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Apostar na Indústria Cultural

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cultura no centro cultural vila flor, guimarães
© Cláudio Rodrigues, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

2012 será um ano decisivo para a projecção do Minho em termos internacionais. O projecto de Guimarães Capital Europeia da Cultura é uma oportunidade única para a região que deve ser meticulosamente preparada na perspectiva de sugar até ao tutano todo o capital mediático que a cidade e a região conseguirão captar naquele período.

Guimarães: Uma Cidade Que Renasce | 2

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Escultura Africana - José de Guimaraes
© José Guimarães no ArtExplorer

Guimarães assiste hoje à apresentação oficial do projecto da Capital Europeia da Cultura. A cerimónia será presidida pela Primeiro Ministro, José Sócrates, que se desloca à cidade-berço para anunciar as apostas mais emblemáticas do projecto Guimarães 2012. A cerimónia pública de apresentação será seguida por um espectáculo multimédia no Largo da Oliveira, pelas 22h30m. Mais do que preparar 2012, os promotores da iniciativa pretendem pensar 2020, anunciando a intenção de potenciar e sustentar o investimento feito nos últimos anos na Cultura, Conhecimento e Tecnologia como ponto de viragem que irá transformar Guimarães numa cidade criativa de relevância europeia e liderar pelo exemplo, à escala internacional, o novo modelo de Cidades Criativas e do Conhecimento.

Surgiu também a notícia de que o Centro de Arte Contemporânea de Guimarães irá acolher uma exposição permanente da obra de José Guimarães, o que significa uma relevante mais valia para o espólio cultural da nossa cidade.

Amanhã, será dia de conhecer a proposta da autarquia para a Intervenção no Largo do Toural, Alameda de S. Dâmaso e Rua de Santo António, um estudo realizado pelo Centro de Estudos da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho e coordenado pela Arqª Maria Manuel Oliveira.

Guimarães: Uma Cidade Que Renasce

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Fountain 2 por SSShupe.
© SShupe

São muitas as intervenções que se anunciam no âmbito da requalificação urbana de Guimarães a caminho da Capital Europeia da Cultura 2012 (CEC 2012). A renovação do Toural e da Alameda será marcada pelo regresso do chafariz do Carmo ao local onde já esteve colocado durante vários anos e também pelo abandono do projecto do túnel e do parque subterrâneo na sequência do debate público que se gerou em torno da proposta inicial. No âmbito da CEC 2012, foram ainda adiantados os locais escolhidos para acolher a Residência de Artistas e a Casa da Memória.

A CEC 2012 e a Arquitectura | 2

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Há uns dias, e a propósito do post abaixo intitulado A CEC 2012 e a Arquitectura, perguntaram-me: “Achas que se devia apostar na reabilitação ou na construção de um edifico marcante?“

Bem, a questão não é assim tão complicada de responder, basta olhar para a História do Urbanismo e da Arquitectura. A aposta na reabilitação é o futuro enquanto sustentabilidade do território assim como um meio de melhorar os espaços existentes na cidades. Mas a história da arquitectura não vive só do passado, faz-se agora para que também seja a imagem da contemporaneidade no futuro. E neste aspecto, acredito que um estudo rigoroso das necessidades e possibilidades, ajudasse a este debate.

Por outro lado, não concordo com o Samuel Silva, quando ele diz que «o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos».
A Arquitectura não é e não vive de obras com mais de 1000 m2. Não é a grandeza, nem o espectáculo. Poderá tornar-se grande, depois de ser boa. Por exemplo, a maior e mais apelativa pizza do mundo, poderá não ser a melhor.
Neste sentido, a obra mais marcante em Guimarães (por acaso um misto de reabilitação e raiz) até agora executada, a meu ver, é o CCVF. É quase, quase, quase, genial. E depois há umas quantas obras pequenas e médias, que enchem e enriquecem a cidade, sem necessitarem do néon “mamã, estou aqui!”

A CEC 2012 e a Arquitectura

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Vitra Design Museum Museu Alemanha
© nicoatridge, vitra design museum

Samuel Silva, no renovado Colina Sagrada, recupera um tema que aqui havia sido lançado dias antes por Luís Tarroso Gomes e questiona «o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos». A pergunta assume pertinência renovada num momento em que a cidade vimaranense prepara a Capital Europeia da Cultura 2012 (CEC 2012).

Os projectos anunciados até ao momento enquadram-se na reabilitação urbana e na conversão funcional de espaços agora degradados por força do desuso e do tempo e, em boa verdade, deve salientar-se que é na exemplar reabilitação urbana do seu centro histórico monumental que Guimarães ganha singularidade no contexto nacional e distinção no panorama internacional. Ainda assim, penso que a Capital Europeia da Cultura deveria constituir-se como oportunidade para construir um tesouro arquitectónico para ser preservado pelas gerações que se nos seguirem.

Ainda que o orçamento previsto para a iniciativa pareça curto para altos voos neste capítulo, talvez seja tempo de procurar no mecenato aquilo que o Estado parece não ter condições para garantir.

Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012

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Castelo de Guimarães

A ler: dois mil e doze - como nos venden la moto, por Eduardo Brito; Algumas notas sobre a CEC, por Samuel Silva; Capital Europeia integra municípios do Distrito e da Galiza, por RTP.

A ver: Reacções ao anúncio de «Guimarães, CEC», por Guimarães TV.

Somos Todos Guimarães

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Guimarães
© jsome1

Guimarães foi oficialmente designada como cidade Capital Europeia da Cultura 2012. A notícia enche de orgulho todos os portugueses e, em particular, os minhotos que vêm assim consagrada a aposta cultural de uma cidade ímpar no contexto nacional.

A escolha de Guimarães como Capital Europeia da Cultura é o reconhecimento de um projecto que se iniciou há duas décadas e que se centrou na reabilitação urbana do centro histórico (com pessoas) bem como na dinamização de uma agenda cultural capaz de congregar as tradições mais genuínas com as expressões contemporâneas de nível nacional e mundial. Neste capítulo, a conjugação da oferta de Guimarães, Braga e Famalicão faz do Minho um destacado terceiro pólo cultural nacional.

Sobre o projecto, o Ministro da Cultura adianta que se trata «de um programa muito ousado, com um eixo social, um eixo urbano e um eixo económico, que deverá permitir a Guimarães prosseguir o trabalho de recuperação e reabilitação urbana, sobretudo no centro da cidade, levar as pessoas a ocupar de novo esse centro, e tornar a cidade base de uma indústria muito tocada pelas indústrias criativas». É, sem dúvida, uma oportunidade de ouro para que Guimarães se assuma no contexto europeu como cidade verdadeiramente cosmopolita.

Guimarães por um Canudo: Do Bom Senso

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© espelhito

Ao longo dos últimos tempos, acompanhei com muito interesse a discussão pública sobre o futuro da Praça do Toural, em Guimarães. De todo o processo, a disponibilidade do município para ouvir as opiniões dos munícipes ressalta como um dado extremamente positivo e exemplar.

Por outro lado, o facto de Guimarães viver a dezasseis quilómetros de uma cidade penosamente castigada pelas opções tomadas relativamente à gestão do trânsito e do estacionamento no centro foi verdadeiramente decisivo para o abandono do projecto inicial que incluía a construção de um parque de estacionamento subterrâneo e de um túnel rodoviário. Nos debates a que assisti, as populações foram extremamente críticas da opções que o município pretendia adoptar e, volvidos alguns meses de discussão pública, foi anunciada a alteração do projecto.

Prevaleceu o bom senso. Felizmente.

Guimarães: A Cultura em Debate

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Divulgação: Debate sobre a cultura em Guimarães
© Cláudio Rodrigues

Se há coisa que aprecio em Guimarães é a constância do debate. Das opções desportivas ao futuro das praças e avenidas ou da gestão cultural quotidiana aos desafios dos grandes projectos, tudo é motivo de participado debate. Desta feita, os blogues do berço propõem uma reflexão sobre Guimarães e os Desafios da Capital Europeia da Cultura que o tempo é de preparação para o grande evento do Minho.

Um Quilómetro e Meio

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Como bem destaca o Tiago Laranjeiro, a Capital Europeia da Cultura 2012 não vale mais de 1,5 quilómetros de Metro em Lisboa.

Gostei de Ler

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Daniel Oliveira observa (e bem) que Pacheco Pereira, «o paladino do jornalismo sem agenda e sem causas, só não costuma gostar da agenda e das causas do jornalismo». Enquanto isso, José Pedro Ribeiro gosta da Braga ao sábado de manhã que o Bruno Gonçalves descobriu. Já António Amaro das Neves questiona o desprezo que os órgãos de informação têm dado à Guimarães Capital Europeia da Cultura, enquanto que no Café Toural se sente algum desconforto pela associação da máfia ao Vitória de Guimarães que está a ser promovida pelo marketing do próprio clube.

Boas leituras.

A Lógica Regional

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Guimarães
© Jsome1

É hoje que Guimarães apresenta em Bruxelas a candidatura formal ao estatuto de Capital Europeia da Cultura em 2012. Sensato, o programa promete ser feito à medida das necessidades culturais da região, apostando nas potencialidades dos vizinhos para maximizar os proveitos e minimizar os custos da organização.

Ouvi há pouco António Magalhães explicar à Antena 1 as linhas mestras da candidatura. Enaltecendo as potencialidades da região, o Presidente da Câmara de Guimarães prometeu emprestar uma visão regional à empreitada, trabalhando em conjunto com as cidades vizinhas.

A aposta é feliz. O que se espera (e se deseja) é que a boa vontade do edil vimaranense seja o primeiro passo para a criação de uma Agenda Cultural conjunta que agrupe, pelo menos, os concelhos do Quadrilátero Urbano do Minho. Programar para 600.000 habitantes traduzir-se-ia, inexoravelmente, num aumento significativo da diversidade e da qualidade dos programas. Vamos a isso?

