A RTP, televisão de Lisboa e do Porto que às vezes se lembra de dar notícias sobre o resto do país para ilustrar a província, recebe mais dinheiro dos nossos impostos do que a CP que gere os comboios de todo o país.
Os Metros de Lisboa e do Porto recebem 40,5 milhões de euros. Enquanto isto, as populações de Mirandela, Amarante e Vila Real foram privadas da ferrovia.
A Carris e a STCP recebem 74 milhões de euros enquanto as transportadoras públicas do resto do país não recebem nada.
As assimetrias são escandalosas e inexplicáveis. Olhando para isto só me apetece perguntar porque é que não vendem a RTP, privatizam a CP, Metros, Carris e STCP. Depois salve-se quem puder. Agora obrigarem-me a pagar os meus transportes em bilhetes e os dos outros em impostos é que não.
O Norte Sem Norte | 3
«O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, denunciou que o Estado está a negociar a realização da Red Bull Air Race em Lisboa, "roubando" o evento a Porto e Gaia.» [JN]
Lisboa, Lisboa e Lisboa. O país resume-se a Lisboa. Das pequenas às grandes coisas, Lisboa açambarca o dinheiro e a inteligência do país, concentrando tudo com uma tirania verdadeiramente emetizante.
Para além destas matérias com grande impacto no desenvolvimento económico da Região Norte, também seria útil que se questionassem o Governo e os deputados sobre a disparidade entre o número de serviços de urgência de Urologia (para só citar um exemplo) a funcionar durante a noite na Região Norte e na (extinta) Região de Lisboa e Vale do Tejo. É que, tendo o Norte mais área e população, não se compreende a disparidade.
Do Centralismo de Lisboa
As televisões perdem toda a credibilidade quando se entregam ao jornalismo dos cidadãos das causas individuais de cada cidadão sem qualquer sentido crítico perante o que é difundido. Na edição de hoje do programa Nós Por Cá, surge a reportagem de um cidadão indignado por ter que ir a Peniche para ser operado a uma hérnia inguinal. Isto sucede, porque os Hospitais de Lisboa não têm, de momento, capacidade para garantir aquela cirurgia ao doente. A situação não é diferente de milhares de outras situações de doentes que têm que se deslocar para receber tratamentos médicos e cirúrgicos no âmbito Serviço Nacional de Saúde (SNS) e é a única opção razoável para manter o SNS sustentável para o erário público.
Como bem se percebe, o SNS não tem capacidade para garantir certos tratamentos em todo o país e, a muito custo, os doentes têm que se deslocar, às vezes diariamente, entre Miranda do Douro e o Porto ou entre Moimenta da Beira e Viseu. É a realidade dura do país real. Do mesmo modo e imagino que com bastante frequência, haverá cirurgias que, não estando disponíveis no Hospital de Peniche, obrigam a deslocações dos doentes deste concelho aos Hospitais de Leiria, Coimbra ou Lisboa.
Não percebo o espanto deste cidadão de Lisboa e muito menos a pertinência da reportagem quando se sabe que há milhares de doentes que fazem o percurso inverso rumo aos hospitais de Lisboa. Será que isto só é notícia porque desta vez é um cidadão a ter que se deslocar para fora de Lisboa?
Como bem se percebe, o SNS não tem capacidade para garantir certos tratamentos em todo o país e, a muito custo, os doentes têm que se deslocar, às vezes diariamente, entre Miranda do Douro e o Porto ou entre Moimenta da Beira e Viseu. É a realidade dura do país real. Do mesmo modo e imagino que com bastante frequência, haverá cirurgias que, não estando disponíveis no Hospital de Peniche, obrigam a deslocações dos doentes deste concelho aos Hospitais de Leiria, Coimbra ou Lisboa.
Não percebo o espanto deste cidadão de Lisboa e muito menos a pertinência da reportagem quando se sabe que há milhares de doentes que fazem o percurso inverso rumo aos hospitais de Lisboa. Será que isto só é notícia porque desta vez é um cidadão a ter que se deslocar para fora de Lisboa?
