Avenida Central

É política à portuguesa, com certeza!

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Lisboa é um autêntico repositório de espécies raras. Depois da contratação de um trotskista, António Costa está a promover uma salazarista. Ainda há democratas? [imagem via abnoxio]

Abaixo o Provincianismo

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Podiam ter ido bailar à Quinta da Malafaia e assistir à missa do Sameiro, mas, desta vez, os idosos do Arco de Baúlhe foram rezar a Fátima e gritar ao Altis. Quem pagou? A candidatura de Costa ou a Distrital do PS-Braga? É que, nem quero acreditar que a factura não foi paga por nenhuma destas hipóteses.

Mas, independentemente de quem pagou, torna-se evidente que a subserviência de Joaquim Barreto, líder da Distrital de Braga do PS, relativamente aos interesses de Lisboa e aos desígnios do partido socialista se sobrepõe às necessidades do povo cá da terra.

Tudo isto é ainda mais repugnante porque se tratam de idosos que não sabiam muito bem ao que iam. Não terá António Costa apoiantes mais jovens no Minho? Ou será que não houve, entre os mais jovens, quem estivesse disposto a participar em tamanho espectáculo circense?

Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (IV)

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Momento da Noite: António Costa e José Sócrates saúdam as populações do Arco de Baúlhe e do Alandroal que gritam "PS, PS, PS" enquanto agitam compassadamente as bandeiras que lhes entregaram à porta.

Visto isto, não admira que os independentes façam tanta mossa aos partidos. E admira ainda menos que, desde cedo, os carneiros dos rebanhos partidários locais se degladiem em pavlovianas dissertações sobre quem recusa a militância doentia e não prescinde de pensar enquanto espera que os líderes da manada se pronunciem.

O certo é que com 57.907 votos em 524.248 eleitores se fez uma grande festança. A silly season costuma começar a 1 de Agosto. Estas eleições de Lisboa anteciparam-nos o deleite.

Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (III)

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Levar povo do Arco de Baúlhe até Lisboa para envergar uma bandeira socialista e gritar "António Costa" é verdadeirmente desolador: são tiques característicos de um sistema político-partidário atrasado e terceiro-mundista; são expressões de um provincianismo que envergonha.
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Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (II)

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(1) A enorme aposta de Sócrates não deu grandes resultados. Qualquer candidato socialista teria conseguido 30 e poucos por cento. A montanha pariu um rato.
(2) Sócrates encostou o PS à direita e, com isso, abriu espaço para que a esquerda além-Sócrates obtenha um resultado próximo dos 30% de votos.
(3) Carmona Rodrigues recusou-se a ser mais um independente militante. Deu uma lição ao PSD e a Marques Mendes.
(4) Marques Mendes perde em toda a linha. A sua estratégia errática é penalizada tanto pelo eleitorado como pela ausência de mobilização das estruturas locais do PSD.
(5) Helena Roseta convence. PCP mantém-se. BE não capitaliza o mediatismo conseguido com o caso BragaParques (terá sido penalizado pelo efeito Roseta?)
(6) O PP de Paulo Portas teve um resultado demolidor. Alguns dos votos fugiram, concerteza, para o PNR e o PND. A seguir com atenção a radicalização do discurso do PP.
(7) O bom povo de Famalicão (?) foi a Lisboa felicitar António Costa. São as malhas que os aparelhos partidários tecem.

Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (I)

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O bater de asas de uma borboleta em Lisboa tem mais impacto que um tornado em Braga. Por muito dolorosa que nos seja, esta variação da teoria de Edward Lorenz espelha o caos nacional sintetizado nestas eleições de Lisboa.
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Mas comecemos pelo princípio: no princípio era o PSD que se travestiu de apreogada independência, apoiando um candidato que iria meter as mãos... à obra. Quem também meteu mãos à obra foi o MP, criando palco para mais um me(n)diano espectáculo de seriedade inaudita. E a independência, porque não se vergou ao líder do bando, fez-se incómodo. Do incómodo nasceram as eleições. E das eleições brotaram o folclore, as acusações do costume, as demagogias de sempre, os desfiles popularuchos, as fingidas viagens de eléctrico e a desatinada subserviência dos media nacionais.
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Mas tudo isto para quê? Não sabíamos já, porventura, que os partidos não gostam de independentes? E que os independentes se não forem militantes são incómodos? E que o PS já não é socialista? E que Paulo Portas já não está nas graças do povo? E que a liderança de Marques Mendes já não é mais que o estrebuchar convulsivo do morto? E que o Estado iria propor programas de intervenção urbanística em Lisboa? E que o apoio de Júdice havia de ter um cargo de 'grande mérito' acoplado?
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Moral da história: este bater de asas, porque altamente emético (e caro), era absolutamente desnecessário.