Guimarães aposta na reabilitação da identidade da cidade :: TSF
Tecnologia do couro é a mão que embala o berço :: Diário de Notícias
Guimarães é hoje proposta para capital da Cultura em 2012 :: Público
Presidente da Câmara de Guimarães apresenta hoje em Bruxelas propostas concretas :: RTP
Câmara de Guimarães "confiante" no sucesso do projecto português :: RTP

Bons Vizinhos

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Oliveira's plaza
© Jsome1

Ao longo dos tempos, Braga e Guimarães desgastaram-se em lutas ébrias e sem sentido. Políticas autárquicas de costas voltadas, encontros desportivos pontuados pela violência e cartazes culturais em completo desconcerto são os sintomas mais recentes de uma doença que se arrasta há muitos séculos.

Gosto de Guimarães. As suas políticas autárquicas têm contribuído decisivamente para elevar a fasquia em termos de exigência dos cidadãos minhotos. A requalificação urbana do centro histórico e a aposta na cultura têm dado frutos muito saborosos para todo o Minho que culminaram com a elevação do centro monumental a Património da Humanidade e a escolha da cidade para Capital Europeia da Cultura em 2012. Ao Centro Cultural Vila Flor vai juntar-se a Casa de Artes e Espectáculos São Mamede. Uma verdadeira revolução urbanística com 5 projectos de vulto promete modernizar a cidade. Os transportes mais ecológicos são efectivamente uma prioridade.

Quando se ultrapassarem os complexos mútuos, o eixo Braga-Guimarães poderá tornar-se num pólo ainda mais desenvolvido e competitivo. Para crescer em conjunto é necessário potenciar sinergias, desenvolver projectos comuns, defender políticas consistentes de desenvolvimento integrado e, sobretudo, guardar os bairrismos na gaveta.

História(s) do Minho na Internet

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Braga Descrita é o nome de um site lançado recentemente na rede e que reúne a «transcrição de pequenos extractos de textos antigos e pitorescos sobre a região do Minho e particularmente sobre a cidade de Braga». São textos dos séculos XVIII e XIX, recolhidos no Google Book Search. Merece uma longa e pausada visita.

De Guimarães para o Mundo faz-se, diariamente, o Pedra Formosa. O blog é pertença da Sociedade Martins Sarmento e, entre outras coisas, vai elencando as efemérides das terras de Guimarães, contando histórias que, não raras vezes, se constituem como mosaicos importantes da História do Minho e também de Portugal. A Sociedade Martins Sarmento tem desenvolvido um trabalho exemplar e é uma excelente incubadora de ideias, iniciativas e projectos para o enorme desafio de 2012. Acompanhando com atenção o trabalho de António Amaro das Neves, Presidente da Sociedade, depressa se percebe que seria uma excelente aposta para liderar a Capital Europeia da Cultura. Ou será que, como de costume e ao bom estilo provinciano português, vamos ter que levar com um lisboeta convicto e minhoto de conveniência?

Capital Europeia da Cultura

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Religious Architecture
© stukinha

Guimarães será Capital Europeia da Cultura. É um facto que deve orgulhar todos os minhotos. Mas o regozijo não pode impedir a crítica a uma escolha que, não sendo consensual, nunca foi justificada pelo Governo.

O Governo escolheu Guimarães como Capital Europeia da Cultura sem explicitar quais os critérios que presidiram a tal decisão. Mesmo sabendo que não seria difícil inventar critérios que assentassem na perfeição ao burgo vimaranense, o Governo isentou-se de o fazer no uso do poder despótico e, mesmo, abusivo que o vem caracterizando. A discussão pública foi simplesmente inexistente. A decisão foi anunciada como se fosse algo óbvio ou consensual. Mas não o era. A surpresa gerada pelo anúncio foi tamanha que a própria Comissão Europeia levantou muitas dúvidas à forma como o Governo geriu todo o processo. É que, não havendo discussão nem critérios, fica a ideia de que a escolha foi um negócio entre 2 das maiores câmaras socialistas do país: a Guimarães deu-se um título efémero como pagamento por um Instituto Ibérico de Investigação e uma Estação de TGV a título definitivo para Braga.

Num simples exercício de comparação, depressa percebemos que Guimarães apenas bate Braga em termos de dinamismo cultural. E isto sucede porque Braga tem tido um executivo socialista que despreza a cultura e o ambiente como se fossem áreas negligenciáveis da governação autárquica. Porque no resto, Braga ganha em tudo: tem mais e melhores museus, tem mais monumentalidade arquitectónica, tem salas de espectáculos de grande qualidade, tem um Estádio que é um museu, tem gente e tem espírito cosmopolita.

Se me perguntarem se prefiro o Instituto de Investigação, é óbvio que respondo que prefiro. Mas isso não isenta o Governo de haver feito uma escolha criteriosa.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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