Avenida Central

Dois Ponto Zero [4]

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A ler: Um Estudo Demasiado Conveniente, por Pedro Sales; Estamos a fazer progressos ou há aqui uma incoerência?, por Zèd; Professores, por Tiago Barbosa Ribeiro.
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Avenida Monumental

O Outeiro Lesenho





© MNA


Apesar de conhecer o monumento arqueológico há já algum tempo, pude recentemente ter um contacto mais próximo com este local extraordinário. O monte conhecido como Outeiro Lesenho ou Lesenho Grande, localiza-se na divisória dos concelhos de Boticas e de Ribeira de Pena, sendo um dos limites Sudeste do planalto do Barroso. Na zona mais alta da elevação, que atinge 1073 metros de altitude no vértice geodésico que a encima, estende-se um vasto povoado da Idade do Ferro, do qual a evidência que mais se destaca é o complexo defensivo.

O Castro do Lesenho consiste em vestígios de várias ordens de muralhas, espessas e maciças, que se dispõem, de forma não propriamente concêntrica, pelo que seria a área habitada do povoado. Este teria sido um local de grande simbologia para as populações que habitavam o Alto Tâmega no primeiro milénio antes de Cristo, não só pelo aspecto imponente da elevação, de configuração cónica, mas sobretudo pelos achados que este monumento já revelou.

As duas estátuas em cima, que figuram guerreiros proto-históricos, formam um ícone da Idade do Ferro do Norte de Portugal, e da denominada “Cultura Castreja”. Foram recolhidas no Castro de Lesenho, em data incerta, tendo sido colocadas no adro da igreja da localidade próxima de Covas do Barroso, de onde foram transportadas para Lisboa em 1785. Desde então, acabaram por se tornar numa imagem de marca da Arqueologia portuguesa, conotados, um pouco erroneamente, com os Lusitanos, com um mundo ancestral proto-histórico, do qual teriam descendido os Portugueses actuais. No entanto, a entidade colectiva e cultural na qual estavam inseridos, está hoje mais clarificada, até pelos achados de outras estátuas semelhantes, por todo o Norte de Portugal.

Já no início do século XX, duas estátuas mais, igualmente de guerreiros Calaicos, mas já sem as respectivas cabeças, foram recolhidas no Lesenho, e transportadas para Viana do Castelo, de onde seriam igualmente levadas para Lisboa. As quatro estátuas encontram-se actualmente no Museu Nacional de Arqueologia. Foram já admiradas por imensos investigadores e público geral, não só em Portugal, mas também em países distantes onde, apesar da sua proveniência ser indicada, não se tem uma ideia concreta do monumento de onde estas peças foram retiradas, o seu contexto inicial de inserção.

Boticas tem tentado imprimir alguma visibilidade ao Castro de Lesenho, bem como uma progressiva afirmação da proveniência dos guerreiros. Mas, por vezes, a interioridade é um obstáculo difícil de transpor.

Eleições em Angola [2]

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Como bem nota Francisco José Viegas a propósito das eleições de Angola, parece «que os negócios e a vidinha estão a atrapalhar bastante as convicções democráticas do pessoal».

Um AvePark com Asas para o Futuro

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AvePark 1
© AvePark

Foi finalmente inaugurado o AvePark - Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães. A promessa é criar 750 postos de trabalho até ao final do ano e duplicar esse número em 2009. Numa terra sem petróleo e onde a indústria têxtil foi chão que já deu uvas, a aposta na biotecnologia parece ser a chave para garantir o futuro. A aposta da Universidade do Minho e da Câmara Municipal de Guimarães é mais um exemplo das inúmeras vantagens que advém da conjugação de esforços entras as duas instituições. A simbiose tem sido exemplar e merecia ser replicada noutros concelhos do Minho.

