A Praxe [3]

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«A informação foi manipulada, naquela fantástica reportagem da SIC”, revela Rui Jorge, para quem o trabalho em causa “foi encomendado pelo Governo”. [...] O ComUM não usufrui desse privilégio, por ser “uma espécie de ’24 Horas’ da universidade: é polémico» [ComUM]

A tese de uma urdidura contra praxe na Universidade do Minho, engenhosamente montada pelo Governo e apoiada por alguma imprensa universitária, regional e, vejam lá, nacional é uma mostra exemplar da tal sensibilidade e maturidade indispensáveis para o sacerdócio da chefia praxística. O devaneio nem merece comentário, apenas registo no anedotário local.

O que merece ser comentado, porque verdadeiramente injusta e infeliz, é a forma como o chefe da praxe se refere ao ComUM. Sendo um projecto de estudantes de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho e uma excelente montra do valor dos nossos alunos, parece-me revelador de grande imaturidade e falta de senso que, a partir da própria universidade, lhe façam chacota pública.

Adenda - sugiro a leitura do texto «Cair de Maduro», de Luísa Teresa Ribeiro e também dos textos de Ricardo Vasconcelos e Felisbela Lopes no Correio do Minho (também disponíveis aqui).

16 comentários:

  1. O Governo encomendou uma reportagem acerca da praxe? Acho que o Papa da Universidade do Minho sobrestima a importância daquela patetice.

    E, que raio, uma reportagem encomendada à SIC? Não faria mais sentido à RTP? Sinceramente, este tipo tem decididamente pouca propensão ao uso dos neurónios.

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  2. O Governo encomendou uma reportagem acerca da praxe? Acho que o Papa da Universidade do Minho sobrestima a importância daquela patetice.

    E, que raio, uma reportagem encomendada à SIC? Não faria mais sentido à RTP? Sinceramente, este tipo tem decididamente pouca propensão ao uso dos neurónios.

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  3. Não posso deixar de manifestar a minha indignação pela forma como esse senhor se referiu a um projecto que tem feito mais pela universidade que o cabido.

    No ComUM não se assam febras mas tenta-se prestar um serviço à comunidade utilizando os recursos humanos, o tempo e a dedicação dos nossos alunos.

    Onde estão os teóricos da coisa? Onde estão os algozes da praxe dentro da Universidade? Onde estão?

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  4. Primeiro ponto: Como estudante da Universidade do Minho nunca gostei do comUM, no entando há que dar o respectivo mérito ao projecto e ás pessoas que nele trabalho.

    Segundo ponto: Porque será que nunca se viu uma reportagem positiva sobre a praxe? Porque será que só se vêem reportagens e reportagens acerca de alunos que se sentiram indignados com a praxe (APENAS UMA MINORIA)e nunca uma reportagem que demonstre os benficios desta? Porque será que nunca ouvi nos média nacionais uma palavra de apreço sobre a praxe?

    Conclusão: Como elemento que viveu a praxe de forma intensa tenho a dizer que a praxe não é o monstro papão que os média fazem querer, não é a palhaçada que os tapados querem passar e não é nem nunca será mal vista por aqueles que sabem o que é a praxe... Coisa que tanto o autor do blogue como os comentadores anteriores, OBVIAMENTE, nunca passaram. E sim, estou a dizer directamente que quem não sabe deve manter-se no seu galho.

    Sinceramente estou farto que tentem deitar abaixo uma "instituição" que tanto me deu, que me acolheu e que me fez dar um sentido á expressão "amizades para a vida".

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  5. Não será que os comentários negativos sobre a praxe se devem ao facto de esta ser composta de actividades boçais e demasiado arrastadas no tempo. É só impressão minha, ou a integração -objectivo apregoado da praxe - também podia ser procurada com actividades um pouco mais elevadas do que cantar ordinarices e fazer flexões? ...durante meses?

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  6. Concordo plenamente ricardo carvalho...

    Aliás, numa boa praxe há tempo para tudo e mais alguma coisa.

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  7. Pois, o problema mesmo é que as praxes boas são raras ou inexistentes.

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  8. Suponho que alguns preferem apelidar o ComUM de polémico ou de "24 horas", para mim, é o único jornal da UM que não é subserviente. Se isso implica não ser politicamente correto e, por vezes, polémico? Que seja! Não é necessariamente uma coisa má, não o é, de todo. É uma voz, enquanto os outros jornais preferem manter a aparência de arco-íris e unicórnios.

    há dias,

    «Segundo ponto: Porque será que nunca se viu uma reportagem positiva sobre a praxe? Porque será que só se vêem reportagens e reportagens acerca de alunos que se sentiram indignados com a praxe (APENAS UMA MINORIA)e nunca uma reportagem que demonstre os benficios desta?»

