Nordeste: Um Portugal Abandonado [2]

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Paisagem de Miranda do Douro

Porque são mais do que muitos os afectos que me unem ao Nordeste Transmontano, acompanho de perto o quotidiano político daquelas terras. A abertura de um pólo da Universidade de Trás-os-Montes em Miranda do Douro a par do obsessivo apoio à construção de barragens são dois exemplos entre muitos da falta de visão dos seus líderes políticos, provas inequívocas de que ainda não compreenderam por onde deve passar o desenvolvimento estratégico da região.

Lamentavelmente, mais cedo ou mais tarde todos pagamos os erros. E quem mais sofre são as populações de uma terra altamente desertificada e deprimida.

13 comentários:

  1. É bem verdade aquilo que escreve! E como sofrem os que teimosamente aqui vivem, alguns, pelo menos, porque sinceramente, ao longo dos anos tenho chegado à conclusão que se esta é uma terra deprimida e desertificada a culpa é de quem aqui vive, hoje mesmo vou falar sobre isso, fiquei "picada".
    Adorei o seu espaço, volte mais vezes ao meu;)

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  2. O apoio as barragens é sem duvida uma falta de visão.

    Quanto ao polo universitario, é uma pena que muitas cidades e vilas em portugal onde é muito dificil arranjar uma creche publica, lutem por um polo de ensino superior onde os alunos vao e voltam.

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  3. Dignidade para Trás-os-Montes!! Sem o progresso para as comunicações e sem respeito pelo médio ambiente, não há futuro.

    Um saúdo da Galiza!

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  4. De facto a nossa região interessa cada vez menos aos lideres politicos...

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  5. Caro Pedro Luís Morgado:

    Acabo de ver as suas coisas na net, como sugere. O problema de Trás-os-Montes está detectado mas não está em vias de solução, já porque a gente é pouca, já porque o transmontano, à soma de ser fustigado, até pelo clima extremado, deixou-se como que adormecer, ora encostado à reformita, ora transmudado na grande cidade. Neste contexto, não me admira que, um dia, haja poços de água por tudo o que é rio (com as ribeiras secas, ao lado), ou, até, um dia, a novidade velha da central nuclear, do quartel secreto, da mega-prisão ou nóvel leprosaria, a fim de garantir o movimento mínimo da civilização, ainda que pagando o preço de uma eventual falha de civilidade.
    há gente, por todo o país que gosta de Trás-os-Montes e do Alentejo, mas há uma diferença: este está perto e a bom caminho de Lisboa (evidentemente que o Porto, findo o tempo dos Almadas, tem vindo a perder terreno, alma futurante; Braga cresceu, mas não se está avirar para nordeste; Vila Real anda muito na corda bamba e a futura auto-estrada vai fazê-la pender, em definitivo, para o litoral; nas Espanhas Trás-os-Montes enfrenta barreiras, ainda que haja lastro nas escaleiras de cada fogo dos vizinhos, como no nosso. Que fazer? Novos seminários, nas multíplas acepções do termo. Há uma hipótese: preparar Trás-os-Montes para plataforma de sobrevivência da nata europeia, em caso de crise mundial, não a única, no continente, mas uma delas, de modo não secreto mas pelo menos discreto. Para isso, é preciso mover influências em Bruxelas, ter um projecto. Com tanta gente licenciada na precariedade, não haverá modo de acontecer o «corte epistemológico», USANDO UM CONCEITO BEM BOM?
    Fica o repto aos mais novos.

    Carlos Sambade

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  6. Uma terra abandonada, como Braga, em parte, e todo este Portugal, quando nem já a chuvinha aqui vem.

