© Missão Minho
Braga é 27.º do Mundo
O Sporting de Braga terminou a época na vigésima sétima posição do ranking mundial de clubes da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). Enquanto isso, confirma-se o que há muito se sabia: Jorge Jesus já trabalha para o Benfica!
Somos Todos APD-Braga
© APD Braga - Fundação EDP
No próximo Sábado, dia 13 de Junho, pelas 15 horas a equipa de basquetebol em cadeira de rodas da APD – Braga Fundação EDP disputa o segundo jogo dos Playoff’s frente à equipa da APD Sintra no Pavilhão Desportivo da Universidade do Minho. Após no 1º encontro ter perdido na casa da APD Sintra por apenas 1 ponto (50-49), a formação bracarense tem a oportunidade de usar o factor "casa" e empatar a eliminatória, levando a decisão da passagem para um terceiro jogo a ser disputado no dia seguinte (14 de Junho), pelas 11 horas em Braga, no mesmo pavilhão.
A semana de preparação para o grande embate foi marcada de forma trágica pelo falecimento do atleta mítico da APD Braga Alexandre Ramoa. Apelamos a todos para que apoiem a equipa de Braga, para que juntos consigamos transmitir energia positiva à equipa neste momento difícil que atravessa e dar a resposta que Braga e o desporto bracarense bem precisam.
Da Educação Sexual
«Ministers are planning to introduce compulsory sex and relationships lessons for children from the age of 5 by 2010. There will be a “naming of parts” session in which children learn the correct words for vagina and testicles, and many will receive a sex education comic called Let's Grow with Nisha and Joe. The Government has chosen the Dutch model rather than the Nordic way of tackling the subject of sex because the Netherlands, unlike Scandinavian nations, also manages to have one of the lowest abortion rates in Europe. In Britain, the number of abortions performed on under-16s rose by 10 per cent last year to 4,376. So how do the Dutch do it?» [Times]
Em Portugal, contra toda a evidência, ainda há quem entenda que a melhor forma de educar para uma sexualidade responsável é... não educar. Num momento em que há por aqui quem combata qualquer tipo de educação sexual nas escolas, entregando a responsabilidade aos pais, o Reino Unido pondera adoptar o modelo holandês, com educação para uma sexualidade informada e responsável a partir dos 5 anos de idade, bem como implementar uma nova forma de distribuição gratuita de preservativos para jovens a partir dos 12 anos.
As baixas taxas de gravidez na adolescência e de aborto na Holanda vêm demonstrar que as políticas obscurantistas e moralizadoras não resolvem nada, apenas servindo para manter os problemas no espectro de uma clandestinidade que não prestigia o sistema social do país.
A ler: HIV diminui e uso de preservativos aumenta na África do Sul, no i.
Projectos 20 | Vivaci Barcelos
© Sua Kay
Um prolongamento da paisagem rural dentro da área urbana de Barcelos. Esta é uma pré-visualização do primeiro grande Centro Comercial da cidade, modesto e bem enquadrado na paisagem, ao lado da megalómana e seca Rotunda da Fonte Cibernética.
Vitórias e Derrotas | 2
Ao contrário do que afirma o Jorge Sousa, as eleições de ontem foram inequivocamente ganhas pelo PSD: foi o partido mais votado, ganhando votos em número absoluto e em percentagem comparativamente com as eleições anteriores. O outro vencedor da noite é o Bloco de Esquerda que não só aumenta significativamente a votação como ascende ao terceiro lugar na lista dos partidos mais votados.
Vitórias e Derrotas
Podem ser feitas várias leituras sobre vitórias e derrotas, segundo diferentes perspectivas, embora alguns prefiram enfatizar mais umas do que outras.
É óbvio que o PS sofreu uma grande derrota. Como é óbvio que o PSD obteve uma vitória que é maior para quem é do PSD - da estratégia dizem alguns; com outros a lembrar que que esta foi em boa parte uma vitória do candidato Rangel e uma derrota do candidato Vital, não sendo os resultados inteiramente transponíveis para Sócrates e Ferreira Leite -, mas necessariamente relativa para quem vê de fora.
A esquerda cresceu, sobretudo o BE, atingindo a esquerda não-PS mais de 20%. Este aspecto relativa imenso a vitória do PSD, que falhou em capitalizar a queda do PS, como o PS conseguiu capitalizar a queda do PSD/PP em 2004, com 44%. Só pela euforia do momento compreendo a ilusão que paira no PSD, apenas comparável à euforia de alguns com a vitória da selecção frente à Albânia. Segundo consta, este foi o pior resultado PS/PSD desde 1985.