Avepark deve gerar 2 milhões de euros por ano a partir de 2010 :: Público
Avepark é aposta no futuro e na tecnologia :: Jornal de Notícias
Avepark terá retorno económico e social :: Correio do Minho
Avepark cria 750 empregos em 2008 e chega aos 1500 em 2009 :: RTP
Centro de Competências para a Administração Pública no AvePark :: Sol
AvePark abre as portas a 600 postos de trabalho :: Agência Financeira
Governo quer Avepark ligado à nanotecnologia :: Diário do Minho
Parque de Ciência de Guimarães recebe Instituto de Excelência :: IOL
Incubadora da Universidade do Minho arranca sábado :: SIC

Eleições em Angola [1]

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Impedido o trabalho da imprensa internacional, o caminho está aberto para todos os atropelos à Lei. A democracia já chegou a Angola?
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Avenida do Mal

Um Ano de Mal Crónico

Amanhã (e espero que não dê azar) contam-se 52 semanas com quase tantas Avenidas do Mal. E nada como celebrar com um festim do ego. Estou satisfeito e por aqui me fico no panegírico. Escrevi de tudo e sobre tudo, sobretudo também, com mais ou menos razão ou nenhuma, com mais ou menos estilo. Coisas chatas de ler, outras nem por isso. Outras que ninguém ligou nenhuma, mas escrevi ao sabor da pena, com toda a liberdade da Avenida Central. E agradeço ao Pedro as chaves desta que é uma das portas abertas da cidade de Braga.

E como é dia de aniversário, e de Arraial em Arco de Baúlhe, os leitores que me permitam, faço folga. Como tudo, também só se celebra o primeiro, o quinto, o décimo, os 18, os 25 os 50 e os 75, 100! Se os contar todos, por essa altura, a Avenida Central já deve saltar do ecrã.

Happy As A Pig In Muck

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Happy As A Pig In Muck
© AdamsWife

«Exciting countries get exciting acronyms, at least in financial circles. Fast-growing Brazil, Russia, India and China, for example, are called Brics, the very initials implying solid growth. Other countries are less fortunate. Take Portugal, Italy, Greece and Spain, sometimes described as the Pigs. It is a pejorative moniker but one with much truth.» [Finantial Times]

O facto de um jornal inglês utilizar o acrónimo PIGS (em português, porcos) para denominar o conjunto dos países da Europa do Sul (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) não é suficiente para se inferir da bondade de todo um povo. Ainda assim, a arrogância e um intolerável complexo de superioridade que leva à menorização dos parceiros no projecto europeu, fazem parte da idiossincrasia e do modo de estar dos ingleses que eu detesto.

Contudo, apesar da infelicidade e mau gosto da expressão, este episódio está longe de se constituir como um incidente diplomático. Um país que acredita na liberdade de expressão não pode dar valor de heresia de Estado à opinião versada por qualquer opinion maker nas páginas de um jornal.

Ócios Que Valem a Pena...

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O Zine Ócio está novamente no ar com imagem completamente renovada. O Blogue de Tendências, Design e Cultura Urbana do Minho continua a ser uma pedra no charco de águas insalubres em que está transformada a cultura minhota.

A Linha É Tua

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Avenida Ideal

Capítulo 8: sagrado bairro, segunda parte

A crónica que escrevi na semana passada despertou uma interessante discussão que não merece ficar perdida nos arquivos do blogue. Por isso, em vez de responder nos comentários ao Fernando e ao Pedro, aproveito para lhes responder aqui. O Fernando questionava-se se "a pobreza é, sobretudo, uma questão económica", se seria "um simples não querer trabalhar", se a pobreza não é "uma doença do querer". O Pedro escrevia sobre a necessidade de se reformularem as políticas sociais.

A meu ver, a pobreza é, sobretudo, uma questão económica. Sobretudo, porque o que separa a pobreza da riqueza é o capital económico, mas apenas sobretudo, porque o capital económico é sempre influenciado por outros capitais não-económicos: capital cultural, capital social, etc. Aliás, o Fernando fala da pobreza como um estado contagioso, uma ideia que eu acho bastante interessante, mas que vou optar por não comentar aqui.

