Vitórias e Derrotas | 2
Ao contrário do que afirma o Jorge Sousa, as eleições de ontem foram inequivocamente ganhas pelo PSD: foi o partido mais votado, ganhando votos em número absoluto e em percentagem comparativamente com as eleições anteriores. O outro vencedor da noite é o Bloco de Esquerda que não só aumenta significativamente a votação como ascende ao terceiro lugar na lista dos partidos mais votados.
Vitórias e Derrotas
Podem ser feitas várias leituras sobre vitórias e derrotas, segundo diferentes perspectivas, embora alguns prefiram enfatizar mais umas do que outras.
É óbvio que o PS sofreu uma grande derrota. Como é óbvio que o PSD obteve uma vitória que é maior para quem é do PSD - da estratégia dizem alguns; com outros a lembrar que que esta foi em boa parte uma vitória do candidato Rangel e uma derrota do candidato Vital, não sendo os resultados inteiramente transponíveis para Sócrates e Ferreira Leite -, mas necessariamente relativa para quem vê de fora.
A esquerda cresceu, sobretudo o BE, atingindo a esquerda não-PS mais de 20%. Este aspecto relativa imenso a vitória do PSD, que falhou em capitalizar a queda do PS, como o PS conseguiu capitalizar a queda do PSD/PP em 2004, com 44%. Só pela euforia do momento compreendo a ilusão que paira no PSD, apenas comparável à euforia de alguns com a vitória da selecção frente à Albânia. Segundo consta, este foi o pior resultado PS/PSD desde 1985.
Quer pela fuga de votos para a esquerda, quer, já em termos mais gerais, aplicável a todos os partidos, o inédito e expressivo voto em branco/nulo reflectem uma derrota colectiva. A abstenção é uma coisa. 6,6% dos votantes estarem motivados e votar branco ou nulo é outra com um significado que não é de desprezar. Nota ainda para a abstenção de 97-98% no estrangeiro - uma derrota de Cavaco Silva que, por outra perspectiva, obteve um vitória com a "sua" candidata do PSD.
Há ainda aquela derrota que o PSD e o PP sofreram, mas de que não se fala muito. De facto, a Europa virou à direita. A maioria continua a ser do PPE que em conjunto com Liberais e outros, passam a ter maioria absoluta - e assim, ganha Durão Barroso. Mas em Portugal a direita perdeu, com o PSD e PP a conseguirem 10 deputados para o PPE e PS a conseguir 7 para o PSE e a CDU e o BE 5 para a PEE.
Certo é que estes resultados reflectem um voto de castigo. Estes resultados não devem ser lidos como o resultado que ocorreria se fossem legislativas. O voto de castigo pode ter exactamente o efeito oposto àquele que a oposição, em bloco, deseja. A bola está do lado do Sócrates e do PS. Sem precipitações e facilitismos, pois ainda muito pode acontecer até Outubro e com a certeza de que as sondagens são falíveis.
E, por fim, para colocar as coisas realmente em perspectiva, lembro os resultados reais, absolutos: Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Resultados que reflectem o divórcio entre portugueses - e dos europeus, pois a abstenção foi de 56% - e políticos que, cada vez mais, revelam não nos entender. Como retira daqui, o Rangel, um «renascer da esperança»? Transcende-me. Deve ter sido da euforia.
É óbvio que o PS sofreu uma grande derrota. Como é óbvio que o PSD obteve uma vitória que é maior para quem é do PSD - da estratégia dizem alguns; com outros a lembrar que que esta foi em boa parte uma vitória do candidato Rangel e uma derrota do candidato Vital, não sendo os resultados inteiramente transponíveis para Sócrates e Ferreira Leite -, mas necessariamente relativa para quem vê de fora.
A esquerda cresceu, sobretudo o BE, atingindo a esquerda não-PS mais de 20%. Este aspecto relativa imenso a vitória do PSD, que falhou em capitalizar a queda do PS, como o PS conseguiu capitalizar a queda do PSD/PP em 2004, com 44%. Só pela euforia do momento compreendo a ilusão que paira no PSD, apenas comparável à euforia de alguns com a vitória da selecção frente à Albânia. Segundo consta, este foi o pior resultado PS/PSD desde 1985.
