Adensam-se as desconfianças relativamente às obras em curso na Avenida da Liberdade depois do Diário do Minho ter dado a conhecer as violações e erros de planeamento cometidos pela Câmara Municipal de Braga no que respeita à protecção do património arqueológico.
O processo está envolto em grande polémica e as incongruências acumulam-se desde o primeiro momento. Recorde-se que, já em Setembro de 2008, a Direcção Regional de Cultura tinha condicionado o avanço da obra à «realização prévia de escavações arqueológicas». Apesar disso, a Câmara Municipal decidiu avançar com os trabalhos de execução e as escavações em simultâneo.
Após pressões da oposição e da opinião pública, foi divulgada uma breve informação institucional da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho em que se dá nota dos trabalhos desenvolvidos no acompanhamento destas duas obras. Sabe-se que foi descoberto um templo romano de grandes dimensões no subsolo da Avenida da Liberdade e uma extensa necrópole sob o antigo edifício dos correios, mas não se conhecem as acções concretas de salvaguarda daqueles achados nem os planos de pormenor para aquela área.
O interesse público do dossier justifica a abertura de um processo de consulta pública, tal como aqui foi sugerido pelo arqueólogo Gonçalo Cruz. Quem aprecia esta cidade não pode continuar indiferente aos extraordinários contributos que o Professor Francisco Sande Lemos tem dado para este debate. Por muito que o presidente do Município entenda que «já chega de andar a brincar às escavações», estamos em crer que o futuro da cidade depende da forma como tratamos o que ainda resta do passado.
Adenda - está a decorrer um petição online sobre esta matéria.
Jornalismo (a) Sério
Afinal há bom jornalismo de investigação em Braga. Enquanto isto, há jornais que continuam a assobiar para o lado, a ignorar o debate que se faz na blogosfera e a passar a imagem oficial de que «já chega de andar a brincar as escavações». São os ossos do
Orgia Estalinista no Campo Pequeno
«Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista – Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia.» [PCP]
Imagino que qualquer português deseje para si a tragédia de Cuba, a miséria do Vietname, a ditadura da Coreia ou a constante violação dos direitos humanos da China...
Portugal, Portugal
«[Maria de Lurdes Rodrigues] garante, contudo, que também tem tido bons momentos. "Muitos." Pede-se-lhe que partilhe um. "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS. "É tocante."»
Uma Ministra a Mais [5]
Quem ouviu os comentários do primeiro ministro aos ovos que foram arremessados contra um carro da comitiva ministerial esperava maior celeridade na condenação das agressões a murro e pontapé a uma docente do Porto.
A gestão do Património Arqueológico Urbano
© Gisela Braga
As investigações arqueológicas levadas a cabo em contexto urbano, a conservação dos vestígios descobertos, a musealização dos mesmos e a publicação de dados científicos, sob diversas formas, são um conjunto de componentes de todo um processo que deve estar implícito no planeamento de uma cidade. Isto quer na sua vertente infra-estrutural (escavações e musealizações) quer na sua vertente cultural (fruição do Património pela comunidade).
Em Portugal, praticamente não temos modelos exemplares de gestão do Património Arqueológico urbano: ou as escavações são feitas por uma infinidade de equipas que são contratadas como se de empreiteiros se tratassem, que fazem o trabalho de campo, entregam o relatório ao Igespar e vão-se embora; ou as intervenções são feitas por uma instituição pública, que garantindo um trabalho eficiente a nível de investigação, não garante (por não ter prerrogativas para isso) uma musealização posterior dos vestígios, que por vezes são deixados ao abandono. Existem cidades onde as coisas funcionam melhor, outras existem onde a Arqueologia passa completamente ao lado dos cidadãos.
Na grande maioria dos casos, a Arqueologia está amplamente dependente das autarquias. Ainda que algumas câmaras municipais demonstrem uma maior sensibilidade pela área, o que se faz pelo Património Arqueológico está directamente relacionado com a política local. Na verdade, a conservação do Património não devia depender de decisões políticas, mas sim de decisões de entidades cientificamente credenciadas para o efeito.
