Estão a Matar o Futebol Português
Quem pediu isenção ao Presidente da Mesa da Federação Portuguesa de Futebol, tem agora que exigir a demissão de Vítor Pereira porque esse senhor não tem quaisquer condições para proceder a qualquer nomeação que envolva o Sporting de Braga.
Adenda - O estado do futebol nacional é lastimável. Depois de ouvir na TSF alguém comentar que «a organização da Taça da Liga estava de parabéns por ter conseguido juntar os três grandes nas meias finais», só faltava desrespeitar os regulamentos e eliminar administrativamente o Belenenses.
Acabar com a Máfia no Futebol
«Estive a semana passada em Itália e o que lá me disseram foi que pensavam que a Máfia estava lá, mas que afinal está em Portugal depois do que viram no Benfica-Sp. Braga.» [António Salvador, Record]
António Salvador propôs hoje que os jogos com os chamados três grandes passem a ser arbitrados por árbitros estrangeiros para acabar com o favorecimento de Benfica, Porto e Sporting nos jogos das competições domésticas. A proposta do Presidente do Sporting de Braga é um passo concreto para diminuir as suspeições que pendem sobre a arbitragem depois dos inaceitáveis equívocos em prejuízo dos bracarenses.
O País do Futebol [2]
Quero Justiça!
«Acho muito bem que a direcção do clube tenha apresentado uma queixa-crime contra o árbitro. O que se passou lá foi um assalto à mão armada, um roubo, e os roubos têm que ser investigados. Os erros [de Paulo Baptista] foram premeditados [...] houve influências exteriores para que fosse aquele árbitro.» [Mesquita Machado]
O Presidente da Câmara Municipal de Braga tem razão. Nesta matéria soube defender os interesses de uma cidade e de uma região que tem sido trucidada, no futebol e no resto, pelos interesses dos poderes instalados. Lamenta-se que haja por aqui quem esteja feliz com o mal que fazem ao Sporting de Braga.
Onde Páram os Papagaios da Arbitragem?
A ler: Jorge Jesus: “Em Portugal, só posso ser campeão na Playstation"; Paulo Baptista: uma arbitragem medonha; Jesus: «Não vencemos porque o árbitro não quis»; Falso como Judas; Árbitro ajuda Benfica a vencer Sp. Braga; Árbitros concordam: Golo mal validado e penalti por assinalar a favor do Braga; O Futebol Que Temos.
Adenda: O primeiro dos papagaios já veio falar e, em vez de se envergonhar com o trabalho de Paulo Baptista, ataca o Presidente do Sporting de Braga. Depois do enorme prejuízo de que o Braga tem sido alvo, o descaramento de António Sérgio é total. Ao falar em roubo (visão também corroborada por dirigentes de outros clubes), António Salvador está a ser simpático com o árbitro Paulo Baptista.
Adenda 2: O Sporting de Braga vai apresentar queixa-crime contra Paulo Baptista. Penso que o clube deveria ir mais longe e exigir ser ressarcido pelos danos patrimoniais e não patrimoniais causados pelos árbitros esta época. Custa a crer que alguém se engane por acaso quatro vezes contra o mesmo clube...
Adenda 3: Quando os árbitros erram e os jogadores perdem a cabeça, a crítica depressa crucifica os atletas. Desta vez, o Braga foi vítima de um dos maiores roubo de que há memória em Portugal. Apesar disso, os atletas mantiveram atitude e postura ímpares, facto que importa salientar e que os líderes da Liga não se deviam esquecer de enaltecer.
A Pressão Resolve [5]
«O Braga foi melhor que o Benfica. Só não ganhou porque o árbitro não quis.» [Jorge Jesus, S. C. Braga]
«Quando nos deixam ganhámos. É muito mau perder assim. Em relação ao resto as pessoas responsáveis estão cá para isso.» [Eduardo, S. C. Braga]
Roubo! Benfica e Sporting (1, 2, 3, 4 e 5) continuam levados ao colo da arbitragem. Haja decoro quando se queixam dos árbitros. E haja decência na comunicação social perante o escândalo em que tornaram o futebol português. Será que Luis Filipe Vieira também vai entregar o jogo de hoje à Polícia Judiciária?
Adenda 1: A postura da comunicação social perante o que sucedeu hoje é de uma parcialidade chocante. A Bola ignora o lance do golo irregular e do penalti não assinalado. O Record e o Jornal de Notícias falam em «golo polémico» quando se sabe que é irregular. Salva-se o MaisFutebol.
Adenda 2: Os jornalistas não estão curiosos quanto à nota que o observador vai dar a esta espécie de árbitro?
