A CEC 2012 e a Arquitectura

| Partilhar
Vitra Design Museum Museu Alemanha
© nicoatridge, vitra design museum

Samuel Silva, no renovado Colina Sagrada, recupera um tema que aqui havia sido lançado dias antes por Luís Tarroso Gomes e questiona «o que será de Guimarães daqui a 100 anos quando olhar para trás e perceber que o mais interessante que construiu em século e meio foi o pavilhão verde do Multiusos». A pergunta assume pertinência renovada num momento em que a cidade vimaranense prepara a Capital Europeia da Cultura 2012 (CEC 2012).

Os projectos anunciados até ao momento enquadram-se na reabilitação urbana e na conversão funcional de espaços agora degradados por força do desuso e do tempo e, em boa verdade, deve salientar-se que é na exemplar reabilitação urbana do seu centro histórico monumental que Guimarães ganha singularidade no contexto nacional e distinção no panorama internacional. Ainda assim, penso que a Capital Europeia da Cultura deveria constituir-se como oportunidade para construir um tesouro arquitectónico para ser preservado pelas gerações que se nos seguirem.

Ainda que o orçamento previsto para a iniciativa pareça curto para altos voos neste capítulo, talvez seja tempo de procurar no mecenato aquilo que o Estado parece não ter condições para garantir.

5 comentários:

  1. A Capital Europeia da Cultura de 2012 ,daqui a 100 anos, continuará a ser uma aldeia com muitas casas.

    ResponderEliminar
  2. Caro Egas,

    Com o rumo que as coisas levam, ao adicionar 100 anos verá que o URBANISMO e a URBANIDADE nos afastará ainda mais.
    E 2012 é um mero apeadeiro no tempo para o qual também está convidado...
    Participe e tente ser feliz !

    ResponderEliminar
  3. Caro Egas Moniz, que assim continue.
    Qualidade de vida.

    ResponderEliminar
  4. Esse tal de Egas Moniz, ainda não percebeu que cimento armado e betão, são como a água-benta -cada um toma a que quer- portanto fique por aí, a respirar túneis e os três "ps", que nós por cá vamos andando...

    ResponderEliminar
  5. António Peixoto Alves24 de junho de 2009 às 12:58

    No tempo de Egas Moniz, já havia dor de coto?
    Provávelmente já, não havia era remédio para essa maleita.
    Nesta altura temos remédios caseiros, que podem (ainda) ajudar.
    Cidadania tranquila e em paz.
    Se conseguir passaporte, apareça por cá...

    ResponderEliminar

Antes de comentar leia sobre a nossa Política de Comentários.

"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

Pesquisar no Avenida Central




Subscreva os Nossos Conteúdos
por Correio Electrónico


Contadores