Avenida Central

O Aeroporto de Tódolos Galegos

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Manuel Bragado explica no Faro de Vigo como é que o Aeroporto Sá Carneiro se está a converter no grande terminal da Galiza e Norte de Portugal, deixando para trás Vigo, Santiago e Corunha. Se dúvidas ainda houvesse, fica claro que a aposta numa gestão autónoma do Aeroporto do Porto deve ser considerada estratégica para o desenvolvimento desta EuroRegião.

Do lado português, falta resolver o problema das assessibilidades ao Aeroporto. Depois do Metro, é urgente fazer chegar o comboio de Alta Velocidade, bem assim as ligações suburbanas de Braga, Guimarães, Caíde e Aveiro. A modernização da Linha do Minho, com melhoria da ligação ferroviária entre Porto e Vigo é outro dos vectores estratégicos para a afirmação do Aeroporto Sá Carneiro como a grande interface de ligação ao mundo do Noroeste Peninsular.

As Obras Públicas

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Manuela Ferreira Leite prometeu riscar o TGV caso venha a ser eleita Primeira-Ministra. Porque a obra serve todo o país ao contrário das outras anunciadas, qualquer desistência do projecto do TGV deveria implicar que:

1. A gestão do aeroporto do Porto passasse a ser autónoma;

2. Compensação das áreas mais distantes do Aeroporto de Lisboa;

3. Diminuição acetuada do valor das portagens, em especial do Minho onde se pagam os valores mais altos do país;

4. Reforço das linhas férreas já existentes e contrução de novas ligações, em que a ligação entre Braga e Guimarães seria certamente prioritária.

Contudo, em face dos compromissos internacionais já assumidos, inclusivamente pelos governos do PSD, estou em crer que muito dificilmente estamos em condições de ponderar a suspensão do projecto do TGV. Mais: o que não se toleraria era que Manuel Ferreira Leite mantivesse a ligação Lisboa-Porto-Madrid, desistindo da ligação Porto-Vigo.

O Aeroporto do Minho

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O poder centralista de Lisboa tem recusado a entrega da gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro a um consórcio liderado por empresários do Norte, num processo muito apoiado e mediatizado pelo Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio. Os empresários oferecem mil milhões de euros pela concessão por trinta anos de um aeroporto que, segundo a própria ANA, dá prejuízo.

No apoio às intenções dos empresários nortenhos, António Marques, Presidente da Associação Industrial do Minho, fez questão de realçar que «em questões estratégicas de importância para o Norte do país, o Norte fala a uma só voz.» Mas já alguém ouviu a voz dos líderes políticos do Minho sobre esta matéria?

Adenda - Por estar de férias não tive conhecimento da tomada de posição de Ricardo Rio, líder do PSD/Braga, sobre esta matéria. Fica a rectificação.

Não acreditem em nada do que eles dizem...

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De Quem é a Mão que Embala a Ota?

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«No estudo existem mais factores críticos a favor de Alcochete do que da Ota, sem contudo haver uma clara preponderância de uma localização sobre a outra, disse ao Expresso um responsável técnico [do LNEC].» [Expresso]

Parece não haver grandes motivos para continuar a apostar na Ota. A não ser que haja uma mão invisível a teimar naquela localização...

Investimentos que (re)colocam o Nordeste Transmontano no mapa

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Num momento em que tanto se fala acerca dos aeroportos nacionais, a Câmara Municipal de Bragança está apostada em colocar aquela cidade no mapa aeroportuário português, constituindo-se como alternativa ao aeroporto do Porto e destino de voos turísticos de baixo custo. A instalação de uma empresa de Braga, a Aeronorte, com oficinas de reparação de aeronaves, e a aquisição de um sistema de apoio à navegação aérea (investimento de 1,3 milhões de euros) representam uma conjugação de investimentos públicos e privados capazes de tornar o Aeródromo de Bragança apetecível para as operadoras aéreas.

Segundo o Presidente da Câmara de Bragança, citado pelo Primeiro de Janeiro, aquele aeródromo é, no conjunto da rede dos 24 aeródromos do país, o que reúne melhores condições, quer em termos de comprimento quer em termos de qualidade da pista.