Quer pela fuga de votos para a esquerda, quer, já em termos mais gerais, aplicável a todos os partidos, o inédito e expressivo voto em branco/nulo reflectem uma derrota colectiva. A abstenção é uma coisa. 6,6% dos votantes estarem motivados e votar branco ou nulo é outra com um significado que não é de desprezar. Nota ainda para a abstenção de 97-98% no estrangeiro - uma derrota de Cavaco Silva que, por outra perspectiva, obteve um vitória com a "sua" candidata do PSD.
Há ainda aquela derrota que o PSD e o PP sofreram, mas de que não se fala muito. De facto, a Europa virou à direita. A maioria continua a ser do PPE que em conjunto com Liberais e outros, passam a ter maioria absoluta - e assim, ganha Durão Barroso. Mas em Portugal a direita perdeu, com o PSD e PP a conseguirem 10 deputados para o PPE e PS a conseguir 7 para o PSE e a CDU e o BE 5 para a PEE.
Certo é que estes resultados reflectem um voto de castigo. Estes resultados não devem ser lidos como o resultado que ocorreria se fossem legislativas. O voto de castigo pode ter exactamente o efeito oposto àquele que a oposição, em bloco, deseja. A bola está do lado do Sócrates e do PS. Sem precipitações e facilitismos, pois ainda muito pode acontecer até Outubro e com a certeza de que as sondagens são falíveis.
E, por fim, para colocar as coisas realmente em perspectiva, lembro os resultados reais, absolutos: Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Resultados que reflectem o divórcio entre portugueses - e dos europeus, pois a abstenção foi de 56% - e políticos que, cada vez mais, revelam não nos entender. Como retira daqui, o Rangel, um «renascer da esperança»? Transcende-me. Deve ter sido da euforia.
É óbvio que o PS sofreu uma grande derrota. Como é óbvio que o PSD obteve uma vitória que é maior para quem é do PSD - da estratégia dizem alguns; com outros a lembrar que que esta foi em boa parte uma vitória do candidato Rangel e uma derrota do candidato Vital, não sendo os resultados inteiramente transponíveis para Sócrates e Ferreira Leite -, mas necessariamente relativa para quem vê de fora.
A esquerda cresceu, sobretudo o BE, atingindo a esquerda não-PS mais de 20%. Este aspecto relativa imenso a vitória do PSD, que falhou em capitalizar a queda do PS, como o PS conseguiu capitalizar a queda do PSD/PP em 2004, com 44%. Só pela euforia do momento compreendo a ilusão que paira no PSD, apenas comparável à euforia de alguns com a vitória da selecção frente à Albânia. Segundo consta, este foi o pior resultado PS/PSD desde 1985.
Quer pela fuga de votos para a esquerda, quer, já em termos mais gerais, aplicável a todos os partidos, o inédito e expressivo voto em branco/nulo reflectem uma derrota colectiva. A abstenção é uma coisa. 6,6% dos votantes estarem motivados e votar branco ou nulo é outra com um significado que não é de desprezar. Nota ainda para a abstenção de 97-98% no estrangeiro - uma derrota de Cavaco Silva que, por outra perspectiva, obteve um vitória com a "sua" candidata do PSD.
Há ainda aquela derrota que o PSD e o PP sofreram, mas de que não se fala muito. De facto, a Europa virou à direita. A maioria continua a ser do PPE que em conjunto com Liberais e outros, passam a ter maioria absoluta - e assim, ganha Durão Barroso. Mas em Portugal a direita perdeu, com o PSD e PP a conseguirem 10 deputados para o PPE e PS a conseguir 7 para o PSE e a CDU e o BE 5 para a PEE.
Certo é que estes resultados reflectem um voto de castigo. Estes resultados não devem ser lidos como o resultado que ocorreria se fossem legislativas. O voto de castigo pode ter exactamente o efeito oposto àquele que a oposição, em bloco, deseja. A bola está do lado do Sócrates e do PS. Sem precipitações e facilitismos, pois ainda muito pode acontecer até Outubro e com a certeza de que as sondagens são falíveis.
