Avenida Central

A Peixeirada

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«De passagem, entre eleições do PSD e selecções em jogo, uma notícia sobre "peixeirada" na lota de Matosinhos. Assim mesmo, o título: um tom levemente jocoso, de quem não leva muito a sério o que se passou. Em Espanha, o pescado foi distribuído a quem se chegasse à frente; em Portugal, mediante a possibilidade de ser entregue à caridade, destruído a pontapé.»

Foi mesmo assim. Estas palavras ilustram bem a naturalidade com que meio país, autoridades e governo incluídos, assistiram ao bloqueio de estradas, à revista compulsiva de automóveis particulares e à destruição da propriedade de terceiros. Mesmo não concordando com as razões do protesto, respeito-o e não vou tão longe quanto a Margarida quando afirma que «a cultura política deste país parou em 75». No entanto, parece que entre os que trazem Abril na guelra, há muitos que ainda não perceberam a verdadeira dimensão da liberdade em democracia.
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novaavenida
Sejam bem-vindos à nova Avenida Central. A organização gráfica, ainda em fase de aperfeiçoamento, é um trabalho do jovem designer vimaranense Cláudio Rodrigues, autor do blogue Ócio. Depois de várias semanas de trabalho, o resultado, que está à vista de todos, é extremamente positivo.

Com a mesma frontalidade de sempre, o Avenida Central será agora mais arrojado do ponto de vista estético pelo que o livro de estilo do blogue será divulgado ao longo das próximas semanas.

Eleições do PSD no Distrito de Braga

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A corrente populista arrasou no Distrito de Braga - Pedro Santana Lopes venceu com 2712 votos contra 1089 de Manuel Ferreira Leite e 712 de Passos Coelho. Convém ter em conta que:

1. Dos 1623 votos que separam Santana Lopes de Manuela Ferreira Leite, 1602 são conquistados em Vila Nova de Famalicão e Vila Verde, os oásis do caciquismo laranja no distrito.

2. Manuela Ferreira Leite vence folgadamente em Braga e Guimarães, os concelhos mais urbanos do distrito. Nestas secções, Santana Lopes é o terceiro mais votado com menos de metade dos votos de Passos Coelho.

Comunicação Social em Debate

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A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva recebe no próximo dia 3 de Junho, pelas 21h30, o debate "Comunicação Social: Diferenças e Estereótipos" com a participação de Carla Cerqueira, Silvino Évora e Eduardo Jorge Madureira. A iniciativa está integrada na III Edição da Festa dos Povos.

PSD em Tempo de Catarse (II)

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«Se Pedro Santana Lopes ganhar, cria-se uma situação muito difícil porque as chamadas elites tenderão a aprofundar o distanciamento. O PSD corre o risco de entrar na fase final de um processo que tem vindo a acentuar o populismo. Sendo Santana o candidato mais vulnerável ao risco de indefinição ideológica, a sua vitória empurrará o partido para o populismo e nesse caso cria-se espaço para o surgimento de uma nova força política da área da Direita.»
[João Cardoso Rosas, citado no JN]

PSD em Tempo de Catarse

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laranja

«Obviamente, há limites à liberdade de expressão no partido para os militantesAssim fala Pedro Santana Lopes numa espantosa mostra da irracionalidade que se acerca de muitos dos que aceitam alistar-se nos partidos políticos. Veja-se como a militância os despoja de um dos mais elementares princípios da democracia - a liberdade de expressão.

«Deus nos livre do Santana», clamava hoje uma idosa no Mercado de Braga. Se o PSD ainda tiver emenda, há que livrar-se bem depressa da ala populista encabeçada pelo menino-guerreiro. Qualquer devaneio nesta matéria seria um prolongar da agonia em que o partido se vem arrastando desde 1995.

Pedro Passos Coelho, pela irreverência das suas propostas e pela coerência do seu liberalismo, é o único candidato capaz de trazer novos ventos ao cinzentismo esquizofrénico que se apoderou da política nacional. Mesmo sem se converter num Partido Popular à espanhola que desbarataria a 'matriz liberal' cunhada por Sá Carneiro, o PSD precisa de se distinguir do PS. Contudo, já se percebeu que o jovem candidato será travado pelos sectores mais reaccionários e católicos do partido que entregarão a liderança a Manuela Ferreira Leite.

Mesmo sem quotas, o PSD será o primeiro grande partido português a eleger uma mulher para a sua liderança. O que se seguirá será um interessante duelo entre a insolência léxica de José Sócrates e a aspereza do carácter de Ferreira Leite. E a maioria absoluta cada vez mais longe...

Receita

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«esqueça os emails de enlarge your pennis. indexe o seu pirilau ao barril de brent.»

Pedro Vieira, no Irmão Lúcia

Jornalismo!?

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[publicada n' O Balcão]


Quando leio certas notícias, fico com muitas dúvidas sobre o que é o jornalismo.

Minho: Politicamente Abaixo de Zero (III)

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O Bloco de Esquerda anunciou que vai chamar Mário Lino ao Parlamento para explicar a injustiça causada pelo congelamento dos passes sociais apenas nas regiões de Lisboa e do Porto. O Governo vai explicando que «quanto aos passes de outros municípios [fora de Lisboa e Porto], são da responsabiliade destes municípios. Estamos dispostos a reforçar as ajudas que lhes prestamos, pois já os ajudamos em várias áreas, como nos transportes (...) e na bilhética

Seja como for, a verdade é uma: não se justifica continuar a financiar os transportes de Lisboa e do Porto à margem do que sucede no resto do país. Mas sobre isto, nem uma palavra dos centralistas de Lisboa e dos regionalistas do Porto. Infelizmente.

Minho: Politicamente Abaixo de Zero (II)

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A Câmara de Braga anunciou que, apesar dos aumentos dos combustíveis, o preço dos passes sociais vai manter-se. Perante a discriminação imposta pelo governo socialista, Mesquita Machado apenas tinha duas saídas: ou reflectia a escalada dos preços dos combustíveis no valor dos passes sociais ou obrigava todos os bracarenses a suportarem essa mesma despesa. Optou pela segunda via, o que se aceita tendo em conta a necessidade de reduzir os impactos da crise junto das classes socialmente mais desfavorecidas.

O que não se aceita é que os bracarenses continuem a ser discriminados perante a passividade dos políticos locais. Segundo a Antena Minho, «o autarca lamenta que os bracarenses sejam tratados como portugueses de segunda. Os lamentos têm a ver com a ausência de apoios estatais aos transportes urbanos de Braga ao contrário do que sucede com os do Porto e Lisboa onde o governo decidiu não aumentar os passes sociais.»

Estas declarações políticas que, aliás, subscrevemos em absoluto são manifestamente insuficientes tendo em conta os prejuízos acumulados. Apesar dos passes sociais dos Transportes Urbanos de Braga não aumentarem no próximo mês de Julho, é bom que os bracarenses tenham presente que a factura está a ser paga por todos, em prejuízo de investimentos que terão necessariamente que ser adiados.

Minho: Politicamente Abaixo de Zero

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Os portugueses de Braga, Guimarães e de mais algumas cidades e vilas de todo o país vão pagar os aumentos dos passes sociais dos seus transportes públicos e ainda os passes sociais de Lisboa e do Porto. A situação não é nova, mas está a atingir níveis de absurdo que devem motivar uma profunda reflexão entre todos.

No Minho pagamos portagens mais caras que os outros, pagamos circulares, pagamos por inteiro os transportes públicos e ainda financiamos, por via dos impostos, os sistemas de transporte de Lisboa e do Porto e as portagens sem custos para o utilizador de uma boa fatia do território nacional. Tudo perante a passividade dos nossos políticos regionais. O Minho está politicamente abaixo de zero.

Adenda - veja-se como Vital Moreira critica «as liberdades jornalísticas» ignorando por completo as dificuldades das famílias pobres que verão os seus passes sociais descongelados... Há mais Portugal para lá de Lisboa e do Porto.

Passes sociais vão aumentar em quase todo o país :: IOL
Passes sobem em todo o país excepto Lisboa e Porto :: Diário de Notícias
Aumentos de 6% nos transportes :: TVI
Governo recua e apenas congela passes em Lisboa e Porto :: RTP
Passes aumentam em Julho :: Sol

2.000 Anos de História!

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Guerreiros+do+Minho

Não é novidade que Braga tem 2.000 anos de história
. O que admira é que tenham sido necessários tantos anos para potenciar esta herança milenar. Depois da Associação Comercial, é a vez do Sporting de Braga fazer ressuscitar a Braga Romana.

Acontece no Minho [3]

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No dia em que o Sporting de Braga anuncia que chegaram os Guerreiros do Minho, o Estaleiro Cultural Velha-a-Branca Conversa no Tanque com o historiador Rui Maurício. É hoje, às 22 horas.