Juntos pelo Aeroporto do Norte
A defesa da gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro está a unir o Norte contra o centralismo do governo de Lisboa. Os autarcas dos 86 municípios do Norte, com o apoio de Aveiro, estão a preparar uma posição conjunta para enviar ao Primeiro Ministro, José Sócrates.
O Minho despertou finalmente para uma questão que é estratégica para o desenvolvimento do Norte e os municípios de Guimarães, Famalicão, Barcelos, Viana dos Castelo e Arcos de Valdevez estiveram representados ao mais alto nível neste primeiro encontro. A ausência de Braga foi colmatada com uma carta de apoio à iniciativa.
O Minho despertou finalmente para uma questão que é estratégica para o desenvolvimento do Norte e os municípios de Guimarães, Famalicão, Barcelos, Viana dos Castelo e Arcos de Valdevez estiveram representados ao mais alto nível neste primeiro encontro. A ausência de Braga foi colmatada com uma carta de apoio à iniciativa.
Noite de Gala no Estádio Axa [3]
Em dia de vitória histórica, apenas os jornais A Bola, Jornal de Notícias (edição Norte) e Diário de Notícias não cederam à tentação do popularucho. Nos outros, não se viu mais do que a habitual primazia do que vende relativamente ao que merece destaque informativo.
Quem fica mal nesta fotografia é o Público. Colocar Quique Flores na capa após uma noite em que o herói foi Jorge Jesus é competir com o nível rasteiro do Correio da Manhã ou do Record. Demasiado mau para quem pretende ser referência.
Andam a Tramar Braga?
«A semana não foi a melhor para o veterano presidente da Câmara de Braga. Mesquita Machado foi confrontado com o adiamento do prazo de conclusão das obras do novo hospital e a 19.ª edição dos Encontros da Imagem, que deveriam ter início hoje, foram igualmente adiados. Estes encontros associam o nome de Braga à fotografia, têm já a sua história, mas não se realizam por falta de apoio estatal. Mesquita tem razões para se queixar da "insensibilidade" do Governo.» [Público]
Estas coisas não acontecem por acaso e, tal como já aqui tenho escrito, que Braga está politicamente abaixo de zero no contexto nacional. A morte dos Encontros da Imagem e o adiamento do novo Hospital são dois golpes muito rudes nas aspirações da cidade e da região.
O silêncio da autarquia perante as sucessivas discriminações do poder central, matizado por intervenções reivindicativas muito pontuais que passam quase despercebidas, está a sair caro às populações. É preciso lembrar que perante o silêncio dos nossos autarcas continuamos a pagar as portagens mais caras do país, a custear os nossos transportes e os dos outros, a ver os jogos internacionais dos nossos clubes tratados abaixo dos amigáveis dos outros, a ver o novo hospital eternamente adiado e a cultura sempre hipotecada.
Adiamento do Festival "Encontros da Imagem" :: Assine a Petição
19ª edição dos Encontros da Imagem de Braga adiada para 2009 :: Visão
Encontros da Imagem adiados por falta de apoio :: Diário do Minho
Encontros da Imagem adiados por falta de apoio do Ministério :: Público
Encontros da Imagem - Não Há! :: Bloco de Esquerda
Um Quilómetro e Meio
Como bem destaca o Tiago Laranjeiro, a Capital Europeia da Cultura 2012 não vale mais de 1,5 quilómetros de Metro em Lisboa.
Justiça Desportiva Selectiva
© Vitó
A justiça
RTP com Desporto para Todos
É contra a ditadura dos chamados três grandes na RTP que dois blogues de Braga e Guimarães (Avenida Central e Vimaranes) se uniram, lançando uma petição ao Ministro com a pasta da Comunicação Social e ao Presidente do Conselho de Administração da RTP. O propósito passa por criar uma onda de protesto que force a televisão do Estado a moderar o excesso de cobertura mediática daqueles três clubes, dando o destaque merecido às participações internacionais de todos outros.