E, por fim, para colocar as coisas realmente em perspectiva, lembro os resultados reais, absolutos: Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Resultados que reflectem o divórcio entre portugueses - e dos europeus, pois a abstenção foi de 56% - e políticos que, cada vez mais, revelam não nos entender. Como retira daqui, o Rangel, um «renascer da esperança»? Transcende-me. Deve ter sido da euforia.
Como da Noite para o Dia
© BMarques
Depois do Presidente da Câmara de Montalegre ter sido convidado a um debate em Mondim de Basto sobre a Barragem do Fridão, onde não se frenou em envenar as atenções com o aceno das contrapartidas das Eléctricas, eis que de repente se lhe deu o curto-circuito.
O temporal, que arrasou a Feira de Fumeiro, deixou-lhe os enchidos dependurados às escuras mas abriu-lhe os olhos para o facto de que a EDP, com 5 Barragens naquele concelho do Barroso, presta maus serviços e limitou-se, todos estes anos, a sugar-lhe a energia pelas turbinas. Pior, porque foi com o sacrifício de milhares de hectares do terreno cultivável de onde Montalegre arranca os sabores da carne que vende. «BASTA!» diz o agora alumiado Eng.º Fernando Rodrigues, "A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP". Abençoada redenção.
Portugal Depois de Ontem
Muito surpreendentemente e contrariando quase todas as sondagens, o PSD foi o partido mais votado nas Eleições Europeias de ontem, arrecadando a primeira vitória dos últimos vinte anos. O Partido Socialista sofreu uma derrota muito pesada, a penalizar a acção do Governo e a castigar severamente a campanha penosa do candidato Vital Moreira.
Não será descabido pensar numa remodelação ministerial, sobretudo se pensarmos na impopularidade da Ministra da Educação, certamente implicada na magnitude da derrota do PS. O Governo terá agora dificuldades acrescidas para manter o seu discurso e terá também que enfrentar mais combate político nas ruas e nas televisões. A imagem de José Sócrates continua a ser eleitoralmente forte, mas o PSD ganha novo fôlego apesar de uma líder conservadora, de certa forma afastada da matriz liberal do partido.
Em termos globais, os partidos à esquerda do PS apresentam uma subida muito significativa, com destaque para o Bloco de Esquerda que chega ao pódio, assumindo-se como a terceira força política em Portugal. A CDU sobe menos, capitalizando a fidelidade do voto comunista e o CDS-PP, ao contrário do que se esperava, não desaparece do mapa político, mantendo dois deputados em Bruxelas. As leituras que emergem destes resultados parecem favorecer a ideia de um governo de Bloco Central após as próximas eleições legislativas, mas demonstram também que talvez seja eleitoralmente compensador para o PS assumir-se como uma força progressista de esquerda que não vacila em matérias como a laicidade do Estado, a igualdade no acesso ao casamento civil ou a educação sexual nas escolas.
No campeonato dos pequenos, o resultado do MEP, pequeno partido tradicionalista e conservador, pode considerar-se decepcionante tendo em conta o investimento feito na campanha e o apoio, nunca assumido, dos aparelhos de algumas associações religiosas. Apesar de todo o destaque informativo e do exagero cibernético dos seus apoiantes, o MEP não conseguiu destacar-se do PCTP/MRPP, partido quase desaparecido da cena mediática. O MMS, com muito menos recursos e quase sem aparelhos, conseguiu ombrear com o MPT e obter metade dos votos do MEP, o que é verdadeiramente notável.
Nota final para os valores da abstenção, preocupantes é certo, mas condicentes com a letargia que se sente no país e, sobretudo, com o sentimento de que não está nas mãos de cada um a melhoria das condições globais de vida de todos. Mas está.
Jesus no Benfica, Domingos no Braga
Tal como vinha sendo especulado desde há várias semanas, Jorge Jesus será anunciado amanhã no comando técnico do Benfica, uma negociação iniciada na semana do jogo entre o Sporting de Braga e o novo clube de Jesus. Domingos Paciência é o senhor que se segue no comando técnico do Sporting de Braga, iniciando um novo ciclo desportivo.
Sobre Jesus, reforço o que afirmei em Fevereiro passado: «Só espero que esta idolatria a Jorge Jesus não acabe da pior forma. Apesar das excelentes exibições da equipa e dos roubos de sacristia que têm assolado a verdade desportiva nos jogos do Braga, o homem ainda não fez nada que outros não tivessem feito antes dele.» E, de facto, não fez. Boa viagem!