Embora já o tenha citado aqui, volto uma vez mais a referir o modelo utilizado em Mérida. A criação de um Consórcio com amplos poderes de gestão relativamente ao Património Arqueológico urbano, estabele uma coordenação necessária entre instituições administrativas de diferentes instâncias, desde o Governo até à Câmara Municipal, e de diferentes âmbitos, da Universidade aos organismos do Ministério da Cultura. Deste modo, evitavam-se problemas de sobreposição de competências, de compasso de espera relativamente a decisões e de passagem da posse administrativa de um monumento.
O Consórcio da Cidade Monumental de Mérida reúne as competências que, na maior parte das cidades portuguesas e espanholas, são repartidas por uma infinidade de organismos e instituições. O Consórcio faz as escavações, trata a informação recolhida, conserva e musealiza as ruínas e gere os conjuntos abertos ao público. Além disto, aufere do patrocínio do mecenato local. Mas a criação de um organismo destes em Braga, não me parece uma bandeira eleitoral de nenhum candidato autárquico.
Fôssemos Todos Padres
Por muito que a Europa tenha chegado, nas suas directivas e tractores, à ruralidade portuguesa, anos contados depois de Mário Soares assinar a adesão ( fôssemos nós doutro continente ou à deriva no mapa mundi), pouco mudou nalguns hábitos antigos. Sempre que se renova o prior num vilarejo ou cidade com cabeça desse tamanho, faz-se festa em tapetes de flores, comezaina, missa e beijar de mão – para não dizer coisa badalhoca – como quem beija o Menino e espalha o herpes com a boa-nova. Aliás nunca percebi o que é que o patchouli tem de desinfectante que não fosse o cheiro que nos repele de gente de mau gosto e blusas cor-de-rosa ou calças de pano amarelo…
Adiante. Não há padre que morra de fome em lado nenhum, porque não havendo quem oiça e dê resposta que se preze, médicos sem vocação de merceeiro, ou psiquiatras ou psicólogos de centro-de-saúde, nada como alguém embebido da autoridade divina de perdoar todos os pecados da alma que, à excepção dos literais roubos de igreja, estão além dos 10 mandamentos e as desaventuranças, pago com casa feita a expensas da comunidade, porco, pitinho, arroz, batatas, couves, carro e as ofertas – 10% do rendimento mensal do agregado. O altruísmo comunitário é tal, que até o padre desconfia. Houve altura que a paróquia da minha terra montou com o grupo de jovens e catequistas um censo para averiguar de quantas famílias e posses, não fosse o altruísmo ser demasiado comedido. Vale que ficou a ideia pelo papel, por intercepção do arcebispo que, informado das férteis mentes de má-língua geradas pela doença da coceira do grelo, fez guindaste ao padre para beira-mar, longe das tentadas mulheres (e homens) da montanha e mais perto do iodo. Em cada aldeia uma Sodoma à sua maneira, e normalmente não é por serem bonitos. Longe disso, é pela necessidade de quem lhes arrepie a fome de todos os buracos do corpo.
A ideia que geramos que temos tudo em falta ou que nos falta tudo, exagera e distorce os patamares de felicidade. Fica tudo arreado para donzelas de dote alargado e peida parideira, e príncipes dedicados. É o conto de fadas à moda do hipermercado e não há lugar para gente normalmente humana. Pena que não veja a sociedade, nas suas pequenas e grandes comunidades, valor em todas as artes e artistas - mesmo aqueles que chama de preguiçosos. Pena que não façam tapetes de flores aos carpinteiros, que não beijem as mãos aos construtores e aos lavradores, que não louvem os professores com maçãs como faziam dantes, que não ofereçam jantar aos pintores. Parecem agora tantos e de estorvo que se os calibra como a fruta da CE. Ou servem ou não servem - e os que servem mesmo assim têm prazo de validade. Depois não admira que tenhamos um país, uma Europa e um Mundo de fácies depressivo e em delírio de ruína.