Quer pela fuga de votos para a esquerda, quer, já em termos mais gerais, aplicável a todos os partidos, o inédito e expressivo voto em branco/nulo reflectem uma derrota colectiva. A abstenção é uma coisa. 6,6% dos votantes estarem motivados e votar branco ou nulo é outra com um significado que não é de desprezar. Nota ainda para a abstenção de 97-98% no estrangeiro - uma derrota de Cavaco Silva que, por outra perspectiva, obteve um vitória com a "sua" candidata do PSD.
Há ainda aquela derrota que o PSD e o PP sofreram, mas de que não se fala muito. De facto, a Europa virou à direita. A maioria continua a ser do PPE que em conjunto com Liberais e outros, passam a ter maioria absoluta - e assim, ganha Durão Barroso. Mas em Portugal a direita perdeu, com o PSD e PP a conseguirem 10 deputados para o PPE e PS a conseguir 7 para o PSE e a CDU e o BE 5 para a PEE.
Certo é que estes resultados reflectem um voto de castigo. Estes resultados não devem ser lidos como o resultado que ocorreria se fossem legislativas. O voto de castigo pode ter exactamente o efeito oposto àquele que a oposição, em bloco, deseja. A bola está do lado do Sócrates e do PS. Sem precipitações e facilitismos, pois ainda muito pode acontecer até Outubro e com a certeza de que as sondagens são falíveis.
E, por fim, para colocar as coisas realmente em perspectiva, lembro os resultados reais, absolutos: Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Resultados que reflectem o divórcio entre portugueses - e dos europeus, pois a abstenção foi de 56% - e políticos que, cada vez mais, revelam não nos entender. Como retira daqui, o Rangel, um «renascer da esperança»? Transcende-me. Deve ter sido da euforia.
Portugal Depois de Ontem
Muito surpreendentemente e contrariando quase todas as sondagens, o PSD foi o partido mais votado nas Eleições Europeias de ontem, arrecadando a primeira vitória dos últimos vinte anos. O Partido Socialista sofreu uma derrota muito pesada, a penalizar a acção do Governo e a castigar severamente a campanha penosa do candidato Vital Moreira.
Não será descabido pensar numa remodelação ministerial, sobretudo se pensarmos na impopularidade da Ministra da Educação, certamente implicada na magnitude da derrota do PS. O Governo terá agora dificuldades acrescidas para manter o seu discurso e terá também que enfrentar mais combate político nas ruas e nas televisões. A imagem de José Sócrates continua a ser eleitoralmente forte, mas o PSD ganha novo fôlego apesar de uma líder conservadora, de certa forma afastada da matriz liberal do partido.
Em termos globais, os partidos à esquerda do PS apresentam uma subida muito significativa, com destaque para o Bloco de Esquerda que chega ao pódio, assumindo-se como a terceira força política em Portugal. A CDU sobe menos, capitalizando a fidelidade do voto comunista e o CDS-PP, ao contrário do que se esperava, não desaparece do mapa político, mantendo dois deputados em Bruxelas. As leituras que emergem destes resultados parecem favorecer a ideia de um governo de Bloco Central após as próximas eleições legislativas, mas demonstram também que talvez seja eleitoralmente compensador para o PS assumir-se como uma força progressista de esquerda que não vacila em matérias como a laicidade do Estado, a igualdade no acesso ao casamento civil ou a educação sexual nas escolas.
No campeonato dos pequenos, o resultado do MEP, pequeno partido tradicionalista e conservador, pode considerar-se decepcionante tendo em conta o investimento feito na campanha e o apoio, nunca assumido, dos aparelhos de algumas associações religiosas. Apesar de todo o destaque informativo e do exagero cibernético dos seus apoiantes, o MEP não conseguiu destacar-se do PCTP/MRPP, partido quase desaparecido da cena mediática. O MMS, com muito menos recursos e quase sem aparelhos, conseguiu ombrear com o MPT e obter metade dos votos do MEP, o que é verdadeiramente notável.