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  7. Meu caro amigo,
    todos sabemos que as barragens e outros balões de oxigénio são estupidezes que só servem para enganar o parôlo durante o tempo em que dura a "grande obra"... mas as barragens são bestiais: duram, pelo menos, enquanto dura a discussão uns anitos: e aí facturamos logo pelas expectativas q criamos em redor da coisa; depois, se as mesmas forem aprovadas, vendemos logo ao povão que isso foi uma vitória nossa... aí é reeleição garantida... e com votação retumbante!!!! (o que é um bónus do caraças, sobretudo quando estamos há 20 e tal anos no poleiro); depois, enquanto durar a construção, o nosso povo está feliz e contente... uns, vendendo sandes de queijo e vendendo muitas bjecas; outros, alugando alegremente muitos alojamentos... (a inflacção dos preços das casa é k é do caraças, o q faz com q a malta vá para os concelhos vizinhos mas isso a culpa é do povão que se tornaram gananciosos... nunca é o do político q agiu em nome do bem comum...); e aí é reeleição garantida... que, a bem dizer, isso de reeleição já é cagativo, até pk já temos a reforma antecipada após 4 ou 5, ou 5 ou 6 reeleições garantidas... mas agora trata-se de deixar o caminho para os nossos acólitos....
    Por isso, as barragens são coisas muuuuito boas... e não nos venham cá com essas balelas dos ambientes... são é preciso grandes "reservas estratégicas de água" seja láo que isso seja! e a "energia é precisa"... e a renda de 1 milhão de Euros das barragens e das eólicas é fundamental para os futebóis (q isto de equipas na 3ª divisão muitas épocas seguidas e eternamente, em terras sem gente nem indústria, isso sai caro....) e para os tachos dos nossos, tudo isso sai mesmo muito caro... por isso, meus caros, deixem-se lá de merdas, pq as barragens são precisas... aliás, são FUNDAMENTAIS!!! para a manutenção do "status quo".... E ai de quem se atrever em pô-las em causa, esses meninos e meninas que vêm da cidade, a dizer que há para aqui cegonhas pretas e outras merdas que tais... se os apanho!!!! aliás, se os meus bufos os mos denunciam, estão fritos!
    bom, não digo mais nada, já ficam avisados... huum!!
    A.F.

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  8. O "Progresso" provocado pelas grandes barragens do Douro (não falando da sua bacia hidrográfica) está à vista de todos.
    Cinquenta anos depois, continuam a prometer o "progresso", agora é que vai ser...

    Lisboa é tão longe....

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  9. Buonas nuites para todo mundo!

    "(...)
    Não me temo de Castela,
    Donde inda guerra não soa,
    Mas temo-me de Lisboa
    Que, ao cheiro desta canela,
    O Reino nos despovoa.
    (...)"

    Sá de Miranda, Carta a António Pereira, Senhor de Basto.
    Séc. XVI.


    Las queixas yá ténen quaije 500 anhos... i inda hoije stamos acá nós!

    Un abraço

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  10. Povo heróico!
    Terra extraordinária.

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  11. Bom dia...

    Sem mais rodeios, queria dizer, quem sem duvida que as barragens foram o propulsor de toda esta evolução que se notou... demos um pulo, no desenvolvimento... mas foi só um pulo!!! O que eu estou a ver infelizmente é que há sitios onde só transporte no tempo de aulas... onde se pagam balurdios para ir fazer um exame, principalmente quando os velhotes têm de pagar do próprio bolso a viagem... e não venham com a treta do interior... que não é viável, vêjo por Zamora, Salamanca... estamos a pouco tempo de qualquer uma destas cidades, que são o exemplo perfeito de funcionalidade, no interior...

    Quando há desenvolvimento tém de ser para todos... estamos ao abandono, e pensem.... as obras das barragéns só duram por um tempo limitado... (mais um pequeno passo??, duvido, a conjuntura actual não permite grandes avanços)

    A desenvolvimento\evolução tem de beneficiar as pessoas que cá vivem, que ja há muito merecem´. isto dava pano para mangas... mas fiaca para outro dia... e espero que não tenhamos de voltar a falar disto, e se sim for, que não seja demsiado tarde...

    Carlos
    hazta

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  12. Tras-os-Montes e Alto Douro faz parte do interior abandonado...
    A Casa de Tras-os-Montes e Alto Douro prossegue a sua luta em prol da Região há mais de 100 anos.
    Veja, por exemplo, http://ntmad.wordpress.com/2007/12/29/presentes-de-natal-amargos/
    Para alem do sapo, tambem estamos em
    http://ntmad.blogdrive.com/
    http://ntmad.blogspot.com/

    Saudações trasmontano-altodurienses

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  13. Andai ninos ! Bamos mos ajuntar cun Galizia, Asturies y Lhion pra fazer un nuobo peis.
    Bamos a chamar isso al peis de la gaita... qu'assi ya fudemos quien mos fode. Purque la gaita ya que si la sabemos tucar :-)))

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