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O Aeroporto de Tódolos Galegos

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Manuel Bragado explica no Faro de Vigo como é que o Aeroporto Sá Carneiro se está a converter no grande terminal da Galiza e Norte de Portugal, deixando para trás Vigo, Santiago e Corunha. Se dúvidas ainda houvesse, fica claro que a aposta numa gestão autónoma do Aeroporto do Porto deve ser considerada estratégica para o desenvolvimento desta EuroRegião.

Do lado português, falta resolver o problema das assessibilidades ao Aeroporto. Depois do Metro, é urgente fazer chegar o comboio de Alta Velocidade, bem assim as ligações suburbanas de Braga, Guimarães, Caíde e Aveiro. A modernização da Linha do Minho, com melhoria da ligação ferroviária entre Porto e Vigo é outro dos vectores estratégicos para a afirmação do Aeroporto Sá Carneiro como a grande interface de ligação ao mundo do Noroeste Peninsular.

6 Milhões Querem o TGV Porto-Vigo

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«Estou convencido que, governe quem governe, o comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo é bom para Portugal e para Espanha. Seis milhões de pessoas querem que o comboio seja feito. Toda a Galiza poderá descer ao Porto em menos de 1.30 horas. Acredito que melhorará a competitividade do território, as relações comerciais, empresariais.» [Alberto Núñez Feijóo]

A construção de uma linha de alta velocidade com partida no Porto e paragens no Aeroporto Sá Carneiros e em Braga é verdadeiramente essencial para o reforço da cooperação transfronteiriça na euroregião Norte de Portugal/Galiza e para o relançamento da economia na parte portuguesa do Noroeste Peninsular. Numa excelente entrevista, Alberto Núñez Feijóo, Presidente da Junta da Galiza, reclama o avanço de um projecto que servirá seis milhões de habitantes e enuncia as inúmeras vantagens da descentralização administrativa.

Em termos de regionalização, a experiência espanhola é verdadeiramente paradigmática, expondo todas as potencialidades e oportunidades da descentralização administrativa do país. O Presidente da Junta da Galiza afirma mesmo que «qualquer país que experimente uma descentralização controlada pode ter mais vantagens do que inconvenientes

Também hoje surgiu a notícia de que, no período entre 2014 e 2020, a negociação dos fundos comunitários para euroregião Norte de Portugal/Galiza será feita conjuntamente pela Junta da Galiza e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-N).

Torre de Hércules é Património Mundial

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Torre de Hércules (A Coruña) II
© DurKeN

A Torre de Hércules de La Coruña, na vizinha Galiza, foi proclamada Património Mundial pela UNESCO. Esta torre de 55 metros, erigida sobre um monte de 57 metros de altura é o farol romano mais antigo do mundo, uma obra que os romanos baptizaram como Farum Brigantium. A classificação da UNESCO inclui um conjunto de petroglifos da Idade do Ferro, um cemitério muçulmano e um conjunto de estátuas descoberta nas escavações realizadas em redor da Torre durante os anos noventa.

A distinção da UNESCO é o justo reconhecimento do trabalho empreendido pelas autoridades nacionais de Espanha e locais da Corunha no estudo e conservação do património histórico e arquitectónico. Um exemplo a seguir.

Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012

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Castelo de Guimarães

A ler: dois mil e doze - como nos venden la moto, por Eduardo Brito; Algumas notas sobre a CEC, por Samuel Silva; Capital Europeia integra municípios do Distrito e da Galiza, por RTP.

A ver: Reacções ao anúncio de «Guimarães, CEC», por Guimarães TV.

Cooperação Radiofónica Transfronteiriça

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O Rádio Clube do Minho, de Braga, e a Cadena Ser, de Vigo, emitiram em conjunto vários programas sobre a Conferência Transfronteiriça de Segunda Geração, organizada pelo Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e que decorreu durante a passada semana na cidade de Guimarães.

A iniciativa, simbólica é certo, constitui-se como mais um importante passo no apronfudamento das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza, parceria vital para o desenvolvimento estratégico das duas regiões.