Nota final para os valores da abstenção, preocupantes é certo, mas condicentes com a letargia que se sente no país e, sobretudo, com o sentimento de que não está nas mãos de cada um a melhoria das condições globais de vida de todos. Mas está.
A vitória, nestes casos, é de quem a apanhar
O PS sofreu hoje uma grande derrota: primeiro com a elevadíssima abstenção, depois com a constatação de que as sondagens estavam erradas. Apesar de esperada uma descida substancial em relação a 2004, os 26,6% são um resultado fraquíssimo e os cerca de 5% de distância em relação ao PSD serão, concerteza, muito difíceis de digerir.
Por outro lado, o PSD foi incapaz de aproveitar o descalabro socialista e, apesar de ser o partido mais votado, não é, nem de perto de longe, o vencedor da noite eleitoral: objectivamente, os 32% só convencerão os sociais-democratas que esperavam um mau resultado do PSD.
A verdade é que são os partidos de esquerda os grandes vencedores da noite, já que somados (CDU e BE) crescem mais que a soma de PSD e CDS. Os dois partidos de direita, aliás, ganham apenas cerca de 6,8%, enquanto BE e CDU sobem 7,4% em relação às últimas eleições europeias. Esta diferença, apesar de não chegar a 1%, acaba por representar uma vitória, que apesar de ligeira, é bastante objectiva: os dois partidos de esquerda (e neste caso o mérito é essencialmente do BE) ganham dois deputados, enquanto PSD e CDS ganham apenas um.
Aumentam também os votos nos pequenos partidos que ultrapassam os 5%, ainda que todos somados não cheguem ao número de brancos e nulos, algures pelos 6,6%. E também estes números merecem reflexão: entre a possibilidade defendida por algumas pessoas de representar democraticamente os votos brancos com cadeiras vazias no parlamento, ao convite a que os partidos com recorrentes maus resultados se convertam de partidos em movimentos.
Por outro lado, o PSD foi incapaz de aproveitar o descalabro socialista e, apesar de ser o partido mais votado, não é, nem de perto de longe, o vencedor da noite eleitoral: objectivamente, os 32% só convencerão os sociais-democratas que esperavam um mau resultado do PSD.
A verdade é que são os partidos de esquerda os grandes vencedores da noite, já que somados (CDU e BE) crescem mais que a soma de PSD e CDS. Os dois partidos de direita, aliás, ganham apenas cerca de 6,8%, enquanto BE e CDU sobem 7,4% em relação às últimas eleições europeias. Esta diferença, apesar de não chegar a 1%, acaba por representar uma vitória, que apesar de ligeira, é bastante objectiva: os dois partidos de esquerda (e neste caso o mérito é essencialmente do BE) ganham dois deputados, enquanto PSD e CDS ganham apenas um.
Aumentam também os votos nos pequenos partidos que ultrapassam os 5%, ainda que todos somados não cheguem ao número de brancos e nulos, algures pelos 6,6%. E também estes números merecem reflexão: entre a possibilidade defendida por algumas pessoas de representar democraticamente os votos brancos com cadeiras vazias no parlamento, ao convite a que os partidos com recorrentes maus resultados se convertam de partidos em movimentos.
PSD vence Eleições, Bloco em Terceiro
00h23. Fica ainda a lista dos candidatos efectivamente eleitos. Falta apenas o 3º do Bloco - Rui Tavares.
23h47. Com 32 consulados apurados, de 71, a abstenção está em 98%, com apenas 2300 votantes. Talvez as formas de voto tenham de ser um pouco flexíveis.
23h41. Abstenção 62,84% PSD 11,78% PS 9,88% BE3,99% PCP 3,96% PP 3,11% Brancos 1,72% Nulos 0,74%. Uma grande vitória para todo o sistema político.
