Avenida Central

Apostar no Conhecimento e na Inovação

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Braga / Portugal
© nobilis007, Campus de Gualtar

O estímulo à inovação tecnológica, a aposta em nichos de excelência na investigação científica e o reforço da articulação entre as instituições de Ensino Superior e as empresas da região são vectores fundamentais para o desenvolvimento integrado do Minho.

Da Empregabilidade

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«A grande maioria (69%) dos diplomados em 2006-2007 pela Universidade do Porto (UP) exercia uma actividade profissional entre os 14 e 20 meses após a conclusão do curso. A faculdade com maior empregabilidade é a de Medicina Dentária, com uma percentagem de 96% dos seus diplomados a trabalhar, seguindo-se Desporto (87%) e Medicina (83%). Ainda na casa dos 80 % estão as faculdades de Economia e Engenharia, com as de Farmácia, de Nutricionismo e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (a segunda faculdade de Medicina da UP) na casa dos 70%. Letras, Psicologia e Ciências da Educação estão nos 60%, enquanto Arquitectura tem 57%. Seguem-se as faculdades de Belas Artes e de Ciências, ambas com quase 48% dos licenciados a exercer. Já Direito surge em último lugar, com 9,6% dos licenciados a exercer a sua profissão.» [DN]

Minho de Excelência

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«As universidade de Aveiro, do Minho, Técnica de Lisboa e o Instituto Politécnico de Tomar estão entre as 65 instituições de ensino superior de 16 países europeus que demonstraram "excelência" na aplicação do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS) e do Suplemento ao Diploma (DS).» [Sol]

Darwin's Impact

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CHARLES DARWIN por BELLA TIERRA.
© Bela Tierra

O Congresso Internacional Darwin's Impact on Science, Society and Culture - a 21st Century Reassessment é organizado pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica entre os próximos dias 10 e 12 de Setembro. A iniciativa pretende assinalar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da publicação da obra A Origem das Espécies. O congresso está a aberto à apresentação de comunicações livres. Mais informações no site oficial do evento.

Da Crise Académica

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«A greve dos estudantes, dos professores e dos investigadores franceses contra a lei da autonomia de gestão das Universidades francesas dura há 11 semanas, não há qualquer sinal que aponte para o fim do conflito e, a pouco tempo do fim do ano escolar, ninguém sabe o que vai acontecer.» [Expresso]

O título da notícia é de que os «universitários franceses podem passar sem exames». Enganador quanto à realidade que confessa no texto e que demonstra um enorme desinteresse dos media portugueses pelo assunto. Tal não se verifica apenas em relação à realidade universitária francesa. Também no Canadá houve, recentemente, uma greve que durou três meses e só terminou por "decreto" do governo.

Curiosamente, «autonomia de gestão das Universidades» é um forte ponto de discussão em Portugal. Do mesmo modo, partilhamos as mesmas preocupações que existem no Canadá: «job security for professors on short contracts, length of contracts and more funding for grad students».

Em parte contra mim falo quando pergunto: porque razão existe esta relativa apatia por parte estudantes, professores e investigadores? É certo que se vão discutindo as coisas. Alguns professores questionam-me por vezes, enquanto estudante, porque razão é que não reclamamos mais, de todo, ou a tempo e horas. Que me lembre, as últimas grandes manifestações de estudantes passaram-se no tempo em que a Ferreira Leite era ministra da Educação.

Noticiava-se hoje o 40º aniversário da Crise Académica de 1969 [vídeo RTP], quiçá o momento mais alto da contestação estudantil em Portugal, com as repercussões que veio a ter no regime. Os tempos são diferentes, mas a Universidade, praticamente a todos os níveis, volta a estar em crise. Basta percorrer alguns blogues de professores universitários como o Universidade Alternativa, o Que Universidade? ou o Polikê?, para se perceber do que falo.

Se do lado dos estudantes o interesse e a discussão tem sido menor. Basta recordar, por exemplo, que - e é um mal geral - passamos por um aumento enorme de propinas, por Bolonha e pela forma como o processo foi executado sem se ter feito grande alarido. Mas se as coisas chegam ao ridículo de as listas dos estudantes para o Senado Académico da UM (já agora, ganho, da parte dos estudantes, por membros da actual AAUM) serem todas irregulares; então, não será preciso dizer muito mais.

Tipicamente seriam os estudantes a dar esse passo de manifestações, mas será que a discussão interna dos e entre professores e investigadores é uma "manifestação" suficiente face à crise que a Universidade vive? As greves feitas na França e no Canadá não foram brincadeira. Duraram três meses e revelam uma enorme determinação. Qual será o ponto de ruptura em Portugal?