Cérebro, Invasões e Gerês

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Numa semana em que os cérebros andam à solta pelo País (e no Minho também!), Manuel Gago, blogger da amiga Galiza, escreve sobre a Semana Santa de Braga. Também pela vizinha Galiza, faz-se notícia da publicação de um artigo na revista Bracara Augusta sobre a invasão daquela região pelas tropas de D. Fernando I e a respectiva retaliação por parte dos espanhóis.

No entretanto, não se esqueçam de votar no Gerês para as 7 Maravilhas Naturais do Mundo. Estas coisas valem o que valem, mas o Gerês merece.

Projectos 9 | Instituto de Nanotecnologias

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Laboratório Internacional de Nanotecnologia - Braga

Laboratório Ibérico de Nanotecnologia - Braga

Agradecendo ao Mr Strangelet do Fórum SkyscraperCity por me ter avisado da existência deste documento, disponibilizo algumas das primeiras imagens do projecto do Laboratório Ibérico de Nanotecnologia. Também em Bracarae Avgvste.

TGV: linha Porto-Vigo poderá aumentar PIB regional

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«Não seria muito aventurado estimar a médio prazo, isto é, nos cinco ou seis anos seguintes à conclusão das obras de construção do TGV, um aumento derivado entre 1 e 1,5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) da Euroregião», afirma o autor do estudo, Xulio X. Pardellas, da Universidade de Vigo, no documento que integra o relatório do Eixo Atlântico sobre o grau de execução do Mapa de Infra-Estrututuras do Eixo Atlântico.

A construção da nova ligação poderá também originar «um impacto positivo entre 0.6 por cento e 0,7% para o Valor Acrescentado Bruto (VAB) dos sectores no que respeita ao investimento público, o que significaria um aumento final do VAB da Euroregião de 5.660 milhões de euros» durante a duração da obra.

A «médio prazo», avança igualmente o autor do estudo, a nova infra-estrutura «contribuirá para a fixação da população, podendo mesmo gerar um aumento, e para a criação de novas oportunidades de emprego», podendo estimar-se a criação de 100.000 postos de trabalho durante o período de construção.»

Tendo em conta o panorama recentemente traçado pela iniciativa "A Península Ibérica em Números" (ver imagem), parece consensual que todos os esforços em termos de investimento se devem concentrar a Norte. Esta notícia acaba por demonstrar a importância de fazer avançar a linha Porto-Braga-Vigo sem devaneios governativos que tornem prioritária a ligação entre Lisboa e Madrid.

A Aposta Certa

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«A aposta é fazer do Norte em geral e o Minho em particular "um cluster na área da Saúde". A modernização dos produtos tradicionais para estimular o tecido produtivo é "outra das potencialidades que o Instituto pode trazer para o concelho". Juntamente com Ricardo Gonçalves estiveram Miguel Laranjeiro, Nuno Sá, Isabel Coutinho, Teresa Venda, Manuel Mota e Sónia Fertuzinhos, que ficaram ainda a saber que o Instituto vai trazer para Braga mais de 200 investigadores mundiais "de topo" que terão na retaguarda mais de 300 pessoas.» [Jornal de Notícias]

Chaves-Verin: A Primeira Euro-Cidade

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«El Eixo Atlántico -entidad que asocia a 28 ciudades del Norte de Portugal y de Galicia- analizará la propuesta planteada por el alcalde luso de Chaves de crear una eurociudad en unión con el municipio ourensano de Verín, que sería la primera de la península Ibérica, declaró Xoan Vázquez Mao.» [la opinion coruña]

«Queremos trazer os turistas pela boca»

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Anda de boca em boca, mas pode dizer-se à boca cheia que a Câmara de Braga está a preparar uma iniciativa que vai fazer a boca doce a muita gente de boa boca. Bocas à parte, Braga à Mesa é o evento que vai tornar Braga na «capital gastronómica do Noroeste peninsular» durante o próximo mês de Dezembro.

Segundo escreve Samuel Silva no Público, «a iniciativa Braga à mesa, que é apresentada amanhã em Pontevedra, pretende utilizar a gastronomia local e regional como motivo de atracção turística. O mercado galego é uma aposta prioritária dos responsáveis autárquicos bracarenses, que estabeleceram uma parceria com aquela cidade galega.»