Por outro lado, não acredito que a pobreza seja esse "não querer trabalhar" que tantas vezes é apregoado. Considero, isso sim, que a pobreza é "uma doença do querer" e que este querer é provocado, muitas vezes, pelas mesmas pessoas que dizem que a pobreza é para os quem "não querem trabalhar". Se um pobre é aquele que vive abaixo do padrão médio estabelecido para determinada sociedade, penso que os números do Marco, que dizia existirem em Portugal cerca de dez milhões de pobres, não andarão muito longe da realidade, já que o padrão médio sobe todos os dias e está já fora do alcance de muitos portugueses. Mais uma vez, pouparei esta ideia para os vossos comentários.

Finalmente, as políticas sociais não são perfeitas e têm de ser repensadas. Concordo com o Pedro quando ele afirma que os subsídios podem ter efeitos contraproducentes, mas não concordo com a ideia de que estes efeitos contraproducentes se devem, exclusivamente, aos subsídios. As políticas sociais falham porque são, quase sempre, pensadas na vertical: de ricos para pobres.

Perdoem-me a ousadia, mas fará sentido a nossa democracia repudiar a xenofobia, quando as nossas leis são as primeiras a guetizar cidadãos portugueses?

Mesquita Machado Recandidata-se

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Os dados mais recentes confirmam que Mesquita Machado será candidato a um último mandato na Câmara de Braga. Depois de muitos avanços e recuos, a Câmara Municipal assume que o Túnel e Requalificação do Topo Norte da Avenida da Liberdade avançam e que as obras estarão terminadas num prazo de oito meses. Isto significa que tudo será inaugurado até 8 de Maio de 2009, mesmo a tempo das próximas eleições autárquicas.

Olhando para o ziguezaguear do processo, convém não esquecer que a súbita autorização da Administração Central (Ministério da Cultura e Igespar) contrasta com posições assumidas em situações análogas (quarteirão dos antigos correios ou Túnel de Ceuta no Porto), fazendo pairar todas as dúvidas sobre uma possível (provável?) destruição de mais património arqueológico do subsolo de Braga.

Por fim, não é expectável que o Partido Socialista tenha agendado o comício nacional da "rentreé" para Braga para anunciar a despedida de um autarca. Será bem mais provável que nessa data se assinale a recandidatura.

Joves Memórias, Na Serra da Falperra.

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Acontece no Minho [4]

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Troley Braga
© Museu da Imagem (envia recebida por e-mail)

Os Tróleis de Braga (1963-79)

[Sábado, 6 de Setembro, 21h. Velha-a-Branca, Braga]
«Numa época em que se questiona, cada vez mais, o uso massivo dos combustíveis fósseis, não só face à sua escassez mas, sobretudo, face aos maus desempenhos ambientais que revelam e aos seus custos que, inexoravelmente, continuam a aumentar, o moderno troleicarro tem vindo, progressivamente, a ser [re]implementado nos mais diversos locais por esse mundo fora – nomeadamente na Europa – , sendo amiúde preferido em detrimento de outras soluções que, sendo mais “tradicionais” são porém muitíssimo mais caras. Silencioso, limpo e, ademais, económico e fiável o moderno troleicarro é, efectivamente, um meio de transporte [para gente] inteligente: se não é o transporte do futuro é sem dúvida um transporte com muito futuro.»

Recital de Violino e Violoncelo

[Sábado, 6 de Setembro, 22h. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
«Gerardo Ribeiro interpreta a famosa sonata A Kreutzer de Beethoven através da sua maestria e da sua enorme expressividade, acompanhado pela pianista Elsa Silva. Xavier Gagnepain junta-se a António Saiote e a Joan Lluna para nos oferecer duas pérolas da música de câmara desta formação – a enorme simplicidade da arte de Beethoven e a galanteria de Glinka.»