A Independência das Universidades

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Enquanto João Miranda questiona o uso da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para o Congresso do Fórum Esquerdas, o silêncio impera relativamente à intenção de construir um centro pastoral dentro do campus da Universidade do Minho. É a hora de se reflectir profundamente sobre a independência das Universidades.

Penúria no Ensino Superior Público

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A Universidade do Minho anunciou que vai encerrar algumas instalações para poder pagar os subsídios de Natal aos seus funcionários. Isto sucede porque as verbas do Ensino Superior têm sido distribuídas sem qualquer transparência da parte da tutela, aumentando as transferências para universidades com graves problemas de gestão e atirando para a penúria as universidades que não tinham problemas financeiros, numa política de castigo às instituições cumpridoras e de recompensa para com os incumpridores.

Discordo por completo da visão do Jorge Sousa. Antes da sangria financeira começar, a situação económica da Universidade do Minho era exemplar. As reduções drasticamente impostas por Mariano Gago são responsáveis pela situação dramática em que se encontra não só a Universidade do Minho mas todo o ensino superior público. Nada que admire, num país em a educação e a ciência estão longe de ser prioridade...

Praxe: Humilhação ou Integração

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Praxe: Humilhação ou Integração?
[Terça, 4 de Novembro, 21h30m. Puzzle Bar, Braga]
Bate-Papo Universitário organizado pelo Centro Académico de Braga (CAB) para reflectir e debater a praxe no momento actual. Mais informações aqui.

A Praxe [4]

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«Quando a fonte se contradiz desprestigia a instituição que representa - a não ser que o seu prestígio já seja de si reduzido. Proponho, então, que Rui Jorge comece por se processar judicialmente por ter difamado, às 15h39, o que proferiu às 15h35 (o espaço temporal é exemplificativo).» [Rui Passos Rocha sobre isto e isto]

A universidade não é isto. A universidade não pode ser isto.

Re: Trocar Propinas Por Bolsas

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Vital Moreira defende a «elevação das propinas no ensino superior desde há vinte anos [...] para dispor de mais recursos financeiros para aumentar as bolsas de estudo e os empréstimos bonificados, em número e valor.» O problema são os lordes perante a vida e pobres perante o Estado que continuam a receber indevidamente as bolsas de estudo suportadas pelas proprinas e impostos dos outros.

Acesso ao Ensino Superior

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Medicina: 1º FMUP; 2º ICBAS; 3º Universidade do Minho, 4º FMUC.

O Engodo

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Maria de Lurdes Rodrigues
© Miguel A. Lopes

Há duas formas elementares para aumentar o sucesso escolar - diminuir os níveis de exigência ou aumentar a qualidade da formação.

Quando se opta pela primeira solução, contribuiu-se para a degradação do ensino numa espiral de sucessivo facilitismo. O sucesso escolar converte-se num fim em si mesmo e, ao contrário do que possa pensar-se, o incremento artificial desse sucesso não é um promotor de igualdade e integração nem um motor para a economia do país. Pelo contrário, constitui-se como um terrível empecilho ao desenvolvimento social, acarretando o ónus de gerar falsas ilusões nos jovens estudantes e nas suas famílias.

Façamos o exercício meramente teórico de imaginar o que sucederia se uma escola médica decidisse aumentar o sucesso escolar dos seus alunos pela mesma via que foi seguida pelo Ministério da Educação. Primeiro facilitavam-se os testes de Farmacologia e deixava-se de se exigir que os alunos conheçam os grupos farmacológicos. Depois tentava-se resolver o problema da Anatomia e as avaliações passavam a perguntar coisas tão básicas como quantos estômagos temos?. Finalmente, dispensavam-se aos alunos de saber manter uma conversa coerente com os seus pacientes. No fim de tudo, teríamos uma escola médica absolutamente exemplar do ponto de vista do sucesso académico, mas teríamos hipotecado o compromisso social de formar médicos competentes.

Por via da mentira repetida à exaustão num registo de indignada vitimização, Maria de Lurdes Rodrigues e respectiva horda de seguidores convenceram a esmagadora maioria dos portugueses de que os esforços empreendidos pelo seu Ministério conduziram a uma efectiva melhoria dos conhecimentos e das competências dos alunos na disciplina de Matemática. Isto sucede porque a mediania do país, reflexo da mediania da Escola das passagens políticas e administrativas, não lhe permite perceber o tamanho da ficção dos resultados apresentados. No entanto, a honestidade e o bom senso políticos recomendam que as preocupações relativamente aos maus desempenhos dos alunos nas disciplinas nucleares - Matemática e Português - se mantenham inalteradas apesar do milagre estatístico operado nos corredores do Ministério da Educação.