Adenda 3: Salva-se o jornal O Jogo. «Decididamente o Braga foi melhor como equipa, rematou mais à baliza contrária (15 contra 8) e teve contra si uma arbitragem desajeitada que permitiu aos “encarnados” um golo, o único da partida da autoria de David Luiz aos 45 minutos, em claro fora de jogo, e fez ainda vista grossa ao não assinalar uma grande penalidade por falta de Luisão dentro da sua área, que favoreceria a equipa bracarense e que, em caso de ser convertida, poderia ter origidado outro destino à partida.»
Adenda 4: O Público também continua a ser jornal de referência que resiste aos poderes de Lisboa. «A arbitragem do juiz de Portalegre acaba por ficar, inevitavelmente, ligada à história deste encontro. Não só pelo lance do golo, mas também pelo que se passaria na segunda parte. Aos 56’, Di María caiu na área bracarense após um contacto com Mossoró, num lance duvidoso. O árbitro assinalou penálti, que Suazo desperdiçaria, permitindo a defesa de Eduardo. Bem menos dúvidas deixou um lance na área do Benfica, aos 70’, quando Luisão derrubou Matheus. O árbitro voltou a errar e mandou seguir.»
Adenda 5: O Jornal de Notícias rende-se à evidência. «Pode e deve queixar-se do árbitro, dado que o golo foi obtido em situação irregular e Matheus foi derrubado por Luisão na grande área encarnada. [...] Paulo Baptista tem muito que reflectir. Os seus erros graves influenciaram o resultado. Sobretudo, a acção do Braga.»
Benfica vs Braga: A Vergonha Continua
Ao intervalo, o jogo já está inquinado. O Benfica chegou à vantagem através de um golo em posição claramente irregular. Há uns dias caiu o carmo e a trindade por causa de um erro de arbitragem naquele mesmo estádio. Veremos o que escrevem agora os jornalistas, os telejornais que se abrem com o assunto e os especiais que se fazem sobre a matéria.
A vergonha continua no futebol português...
Tomba Gigantes do Minho
© Rosário Marques
1. Atlético de Valdevez eliminou Gil Vicente. Valorosa prestação dos alto-minhotos, a eliminarem os de Barcelos depois de haverem derrotado o Olhanense de Jorge Costa na eliminatória anterior.
2. Esperemos que o Sporting de Braga reponha a normalidade constitucional na Madeira ainda antes do Presidente da República intervir. Não será fácil.
3. Não vi o jogo desta noite. Onde é que estava a irascibilidade do Paulo Bento quando os árbitros validaram este golo ou se esqueceram de marcar este penálti contra o Sporting?
A Pressão Resolve [4]
«O jogo nem se proporcionava a grandes casos, mas Elmano Santos fez por complicá-lo. Mal auxiliado, validou o 1-0 de Postiga, quando o 23 marca vindo de posição irregular.» [O JOGO]
E o Paulo Bento não diz nada?
Liga Sagres: A Pressão Resolve [3]
Infelizmente nem todos têm nobreza de carácter para o assumir. Apesar da má qualidade da imagem, o pénalti é evidente.
Liga Sagres: A Pressão Resolve [2]
Paulo Bento é um treinador medíocre e a exibição do Sporting, inversamente proporcional ao resultado, é a imagem do treinador. Não me surpreende que hoje não fale de árbitros e, em sentido inverso, pressione a comissão disciplinar da Liga para castigar o Benfica precisamente no jogo contra os leões.
A contestação que se ouviu no Estádio Axa foi justíssima. Todavia, são gritos surdos perante um futebol mafioso que as rádios, as televisões e os jornais continuam a alimentar. Amanhã, nada disto constará das crónicas e reportagens dos brilhantes jornalistas portugueses, mas se fosse ao contrário...
Adenda - O Jornal de Notícias denuncia a mafia: «E para que a cara dissesse com a careta, também o árbitro foi mau. Bruno Paixão tem mesmo um dom especial para complicar. Marca faltas e faltinhas sem nexo, borrifa-se para a lei da vantagem, deixa passar faltas brutas e enerva toda a gente, jogadores, público... E ficou com as orelhas bem a arder quando deixou passar um penálti claro contra o Sporting, quando Hélder Postiga atropelou Meyong dentro da área. Ali mesmo em frente ao lance, Bruno marcou falta ao avançado do Braga.»
Adenda [2] - «É fantástico que Bruno Paixão tenha descortinado uma falta ao Meyong.»