Este projecto despertou interesse nos promotores do FunZone Villages, um grande investimento projectado para o Nordeste Transmontano que prevê a construção de um empreendimento turístico com aldeamento de luxo de 200 moradias e 2.000 camas, 9 restaurantes, parques aquáticos, barragem privada, estação de tratamento de esgotos, centro médico, pista artificial de esqui e uma praia privada onde será possível praticar surf. O equipamento estará também totalmente vocacionado para receber pessoas com deficiência [via Jornal de Notícias e Público].

A aposta em equipamentos capazes de potenciar o investimento privado é um exemplo a ser seguido pelas autarquias do país que tantas vezes concentram a sua actividade na criação de serviços desnecessários a custos exorbitantes que não são mais que um pretexto para a criação de empregos clientelares.

Norte de Portugal e Galiza: Um Futuro Comum?

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A EuroRegião Norte de Portugal - Galiza começa a ganhar adeptos nos mais variados quadrantes políticos. A língua, a cultura e a religião comuns são alguns dos argumentos dos entusiastas apoiantes do aumento da cooperação e das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza.

Do lado galego, têm sido dados passos concretos no sentido de uma verdadeira cooperação transfronteiriça. Desde logo, o facto da língua portuguesa poder vir a integrar os currículos dos estudantes galegos. É que, a ideia de que o galego é uma variante dialetal da língua portuguesa reúne hoje um vasto consenso, sendo estudado a par com as restantes variantes do português nas universidades e centros de investigação linguística (1). Do ponto de vista económico, é interessante destacar que o facto de a ANA (Aeroportos Nacionais) reconhecer que o aumento do tráfego do Aeroporto Sá Carneiro se deveu a uma campanha de marketing desenvolvida na Galiza. É um sinal concreto da atenção que as empresas portuguesas estão a dar ao mercado galego (aqui tão perto).

Do lado galego, a vontade política existe. Neste capítulo, importa sublinhar as declarações do Presidente Galego, no passado dia 1 de Junho:

Neste sentido, Pérez Touriño suxeriu que “debemos ser ambiciosos” e as rexións deben xerar ideas que se poidan aplicar en toda Europa, “contribuíndo ao desenvolvemento de comunidades máis cohesionadas, dinámicas e respectuosas co medio, nas que os cidadáns teñan a oportunidade de prosperar”. Referiuse á eurorrexión Galicia-Norte de Portugal como exemplo en materia de cooperación territorial Europea.
O presidente galego expresou que a política rexional reflicte, “mellor ca ningunha”, esa “solidariedade de feito” á que se refería Jean Monet. Así, destacou a “solidariedade e a cohesión territorial” como eixes desta política grazas á cal, territorios como Galicia e Portugal “progresaron enormemente”.

Enquanto se processa a reaproximação cultural, económica e linguística, surgem algumas ideias de unionismo com a proposta de criação de uma região (nação?)denominada Galécia. Ideias sem grande expressão, defendidas numa mão cheia de blogues anónimos.

Os próximos anos serão fundamentais para a criação de laços fortes que aproximem estas duas regiões tão próximas mas ainda tão distantes. Haja vontade política.