23h39. Rangel: Ferreira Leite "é a grande vencedora", Sócrates sofreu "derrota pessoal", no Público. BE em festa no Fórum Lisboa, no JN. PSD vence e Bloco de Esquerda elege três eurodeputados, no DN. PSD passa atestado de óbito ao governo socialista, no i. PS em queda. Manuela pode ser primeira em Setembro, no i.
23h18. Verifica-se uma derrota estrondosa do PS, mas uma vitória relativamente modesta do PSD. Lembra a TSF que este é o pior resultado PS+PSD desde 1985. Apesar de tudo, a grande derrota do PS, não corresponde a uma grande vitória do PSD.
PS, CDU e BE conseguem cerca de 48% dos votos enquanto o PSD e PP cerca de 40%. Apesar disso, pode o PSD ainda conseguir o 9º deputado (já agora, pois tratam-se de eleições europeias) e assim roubar ao BE o 3º deputado e conseguir um "empate" a 11, entre deputados à direita e à esquerda. Se depender do estrangeiro, onde o PSD tradicionalmente é muito forte, talvez o deputado fuja ao BE.
23h16. Com 2 freguesias por apurar, o Bloco de Esquerda está mais próximo de eleger o último deputado.
22h52. José Sócrates assume resultado decepcionante. PSD reclama vitória clara. CDS-PP vai apresentar moção de censura ao Governo. MMS lamenta falta de reconhecimento de novas opções pelos portugueses.
22h30. CDU e BE discutem, taco a taco, o 3º deputado. BE vai com quase mais 2000 votos do que a CDU neste momento.
22h20. Não deu para o empate (em 7 deputados) entre PS e PSD, como especulei (Jorge Sousa), mas é agora certo que as sondagens saíram furadas. Os partidos falharam em capitalizar cerca de 6% dos votos, face ao PS, que se revelaram nulos ou em branco (4,64%). Fica o BE tão longe do 3º deputado como a CDU, mas o maior falhanço é o do PS, que acaba com 26,5%.
Comparando com Espanha, a diferença superior a 3,5%, que lá existiu entre PP e PSOE, poderá dever-se, precisamente, aos votos em branco. Em Espanha foi 1,41% e cá 4,64%. Assim se explicará, em parte, essa diferença e a vitória mais clara do PSD.
21h40. A título de comparação e com 97% dos votos apurados, em Espanha houve apenas 214 mil votos em branco, num universo de 15 milhões de votantes. Nós em Portugal já ultrapassamos os 144 mil, entre 3 milhões de votantes.
21h30. É notável que cerca de 140000 sejam votos em branco. Quase 5%. E se existissem cadeiras vazias?
21h20. Com cerca de 10% de votos divididos (para já) entre brancos, nulos e votos noutros partidos (que não os cinco grandes), as projecções saem furadas. Ainda com muito por contar, PS tem, para já, menos do que o é projectado (26%). Por outro lado, sabe-se que o forte do BE são os centros urbanos, mas, para já, está longe do 3º deputado e dos 13% que algumas sondagens avançam. Como o BE, também o forte do MEP estará nos centros urbanos. Para já, tem 1,39%. Espera-se que suba e "roube" votos a alguns partidos.
21h05. PSD vence em Gualtar (Braga). Nas últimas eleições o PS tinha vencido com 48,31% dos votos. PSD e Bloco de Esquerda em subida acentuada no Minho.
20h55. Leitura das sondagens à boca das urnas, por Jorge Sousa
O PSD e PP (que em 2004 correram juntos) subirão cerca de 7%. O Bloco subiu cerca de 8-9%. PS desce 14%. Logicamente, conclui-se que o PS foi penalizado. Como afirmava o António Costa há pouco: em 2004, quando se deu a penalização do PSD-PP, o PS obteve 44%. O PSD ficar-se-á pelos 34%, no máximo. Uma vitória muito relativa pois, no panorama geral, os partidos mais à direita perdem claramente para uma esquerda que cresce. Segundo as sondagens, a direita não elege mais do que 10 deputados. Sobram 12.