    É muito simples, na verdade. Os aspectos negativos, estão directamente relacionados com a actividade da praxe. Enquanto que os aspectos positivos, têm origem em iniciativas de integração que podem ser obtidas através de outros meios, que não a praxe, como ela é.

    A praxe, na sua essência, não tem benefícios e é apenas um meio para (se tentar) atingir o fim que é a integração. Umas vezes consegue-se, outras não, outras vezes é uma integração meramente aparente. Em todo o caso, é algo que se consegue através de outros meios, basta existir vontade.

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  9. Há_dias,

    quando refere que não há nenhum artigo que não diga mal da praxe, está errado. Nem sequer há artigos a dizerem mal. As notícias têm a sua razão de ser. Ou se calhar, quando acontecer algo de mau em alguma praxe, vamos ter de contabilizar as vezes em que já expusemos situações menos positivas da praxe e, desse modo, evitar voltar a expô-las? Gostava de saber por que razão nunca gostou do ComUM.

    Ainda assim, caso pretenda, envie-me o seu contacto e terei todo o gosto em fazer consigo uma reportagem sobre os "benefícios" da praxe. Isto se, claro, não estiver mergulhado no blackout decretado pelo Papa.

    Bruno Simões

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  10. Repito:

    "Sinceramente estou farto que tentem deitar abaixo uma "instituição" que tanto me deu, que me acolheu e que me fez dar um sentido á expressão "amizades para a vida"."

    Mais, palavras nunca descreverão o que é a praxe, nunca conseguirão descrever os momentos que passei em praxe e nunca serão demonstrativas daquilo que faz sentido em praxe.

    Aliás, apenas conheço uma forma de sentir o que sinto em relação á praxe... Sendo praxado e praxando também... Quem sabe, saberá. Quem não sabe, perdeu uma oportunidade.

    E não, agradeço o convite Bruno Simões, mas o meu papel de praxista já passou. Ao contrário das "altas instâncias da praxe" da Uminho, há que saber sair na devida altura.

    Agora a mim cabe-me recordar o que foi a praxe para mim, o que aprendi, os inesquecíveis momentos que me foram proporcionados por capas pretas e tricórnios empenhados com máximo orgulho. E também aqueles momentos que consegui proporcionar em dois/três anos de praxista.

    No final apenas um desejo, o de ser caloiro novamente e voltar a fazer tudo exactamente da mesma forma.

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  11. Há frustrados que passam pela universidade e na realidade nunca saberão o que tal significa.
    São gente cinzenta e não percebem.
    É deixa-los andar.

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  12. Sem querer voltar a discutir praxe, resta-me apenas dar razão ao Papa da Academia do Minho pelo comentário que faz sobre o ComUM. Depois da remodelação ainda nem lhe dei atenção, mas tudo porque a pessoa do seu antigo director me fez perder a vontade de ler um projecto que cheguei a gostar. Noticias escritas em cima do joelho - uma vezes com erros e outras com construções dignas de um jornal de secundário ou 3º ciclo - e sem fontes, só para chocar e tentar ter saída. Lamentável.

    Já agora Pedro, os valores que daquele jornal transpareceram nas mãos de Rui Rocha que mais me marcaram foram o do sensacionalismo e da falta de qualidade jornalística. Ou o curso não os forma correctamente, ou aquela gente não quis aprender.

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  13. Quando com "partes" te referes por exemplo ao antigo director...

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  14. Na verdade cometi um lapso. Queria dizer "pela parte julgar o todo". Além disso, o que te incomoda é o antigo director enquanto jornalísta, não a função que exercia enquanto "gestor" do espaço. Dizer que não lias por causa disso parece-me ser francamente exagerado.

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  15. Passei a lê-lo apenas quando me chamavam à atenção para um qualquer artigo. E claro que o facto de o director ser a pessoa que era chegava perfeitamente para não querer lê-lo. Se alguém que era o "jornalista" que ele era, tinha a responsabilidade de coordenar uma equipa de outros "jornalistas" e de rever os seus textos... Transformar um projecto com pernas para andar num "Crime" ou "24 horas"...

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