A iniciativa reúne assim dois vectores fundamentais do desenvolvimento estratégico da cidade. Por um lado, a aposta no turismo e, por outro, a incursão no mercado galego tão próximo e tão promissor. [mais informações aqui]

Congresso Ibérico de Estudantes de Medicina

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Alguns estudantes de Medicina da Universidade do Minho em conjunto com colegas da Faculdade de Medicina de Santiago de Compostela estão a organizar o I Congresso Ibérico de Estudantes de Medicina. O evento realizar-se-á entre 24 e 27 de Outubro em Santiago de Compostela, a capital da Galiza. As inscrições já estão abertas em http://www.cibeme.com/.

Ibéria: Portugal e Espanha vistos ao Espelho

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As declarações de José Saramago sobre a integração de Portugal em Espanha têm sido amplamente analisadas de ambos os lados da fronteira, servindo de mote para uma reflexão interessante e aprofundada sobre a história e os desafios que unem os dois países. O periódico El Pais publicou uma reportagem sobre o impacto das declarações do escritor português onde pode ler-se:

«España y Portugal son países hermanos, y la Santa Madre Iglesia no aprueba el matrimonio incestuoso. Esa frase histórica, que pronunció un canónigo luso en Braga con motivo de una visita de Alfonso XIII, sigue vigente. Los portugueses ya no odian ni miran a los españoles con el rencor y los prejuicios de otros tiempos ("De España ni buenos vientos ni buenos casamientos", dice el refrán) y, aunque su economía depende en gran medida del comercio con España y adoran ir a Zara o El Corte Inglés, antes muertos que renunciar a la patria y la bandera para convertirse en una comunidad autónoma y fundirse en un país de 55 millones de habitantes llamado Iberia.»

Por toda a Espanha multiplicam-se as reacções à ideia do Prémio Nobel. No El Faro de Cartagena surge uma interessante comparação entre a realidade portuguesa e a do País Basco ou Catalunha:

«Portugal, tan pobrete siempre, ha sido eso precisamente, pobrete, porque le ha faltado su mercado natural, que no es otro que España. O sea, ha sido pobre por independizarse de España. Es el caso contrario de Cataluña y el País Vasco, que siempre tuvieron el mercado español como horizonte de expansión. Abasteciendo a España, se hicieron ricos, y evitaron que España se desarrollase, por creer que ambos territorios eran España. Craso error, sabemos hoy.»

A opinião de Joaquín Roy, catedrático de Relações Internacionais e Literatura Hispano-Americana na Universidade de Miami, desenvolve-se numa tónica diferente, salientando o avanço ideológico da sociedade portuguesa relativamente à espanhola ao longo do último século. Avanço que o século XXI tem feito questão de inverter, com os espanhóis a assumirem a dianteira liberal e progressista mundial.

«En casi todos los acontecimientos del siglo pasado, Portugal se adelantó a España cronológicamente: se despojó de la monarquía antes (1910), instaló un régimen filofascista una década antes que Franco y defenestró los restos de la dictadura salazarista en 1974, más de un año antes de la muerte del dictador español. Incluso en las alianzas internacionales Lisboa dejó atrás a Madrid: Portugal fue miembro fundador de la OTAN, ingresó en la EFTA y firmó los documentos de adhesión a la Comunidad Europea en la mañana, mientras el Gobierno español lo hacía a la una de la tarde.»

A discussão/reflexão que nasceu das afirmações de Saramago tem sido bastante profícua e reveladora. Enquanto europeísta não auguro grande futuro para os desejos de Saramago, mas também não vejo o enorme disparate que lhe querem imputar. O território não deve ser mais do que um meio para a obtenção da prosperidade e a prática do humanismo, embora a sua defesa ainda seja encarada por muitos como um objectivo em si mesmo. Estará um bracarense mais ligado historica, social e culturalmente a um algarvio do que a um galego? Tenho muitas dúvidas.