Adiante. Não há padre que morra de fome em lado nenhum, porque não havendo quem oiça e dê resposta que se preze, médicos sem vocação de merceeiro, ou psiquiatras ou psicólogos de centro-de-saúde, nada como alguém embebido da autoridade divina de perdoar todos os pecados da alma que, à excepção dos literais roubos de igreja, estão além dos 10 mandamentos e as desaventuranças, pago com casa feita a expensas da comunidade, porco, pitinho, arroz, batatas, couves, carro e as ofertas – 10% do rendimento mensal do agregado. O altruísmo comunitário é tal, que até o padre desconfia. Houve altura que a paróquia da minha terra montou com o grupo de jovens e catequistas um censo para averiguar de quantas famílias e posses, não fosse o altruísmo ser demasiado comedido. Vale que ficou a ideia pelo papel, por intercepção do arcebispo que, informado das férteis mentes de má-língua geradas pela doença da coceira do grelo, fez guindaste ao padre para beira-mar, longe das tentadas mulheres (e homens) da montanha e mais perto do iodo. Em cada aldeia uma Sodoma à sua maneira, e normalmente não é por serem bonitos. Longe disso, é pela necessidade de quem lhes arrepie a fome de todos os buracos do corpo.
A ideia que geramos que temos tudo em falta ou que nos falta tudo, exagera e distorce os patamares de felicidade. Fica tudo arreado para donzelas de dote alargado e peida parideira, e príncipes dedicados. É o conto de fadas à moda do hipermercado e não há lugar para gente normalmente humana. Pena que não veja a sociedade, nas suas pequenas e grandes comunidades, valor em todas as artes e artistas - mesmo aqueles que chama de preguiçosos. Pena que não façam tapetes de flores aos carpinteiros, que não beijem as mãos aos construtores e aos lavradores, que não louvem os professores com maçãs como faziam dantes, que não ofereçam jantar aos pintores. Parecem agora tantos e de estorvo que se os calibra como a fruta da CE. Ou servem ou não servem - e os que servem mesmo assim têm prazo de validade. Depois não admira que tenhamos um país, uma Europa e um Mundo de fácies depressivo e em delírio de ruína.
Capítulo 20: um homem do tamanho de um século
No dia do centésimo aniversário de Claude Lévi-Strauss, a Avenida Ideal é dedicada a um dos mais importantes pensadores do século XX. Antropólogo francês, é hoje um dos nomes maiores do pensamento em ciências sociais.Contributo fundamental para a construção do pensamento ocidental: a diversidade cultural não representa o atraso ou avanço de uma sociedade ou comunidade em relação a outra, antes a diferença de valores entre elas. Ensinou o nosso mundo a ver os outros mundos com olhos diferentes: com os olhos de quem os cria.
(Re)Enterrar o Tesouro Romano? [2]
«A Câmara de Braga respeitará as indicações que forem dadas pela Universidade do Minho sobre os vestígios arqueológicos romanos encontrados numa obra em curso na Avenida da Liberdade, revelou hoje o adjunto do presidente da autarquia. [...] Agora, e de acordo, com as indicações da autarquia, a Unidade de Arqueologia concordou em permitir o seu enterramento, com a opção de, um dia mais tarde, ser feita uma escavação mais ampla no local.» [Jornal de Notícias]
No dia em o PSD exigiu a divulgação permanente das descobertas sobre o templo romano, a Câmara de Braga imputa aos arqueólogos da Universidade do Minho a decisão de voltar a enterrar o templo romano de grandes dimensões que foi encontrado sob a Avenida da Liberdade. Torna-se cada vez mais evidente que o processo não está a ser conduzido de forma completamente transparente.
Convém lembrar que o assunto não é consensual entre os arqueólogos e que o próprio Luís Fontes defendeu a musealização do achado aquando da visita dos deputados municipais. Recuso aceitar que decisões tão importantes sejam tomadas num aparente contra-relógio eleitoral em que a posição da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho pode vir a ser interpretada como um mero aceno às «indicações da autarquia».
Porque é que Luís Fontes mudou de opinião? Ninguém sabe. E também ninguém sabe o que é que a musealização do templo representaria em termos de potencial turístico para a cidade nem que opções foram estudadas como alternativa em caso de suspensão definitiva da obra nem se o alegado acordo com os promotores imobiliários da requalificação do quarteirão do Correios pesou nesta decisão. O que está claro é que o executivo de Mesquita Machado pretende lavar as mãos, acusando a Unidade de Arqueologia de ter optado por enterrar o tesouro romano agora descoberto. Tudo está a ser decidido sem o necessário debate público, sem a audição de outros especialistas e fazendo tábua rasa das opiniões versadas por alguns dos mais conceituados arqueólogos nacionais.
O destino que lhe querem traçar é certamente melhor do que o que deram aos achados arqueológicos encontrados na Avenida Central e noutros pontos da cidade. Ainda assim, importa salientar que o primeiro compromisso dos arqueólogos é para com a sociedade, os contribuintes e a defesa do património histórico. A ideia que transparece é que a arqueologia está a perder mais uma oportunidade e, pior do que isso, que Braga está outra vez a hipotecar o futuro mal tratando o passado...
Juntos pelo Aeroporto do Norte
A defesa da gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro está a unir o Norte contra o centralismo do governo de Lisboa. Os autarcas dos 86 municípios do Norte, com o apoio de Aveiro, estão a preparar uma posição conjunta para enviar ao Primeiro Ministro, José Sócrates.
O Minho despertou finalmente para uma questão que é estratégica para o desenvolvimento do Norte e os municípios de Guimarães, Famalicão, Barcelos, Viana dos Castelo e Arcos de Valdevez estiveram representados ao mais alto nível neste primeiro encontro. A ausência de Braga foi colmatada com uma carta de apoio à iniciativa.
O Minho despertou finalmente para uma questão que é estratégica para o desenvolvimento do Norte e os municípios de Guimarães, Famalicão, Barcelos, Viana dos Castelo e Arcos de Valdevez estiveram representados ao mais alto nível neste primeiro encontro. A ausência de Braga foi colmatada com uma carta de apoio à iniciativa.
Zon 1 - Benfica 0
Depois das tentativas de condicionamento da liberdade de informação através da censura dos jornalistas que não dizem o que o clube quer ouvir, o Benfica tentou impedir a ZON de transmitir um jogo cujos direitos de transmissão tinha legitimamente adquirido junto do Olympiakos. Apesar dos esforços, Meo e Benfica saem derrotados porque a Entidade Reguladora da Comunicação autorizou a transmissão em exclusivo para clientes ZON.
Acontece no Minho [12]
© Rui Norte
O Lago dos Cisnes (bailado)
[Sexta, 28 de Novembro, 21h30m. Theatro Circo, Braga]
"O Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky é uma das obras mais emblemáticas da música do século XIX. Chega ao Minho através da interpretação dos famosos bailarinos do Ballet Imperial Russo, no penúltimo dia da digressão nacional daquele grupo.
O Elixir de Amor (ópera)
[Sexta, 28 de Novembro, 21h30m. Centro Cultural Vila Flor, Guimarães]
«Estreada em 1832, “O Elixir D’ Amor”, do famoso compositor Gaetano Donizetti, é uma das óperas cómicas de maior harmonia, em delicado equilíbrio entre a farsa e o sentimento. Una furtiva lacrima, a ária mais famosa desta ópera, já foi interpretada por todos os grandes tenores italianos, de Caruso a Pavarotti.»
Quarteto J (música)
[Sábado, 29 de Novembro, 22h. Espaço Cultural Pedro Remy, Braga]
Com J. Resende (na foto) no piano, Zé Pedro Coelho nos saxofones, João Custódio no contrabaixo e João Rijo na bateria, o Espaço Cultural Pedro Remy volta a trazer o melhor jazz nacional a Braga. O Quarteto J é liderado por J. Resende, um algarvio que, com apenas quatro anos de idade, começou a tocar piano. Depois de um longo percurso de formação musical, tornou-se num dos nomes mais respeitados do jazz nacional.
Festas Nicolinas
[Sábado, 29 de Novembro. Guimarães]
São as festas do estudante de Guimarães. Embora as primeiras referências remontem ao início da segunda metade do século XVII, crê-se que as Festas Nicolinas começaram a celebrar-se no século XIV. O cortejo do pinheiro e as ceias nicolinas são a grande atracção do fim de semana cultural do Minho, trazendo milhares de vimaranenses e fostareitos para as ruas à cidade património da Humanidade na noite do próximo Sábado.