A Rede de Transportes Ferroviários do Minho

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O Minho precisa de uma nova rede de transportes ferroviários. Os objectivos da reestruturação desta rede passam por garantir: 1) maior facilidade de acesso aos grandes centros urbanos (Porto, Lisboa, Vigo, restante Galiza e Madrid), 2) ligações rápidas entre as principais cidades do Minho e o Aeroporto Internacional Sá Carneiro 3) mais rápida, segura e confortável mobilidade intra-regional.
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A nova Rede de Transportes Ferroviários do Minho prevê que o comboio de alta velocidade utilize o corredor da (já existente) Linha de Braga. Esta situação levará a um ainda maior congestionamento da referida linha e dificultará a entrada em funcionamento de ligações directas entre Braga, Barcelos e Viana do Castelo. De qualquer forma, a requalificação da Linha do Minho (pelo menos até Viana) é urgente e necessária. A alta velocidade permitirá chegar, em poucas horas, a Lisboa, Madrid ou Vigo.
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A ligação entre Braga e Guimarães por ferrovia (seja por comboio ou metro) deve ser uma prioridade (A). Esta linha aumentará significativamente a mobilidade intra-regional, ligando as duas maiores cidades do Minho e os respectivos campi universitários. A passagem pelo AvePark (Taipas) permitirá corrigir a inexistência de uma saída da A11 para servir aquelas populações e o emergente parque de investigação científica e tecnológica.
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A ligação dos principais centros urbanos do Minho ao Aeroporto Sá Carneiro é outra das prioridades. Apesar de começar a perspectivar-se a utilização do Aeródromo de Braga para receber alguns voos internacionais, sobretudo de companhias de Low Cost, o Aeroporto de Pedras Rubras continuará a ser a referência aeroportuária da região Norte. A ligação entre Braga/Guimarães é actualmente possível seguindo de comboio até Campanhã e utilizando, de seguida, o Metro até ao Aeroporto. Em breve, será possível seguir de Metro a partir da Trofa. Estas ligações apresentam vários constrangimentos, sobretudo em termos de tempo dispendido. A solução B1 é a mais dispendiosa: prevê a construção de uma linha de comboio entre Barcelos e Esposende, com ligação a uma extensão da linha de Metro do Porto (a partir da Póvoa de Varzim). A solução B2 é a mais barata, mas elimina Esposende do mapa ferroviário do Minho: aproveitando o corredor já existente, seria reactivada (com algumas alterações) a linha Famalicão-Póvoa, permitindo criar um comboio directo entre Guimarães-Braga-Famalicão-Póvoa. Aqui, os passageiros teriam que seguir de Metro até ao Aeroporto.
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A solução B3 tem um custo intermédio e serve melhor as populações de Braga, Guimarães e Famalicão. A construção de uma nova linha entre Famalicão e Pedras Rubras permitiria aos utentes do Aeroporto seguir, directamente, no percurso Guimarães-Braga-Famalicão-Aeroporto.
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A mobilidade intra-urbana terá que ser incrementada com a construção da Rede de Metro de Braga (C). O Parque Urbano Norte (que se acredita seja mais que um estádio e uma piscina), a Universidade, o Novo Hospital, as estações ferroviárias, o centro urbano e as áreas residenciais densas deverão ser ligados por esta nova rede. Uma rede que poderia chegar até Guimarães (alternativa à ligação por comboio) e, numa fase mais tardia, poderá ligar Braga a Vila Verde, Amares e Póvoa de Lanhoso.
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São ideias para um debate emergente. São projectos que não será possível concretizar brevemente. Mas debater/projectar/idealizar é sempre um contributo positivo.

Transportes no Minho - VI

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Pedro Menezes Simoes lança a proposta de construção de um aeroporto na região de Braga. Apesar de não ser uma prioridade a curto prazo, a ideia é preparar o futuro. Um post a ler, no Norteamos.

Espero não ser acusado de centralismos, mas parece-me que idealmente o novo aeroporto, vocacionado para as Low Cost, deveria ficar a cerca de 50kms do Porto (70 no máximo). Sendo assim, 2 localizações parecem especialmente adequadas do ponto de vista economico-turistico, havendo outras possíveis:

Na zona de Braga, na área do quadrilátero urbano (Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães), onde teria a virtude de potenciar Braga e Guimarães como destinos turísticos de City Break, bem como captar voos e passageiros da Galiza. Particularmente oportuna com a AV até Vigo. A minha favorita, de longe.

Na zona de Aveiro. Poderia potenciar o Porto de Aveiro para tráfego de mercadorias, desenvolver algum turismo na cidade, e captar passageiros de Salamanca. Caso o novo aeroporto de Lisboa não fique na OTA, seria particularmente vantajoso para a zona de Coimbra-Aveiro-Viseu, bem como para o Pólo Turístico da Serra da Estrela. Caso fique na OTA, haveria alguma sobreposição de área de abrangência (mas, com o TGV, poderia servir para aliviar 2 aeroportos, ASC e OTA, até porque esta só terá capacidade para 30M pax.) Coimbra é uma solução quase equivalente (caso não haja OTA).
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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