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Há Poesia no Museu

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sindicato de poesia | museu nogueira da silva | 16 junho 21:30 - entrada livre

Serralves em Festa

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Dia Internacional Para Quem?

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É quase uma regra mundial fechar as portas dos museus à Segunda-feira e mantê-las abertas durante os restantes dias da semana, inclusivé ao Domingo.

Hoje é Dia Internacional dos Museus e Segunda-feira, logo, essa regra foi quebrada e a promoção da cultura foi um dado adquirido para a maior parte dos museus nacionais e internacionais. As comemorações irão ter lugar um pouco por todo o país e as portas estarão abertas à noite (em alguns locais farão 24h non-stop). Com entradas gratuitas, esta é uma oportunidade para captar o interesse de vários públicos.

No mesmo mês dos Encontros da Imagem de Braga, este poderia ser o mote para se abrirem as portas da cultura à cidade neste dia Internacional dos Museus. Mas, além de não haver promoção de actividades e festividades, estes estão fechados (à excepção do D. Diogo de Sousa, Fonte do Ídolo e Museu dos Biscaínhos). Como é que não há interesse em promover este dia?

Nem vou tentar explicar a importância da cultura na evolução das sociedades e da história da humanidade. Só não entende quem esteve muito desatento na escola.

Ontem, por exemplo, na tentativa de completar a ronda das exposições dos Encontros da Imagem, reparo à porta do Museu Nogueira da Silva no seguinte horário: aberto de Terça a Sexta e Sábados à tarde. Bravo! Aplausos! É que realmente é disto que precisamos. No dia do Senhor todos descansam, menos os shoppings (e outros que tal), como é óbvio. A Casa dos Crivos idem aspas, aliás, nem faço ideia do horário porque não está afixado. Safou-se a Torre de Menagem.

Como se pode apostar no turismo cultural se não permitem o usufruto destes locais no dia de maior fluxo? Dois dias de paragem é a morte lenta anunciada. Neste aspecto, aplaudo o Mosteiro de Tibães que para além de oferecer a entrada até às 13h de Domingo, está aberto até às 18h.

Como disse Frascisco Sande Lemos no seu primeiro post: "O convívio de público infantil e adulto com alicerces de ruas ortogonais, passeios porticados, lojas articuladas com residência, pode ser algo tão perigoso como os livros, a arte ou a música." Será o lema destes organismos "A ignorância é uma benção e o serviço público tem dias."?

Independentemente da dificuldade de comunição e de verbas, em Braga os museus deveriam pautar-se pelo funcionamento em rede, com horários idênticos e interligação de actividades. Era uma grande aposta.

Há Música no Museu

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O Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, é o palco escolhido por Hugo Torres para apresentar algumas canções inéditas do seu álbum «Sensatez». O espectáculo, com início marcada para as 21h30m de hoje, é organizado pelo Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Segurança Social e Saúde de Braga.

O Minho Branco [16]

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Citânia de Briteiros com Neve
Citânia de Briteiros com Neve
Citânia de Briteiros com Neve
Neve na Citânia de Briteiros
Fotografias enviadas por Gonçalo Cruz. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [7]

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Termas Cividade com Neve
Neve nas Termas da Cividade, em Braga
Fotografia enviada por Luciana Ferreira. Mais no Flickr do Avenida Central.

O Minho Branco [2]

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Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Museu dos Biscaínhos com Neve (Braga) - 09/01/2009
Neve nos jardins do Museu dos Biscainhos

O jardim do Museu (e palácio) dos Biscainhos, datável de cerca de 1750, é um mais importantes jardins históricos do período Barroco em Portugal. O seu magnífico desenho e a sua característica botânica testemunham a relação do Homem de então com a natureza e a sua harmoniosa integração na concepção da arquitectura senhorial. O espaço, de aproximadamente um hectare, compartimenta-se no terreiro, jardim formal, patamares («parterres») do pomar e das hortas, recinto das muralhas, canavial e largo do pombal. No conjunto das partes estabelece uma «quinta de recreio» organizada sob um plano marcado por um arruamento central, orientado ao eixo da fachada poente do palácio, e outros laterais delimitados com sebes antigas de buxo. Estes caminhos são enriquecidos com alegretes, fontes e sumptuosas esculturas barrocas e rococós. Toda esta luxuosa complexidade constituiu uma modernidade à data da sua construção. Com a passagem dos séculos foram introduzidas pequenas alterações que enriqueceram a sua História, respeitando sempre a autenticidade da sua matriz inicial, uma evidente devoção e sensibilidade por esta extraordinária herança dos antepassados. No reinado de D. Luís I, o jardim mereceu a honra de ser visitado pela família real portuguesa a convite dos condes de Bertiandos, senhores do Palácio dos Biscainhos.

O jardim formal, encarado como um salão de aparato para espelhar a glória da família na recepção de visitas e usufruto quotidiano, apresenta um traçado labiríntico de canteiros de buxo que estabelece uma obsessiva simetria bem expressiva do gosto erudito da época. A embelezá-lo, existem ainda janelas e portões ornamentais, encimados por pináculos ou por meninos com charamelas, esculturas decorativas, painéis de azulejos policromos, cinco fontes de repuxo, um pavilhão de jardim, um mirante e duas monumentais e paralelas casas de fresco topiadas em japoneiras oitocentistas. Dentre as várias árvores seculares existentes, a mais notável é um majestoso tulipeiro da Virgínia plantado no século XVIII quando esta espécie era muito apreciada pelas famílias cultas e requintadas de toda a Europa ocidental.