Desiludidos com os equívocos e as omissões da televisão pública, os adeptos do futebol nacional signatários desta petição esperam que a RTP cumpra as insistências do senhor Provedor no sentido de «que a cobertura não seja quase em exclusivo para os considerados três grandes» e que torne públicos os critérios de transmissão de eventos desportivos e de selecção das notícias que integram os blocos informativos generalistas.
Os promotores da iniciativa desafiam todos os cidadãos a juntarem-se a este justo protesto. Pode assinar a petição clicando aqui.
Actualizações
1. Mais de 120 assinaturas em menos de 2 horas. O site VitoriaSempre e o blogue BragaBlog já se juntaram ao protesto.
2. Mais de 300 assinaturas em 16 horas. O site SuperBraga.com e os blogues Belenenses, Arcada Nova, BrunoSpot e Ruptura Vizela também já se juntaram ao protesto.
3. 500 assinaturas em 20 horas. Os blogues BragaSempre e Colina Sagrada já aderiram ao protesto.
Desiludidos com os equívocos e as omissões da televisão pública, os adeptos do futebol nacional signatários desta petição esperam que a RTP cumpra as insistências do senhor Provedor no sentido de «que a cobertura não seja quase em exclusivo para os considerados três grandes» e que torne públicos os critérios de transmissão de eventos desportivos e de selecção das notícias que integram os blocos informativos generalistas.
Os promotores da iniciativa desafiam todos os cidadãos a juntarem-se a este justo protesto. Pode assinar a petição clicando aqui.
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1. Mais de 120 assinaturas em menos de 2 horas. O site VitoriaSempre e o blogue BragaBlog já se juntaram ao protesto.
2. Mais de 300 assinaturas em 16 horas. O site SuperBraga.com e os blogues Belenenses, Arcada Nova, BrunoSpot e Ruptura Vizela também já se juntaram ao protesto.
3. 500 assinaturas em 20 horas. Os blogues BragaSempre e Colina Sagrada já aderiram ao protesto.
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SC Braga
O País dos Gabinetes de Veludo (II)
«Justifica-se, pois, que os contribuintes de todo o país paguem uma Cinemateca dedicada a satisfazer em exclusivo os refinados gozos cinéfilos dos lisboetas. Depois, como poderiam frágeis bobinas de celulóide atravessar desertos e monções para serem mostrados a bosquímanos boquiabertos? Daí que tenha que se dar razão a Bénard da Costa: se os portuenses querem uma Cinemateca, peçam ao dr. Rui Rio e ao La Feria que lhes arranjem uma.» [Manuel António Pina, JN]
O País dos Gabinetes de Veludo
Sejam quem forem os responsáveis por esta lista que encontrei no Público, fica-lhes mal o desconhecimento de que parte significativa dos cursos da Universidade do Minho funciona em Guimarães. É a crónica dos centralistas gabinetes de veludo que, num autismo recalcitrante, vivem alegremente noutro país bem arredado do nosso Portugal.
Portagens: Minhotos pagam mais 120 Euros/Ano que Lisboetas
Os minhotos que diariamente se deslocam pela A11 entre Braga e Guimarães para trabalhar pagam mais 12o euros/ano em portagens do que os residentes da área de Lisboa.
As contas são fáceis de fazer: Braga e Guimarães estão à distância de 13,8 quilómetros através da A11, uma autoestrada concessionada à AENOR. Este troço tem um preço de 1,35 €. Já na CREL, por exemplo, o troço de 14 quilómetros entre Pontinha e Zambujal custa 1,15 €.
Em cada viagem de idêntica distância, os habitantes das duas maiores cidades do Minho desembolsam mais 0,20 € por cada 14 quilómetros de viagem. Assim, se um minhoto trabalhar 300 dias por ano na cidade vizinha, terá que pagar às Concessionárias e ao Estado Português mais 120 euros do que um lisboeta em idêntica situação.