A ver: Próximo Cristo, por Ricardo Campos.
Sobre Jesus, reforço o que afirmei em Fevereiro passado: «Só espero que esta idolatria a Jorge Jesus não acabe da pior forma. Apesar das excelentes exibições da equipa e dos roubos de sacristia que têm assolado a verdade desportiva nos jogos do Braga, o homem ainda não fez nada que outros não tivessem feito antes dele.» E, de facto, não fez. Boa viagem!
A ver: Próximo Cristo, por Ricardo Campos.
Especial Europeias 2009: Fim de Emissão
Após mais de doze horas, termina a emissão especial de cobertura das Eleições Europeias do blogue Avenida Central. Ao longo destas horas trouxemos-lhe as informações mais relevantes das eleições em Portugal, as contas do último eurodeputado, a informação dos principais palcos europeus, com destaque para a Holanda, a Espanha e o Reino Unido, os resultados detalhados de todos os concelhos do Minho, o discurso directo de alguns intervenientes e os melhores comentários.
As Eleições continuam nesta Avenida Central é certo, mas a edição especial finda por aqui. Aos nossos leitores, 2.222 no dia de ontem, um agradecimento especial pela confiança depositada. Lêmo-nos por aqui.
A vitória, nestes casos, é de quem a apanhar
O PS sofreu hoje uma grande derrota: primeiro com a elevadíssima abstenção, depois com a constatação de que as sondagens estavam erradas. Apesar de esperada uma descida substancial em relação a 2004, os 26,6% são um resultado fraquíssimo e os cerca de 5% de distância em relação ao PSD serão, concerteza, muito difíceis de digerir.
Por outro lado, o PSD foi incapaz de aproveitar o descalabro socialista e, apesar de ser o partido mais votado, não é, nem de perto de longe, o vencedor da noite eleitoral: objectivamente, os 32% só convencerão os sociais-democratas que esperavam um mau resultado do PSD.
A verdade é que são os partidos de esquerda os grandes vencedores da noite, já que somados (CDU e BE) crescem mais que a soma de PSD e CDS. Os dois partidos de direita, aliás, ganham apenas cerca de 6,8%, enquanto BE e CDU sobem 7,4% em relação às últimas eleições europeias. Esta diferença, apesar de não chegar a 1%, acaba por representar uma vitória, que apesar de ligeira, é bastante objectiva: os dois partidos de esquerda (e neste caso o mérito é essencialmente do BE) ganham dois deputados, enquanto PSD e CDS ganham apenas um.
Aumentam também os votos nos pequenos partidos que ultrapassam os 5%, ainda que todos somados não cheguem ao número de brancos e nulos, algures pelos 6,6%. E também estes números merecem reflexão: entre a possibilidade defendida por algumas pessoas de representar democraticamente os votos brancos com cadeiras vazias no parlamento, ao convite a que os partidos com recorrentes maus resultados se convertam de partidos em movimentos.
Por outro lado, o PSD foi incapaz de aproveitar o descalabro socialista e, apesar de ser o partido mais votado, não é, nem de perto de longe, o vencedor da noite eleitoral: objectivamente, os 32% só convencerão os sociais-democratas que esperavam um mau resultado do PSD.
A verdade é que são os partidos de esquerda os grandes vencedores da noite, já que somados (CDU e BE) crescem mais que a soma de PSD e CDS. Os dois partidos de direita, aliás, ganham apenas cerca de 6,8%, enquanto BE e CDU sobem 7,4% em relação às últimas eleições europeias. Esta diferença, apesar de não chegar a 1%, acaba por representar uma vitória, que apesar de ligeira, é bastante objectiva: os dois partidos de esquerda (e neste caso o mérito é essencialmente do BE) ganham dois deputados, enquanto PSD e CDS ganham apenas um.
Aumentam também os votos nos pequenos partidos que ultrapassam os 5%, ainda que todos somados não cheguem ao número de brancos e nulos, algures pelos 6,6%. E também estes números merecem reflexão: entre a possibilidade defendida por algumas pessoas de representar democraticamente os votos brancos com cadeiras vazias no parlamento, ao convite a que os partidos com recorrentes maus resultados se convertam de partidos em movimentos.
Europeias no Reino Unido: actualização
01h05m. Desde o final da primeira guerra mundial que o Labour não tinha um resultado tão dramático. Amanhã, devem-se conhecer os resultados oficiais e compreender quais as repercussões destas eleições.