Este tipo de património histórico e ambiental, actualmente raríssimo no centro das cidades portuguesas, é um dos orgulhos do país e um perpétuo legado para o futuro. O jardim do Museu dos Biscainhos foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1949 e encontra-se aberto ao público desde 1978, das 10.00 às 17.30 h, de terça-feira a Domingo.

Fotos e texto amavelmente enviadas pelo Director do Museu dos Biscaínhos.
Mais fotos no Flickr do Avenida Central.

Braga de Confiança

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Fábrica Confiança - Braga
© Confiança

A ideia era antiga, mas as novidades são frescas. Soube-se por estes dias que a Fábrica Confiança vai instalar o seu museu nas instalações da antiga Estação da CP, uma notícia que só pode encher-nos de contentamento. Em primeiro, porque o espólio da fábrica de sabonetes vai ficar mais protegido da voragem do tempo, preservando-se um património que faz parte da memória industrial, social e afectiva mais significativa da cidade. E, em segundo porque chega vida nova a uma zona da cidade que, paradoxalmente, ficou mais triste e fria após as recentes obras de remodelação.

«Moldes, rótulos, sabonetes, frascos, fotografias e algumas máquinas são o núcleo duro do espólio que está a aguardar divulgação», assim escreveu Luísa Teresa Ribeiro em edição do Diário do Minho de Novembro de 2007, o que faz adivinhar que a exposição será um riquíssimo contributo para que melhor se possa conhecer não só a evolução da indústria dos sabonetes e cosméticos ao longo do século XX, mas também da sociedade bracarense desse tempo.

Um Projecto para a Confiança (Braga)
© Projecto BragaTempo

Fundada a 12 de Outubro de 1894 por Silva Almeida e Santos Pereira, a Confiança é o maior marco da indústria bracarense, um dos símbolos mais emblemáticos da cidade. Não se estranha, portanto, que a fábrica sempre tenha despertado paixões nos mais entusiastas amantes da cidade. No início da presente década, o Projecto BragaTempo alertava para a degradação do espaço secularmente ocupado pela Confiança.

Porque «o valor da fábrica é incontornável, pela sua arquitectura industrial rara, pelo seu design, pelos seus famosos e excelentes produtos, mas também por toda a história que este edifício retém em termos de memória da cidade», os mentores do Projecto BragaTempo desafiaram a Câmara de Braga, a Universidade do Minho e a AAUM a unirem-se na criação de um pólo cultural naquele espaço.

Porque o repto não foi atendido, resta um único travo amargo num momento que poderia ser inteiramente feliz: as antigas instalações da fábrica estão à mercê da especulação imobiliária numa zona já densamente semeada de betão...

Ideias para Braga: Um Museu Internacional

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Braga football stadion - panorama

A escolha do Centro Cultural de Belém para receber o Museu Colecção Berardo desalojou o Museu de Design. O espólio do Museu tinha sido adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa em 2002 que prontamente encontrou uma nova solução - o museu vai ocupar o antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino em plena baixa pombalina. Este é um exemplo da excelente intervenção da autarquia lisboeta na criação de pontos de atracção capazes de potenciar o turismo e a cultura daquela cidade.

Depois do sucesso do Museu da Imagem, é tempo da Câmara Municipal de Braga investir numa colecção que coloque a cidade e a região no roteiro das grandes mostras de arte internacionais. Quanto a mim, o espaço para receber o Museu está encontrado e não pode deixar de ser o Estádio Municipal de Braga. A escolha só é surpreendente para os mais incautos, na medida em que aquele recinto desportivo é a obra mais marcante da arquitectura bracarense no último meio século.

A instalação do museu no interior da bancada poente do Estádio Municipal de Braga obrigaria a algumas alterações pontuais na estrutura e na funcionalidade interna do edifício, mas teria o mérito de conjugar a melhor arquitectura da cidade com aquela que seria a melhor colecção de arte fora de Lisboa e do Porto. Por outro lado, os milhões investidos no estádio estariam ao serviço das populações durante 365 dias por ano e não apenas nos eventos desportivos e nos espectáculos musicais que vai acolhendo pontualmente.

Um estádio, dois museus é mais uma ideia para Braga.

Uma Semana em Lisboa [2]

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José de Almada Negreiros: Auto-Retrato num grupo (1925)
© nfcastro

É uma enorme emoção percorrer os corredores de alguns dos museus de Lisboa, tão recheados que estão da melhor arte nacional e internacional. O Museu Colecção Berardo, o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu Calouste Gulbenkian ocupam o topo das minhas preferências não só pela beleza dos espaços, mas também pela variedade e qualidade das colecções que albergam. De Monet a Almada Negreiros [na imagem], de Bosch a Rembrandt, de Le Corbusier a Nuno Gonçalves, de Picasso a Amadeo Sousa-Cardozo ou de Paula Rego a Júlio Pomar, há um apaixonante mundo de arte e cultura para descobrir. De visita absolutamente obrigatória.

Festival muB 08

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Yndi Halda 2
© watermoonone

O 1º Festival de Música Urbana de Braga começa na próxima Sexta-Feira e animará a cidade durante todo o fim de semana, fazendo-se ouvir num dos espaços culturais mais interessantes do país - o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa. Para além de 9 participações nacionais, o festival contará com Your Ten Mofo (Áustria), Yndi Halda (Reino Unido, na foto), I Like Trains (Reino Unido), La Muneca de Sal (spanha) e Don´t Mess with Texas (Croácia).

Mais informações no blogue e no myspace do evento.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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