Avenida Central

Apostar nas Pessoas

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gosto do norte
© *L

«A vida é um eterno regresso a casa.»

Evidências | 2

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«Uma notinha prévia para dois tipos de pessoas: a) as que usam o argumento de que os homossexuais já se podem casar, só não podem fazê-lo uns com os outros; b) e aquelas que dizem que o país tem assuntos mais graves e, portanto, este não tem a dignidade da urgência que o faria merecer se discutido.

Vão para o raio que vos parta. Todos. Os primeiros porque são imbecis e os segundos porque não têm a mínima noção do que é um contrato social ou, mais ainda, do que é ser cristão. Em que momento da vossa infeliz e ressabiada vida é que olharam directamente nos olhos de alguém que está a tentar discutir uma coisa essencial para a sua vida e tiveram a coragem de lhe dizer:” — Agora não, pá, que estou a tentar resolver os problemas das exportações”.

Caso consigam identificar esse momento — esse no qual a resolução hipotética de um problema vos ocupa mais disponibilidade mental do que o sofrimento de um outro ser humano — chegou a altura de entalarem as mãozinhas na porta do forno (ligado) para terem mais uma coisinha com que se entreter.» [Laura Abreu Cravo]

Pela Libertação dos Presos Políticos Saharauis

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No passado dia 8 de Outubro, sete activistas de direitos humanos saharauis foram detidos pela polícia marroquina, em Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf, na Argélia. A detenção foi ordenada sob a acusação de traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país.
Esta é mais uma violação dos direitos humanos, contra a qual nos devemos insurgir. Para tal, foi criada uma Campanha pela Libertação dos Presos Políticos Saharauis, a qual foi apoiada por várias associações portuguesas.

O Reino da Tranquilidade

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«Creio que, se a classe média temesse que os seus filhos fossem presos, não se aceitaria, quase como se estivesse perante uma fatalidade folclórica, aquilo a que vulgarmente se chama “código de honra das cadeias” e onde eu não vejo mais do que violências exercidas por uns presos sobre outros, perante a complacência de todos nós.» [Helena Matos, no Blasfémias]

Texto de leitura absolutamente indispensável. Por Helena Matos, no Blasfémias.

A Vez do Vermelho

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rdk© Brunocerous

Saldanha Sanches chamou a atenção hoje, algures no Frente a Frente com Paula Teixeira da Cruz na SIC Notícias, para o alerta lançado pelo Sindicato das Carreiras de Investigação e Fiscalização do SEF. Segundo o seu Porta-voz, a regulação da actividade nas casas de alterne, com a legalização e regulamentação da indústria do sexo, gerariam receitas fiscais ao Estado capazes de pagar investimentos púbicos - perdão... - públicos, como a nova auto-estrada entre Amarante e Bragança. (a cidade nordestina não se livra das insinuações)

Por outro lado, e é sabido, a legalização permitiria muito maior controle sobre as máfias e o tráfico de seres humanos, optimizando a acção da polícia e até mesmo de organizações governamentais e ONG's que dão apoio também na prostituição de rua. A ilegalidade é geralmente a parede contra a qual se colocam muitas das mulheres obrigadas a uma actividade pela espada de quem as trouxe, com outras promessas, para Portugal. O proibicionismo raramente resulta, e a mudança desse paradigma na política do consumo de droga fez do nosso país exemplo a ser seguido pelos E. U. A..

Progressista, Mas Não Muito | 2

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O candidato do PSD a Bruxelas é mais um que entrou na modinha dos católicos pro a imitar o bispo de Viseu. Tal como Ilídio Leandro, em mais coisa menos coisa, o metaleiro diz que «a igreja tem de mudar o discurso sobre a ordenação das mulheres, o casamento dos padres, os homossexuais, os anticoncepcionais e o divórcio».

Mas quando confrontado especificamente com a consagração na Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, prefere ir devagar, como que untando as coisas. É uma espécie de progressista por etapas: defende que deve começar-se por uniões civis como que a habituar o esfíncter conservador da sociedade portuguesa, para só depois lhe entrar com o casamento em pleno direito e denominação, talvez anexado da adopção. Não que um ou uma homossexual seja menos bom pai que os outros: "Não, não é menos. Não é menos. Não é menos." - insiste.