Do ponto de vista Europeu, o PPE sai a perder, em Portugal. Do ponto de vista nacional, quem, apesar de tudo e com menos votos, tem melhores condições de governar é o PS, em coligação. Como referi há dias, em democracia, não vence - e governa - sempre quem tem mais votos.
Há ainda duas notas a acrescentar. Primeiro, em 2004, cerca de 5% dos votos foram para partidos mais pequenos que nem sequer constam destas sondagens, pelo que os resultados finais dos "grandes", provavelmente, não irão corresponer ao valor mais alto que lhes é atribuído nas sondagens. Um cenário de empate (em nº de deputados) entre PS e PSD não é de descurar. Segundo, entre PS e PSD há o factor (positivo) Rangel e o factor (negativo) Vital, que poderão ser enganadores, quanto a uma leitura legislativa.
20h42. «Previsão baseada na média das Projecções: Último deputado será o 8º do PS, o 3º do BE ou o 3º da CDU. Nesta disputa BE está à frente.», via @joaomiranda.
20h28. Ricardo Costa: «é uma grande derrota do Primeiro Ministro.» (SIC)
20h21. PSD+PP sobem pouco mais de 7% e Bloco sobe cerca de 8-9%. PS desce 14%. Já se grita vitória na sede do PSD.
20h06. PSD agradece confiança aos Portugueses.
20h04. Todas as projecções dão vitória ao PSD e colocam o Bloco de Esquerda em terceiro lugar.
Último Deputado é do Bloco
Está desfeito o mistério da noite. O último Eurodeputado é do Bloco de Esquerda. A freguesia que falta apurar é Limões em Ribeira de Pena, uma freguesia em que votaram 149 pessoas nas últimas eleições e, para compor o quadro eleitoral, resta contabilizar os votos de alguns consulados.
Neste momento, o PSD precisava de uma vantagem de 27000 votos sobre o Bloco de Esquerda para poder obter o nono deputado e a CDU precisava de ganhar mais 2500 votos que o bloquistas. Tanto uma como outra situação são altamente improváveis, estando desfeito o mistério da noite.
Neste momento, o PSD precisava de uma vantagem de 27000 votos sobre o Bloco de Esquerda para poder obter o nono deputado e a CDU precisava de ganhar mais 2500 votos que o bloquistas. Tanto uma como outra situação são altamente improváveis, estando desfeito o mistério da noite.
Eleições 2009: Resultados no Minho
O PSD venceu em Braga e Viana do Castelo, num total de 19 vitórias nos concelhos do Minho. O PS obteve mais votos em 5 concelhos, entre os quais se destacam as vitórias em Guimarães e Fafe. Em termos percentuais, o PSD obteve 36,17% dos votos contra 28,67 no Distrito de Braga e 38,35% contra 25,62% no Distrito de Viana do Castelo. O CDS-PP foi a terceira força mais votada nos dois distritos e o Bloco de Esquerda a força que mais subiu.
Amares. Vitória do PSD com 43,56% dos votos contra 22,84% do PS (39,71% em 2004). O Bloco de Esquerda dispara de 2,23% para 7,73%.
Arcos de Valdevez. PSD vence com 49,77% dos votos contra 25,22% do PS.
Barcelos. Vitória do PSD com 44,92% dos votos contra 22,86% do PS. Subida expressiva do Bloco de Esquerda para 7,71%.
Braga. Vitória do PSD com 31,51% dos votos. O PS obtém 27,24%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada no principal centro urbano do Minho com 12,42% dos votos. CDU supera CDS-PP.
Cabeceiras de Basto. Vitória do PS com 42,17%, menos 14% que em 2005. O Bloco de Esquerda sobe de 1,14% (74 votos) para 4,46% (290 votos).
Caminha. PSD vence com 34,76% dos votos contra 29,1% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 10,95%.
Celorico de Basto. PSD repete vitória de 2004, desta feita com 51,04% dos votos.
Esposende. PSD (44,02%) esmaga PS (19,81). CDS-PP é a terceira força mais votada com 13,1% dos votos.
Fafe. Vitória do PS com 38,48% contra 31,13% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada.
Guimarães. O PS vence com 33,44% dos votos contra 27,71% do PSD. CDU é a terceira força mais votada com 10,16% (+2%) e o Bloco de Esquerda multiplica votos, subindo de 3,02% para 9,17%.
Melgaço. Resultado equilibrado com vantagem do PSD que vence com 38,89% contra 37,18 do PS. CDS-PP com 6,95% e BE com 5,63% são a terceira e quarta forças mais votadas.
Monção. PSD vence com 39,63% contra 28,94% do PS.
Paredes de Coura. Resultado equilibrado com vitória do PSD com 35,66%. O PS obtém 34,26%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 8,57%.
Ponte da Barca. PSD lidera com 48,42% contra 31,63%. O BE fica em terceiro com 5,33%.
Ponte de Lima. PSD vence com 44,22% e o CDS-PP é a segunda força mais votada com 18,95%. O PS cai para terceiro com 17,15%.
Póvoa de Lanhoso. Vitória do PSD com 45,4% dos votos contra 32,14% do PS.
Terras de Bouro. PSD esmaga PS com 52,15% dos votos contra 23,33% do PS. O Bloco de Esquerda subiu de 1,54% para 4,29%.
Valença. Vitória do PSD com 42,26% dos votos contra 25,83% do PS.
Viana do Castelo. PSD reconquista a capital do Alto Minho com 31,25% dos votos. O PS obtém 25,24% e o Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 12,86%.
Vieira do Minho. Vitória do PSD com 46% contra 30,74% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 5,49%.
Vila Nova de Cerveira. O PSD venceu por 2 votos (35,78% contra 35,72% do PS). O Bloco de Esquerda atinge 7,41% dos votos.
Vila Nova de Famalicão. Vitória tangencial do PS com 30,75% contra 30,27% do PSD. O CDS-PP obtém um resultado espantoso na terra de Nuno Melo com 16,7% dos votos.
Vila Verde. A mais esmagadora de todas as vitórias do PSD no Minho, com 60,77% dos votos para José Manuel Fernandes, Presidente do Município e candidato a Eurodeputado. O PS ficou-se pelos 14,53% dos votos.
Vizela. Vitória clara do PS com 40,15% dos votos contra 22,19% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 11,34%.
Amares. Vitória do PSD com 43,56% dos votos contra 22,84% do PS (39,71% em 2004). O Bloco de Esquerda dispara de 2,23% para 7,73%.
Arcos de Valdevez. PSD vence com 49,77% dos votos contra 25,22% do PS.
Barcelos. Vitória do PSD com 44,92% dos votos contra 22,86% do PS. Subida expressiva do Bloco de Esquerda para 7,71%.
Braga. Vitória do PSD com 31,51% dos votos. O PS obtém 27,24%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada no principal centro urbano do Minho com 12,42% dos votos. CDU supera CDS-PP.
Cabeceiras de Basto. Vitória do PS com 42,17%, menos 14% que em 2005. O Bloco de Esquerda sobe de 1,14% (74 votos) para 4,46% (290 votos).
Caminha. PSD vence com 34,76% dos votos contra 29,1% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 10,95%.
Celorico de Basto. PSD repete vitória de 2004, desta feita com 51,04% dos votos.
Esposende. PSD (44,02%) esmaga PS (19,81). CDS-PP é a terceira força mais votada com 13,1% dos votos.
Fafe. Vitória do PS com 38,48% contra 31,13% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada.
Guimarães. O PS vence com 33,44% dos votos contra 27,71% do PSD. CDU é a terceira força mais votada com 10,16% (+2%) e o Bloco de Esquerda multiplica votos, subindo de 3,02% para 9,17%.
Melgaço. