PANParks; New7Wonders; Parque Nacional da Peneda-Gerês com Gente; O PNPG somos nós!; Carris-Gerês - Balanço de 2008.
Erros, Gatos e Grunhos
Os esforços de Joaquim Barreto, Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, para agradar aos políticos de Lisboa mereciam mais respeito - na Assembleia da República nem sabem escrever o nome da terra de onde partiram os velhinhos que foram agitar bandeiras à festa da eleição do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O erro foi replicado pelo Público, o que não é propriamente surpreendente se tivermos em conta que nas redacções dos chamados "órgãos de comunicação social nacional" se conhecem melhor as travessas de Lisboa e Porto que os nomes das sedes dos municípios de Portugal.
Em Braga, a paródia faz-se à custa do «cemitério de gatos com campas individuais» que o João Braga mais o Machado e o Martins instalaram nas margens do rio Este. O abandono a que entregaram o rio é tanto que, em quatro anos, nenhuma autoridade municipal se apercebera do cemitério felino.
Em Vila de Nova de Famalicão, Jorge Reis-Sá lamenta «o estado a que chegaram as nossas cidades», denunciando a publicidade como o pior dano colateral do capitalismo. não é caso único, mas o repto está lançado. O caso não é único e a descrição poderia ser decalcada para o inferno visual em que transformaram Braga.
Hoje foi o dia em que ganhou mediatismo o encerramento de um blogue por ordem judicial. Assim aconteceu na Póvoa de Varzim e o episódio trouxe à memória o destino do blogue bracarense «Por um Canudo» que, pejado de escritos incómodos, se eclipsou da noite para o dia.
Enquanto dura a liberdade, detenhamo-nos por um instante nas palavras da jornalista Luísa Teresa Ribeiro, numa excelente dissecação aos grunhos de Portugal...
Em Braga, a paródia faz-se à custa do «cemitério de gatos com campas individuais» que o João Braga mais o Machado e o Martins instalaram nas margens do rio Este. O abandono a que entregaram o rio é tanto que, em quatro anos, nenhuma autoridade municipal se apercebera do cemitério felino.
Em Vila de Nova de Famalicão, Jorge Reis-Sá lamenta «o estado a que chegaram as nossas cidades», denunciando a publicidade como o pior dano colateral do capitalismo. não é caso único, mas o repto está lançado. O caso não é único e a descrição poderia ser decalcada para o inferno visual em que transformaram Braga.
Hoje foi o dia em que ganhou mediatismo o encerramento de um blogue por ordem judicial. Assim aconteceu na Póvoa de Varzim e o episódio trouxe à memória o destino do blogue bracarense «Por um Canudo» que, pejado de escritos incómodos, se eclipsou da noite para o dia.
Enquanto dura a liberdade, detenhamo-nos por um instante nas palavras da jornalista Luísa Teresa Ribeiro, numa excelente dissecação aos grunhos de Portugal...
A Árvore da Minha Rua (II)
«Uma árvore levou mais de 7 anos a chegar e partiu em 2 meses. Em Braga»A história da árvore plantada e arrancada já chegou à Covilhã e ao Brasil. Confesso que ainda não encontrei uma única pessoa que, conhecendo o local, compreenda o arbitrário arrancamento. Agradeço a todos os que se têm manifestado pelo regresso da árvore, em particular os vizinhos que já me abordaram sobre este assunto.
Já que os motivos, que deviam ser transparentes, não podem ser revelados num fórum público, farei chegar, através do «Espaço do Cidadão», um pedido de esclarecimentos em que também solicito a imediata reposição da árvore.
A cidadania começa à nossa porta. As árvores foram colocadas segundo um plano e uma sequência - não me conformarei enquanto esta sequência continuar amputada.
A Árvore da Minha Rua
Em 17 de Março dei nota da minha satisfação porque a Junta de Freguesia de Gualtar decidiu colocar árvores na rua em que moro, acrescentando urbanidade ao espaço público. Habituei-me a acordar, presenciando dia após dia o explodir de vida de cada um dos seus ramos.Hoje, menos de dois meses mais tarde, assisti com incredibilidade à remoção de uma das árvores por «ordem do Presidente da Junta». A árvore, plantada no espaço público, alinhada com as outras, por muito incómodo que pudesse causar a um ou outro troglodita, cumpria todas as normas de civilidade. Mais, a árvore era verde. Do mesmo verde que gasta milhões, ano após ano, em campanhas de sensibilização e defesa da natureza. Do mesmo verde que a própria Junta de Freguesia promove em acções públicas que, como se vê, não são mais que puros actos de contrição pela arbitrariedade proposta para a gestão ambiental do espaço público.
A árvore foi arrancada porque alguém não gostava dela? Não quero crer. A gestão do espaço público, por muito eleitoralista que se faça, não se compadece com este tipo de favores, arrancados à custa do dinheiro de todos. Mas, pior que isso, seria sabermos que essa gestão, em vez de estar sujeita a uma política consistente, é vulnerável aos pedidos deste ou daquele cidadão, numa arbitrariedade absolutamente insustentável.
Já sabemos que a sociedade anda alienada, mas há-de pesar-lhes a consciência por arrancarem árvores como se fossem pedras. Nas árvores vemos-lhes a alma...
Freaks of nature!
Deixo a sugestão de PZ Myers no blog Pharyngula
You've got your choice of a blooming corpse flower named Perry or a six-legged hermaphroditic cow.
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