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Finalizando hoje o Avenida Central a sua existência, de indiscutível importância para a cidade de Braga, em virtude da discussão de praticamente todas as áreas que a Braga dizem respeito e de um conjunto de aspectos de relevo nacional, muitas vezes marginalizados, não quis deixar de assinalar aqui também este encerramento com um último texto. E para o efeito faço aqui uma referência a um aspecto ligado ao que foram as minhas intervenções na ínfima participação que tive no blogue: o património arqueológico. E dentro da temática, uma referência à Falperra, monumento sobre o qual nunca aqui escrevi.
Não pretendo descrever, que para tal não sou o mais indicado, os vestígios arqueológicos existentes no topo do monte que completa o cenário envolvente da cidade de Braga, e que integra a simbologia e o imaginário dos Bracarenses, mas recordar, como Sande Lemos fez neste blogue, a necessidade de a Câmara de Braga se consciencializar que deve à cidade a “devolução” do monte de Santa Marta das Cortiças. “Devolução” sugerida pela Unidade de Arqueologia da UM, no interessante projecto que apresentou.
Devolvido à cidade como espelho onde se reflecte uma grande parte da história de Braga, desde há mais de 3000 anos. Por essa altura e pelos séculos fora, a considerável elevação atraiu a atenção dos homens, por vezes como habitat, por outras como fortificação, por outras como santuário… Como hoje continua a atrair, agora como janela para um passado impressionante e culturalmente rico.