00h43m. Previsão BBC: Conservadores com 25 deputados, Independentes e Trabalhistas com 13, Liberais Democratas com 11, Verdes, BNP e SNP com dois cada.
23h55m. A hipótese do Labour ficar em quarto lugar, com 16% é cada vez maior. O spin de que estas eleições são atípicas e que não se pode imputar responsabilidades políticas ao governo, já começou.
23h39m. Confirma-se a eleição de um deputado para o BNP. Em Wales os Tories vencem. Desde 1918 que o Labour não perdia nesta localidade.
23h13m. O BNP parece estar a caminho de eleger o líder e existe a possibilidade da eleição de um segundo eurodeputado.
22h48m. Labour: 1999 - 28%; 2004 - 22,6%; Agora em 2009, fontes do Labour falam em 16 ou 17%.
22h35m. Com 20% dos votos, o Labour parece arriscar ficar num quarto lugar.
21h00m. Interessante. Alguns comentadores britânicos sugerem que Brown gostasse de um terceiro lugar atrás dos independistas que dos Liberais Democratas. Tudo por uma questão de spin, de como interpretar estas eleições e o seu contexto.
20h45m. Não surpreende: Some Labour officials suggested tonight that the European figures could be "even worse" than the local ones.
20h43m. Existem indicações que o Labour pode ficar em sexto em Cornwall, atrás dos Verdes e do Grupo Nacionalista Cornwall.
20h33m. A dúvida persiste entre o terceiro e o quarto lugar do Labour, atrás certamente dos Liberal Democrats e a dúvida é com o UK Independence party. Há quem fale já em mais de um deputado para o BNP.
18h54m. Basta um. Apenas um deputado do BNP (British National Party) eleito para o PE para que se inicie um terramoto no seio do governo Labour. Miliband, secretário dos negócios estrangeitos, descrevia ontem este cenário como vergonhoso. Será que se tal acontecer ele manterá o seu apoio a Brown como o fez até agora?
18h10m. O Labour caminha para uma enorme derrota nestas eleições, mas Gordon Brown permanece resoluto em se manter como PM e voltou a garantir que não se irá demitir. Porém, já vários políticos dentro dos trabalhistas começam a questionar a necessidade de mudança de líder.
A ler: Brown stands firm as Falconer joins doubters, no Guardian; Gordon Brown facing big defeat in euro election, battered by Tories and UKIP, no Daily Telegraph. Lord Falconer says Labour 'probably' needs new leader, no Daily Telegraph.
00h43m. Previsão BBC: Conservadores com 25 deputados, Independentes e Trabalhistas com 13, Liberais Democratas com 11, Verdes, BNP e SNP com dois cada.
23h55m. A hipótese do Labour ficar em quarto lugar, com 16% é cada vez maior. O spin de que estas eleições são atípicas e que não se pode imputar responsabilidades políticas ao governo, já começou.
23h39m. Confirma-se a eleição de um deputado para o BNP. Em Wales os Tories vencem. Desde 1918 que o Labour não perdia nesta localidade.
23h13m. O BNP parece estar a caminho de eleger o líder e existe a possibilidade da eleição de um segundo eurodeputado.
22h48m. Labour: 1999 - 28%; 2004 - 22,6%; Agora em 2009, fontes do Labour falam em 16 ou 17%.
22h35m. Com 20% dos votos, o Labour parece arriscar ficar num quarto lugar.
21h00m. Interessante. Alguns comentadores britânicos sugerem que Brown gostasse de um terceiro lugar atrás dos independistas que dos Liberais Democratas. Tudo por uma questão de spin, de como interpretar estas eleições e o seu contexto.
20h45m. Não surpreende: Some Labour officials suggested tonight that the European figures could be "even worse" than the local ones.
20h43m. Existem indicações que o Labour pode ficar em sexto em Cornwall, atrás dos Verdes e do Grupo Nacionalista Cornwall.
20h33m. A dúvida persiste entre o terceiro e o quarto lugar do Labour, atrás certamente dos Liberal Democrats e a dúvida é com o UK Independence party. Há quem fale já em mais de um deputado para o BNP.
18h54m. Basta um. Apenas um deputado do BNP (British National Party) eleito para o PE para que se inicie um terramoto no seio do governo Labour. Miliband, secretário dos negócios estrangeitos, descrevia ontem este cenário como vergonhoso. Será que se tal acontecer ele manterá o seu apoio a Brown como o fez até agora?