A colmeia humana entre Malthus e a Guerra das Estrelas
[Segunda, 8 de Setembro, 21h45m. Velha-a-Branca, Braga]
«A ideia é a de percorrer o já longo itinerário do pensamento científico ocidental que irmana a população e o território, através dessa disciplina científica que dá pelo nome cruzado de geodemografia (ou, demogeografia dependendo do ponto de vista) e que, curiosamente, tem recorrentemente sido vertida para opinião pública como um domínio de medos, perspectiva de catástrofes, senão, quantas vezes de antecipação de cenários mais ou menos apocalípticos.»

Braga por um Túnel [3]

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«As obras de prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, arrancam na próxima segunda-feira. Depois de vários meses de atraso, aquela que é uma das obras mais importantes do actual mandato autárquico vai finalmente para o terreno. No entanto, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) afirma que a obra só poderá realizar-se depois de concluída uma pesquisa arqueológica naquele espaço.» [Samuel Silva, Público]

O prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, em Braga, está a tornar-se numa autêntica novela mexicana. Depois de ter sido anunciado como a grande obra do mandato de Mesquita Machado, a empreitada foi adjudicada a uma empresa por um valor muito baixo em termos de mercado de construção civil, o que motivou a reclamação dos dois outros concorrentes.

Mais tarde, veio a saber-se que a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho estava a investigar desde Janeiro, secretamente, os vestígios romanos daquela área, o que implicaria adiar o início das obras por tempo indeterminado.

Por tudo isto, e sobretudo pela posição assumida pelo Igespar, será necessário olhar para o anúncio do Público com toda a prudência. Ainda que este momento seja extremamente oportuno para o comércio tradicional do centro (lembro que grande parte das obras decorreriam numa altura em que as novas grandes superfícies ainda não estão implantadas), a verdade é que ele é eleitoralmente inconveniente, uma vez que a sua construção dificilmente estaria concluída a tempo das próximas eleições.

Aguardemos, pois, os próximos capítulos da novela.

Dois Ponto Zero [3]

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A ler: Escândalo(s), por João Marques; O Factor Experiência, por Pedro Vieira; Em Tempos de Silêncios, por Paulo Gorjão.

Jornalismo!?

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O Sporting de Braga é o 68º clube do mundo e o 3º de Portugal no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). Para o jornal (?) A Bola, o terceiro clube nacional melhor colocado no ranking simplesmente não existe... Percebemos a azia dos jornalistas do pasquim do Benfica por verem o seu clube ultrapassado pelo Sporting de Braga, mas se têm uma cédula profissional deviam tratá-la com mais respeito.

Houve por aí muito amante de Lisboa e dos seus clubes que se indignou quando falei do futebol mafioso que as rádios, as televisões e os jornais continuam a alimentar. Pois bem, aqui têm mais um capítulo.

Uma Viagem Para Ti, Um Voto Para Mim

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Não há Câmara Municipal nem Junta de Freguesia no Minho que não providencie uma viagem anual à Quinta da Malafaia (ou Santoínho) para os idosos e mais uns quantos lá da terra. Bem diz o povo que «não há jantares grátis» e, como se sabe, a festança, custeada a expensas do erário público, é uma excelente oportunidade para a promoção dos presidentes em exercício.

Confesso que não vejo grandes diferenças entre o caciquismo que se faz com ofertas de electrodomésticos e o que se faz com festarolas desta índole que, em meu entender, extravazam de sobremaneira as funções do Estado, delegadas no poder autárquico.

Deve o Estado financiar a viagem da senhora Y à Quinta da Malafaia? E porque não financia a viagem do jovem H ao Festival do Sudoeste? Ou do senhor X à Festa do Avante? Ou da senhora Z ao concerto da Madonna? Responda quem souber.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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