As discussões nacionalistas e patrióticas, a par dos temas religiosos, são o terreno certo para a expressão dos postulados mais irracionais (pagarão os impostos devidos todos os que tão fervorosamente defendem a Pátria?). É curioso que as principais causas de quase as todas as guerras humanas dos últimos séculos tenham raízes tão distintas: a luta pelo território herdada filogeneticamente e a crença religiosa construída culturalmente. Para mim, nem uma nem outra são particularmente relevantes.

Outras opiniões: La Saramagada. Dominicana+Haiti. Iberia. Expansionismo Espanhol. Portugal mira a España.

Omissões que falam por si

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A propósito da eleição de Luís Filipe Meneses para o cargo de Presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, noticia a Lusa [via Norteamos] que a ligação ferroviária entre o Porto e as cidades de Vigo, Santiago de Compostela e Corunha é outra questão que será debatida durante o mandato. Seja lapso do jornalista ou esquecimento de Luís Filipe Meneses, a verdade é que a paragem de Braga foi omitida.
Não quero crer que Luís Filipe Menezes, eleito deputado pelo círculo de Braga, se tenha esquecido da capital do Minho. É que há omissões que falam por si.

Galiza deixa o Norte para trás

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A edição de hoje do Jornal de Notícias parece vir dar razão aos que ontem (parece que adivinhámos!) defendíamos a cooperação transfronteiriça:

Os indicadores económicos mais recentes não deixam margem para dúvidas a Galiza atravessa o período mais próspero da sua história e promete, até, superar todos os índices de crescimento de Espanha. A produtividade dispara, impulsionada pelos sectores da indústria e serviços. O contraste com a crise que se vive na Região Norte de Portugal é evidente. Dois exemplos: o salário médio galego já vai nos 1240 euros, o dobro da Região Norte, que se fica pelos 635 euros. A taxa de desemprego da Galiza desceu para o nível mais baixo dos últimos 25 anos, enquanto no Norte continua a subir e a bater recordes pela negativa.

Norte de Portugal e Galiza: Um Futuro Comum?

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A EuroRegião Norte de Portugal - Galiza começa a ganhar adeptos nos mais variados quadrantes políticos. A língua, a cultura e a religião comuns são alguns dos argumentos dos entusiastas apoiantes do aumento da cooperação e das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza.

Do lado galego, têm sido dados passos concretos no sentido de uma verdadeira cooperação transfronteiriça. Desde logo, o facto da língua portuguesa poder vir a integrar os currículos dos estudantes galegos. É que, a ideia de que o galego é uma variante dialetal da língua portuguesa reúne hoje um vasto consenso, sendo estudado a par com as restantes variantes do português nas universidades e centros de investigação linguística (1). Do ponto de vista económico, é interessante destacar que o facto de a ANA (Aeroportos Nacionais) reconhecer que o aumento do tráfego do Aeroporto Sá Carneiro se deveu a uma campanha de marketing desenvolvida na Galiza. É um sinal concreto da atenção que as empresas portuguesas estão a dar ao mercado galego (aqui tão perto).

Do lado galego, a vontade política existe. Neste capítulo, importa sublinhar as declarações do Presidente Galego, no passado dia 1 de Junho:

Neste sentido, Pérez Touriño suxeriu que “debemos ser ambiciosos” e as rexións deben xerar ideas que se poidan aplicar en toda Europa, “contribuíndo ao desenvolvemento de comunidades máis cohesionadas, dinámicas e respectuosas co medio, nas que os cidadáns teñan a oportunidade de prosperar”. Referiuse á eurorrexión Galicia-Norte de Portugal como exemplo en materia de cooperación territorial Europea.
O presidente galego expresou que a política rexional reflicte, “mellor ca ningunha”, esa “solidariedade de feito” á que se refería Jean Monet. Así, destacou a “solidariedade e a cohesión territorial” como eixes desta política grazas á cal, territorios como Galicia e Portugal “progresaron enormemente”.

Enquanto se processa a reaproximação cultural, económica e linguística, surgem algumas ideias de unionismo com a proposta de criação de uma região (nação?)denominada Galécia. Ideias sem grande expressão, defendidas numa mão cheia de blogues anónimos.

Os próximos anos serão fundamentais para a criação de laços fortes que aproximem estas duas regiões tão próximas mas ainda tão distantes. Haja vontade política.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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