Outras Avenidas

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Vencedores, Vencidos e Empatados. O Jumento.

A crise é do sistema. O Insurgente.

Faça um favor aos não-socialistas: VÁ-SE EMBORA!. Blasfémias.

Jornais de Referência Excrescência

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No seu estilo infundivelmente assertivo, Carlos Abreu Amorim, constatando que alguns semanários anteciparam a edição nacional por causa da eleição de Lisboa, propõe uma reflexão:

Vamos então reflectir. Nas nossas casas, fora de Lisboa, com os nossos amigos que não são de Lisboa e com a nossa família que não quer nada com Lisboa, pensemos em Lisboa, falemos de Lisboa e, sobretudo, consideremos com toda a discrição e precaução, o sentido de voto... dos lisboetas.
Por mim, a reflexão está feita: estes jornais acabaram de provar que lhes falta estofo para terem âmbito nacional - com este gesto, mostraram qual a sua visão do país e a medíocre dimensão do seu pequeno mundo.
São semanários de Lisboa. Nada mais. O resto é paisagem...

Não é grande novidade. Fica registada mais uma evidência.

Militância Partidária, a quanto obrigas?

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Em Julho de 2006, Vital Moreira denunciou "a campanha orquestrada contra Manuel Alegre, por causa da atribuição de uma pensão da CGA". Chamou-lhe até "mesquinha e malévola". Em Junho de 2007, surge nas páginas dos jornais uma história idêntica (já se sabe que não existem duas histórias iguais) mas com um protagonista do PSD. E, de repente, Vital Moreira embarca na campanha "mesquinha e malévola".

Não nos parece crível que as análises de Vital Moreira, por quem temos a maior consideração, tenham critérios de análise flutuantes consoante a militância/simpatia partidária dos seus protagonistas. Mas à mulher de César...

Da Arte de Desconversar

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António Costa está indignado porque o candidato do PSD trouxe o tema do Aeroporto de Lisboa para o debate em torno das Autárquicas de... Lisboa! Será que António Costa quer discutir o Aeroporto de Lisboa nas autárquicas de Carrazeda de Ansiães?

A ditadura do centro

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O Tribunal Constitucional anulou a data das eleições para a Câmara de Lisboa, uma decisão da Governadora Civil e subordinada de António Costa, com o apoio dos partidos do centrão.

Está resposta a normalidade democrática e domada a ditadura dos partidos do centro. Mas por quanto tempo?


É o circo.

Com independência se matam os independentes

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Um artigo brilhante de João Miranda, no Blasfémias

O PS e PSD correm para evitar que Roseta e Carmona tenham tempo para apresentar as suas candidaturas. O PP corre ao lado dos independentes. Não há nada melhor para retardar o centrão. A governadora-civil de Lisboa, tutelada por António Costa, corre por cima dos prazos para que quem a nomeou tenha a vida facilitada. Costa já está habituado a corridas viciadas. Em tempos organizou uma em que um burro ganhou a um cavalo rampante. Roseta corre para o Tribunal Constitucional para evitar que a mandem pela borda fora, enquanto os seus apoiantes correm atrás de assinaturas. Mendes também corre para arranjar um candidato. Qualquer que seja a segunda escolha que se disponha a alinhar na partida, chegará sempre tarde e arrisca-se a perder para Carmona. Para compensar a previsível humilhação, o candidato deverá recorrer a uma forte garantia de futuro lugar muito bem remunerado num qualquer conselho de administração.

Sócrates, o grande ditador

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Sócrates não pode perder Lisboa e atropela todos os princípios democráticos para o conseguir. A escola que teve foi boa. Aprendeu toda a trapaceirice para conseguir tirar dividendos políticos da política baixa. É legítimo que coloque no Ministério da Administração Interna uma segunda escolha e que retire do Governo aquele que era considerado o seu melhor Ministro. É legítimo que aposte num candidato forte.

O que não é legítimo, por muito legal que possa ser, é que, ao arrepio do discurso oficial, esteja a fazer tudo para inviabilizar a candidatura independente de Helena Roseta. Quando é que José Sócrates vai aprender que não vale tudo?

O que é absolutamente nauseabundo é que tudo isto suceda com a conivência do PSD.

É pena que não haja cursos de boas maneiras políticas. Seria um bom tema para o Primeiro Ministro fazer a sua dissertação de Licenciatura. Ou será que já fez?

Reacções
Eu hoje até sou pela Helena Roseta vejam só onde isto já chegou, Lisboa, Helena Roseta obrigada a abortar, Cidadãos por Lisboa (Helena Roseta) - Urgência na recolha das assinaturas, Helena Roseta sente-se prejudicada, Toca a Assinar, Lisboa (2), LISBOA A VOTOS, 2, VIABILIZAR A CANDIDATURA DE ROSETA, A Grande Corrida.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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