Adenda [3] - Quando o Paços de Ferreira faz anti-jogo e simula lesões, trata-se de uma ofensa ao futebol. Quando as equipas de Paulo Bento fazem o mesmo, trata-se de uma excelente forma de gerir o resultado. Brilhantes jornalistas desportivos, os nossos. Caciques do que todos sabemos: o futebol mafioso a norte e a sul.
Liga Sagres: A Pressão Resolve
Eu bem disse que Paulo Bento que as pressões do Sporting sobre a arbitragem visavam preparar a deslocação a Braga. O sucesso não podia ser mais evidente: Bruno Paixão é o escolhido.
Liberdade de Informação
«A SIC apresentou hoje uma queixa contra o S.L. Benfica à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), solicitando a "intervenção urgente" da entidade reguladora junto do clube e da SAD do Sport Lisboa e Benfica "por deliberadamente impedir um jornalista" da estação televisiva "de exercer o seu trabalho nas instalações do clube".» [Público]
O Benfica continua a sua luta heróica para limpar o futebol português. Como se vê, a ideia é fazê-lo regressar aos tempos da velha senhora, altura em que, como se sabe, as vitórias eram menos suadas e mais baratas.
Lisboa é Portugal: As Eleições vistas da Paisagem (I)
O bater de asas de uma borboleta em Lisboa tem mais impacto que um tornado em Braga. Por muito dolorosa que nos seja, esta variação da teoria de Edward Lorenz espelha o caos nacional sintetizado nestas eleições de Lisboa.
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Mas comecemos pelo princípio: no princípio era o PSD que se travestiu de apreogada independência, apoiando um candidato que iria meter as mãos... à obra. Quem também meteu mãos à obra foi o MP, criando palco para mais um me(n)diano espectáculo de seriedade inaudita. E a independência, porque não se vergou ao líder do bando, fez-se incómodo. Do incómodo nasceram as eleições. E das eleições brotaram o folclore, as acusações do costume, as demagogias de sempre, os desfiles popularuchos, as fingidas viagens de eléctrico e a desatinada subserviência dos media nacionais.
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Mas tudo isto para quê? Não sabíamos já, porventura, que os partidos não gostam de independentes? E que os independentes se não forem militantes são incómodos? E que o PS já não é socialista? E que Paulo Portas já não está nas graças do povo? E que a liderança de Marques Mendes já não é mais que o estrebuchar convulsivo do morto? E que o Estado iria propor programas de intervenção urbanística em Lisboa? E que o apoio de Júdice havia de ter um cargo de 'grande mérito' acoplado?
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Moral da história: este bater de asas, porque altamente emético (e caro), era absolutamente desnecessário.
A ETAR Louçã
Põe-se o crédito de uma empresa da cidade na lama e, com todo esse esgoto mediático, o nome de Braga vai ficando ainda mais encardido. Sempre sedento de chafordar na porcaria, o profeta messiânico da verdade, travestido de ETAR purificadora desse lamaçal pestilento, anuncia solenemente que «os empresários de Braga são uma bandidagem».
Mas há empresário que não seja bandido para Francisco Louçã? Talvez encontrem em Salvaterra...
Apito Lisboeta
Num jogo disputado com ardor e determinação, Paulo Costa nem sempre esteve à altura. Um facto que o levou a borrar a pintura em apenas um minuto. Aos 69’, não viu uma mão de Rolando (Belenenses) na sua área, para, no minuto seguinte, ter visto (e bem) a mão de Gonçalo (Marítimo) também na área.
Crise em Lisboa
O seu compromisso é com Lisboa e não com Marques Mendes.
Marques Mendes que se demita.
O Túnel do País ou o País do Túnel?
De Faro a Braga, do Funchal a Ponta Delgada, todos tivémos que nos render a essa "maravilha absolutamente singular" que faz qualquer lisboeta ( e realço lisboeta) ganhar 10 minutos no seu precioso dia. Foram capas de jornais, directos televisivos e radiofónicos, crónicas e reportagens. E não faltou o préstito de largas centenas de pessoas orgulhosas, passeando-se num... túnel. Lisboeta, é claro. Com directos televisos, pois então.
Liberdade de Expressão
Após uma primeira tentativa para retirar a faixa aos seus proprietários, a polícia foi brindada com um coro de assobios. A faixa percorreu toda a bancada de associados do Sporting de Braga e acabou por ser exibida por uma das claques. A letra da revolta bracarense foi, finalmente, silenciada pela Polícia de Segurança Pública.
No futebol não há liberdade de expressão e a Constituição da República é letra morta. Aguardam-se reacções das entidades competentes. Ou a liberdade de expressão é um mero detalhe?
