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Cooperação Radiofónica Transfronteiriça

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O Rádio Clube do Minho, de Braga, e a Cadena Ser, de Vigo, emitiram em conjunto vários programas sobre a Conferência Transfronteiriça de Segunda Geração, organizada pelo Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e que decorreu durante a passada semana na cidade de Guimarães.

A iniciativa, simbólica é certo, constitui-se como mais um importante passo no apronfudamento das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza, parceria vital para o desenvolvimento estratégico das duas regiões.

Omissões que falam por si

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A propósito da eleição de Luís Filipe Meneses para o cargo de Presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, noticia a Lusa [via Norteamos] que a ligação ferroviária entre o Porto e as cidades de Vigo, Santiago de Compostela e Corunha é outra questão que será debatida durante o mandato. Seja lapso do jornalista ou esquecimento de Luís Filipe Meneses, a verdade é que a paragem de Braga foi omitida.
Não quero crer que Luís Filipe Menezes, eleito deputado pelo círculo de Braga, se tenha esquecido da capital do Minho. É que há omissões que falam por si.

Galiza deixa o Norte para trás

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A edição de hoje do Jornal de Notícias parece vir dar razão aos que ontem (parece que adivinhámos!) defendíamos a cooperação transfronteiriça:

Os indicadores económicos mais recentes não deixam margem para dúvidas a Galiza atravessa o período mais próspero da sua história e promete, até, superar todos os índices de crescimento de Espanha. A produtividade dispara, impulsionada pelos sectores da indústria e serviços. O contraste com a crise que se vive na Região Norte de Portugal é evidente. Dois exemplos: o salário médio galego já vai nos 1240 euros, o dobro da Região Norte, que se fica pelos 635 euros. A taxa de desemprego da Galiza desceu para o nível mais baixo dos últimos 25 anos, enquanto no Norte continua a subir e a bater recordes pela negativa.

Norte de Portugal e Galiza: Um Futuro Comum?

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A EuroRegião Norte de Portugal - Galiza começa a ganhar adeptos nos mais variados quadrantes políticos. A língua, a cultura e a religião comuns são alguns dos argumentos dos entusiastas apoiantes do aumento da cooperação e das relações transfronteiriças entre o Norte de Portugal e a Galiza.

Do lado galego, têm sido dados passos concretos no sentido de uma verdadeira cooperação transfronteiriça. Desde logo, o facto da língua portuguesa poder vir a integrar os currículos dos estudantes galegos. É que, a ideia de que o galego é uma variante dialetal da língua portuguesa reúne hoje um vasto consenso, sendo estudado a par com as restantes variantes do português nas universidades e centros de investigação linguística (1). Do ponto de vista económico, é interessante destacar que o facto de a ANA (Aeroportos Nacionais) reconhecer que o aumento do tráfego do Aeroporto Sá Carneiro se deveu a uma campanha de marketing desenvolvida na Galiza. É um sinal concreto da atenção que as empresas portuguesas estão a dar ao mercado galego (aqui tão perto).

Do lado galego, a vontade política existe. Neste capítulo, importa sublinhar as declarações do Presidente Galego, no passado dia 1 de Junho:

Neste sentido, Pérez Touriño suxeriu que “debemos ser ambiciosos” e as rexións deben xerar ideas que se poidan aplicar en toda Europa, “contribuíndo ao desenvolvemento de comunidades máis cohesionadas, dinámicas e respectuosas co medio, nas que os cidadáns teñan a oportunidade de prosperar”. Referiuse á eurorrexión Galicia-Norte de Portugal como exemplo en materia de cooperación territorial Europea.
O presidente galego expresou que a política rexional reflicte, “mellor ca ningunha”, esa “solidariedade de feito” á que se refería Jean Monet. Así, destacou a “solidariedade e a cohesión territorial” como eixes desta política grazas á cal, territorios como Galicia e Portugal “progresaron enormemente”.

Enquanto se processa a reaproximação cultural, económica e linguística, surgem algumas ideias de unionismo com a proposta de criação de uma região (nação?)denominada Galécia. Ideias sem grande expressão, defendidas numa mão cheia de blogues anónimos.

Os próximos anos serão fundamentais para a criação de laços fortes que aproximem estas duas regiões tão próximas mas ainda tão distantes. Haja vontade política.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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