A situação a que chegámos é altamente confrangedora. Nos dias que correm, um aluno chega ao ensino superior sem conhecer as noções matemáticas mais simples, sem nunca ter abordado temas tão básicos como ligações covalentes, sem imaginar quem se senta na Assembleia da República e, pior que tudo, sem ter a mínima noção do tamanho do desconhecimento.

E não há xoque tecnológico que nos valha...

Devíamos Pensar Nisto...

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«Only two European universities (Cambridge and Oxford) are in Shanghai Jiao Tong University's global top 20. Europeans spend an average of $10,191 per student, measured at purchasing-power parity, next to $22,476 in America. They devote only 1.3% of GDP to higher education, compared with 2.9% in America, and—unlike in America—almost all of it is public money. Only 24% of working-age Europeans have a degree, compared with 39% of Americans. And Europe bags an ever-declining share of Nobel prizes.» [Economist]

Erradicar as Praxes Violentas

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Mariano Gago avisa que não pactuará com as omissões das instituições de ensino superior na perpetuação das praxes violentas. A mensagem política está lançada e, como tal, a atitude do Ministro não pode deixar de ser enaltecida já que se afigura vital para a erradicação dos fenómenos violentos que ainda persistem no Ensino Superior. Estranho que se estranhe que um Ministro se comprometa a fazer cumprir a lei, mas adiante.

Pode ser que qualquer dia, a sociedade civil desperte para a promiscuidade entre hierarquias da praxe e dirigentes associativos que muito tem contribuído para a perpetuação de alguns clãs nas direcções das associações académicas.

ComUM: A Justiça dos Jornais

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No dia 18 de Maio, o jornalista Joaquim Martins Fernandes escreveu no Diário do Minho que não se percebe «muito bem o teor das declarações oficiais da Associação Académica, quando veio a público remeter para a justiça o apuramento da verdade dos factos. Essa atitude, embora formalmente correcta, peca por omissão e remete para o lavar de mãos num processo em que a instituição não pode sacudir toda a água do capote.» Estas palavras surpreendem. Confesso que, mesmo depois de muito imaginar, não compreendo o que seria avisado, ainda que formalmente incorrecto, a Associação Académica fazer para além de aguardar com serenidade o competente apuramento dos factos pelas autoridades.

Talvez haja por aí muita gente que gostasse de ver a Associação Académica sujar as mãos, entregando o suposto violador à justiça popular. No entanto, outra coisa não seria de esperar da Associação Académica e da própria Reitoria para além da confiança no trabalho que está a ser desenvolvido pelas autoridades judiciais. Neste momento, ir mais longe, como alguns têm sugerido, seria cair num engodo. O bom senso recomenda que se presuma a inocência dos visados até que os alegados factos sejam cabalmente demonstrados em sede própria. Se assim não for, embarcaremos num caminho de perigosos equívocos e insanáveis injustiças. Eu não vou por aí.

[texto completo aqui e aqui]

«Caloira de Braga violada na Festa da Queima»

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Esta é a manchete que o Jornal de Notícias chama à primeira página da edição de hoje. A alegada violação de uma aluna do primeiro ano de Engenharia Biomédica por um «cardeal*» do mesmo curso fará correr imensa tinta ao longo dos próximos tempos. Apenas dois comentários:

1. A questão será preenchida por imenso ruído de fundo, pejado de insinuações desnecessárias, de generalizações abusivas e de investidas machistas.

2. A verificar-se a existência de uma violação, convém não esquecer que existia uma relação de poder entre violador e violada, o que constitui necessariamente um factor que agrava a gravidade do acto.

* (nome que se dá no Minho aos estudantes com mais inscrições no ensino superior do que os anos do curso)

Enterro da Gata no Estádio Municipal de Braga

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Jorge Palma, James, David Fonseca, Mind Da Gap, Quim Barreiros e Xutos e Pontapés são os cabeças de cartaz da edição 2008 das Monumentais Festas do Enterro da Gata que este ano se transferem para a Alameda do Estádio Municipal de Braga. Para além das marcas corrosivas que as secreções gástricas deixarão no asfalto da Alameda, a mudança, anunciada há vários anos, trará, entre muitas virtudes, alguns problemas que, a serem equacionados previamente, poderão ser minimizados.