Leituras Complementares: Lisboa é Portugal: O Resto é Portagem! // Protestos saem da linha para as estradas //Aquém e além das portagens da A11 //Os transportes no Norte: Guimarães e Braga // De Braga ao Litoral mas com Portagem // Aumento brutal apenas 80 dias depois da inauguração // Acessibilidades ao concelho de Barcelos // 1 pais, 2 preçários // Portajar quem não merece // A7 tipo G7 e para Jet7
As contas são fáceis de fazer: Braga e Guimarães estão à distância de 13,8 quilómetros através da A11, uma autoestrada concessionada à AENOR. Este troço tem um preço de 1,35 €. Já na CREL, por exemplo, o troço de 14 quilómetros entre Pontinha e Zambujal custa 1,15 €.
Em cada viagem de idêntica distância, os habitantes das duas maiores cidades do Minho desembolsam mais 0,20 € por cada 14 quilómetros de viagem. Assim, se um minhoto trabalhar 300 dias por ano na cidade vizinha, terá que pagar às Concessionárias e ao Estado Português mais 120 euros do que um lisboeta em idêntica situação.
Leituras Complementares: Lisboa é Portugal: O Resto é Portagem! // Protestos saem da linha para as estradas //Aquém e além das portagens da A11 //Os transportes no Norte: Guimarães e Braga // De Braga ao Litoral mas com Portagem // Aumento brutal apenas 80 dias depois da inauguração // Acessibilidades ao concelho de Barcelos // 1 pais, 2 preçários // Portajar quem não merece // A7 tipo G7 e para Jet7
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Transportes no Minho
Centralismo Penalizador na RTP
A RTP, rendida ao real centralismo nacional, desinvestiu no centro de produção do Porto. As consequências estão à vista de todos: a RTP perdeu a liderança histórica dos noticiários da tarde.
Lisboa é Portugal...
A SIC acaba de abrir o Jornal da Tarde com um directo em que a jornalista faz notar que a Estação de Metro de Santa Apolónia está pintada em tons de azul... Relevante.
Do Provincianismo Lisboeta
Filipe Moura: «Pela minha experiência pessoal, um aluno em Lisboa que seja adepto da praxe não pode ser lisboeta. Nenhum aluno lisboeta se quer sujeitar a essas figuras; só os de fora de Lisboa. Daí o referido (e eloquente) “querer trazer” a praxe da província para Lisboa.»Luís Aguiar Conraria: «O problema é ele criticar a praxe por ser provinciana (algo que não contesto), mas, depois, apresentar como único argumento o facto de não conhecer nenhum lisboeta, a estudar em Lisboa, que seja praxista. Ainda se falasse dos lisboetas que foram estudar para fora de Lisboa… Ou seja, naquela cabeça luminosa, provinciano é quem não é de Lisboa. Cosmopolita é o lisboeta que de Lisboa e de casa dos pais não sai.»
A ideia que muitos lisboetas têm de Portugal é exactamente esta: Lisboa é Portugal e o resto é
Provinciano é estirpe que não falta no Minho, mas que também abunda na cidade da maior árvore de natal do mundo... Ser provinciano não é um determinismo geográfico ou natalício. É um estado de espírito.
Lembram-se?
Lembram-se do que sucedeu quando houve uma vaga de assaltos a bombas de gasolina na região de Lisboa? Lembram-se? Pois vejam o que sucede agora que se repetem crimes violentos com sucessivos homicídios na região do Porto e um pouco por todo o Norte.
É nestes momentos que se torna mais evidente que a imprensa, as estações televisivas, o Governo e os partidos discriminam o Norte.
É nestes momentos que se torna mais evidente que a imprensa, as estações televisivas, o Governo e os partidos discriminam o Norte.
Norte, Tamanho Único e Pronto a Vestir
Para alguns, a Regionalização deixou de ser encarada como um meio para o desenvolvimento integrado e sustetado do país passando a assumir-se como um fim em si mesma. Como tal, o primeiro ponto que importa esclarece é que a Regionalização é importantíssima para o desenvolvimento do país, mas não pode ser alcançada a qualquer custo.