18h10m. O Labour caminha para uma enorme derrota nestas eleições, mas Gordon Brown permanece resoluto em se manter como PM e voltou a garantir que não se irá demitir. Porém, já vários políticos dentro dos trabalhistas começam a questionar a necessidade de mudança de líder.
A ler: Brown stands firm as Falconer joins doubters, no Guardian; Gordon Brown facing big defeat in euro election, battered by Tories and UKIP, no Daily Telegraph. Lord Falconer says Labour 'probably' needs new leader, no Daily Telegraph.
PSD vence Eleições, Bloco em Terceiro
00h23. Fica ainda a lista dos candidatos efectivamente eleitos. Falta apenas o 3º do Bloco - Rui Tavares.
23h47. Com 32 consulados apurados, de 71, a abstenção está em 98%, com apenas 2300 votantes. Talvez as formas de voto tenham de ser um pouco flexíveis.
23h41. Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Uma grande vitória para todo o sistema político.
23h39. Rangel: Ferreira Leite "é a grande vencedora", Sócrates sofreu "derrota pessoal", no Público. BE em festa no Fórum Lisboa, no JN. PSD vence e Bloco de Esquerda elege três eurodeputados, no DN. PSD passa atestado de óbito ao governo socialista, no i. PS em queda. Manuela pode ser primeira em Setembro, no i.
23h18. Verifica-se uma derrota estrondosa do PS, mas uma vitória relativamente modesta do PSD. Lembra a TSF que este é o pior resultado PS+PSD desde 1985. Apesar de tudo, a grande derrota do PS, não corresponde a uma grande vitória do PSD.
PS, CDU e BE conseguem cerca de 48% dos votos enquanto o PSD e PP cerca de 40%. Apesar disso, pode o PSD ainda conseguir o 9º deputado (já agora, pois tratam-se de eleições europeias) e assim roubar ao BE o 3º deputado e conseguir um "empate" a 11, entre deputados à direita e à esquerda. Se depender do estrangeiro, onde o PSD tradicionalmente é muito forte, talvez o deputado fuja ao BE.
23h16. Com 2 freguesias por apurar, o Bloco de Esquerda está mais próximo de eleger o último deputado.
22h52. José Sócrates assume resultado decepcionante. PSD reclama vitória clara. CDS-PP vai apresentar moção de censura ao Governo. MMS lamenta falta de reconhecimento de novas opções pelos portugueses.
22h30. CDU e BE discutem, taco a taco, o 3º deputado. BE vai com quase mais 2000 votos do que a CDU neste momento.
22h20. Não deu para o empate (em 7 deputados) entre PS e PSD, como especulei (Jorge Sousa), mas é agora certo que as sondagens saíram furadas. Os partidos falharam em capitalizar cerca de 6% dos votos, face ao PS, que se revelaram nulos ou em branco (4,64%). Fica o BE tão longe do 3º deputado como a CDU, mas o maior falhanço é o do PS, que acaba com 26,5%.
Comparando com Espanha, a diferença superior a 3,5%, que lá existiu entre PP e PSOE, poderá dever-se, precisamente, aos votos em branco. Em Espanha foi 1,41% e cá 4,64%. Assim se explicará, em parte, essa diferença e a vitória mais clara do PSD.
21h40. A título de comparação e com 97% dos votos apurados, em Espanha houve apenas 214 mil votos em branco, num universo de 15 milhões de votantes. Nós em Portugal já ultrapassamos os 144 mil, entre 3 milhões de votantes.
21h30. É notável que cerca de 140000 sejam votos em branco. Quase 5%. E se existissem cadeiras vazias?
21h20. Com cerca de 10% de votos divididos (para já) entre brancos, nulos e votos noutros partidos (que não os cinco grandes), as projecções saem furadas. Ainda com muito por contar, PS tem, para já, menos do que o é projectado (26%). Por outro lado, sabe-se que o forte do BE são os centros urbanos, mas, para já, está longe do 3º deputado e dos 13% que algumas sondagens avançam. Como o BE, também o forte do MEP estará nos centros urbanos. Para já, tem 1,39%. Espera-se que suba e "roube" votos a alguns partidos.