As potencialidades do novo espaço são enormes. A Alameda do Estádio oferece limpeza (sem o pó e a lama do costume), permitindo a montagem de barracas com melhores condições de higiene e salubridade e tornando o espaço mais apelativo para públicos pouco habituados a estas andanças. Por outro lado, a nova localização torna-se mais apelativa para as populações a Norte de Braga, em especial de Vila Verde, Amares e Ponte da Barca que, como se sabe, estão entre os concelhos com relações culturais e económicas mais intensas com a cidade de Braga.

O problema mais evidente do novo recinto é a distância relativamente ao centro da cidade e, em particular, à Universidade do Minho, zona em que se concentram a maioria dos estudantes. Esta nova realidade terá que levar à implementação de um sistema de transporte rápido e eficiente que tenha a virtude de não desencorajar os estudantes a participarem nas festas. Em sentido contrário, o estacionamento não deverá ser um grande problema já que a zona está habituada a receber multidões e os problemas só começam a ser significativos a partir dos 20.000 adeptos no estádio.

Pior do que a distância, a segurança, ou a falta dela, deverá ser a maior dor de cabeça para a organização do evento. Conhecidos que são os problemas existentes no interior e em redor do anterior recinto, o novo local parece maximizar os riscos. Os planos de segurança devem ser meticulosamente preparados e articulados entre todos os intervenientes para que a maior festa estudantil do Minho não se converta num pesadelo para muitos dos participantes.

Num ano marcado por novos desafios, o meu desejo é que a organização tenha os maiores sucessos para que a diversão de todos seja máxima. Um bom Enterro para todos!

PS 1 - Parece estar resolvida da melhor forma, a questão da articulação entre o jogo do Sporting de Braga e as Festas do Enterro da Gata.
PS 2 - Felizmente não são assim tantos aqueles para quem o Enterro não passa de «uma semana de bebedeira».

Gostava de ter escrito...

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«A 16 de Abril, a praxe já deveria ter surtido o efeito pretendido, que é a integração dos caloiros, e já deveria ter acabado. Se esse objectivo não foi alcançado, tantos meses depois, diz o bom senso que seria altura de mudar de estratégia e de acabar com as cenas intermináveis de universitários a “comer relva”. Ou não?!» [Luísa Teresa Ribeiro]

UniverCidade

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Ricardo Rio acusa a Câmara de Braga de desperdiçar o contributo das universidades aqui instaladas. O assunto não é novo, mas o líder da coligação Juntos por Braga é contundente afirmando que «a maioria socialista liderada por Mesquita Machado é uma cúpula fechada que não está a servir os interesses dos bracarenses». A declaração surgiu na II Edição da UniverCidade, uma iniciativa que pretende trazer os académicos das Universidades de Braga (do Minho e Católica) para a discussão dos assuntos da cidade.

Fé Amordaçada?

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Vasco Pulido Valente escreveu no Público (18.Jan.2008) que «um grupo de professores não permitiu que o Papa Ratzinger - um académico, um filósofo e um teólogo - fosse à Universidade de Roma, “La Sapienza”». Não me importam os motivos que levaram Vasco Pulido Valente a escrever tal coisa, mas a defesa do rigor e da verdade não se compadece com tamanha reinterpretação dos factos.

Na realidade, o Papa não foi impedido de discursar na Universidade de Roma. Depois do anúncio da sua visita, Marcelo Cini, professor daquela universidade, escreveu uma carta a contestar a presença do Papa. Este manifesto viria a ser subscrito por mais de 600 professores e obteve o apoio de vários alunos. Conhecida a contestação, o Papa decidiu anular a visita.

Confesso que não me revejo nem nos fundamentos nem na forma daquele manifesto. Mas, independetemente de concordar ou não com as razões do descontentamento, a verdade é que o direito à opinião é uma pedra basilar do sistema democrático. Aliás, tem sido ao abrigo desse direito que a Igreja Católica e os seus agentes têm repetido barbaridades científicas.

Se em Espanha a Igreja Católica se arroga no direito (legítimo!) de convocar uma manifestação política para condicionar o resultado das eleições legislativas, não se percebe o tamanho da surpresa quando, uns quilómetros a leste, alguns professores manifestam a sua incomodidade com a presença do líder de uma religião repetidamente avessa ao avanço do conhecimento científico. Parece óbvio que a anulação da visita, da exclusiva responsabilidade do Vaticano, não foi inocente.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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