Amanhã, sexta-feira, a Rusga de S. Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho promove a 31ª edição dos "Serões no Burgo - Tertúlias Rusgueiras" sobre "Gastronomia minhota - sabores e odores", a ter lugar na sede da associação na Avenida Artur Soares, em Braga, pelas 21.30. Em alternativa, Guimarães oferece Café Jazz com José Paulo Brandão e Paulo Gomes Trio no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor.

O fim de semana traz muito teatro ao Minho. Para Sempre... Annie? é uma co-produção da Casa das Artes de Famalicão e do Teatro Experimental do INA que estará em exibição nos dias 30 e 31 de Maio no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão. Em Guimarães, o fim de semana será dedicado ao teatro juvenil com o ciclo Palcos Novos Palavras Novas.

No Sábado, A Naifa [audio] volta a pisar o palco principal do Theatro Circo, num concerto agendado para as 22.00 ao preço único de 12€. Uma hora depois, são Escritos que animam o Café Concerto da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

Outras Avenidas (III)

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O que Braga pode aprender com o Metro do Porto :: Norteamos
Sobre a Cultura :: Colina Sagrada
Órfãos da Verdade :: Braga 2009
Presidência Esclarece :: Município de Braga
Centros Comerciais do Século XXI, Inutilidade Medieval :: Arcada Nova

Avenida MarginalA questão de fundo

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O meu texto da semana passada deu azo a alguns comentários interessantes. Uma coisa curiosa é que a muitos dos argumentos a favor do Acordo Ortográfico sejam, na verdade, argumentos contra o Acordo. Às vezes basta soprar o pó a algumas coisas para se ver o que na verdade são. E a pestilência salazarista deste Acordo não resiste sequer a uma brisa suave.

O leitor Bruno Simões, por exemplo, diz que o desejo de internacionalizar a língua “não se compadece de um hífen a mais ou a menos”. Eu concordo em absoluto. Aliás, é por isso mesmo que o Acordo é tão irrelevante a nível prático. As divergências em torno dos hífens eram irrelevantes para a internacionalização da língua. E a harmonização dos mesmos hífens vai pelo mesmo caminho: não aquece nem arrefece.

O mesmo Bruno Simões diz que “a língua oficial do país deve ser ensinada e difundida de igual modo por todas as escolas”. “Afinal é língua oficial por alguma razão”. Mas isto é o exemplo acabado de um argumento tautológico. Devemos ensinar a língua oficial porque essa é a língua que tem de ser ensinada, e a língua que tem de ser ensinada é a língua oficial.

Isto faz tanto sentido como criar juridicamente uma saudação padronizada que substitua os dois beijinhos e os apertos de mão. Não é por ser a saudação oficial que deixa de ser uma patetice. E note-se que o problema nem está no completo absurdo da saudação adoptada. O problema está mesmo em haver uma saudação oficial. Como reagiriam os portugueses se a partir de agora houvesse uma coisa deste género. Por vezes, uma comparação ajuda a entender melhor a questão do que as prelecções de um linguista.

A língua mudou? Claro que mudou. É normal. E não há nada de criticável numa mudança orgânica. Mas não há aqui, ao contrário do que a leitora Mariana disse, apelos nacionalistas patrioteiros. O nacionalismo é a submissão das vontades individuais a uma vontade nacional (a que, curiosamente, apenas os grandes líderes, quais exegetas do espírito nacional, conseguem ter acesso). Os verdadeiros nacionalistas são os que defendem o novo acordo. Trocaram o espírito nacional de ontem pelo espírito nacional de amanhã. No fundo, a pulsão controladeira é a mesma.

Por último, a forma como alguns continuam a não conseguir conceber uma educação livre é bem revelador de como em Portugal ainda se pensa. Alguns leitores levantaram a questão dos exames nacionais. Mas essa é outra questão. Por que não hão-de ser as próprias universidades a definir os seus próprios exames? E por que é que não pode haver vários exames nacionais em concorrência uns com os outros? Um sistema livre permitiria a cada escola ministrar o tipo de ensino que entendesse (onde se inclui, naturalmente, a ortografia); permitira a cada universidade escolher o tipo de exames necessários à entrada; e permtiria a cada família escolher a escola que quisesse. Só não permitiria mesmo aos linguistas de pacotilha continuarem a fazer experiências com o ensino das crianças.

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Quando voltar destes dias de descanso, o blogue Avenida Central vai ter cara nova. É o trabalho made in Minho de um jovem designer. Em breve.

A «Média Europeia» Quando Convém...

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O Ministro da Economia diz que o preço dos combustíveis em Portugal está próximo da média europeia. Pena que os salários dos portugueses estejam tão longe dessa mesma média...
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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