(Re)Enterrar o Tesouro Romano
«Os arqueólogos da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), que vêm acompanhando os trabalhos do prolongamento do túnel, detectaram, em Outubro, um vestígio de um edifício romano de grandes dimensões, a sul do cruzamento da Avenida da Liberdade com a rua do Raio. As escavações puseram a descoberto apenas o topo norte da estrutura, com cerca de 20 metros, bem como um muro de construção romana. O resto do edifício permanece escondido debaixo de terra numa zona onde não está prevista nenhuma intervenção a curto prazo. O início da construção do equipamento descoberto pelos arqueólogos da UM deve remontar ao século I.» [Samuel Silva, Público]
A decisão foi tomada sem qualquer debate público - as descobertas arqueológicas do topo norte da Avenida da Liberdade vão ser (re)enterradas e as obras do túnel prosseguem. Mas afinal, qual é o potencial histórico e turístico da musealização destas descobertas?
A resposta, se alguém se questionou sobre o assunto, está guardada nos gabinetes dos autarcas e dos arqueólogos desta cidade, sem que das reflexões produzidas seja dado cabal conhecimento às populações. Num momento em que se ouvem tantos lamentos sobre o desinteresse dos cidadãos pela política e pelas questões de cidadania, o debate sobre estas matérias deveria ser público, transparente e global.
Todos se recordam do que foi o debate em torno do novo aeroporto da Ota e dos custos que o país teria que suportar caso o assunto se tivesse mantido na esfera dos políticos e dos técnicos que os políticos contratam. Temo bem que suceda o mesmo nesta questão do túnel da Avenida da Liberdade.
Já se sabe que uma parte significativa dos bracarenses não tem a herança histórica em boa conta, mas a verdade é que, ao desperdiçarem oportunidades preciosas para suscitar o debate, os arqueólogos, alguns arqueólogos, contribuem para o preocupante alheamento das populações que acaba por ratificar os erros estratégicos e atentados contra o património histórico que têm sido cometidos ao longo dos últimos anos.
As Contas do Futebol [2]
1. Respeitando o princípio de que sem competição não há receitas, a Liga deveria chamar a si cinquenta por cento de todas as receitas das transmissões televisivas, distribuindo-as equitativamente por todos os clubes participantes.
2. Respeitando os princípios do serviço público de televisão, em particular a obrigação de pluralidade, os órgãos de comunicação social estatais deveriam pautar a sua informação desportiva por rigorosos critérios de relevância noticiosa, dedicando mais tempo relativo aos clubes que não os chamados três grandes.
3. Respeitando as lógicas de mercado, os clubes deveriam adequar os preços dos bilhetes à procura sem desvirtuar as especificidades de um segmento em que os factores emocionais têm um peso decisivo nas decisões económicas. Como tal, os clubes ditos pequenos deveriam trabalhar no fortalecimento das ligações afectivas com os associados reais e potenciais, num trabalho que deverá ser levado a cabo em conjunto com as autarquias e as principais colectividades locais, tendo presente que os clubes são os principais embaixadores e aglutinadores identitários das cidades em que se inserem. Mais, os clubes devem criar condições de competitividade em redor do espectáculo desportivo que tornem as deslocações ao estádio mais apetecíveis do que a assistência aos jogos no conforto do sofá.
2. Respeitando os princípios do serviço público de televisão, em particular a obrigação de pluralidade, os órgãos de comunicação social estatais deveriam pautar a sua informação desportiva por rigorosos critérios de relevância noticiosa, dedicando mais tempo relativo aos clubes que não os chamados três grandes.
3. Respeitando as lógicas de mercado, os clubes deveriam adequar os preços dos bilhetes à procura sem desvirtuar as especificidades de um segmento em que os factores emocionais têm um peso decisivo nas decisões económicas. Como tal, os clubes ditos pequenos deveriam trabalhar no fortalecimento das ligações afectivas com os associados reais e potenciais, num trabalho que deverá ser levado a cabo em conjunto com as autarquias e as principais colectividades locais, tendo presente que os clubes são os principais embaixadores e aglutinadores identitários das cidades em que se inserem. Mais, os clubes devem criar condições de competitividade em redor do espectáculo desportivo que tornem as deslocações ao estádio mais apetecíveis do que a assistência aos jogos no conforto do sofá.
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