21h05. PSD vence em Gualtar (Braga). Nas últimas eleições o PS tinha vencido com 48,31% dos votos. PSD e Bloco de Esquerda em subida acentuada no Minho.
20h55. Leitura das sondagens à boca das urnas, por Jorge Sousa
O PSD e PP (que em 2004 correram juntos) subirão cerca de 7%. O Bloco subiu cerca de 8-9%. PS desce 14%. Logicamente, conclui-se que o PS foi penalizado. Como afirmava o António Costa há pouco: em 2004, quando se deu a penalização do PSD-PP, o PS obteve 44%. O PSD ficar-se-á pelos 34%, no máximo. Uma vitória muito relativa pois, no panorama geral, os partidos mais à direita perdem claramente para uma esquerda que cresce. Segundo as sondagens, a direita não elege mais do que 10 deputados. Sobram 12.
Do ponto de vista Europeu, o PPE sai a perder, em Portugal. Do ponto de vista nacional, quem, apesar de tudo e com menos votos, tem melhores condições de governar é o PS, em coligação. Como referi há dias, em democracia, não vence - e governa - sempre quem tem mais votos.
Há ainda duas notas a acrescentar. Primeiro, em 2004, cerca de 5% dos votos foram para partidos mais pequenos que nem sequer constam destas sondagens, pelo que os resultados finais dos "grandes", provavelmente, não irão corresponer ao valor mais alto que lhes é atribuído nas sondagens. Um cenário de empate (em nº de deputados) entre PS e PSD não é de descurar. Segundo, entre PS e PSD há o factor (positivo) Rangel e o factor (negativo) Vital, que poderão ser enganadores, quanto a uma leitura legislativa.
20h42. «Previsão baseada na média das Projecções: Último deputado será o 8º do PS, o 3º do BE ou o 3º da CDU. Nesta disputa BE está à frente.», via @joaomiranda.
20h28. Ricardo Costa: «é uma grande derrota do Primeiro Ministro.» (SIC)
20h21. PSD+PP sobem pouco mais de 7% e Bloco sobe cerca de 8-9%. PS desce 14%. Já se grita vitória na sede do PSD.
20h06. PSD agradece confiança aos Portugueses.
20h04. Todas as projecções dão vitória ao PSD e colocam o Bloco de Esquerda em terceiro lugar.
Europeias 2009: actualização
23h40. O PPE consegue cerca de 40% dos votos, sobe 4,4% e consegue entre 263 e 273 deputados. Mais 100-120 do que o PSE, que desce 1,6%, para 26%.
Os Liberais ficam com cerca de 78-84 deputados. Já os Verdes sobem para 52-56, enquanto a Esquerda Unitária desce para 33-37.
A União para a Europa das Nações terá entre 33-37. O Identidade, Tradição, Soberania entre 15-16, descendo. Entre 83-89 deputados não se integram em nenhum dos grupos.
Apesar de estas eleições serem mais importantes e consequentes do que as anteriores, a participação desceude 45,47% para 43,01%.
Alemanha. Bloco conservador de Angela Merkel (CDU+CSU) vence eleições na Alemanha com 38,4% (-6,1%) contra 21,2% (-0,3%) dos sociais democratas (SPD). Os Verdes alcançam 11,5% (-0,4) e o Partido Liberal (FDP) chega aos 10,6% (+ 4,5). À Esquerda o Die Linke consegue 7,5%, (+1,4). Os níveis de participação eleitoral foram de 42,5%, semelhantes aos de 2004 (43%).
Áustria. O partido conservador ÖVP vence as eleições com 29,7% dos votos. Os sociais democratas do SPÖ têm uma derrota histórica ficando-se pelos 23,9%. Os partidos eurocépticos - Martin, FPÖ e BZÖ - obtém em conjunto mais de 35% dos votos. A taxa de participação foi de 41,2%.
Bulgária. Da Bulgária chegam relatos de compra de votos. Trata-se de um dos vários países que entraram em 2007, sendo que já na altura se questionava até que ponto a corrupção teria baixado para níveis "toleráveis". No próprio dia das eleições, uma lembrança de algo que deveria ter sido discutido na campanha, pois outros países procuram entrar na UE. Desenvolvimentos no El Mundo. Adenda: Também (do sul) de Itália chegam relatos semelhantes, com preços desde 80 cêntimos para pacotes de votos. Adenda 2: Os conservadores vencem as eleições da Bulgária.