Estrategicamente, o governo vai impondo uma Regionalização a Cinco, preparando o país para o Referendo. No turismo, por exemplo, o Minho continua a reclamar a sua identidade e a denunciar a força do lóbi do Porto, começando a surgir cada vez mais vozes favoráveis à cisão do Norte em duas partes: a Área Metropolitana do Porto, por um lado, e o restante Norte, por outro. As reacções a esta proposta têm sido duríssimas. No entanto, e porque o interesse das populações deve nortear a reorganização administrativa do país, a excessiva sacralização da 'Regionalização a Cinco' é outra das evitáveis inevitabilidades que não me cansarei de denunciar e a que não importo de renunciar.
Estrategicamente, o governo vai impondo uma Regionalização a Cinco, preparando o país para o Referendo. No turismo, por exemplo, o Minho continua a reclamar a sua identidade e a denunciar a força do lóbi do Porto, começando a surgir cada vez mais vozes favoráveis à cisão do Norte em duas partes: a Área Metropolitana do Porto, por um lado, e o restante Norte, por outro. As reacções a esta proposta têm sido duríssimas. No entanto, e porque o interesse das populações deve nortear a reorganização administrativa do país, a excessiva sacralização da 'Regionalização a Cinco' é outra das evitáveis inevitabilidades que não me cansarei de denunciar e a que não importo de renunciar.
Lisboa e Porto são Portugal... O Resto é Portagem!
1. Quem viaja entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos paga o preço mais alto por quilómetro do país. É o princípio do utilizador-pagador.
2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.
3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.
Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.
A Carris, Lisboa e os Subsídios :: Regionalização
Privilégios metropolitanos :: Causa Nossa
Estado "deve" aos TUB três milhões de euros/ano :: Diário do Minho
2. A viagem entre o Porto e a saída de Braga Sul (A3) custa 2,85€. Sair no cruzamento anterior (S. Tiago da Cruz) fica por 1,75€. O argumento é o de que quem sai em Braga tem que pagar a circular externa da cidade. No sentido inverso da A3, os utentes não pagam VCI's nem tão pouco os quilómetros de auto-estrada entre a praça da portagem e a entrada do concelho do Porto.
3. Os vianenses que queiram ir até ao Porto vão passar a pagar portagem na A28 com o argumento de que os contribuintes do resto do país não têm nada que financiar aquela estrada.
Nesta lógica, é absolutamente inaceitável que os contribuintes de todo o país continuem a financiar os transportes urbanos de Lisboa e do Porto. A situação é grave e merecia, mais do que palavras de ocasião, uma tomada de posição firme das forças vivas da região. Braga, Viana, Guimarães, Barcelos, Famalicão deviam unir-se na reivindicação de igualdade de tratamento por parte do governo central.
A Carris, Lisboa e os Subsídios :: Regionalização
Privilégios metropolitanos :: Causa Nossa
Estado "deve" aos TUB três milhões de euros/ano :: Diário do Minho
Proteja-se: Aqui Começa o Norte
A sensação de que Braga está muito mais perigosa não é de agora. E, como as últimas notícias têm demonstrado, o fenómeno não é exclusivo de Braga abrangendo toda a região. O Norte, mergulhado numa crise profunda e vítima do centralismo castrador de José Sócrates, está a ficar perigoso. Enquanto isso, continuamos sentados à espera que a tragédia bata à nossa porta.
O Culto do Ridículo
Pedro Sales, em tom irónico, critica o circo televisivo que os canais generalistas nos impõem nos seus noticiários de Verão, transmitindo directos dos treinos de três clubes portugueses. Tenho que discordar. Este não é um circo estival nem um exclusivo televisivo, infelizmente. Entra-nos por casa durante os 365 dias de cada ano e torna evidente a falta de critério editorial da maioria dos meios de comunicação social nacionais. Sobretudo quando se discute o aniversário da filha de um jogador qualquer enquanto se ignoram as vitórias internacionais de clubes como o ABC de Braga ou de inúmeros atletas amadores que, sem quaisquer apoios, conseguem projectar desportivamente o nome de Portugal.Haja critério.
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