Ora, por muito à frentex que queira parecer - até que não duvido que seja -, Rangel enrola-se nestes exercícios de moderação sofismáticos, porque a igualdade de direitos - na lei pelo menos - não é, nem pode ser, gradual num país democrático e civilizado, tal como o direito ao voto em si não é um bem que distribua a uns por inteiro e a outros pela metade.

Europa, Felizmente!

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«O Tribunal europeu dos direitos do homem condenou hoje Portugal por ter proibido, em 2004, a entrada nas suas águas territoriais de um barco fretado por organizações favoráveis à despenalização do aborto.» [Público]

"Uma Coisa de Cada Vez"

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A moção de global de José Sócrates, que parirá o Programa Eleitoral do Partido Socialista em 2009, vai, de mansinho, dar "uma coisa de cada vez" aos cidadãos que "optam" (porque é assim que se pensa) viver com alguém de igual genitalia - igual como quem diz, há as maiores ou menores, as mais ou menos peludas... Isto é: o casamento na próxima legislatura e, quem sabe, a adopção na outra a seguir...

O assunto é para tratar com jeitinho, porque na mente dos socialistas de comissão, mais que preocupar-se com as dificuldades financeiras das suas famílias e empresas, a degradação da qualidade do ensino e dos serviços de saúde, ou os transportes públicos miseráveis, os portugueses estão realmente muito incomodados com o casamento ou a adopção gay. Isso é que lhes pode tirar o sossego de um plenário em maioria absoluta... Realmente, é na manutenção do actual estado de inconstitucionalidade, que está - e sempre esteve - a solução dos problemas de governação e sustentabilidade deste País.

A Oeste do Genocídio [3]

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«Ontem a ONU revelou, entre outros casos, que as Forças Armadas israelitas bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado, no dia anterior, cerca de 110 palestinianos, sendo 50 crianças, supostamente para estarem em segurança. No ataque morreram 30.» [JN]

O modus operandi do exército israelita assume a cada dia contornos semelhantes ao que tanto se abomina na história bélica. Mesmo com a romântica divisão de catálogo entre civis e militares, as baixas são transversais e inevitáveis. Na confusão, a solução seria - chamem-lhe utopia - alguma das partes terminar a escalada de violência, que a cada tiro encontra menos razão que a justifique. Enquanto isso, os moderados, com quem Israel se poderia sentar, perdem influência numa sociedade crescentemente envenenada de ódio a uma nação que não consegue, nem por um momento, contrariar a máscara de guerra com que foi fundada. Só por aí, Israel há-de ser sempre um Estado sem paz e sem futuro, a não ser que faça por eliminar tudo à sua volta. O trágico é não faltar gentinha que não veja nenhum problema nisso.

A Oeste do Genocídio [2]

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«Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!»
[Fernando Nobre, presidente da AMI, via Arrastão]

A comparação, que muitos têm como infeliz, é feita por alguém com cartas jogadas nos mais sangrentos tabuleiros da guerra. Saberá, bem mais que eu, das comparações que faz. Parece que a Humanidade, e o Ocidente em particular, tanto tende a esquecer como repete barbárie atrás de barbárie. E não será por acaso que, com crescente distância — parece ser da patente nazi —, os "holocaustos" se façam um pouco por todo lado e um pouco por nossa culpa. Em quase todos se acham motivos de sobrevivência e segurança-interna das 'cracias, que não são nada mais que o píncaro paranóico da espiral desumana em que se tornou este capitalismo que nos faz altaneiros. E neste Mundo em que o conceito de privacidade tem muito que se lhe diga, quanto mais altos se fazem os muros, mais dificilmente se esconde o que há além deles.

A Oeste do Genocídio

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Não sou expert em geopolítica, nem gozo da capilaridade farfalhuda e rigorosa de Nuno Rogeiro, daí que me tente em abstrair de comentar – pelo medo do sofisma - um conflito que se arrasta há anos, já crónico e estranhamente tolerável à opinião pública geral, porque vai e vem com o zapping entre a CNN e o Canal Panda. De verdade, novidade seria guerra noutro lado qualquer com muito petróleo à mistura. Parece exigência da Sociedade de Consumo, esta distorção actual a que somos remetidos, alheados num quotidiano de normal inumanidade – se é que a palavra e o conceito existe à parte da Humanidade em si.

O esforço do que digo disto, fica assim pelo empírico. Não vejo motivo algum que justifique esta e nenhuma guerra. Como não há nada que desculpe, em passado medieval ou recente, o passivismo descontente de contrição, do primeiro mundo perante a arrogância israelita. O Ocidente, aliás, na sua fantasia secular de fachada e nos seus comentadores orgulhosamente liberais, também ainda não soube explicar devidamente porque acha alguns estados religiosos bons e outros maus.