Chipre. Comunistas perdem eleições no Chipre para os conservadores.
França. Batido novo recorde com 60% de abstencionistas. UMP de Sarkozy vence em eleições (28%) marcadas pelo recuo dos socialistas (17%).
Hungria. A maior formação de oposição de direita, o partido Fidesz, venceu as eleições deixando os socialistas (MSZP) a grande distância com apenas 19%. A extrema-direita atingiu os 8%.
Itália. O partido do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade, conseguiu uma vitória com 39 a 43 por cento dos votos. O Partido Democrático, de esquerda obtém 27 a 31 por cento, enquanto que a Liga Norte (direita) obtém entre 6,5 e 10,5 por cento, a Itália dos Valores entre 5 a 8 por cento e a UDC entre 3,7 a 5,7 por cento.
Os Liberais ficam com cerca de 78-84 deputados. Já os Verdes sobem para 52-56, enquanto a Esquerda Unitária desce para 33-37.
A União para a Europa das Nações terá entre 33-37. O Identidade, Tradição, Soberania entre 15-16, descendo. Entre 83-89 deputados não se integram em nenhum dos grupos.
Apesar de estas eleições serem mais importantes e consequentes do que as anteriores, a participação desceude 45,47% para 43,01%.
Alemanha. Bloco conservador de Angela Merkel (CDU+CSU) vence eleições na Alemanha com 38,4% (-6,1%) contra 21,2% (-0,3%) dos sociais democratas (SPD). Os Verdes alcançam 11,5% (-0,4) e o Partido Liberal (FDP) chega aos 10,6% (+ 4,5). À Esquerda o Die Linke consegue 7,5%, (+1,4). Os níveis de participação eleitoral foram de 42,5%, semelhantes aos de 2004 (43%).
Áustria. O partido conservador ÖVP vence as eleições com 29,7% dos votos. Os sociais democratas do SPÖ têm uma derrota histórica ficando-se pelos 23,9%. Os partidos eurocépticos - Martin, FPÖ e BZÖ - obtém em conjunto mais de 35% dos votos. A taxa de participação foi de 41,2%.
Bulgária. Da Bulgária chegam relatos de compra de votos. Trata-se de um dos vários países que entraram em 2007, sendo que já na altura se questionava até que ponto a corrupção teria baixado para níveis "toleráveis". No próprio dia das eleições, uma lembrança de algo que deveria ter sido discutido na campanha, pois outros países procuram entrar na UE. Desenvolvimentos no El Mundo. Adenda: Também (do sul) de Itália chegam relatos semelhantes, com preços desde 80 cêntimos para pacotes de votos. Adenda 2: Os conservadores vencem as eleições da Bulgária.
Chipre. Comunistas perdem eleições no Chipre para os conservadores.
França. Batido novo recorde com 60% de abstencionistas. UMP de Sarkozy vence em eleições (28%) marcadas pelo recuo dos socialistas (17%).
Hungria. A maior formação de oposição de direita, o partido Fidesz, venceu as eleições deixando os socialistas (MSZP) a grande distância com apenas 19%. A extrema-direita atingiu os 8%.
Itália. O partido do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade, conseguiu uma vitória com 39 a 43 por cento dos votos. O Partido Democrático, de esquerda obtém 27 a 31 por cento, enquanto que a Liga Norte (direita) obtém entre 6,5 e 10,5 por cento, a Itália dos Valores entre 5 a 8 por cento e a UDC entre 3,7 a 5,7 por cento.
Último Deputado é do Bloco
Está desfeito o mistério da noite. O último Eurodeputado é do Bloco de Esquerda. A freguesia que falta apurar é Limões em Ribeira de Pena, uma freguesia em que votaram 149 pessoas nas últimas eleições e, para compor o quadro eleitoral, resta contabilizar os votos de alguns consulados.
Neste momento, o PSD precisava de uma vantagem de 27000 votos sobre o Bloco de Esquerda para poder obter o nono deputado e a CDU precisava de ganhar mais 2500 votos que o bloquistas. Tanto uma como outra situação são altamente improváveis, estando desfeito o mistério da noite.
Neste momento, o PSD precisava de uma vantagem de 27000 votos sobre o Bloco de Esquerda para poder obter o nono deputado e a CDU precisava de ganhar mais 2500 votos que o bloquistas. Tanto uma como outra situação são altamente improváveis, estando desfeito o mistério da noite.
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