Já agora pergunto: quão diferente será de um gueto em Varsóvia, enfaixar um milhão de pessoas num pedacinho de terra, por critério étnico-religioso, condicionando o afluxo de bens essenciais, com um muro em redor, e obrigando a uma economia de sobrevivência? Estão à espera que lá dentro sejam felizes e atirem flores em vez de rockets?

You Are Powerful

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A Ciência é Solidária

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«Um princípio simples da Física foi utilizado por um professor jubilado da Universidade de Oxford para inventar óculos que poderão ser vendidos a menos de um euro e meio. Países subdesenvolvidos são alvo principal.» [Diário de Notícias]

Pelos Direitos Humanos

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Running for Olympics

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O Melhor Sistema de Ensino

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O sistema de ensino de um Estado guiado pela fé não falha...
Aposto que estes jovens aprenderam a lição.


Leituras Complementares :: Iran: Nine teenagers waiting to be hanged // Iran: Nine minors waiting to be hanged // 9 Minors Wait To Be Hanged in Iran

Racismo Nunca Mais

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Fez-se notícia da história de um menino que foi arrancado de um baloiço da Avenida Central pelo pai de outra criança. Segundo a queixa apresentada, o pai alegou que o seu filho teria mais direito a usufruir do espaço público do que os cidadãos de tez preta, oriundos de outros países. Se o acto é dantesco, as motivações alegadas são uma verdadeira monstruosidade.

Num país que se arregaça e se aprimora para receber os turistas dos países ricos da Europa do Norte, não é nada lisonjeiro constatar que as expressões de xenofobia e racismo são mais do que meras excentricidades de uma extrema destra e mais lesta que numerosa.

Tomemos como exemplo o futebol, um cenário que tende a hiperbolizar a expressão das emoções mais genuínas: os adeptos repetem as “bocas” xenófobas e os assobios racistas; os jornalistas acentuam a tónica, interpretando de maneira desigual o mesmo vaiar quando destinado a um jogador branco ou preto; os próprios jogadores não se coíbem de repetir insinuações xenófobas e racistas.

Mesmo sabendo que não havia impedimentos jurídicos para a convocatória de Deco, vários colegas de profissão, pretensos ídolos de uma geração, criticaram abertamente a chamada do jogador, fundamentando a sua oposição exclusivamente na origem do mesmo. Mas o que é que Cristiano Ronaldo tem que Deco não tenha? O que é que justifica que possam ser olhados de maneira tão diferente?

Aparentemente nada. Nada que não se possa justificar na tacanhez mental de quem vê portugalidade no local do parto. Mas estas profissões de fé acabam, invariavelmente, por dar maus resultados e ainda me hei-de rir no dia em que a sangria de serviços de saúde provocar o nascimento do nosso próximo desportista prodígio num qualquer quarto da Maternidade de Badajoz.

Os actos de racismo e xenofobia são invariavelmente arremessados contra seres humanos oriundos dos países que alguma gente gosta de assumir como culturalmente inferiores. Gente da mesma argamassa mental daquele Nobel senhor que, por estes dias, veio insinuar a superioridade genética dos brancos relativamente aos negros. Gente da mesma índole de uns senhores que gostam de pavonear, num diário local, ignorantes teorias supostamente científicas sobre a vida dos outros.

Eu não embarco em portuguesismos bacocos. Tenho assumidamente mais em comum com os guineenses e os brasileiros que respeitam do com os energúmenos portugueses que instilam o racismo, a xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação, seja por palavras, por actos, por crenças, por ideias políticos ou por omissões. E a Avenida Central deveria ser a mais cosmopolita das nossas praças.

[Versão integral no ComUM Online]

Avenida Racista

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A Avenida Central de Braga viveu, nas palavras de uma guineense, momentos que a todos deviam envergonhar. Racismo Nunca Mais é tema da crónica quinzenal que escrevo no ComUM. Disponível a partir das 00.01 de amanhã.

Solução Final

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[via Small Brother]

Massacre na Birmânia

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Seja na China, seja em Cuba, seja na Venezuela, seja nos Estados Unidos, seja no Iraque, seja na Birmânia: a força é a arma de quem não tem argumentos.

[Picture Copyright: Reuters]
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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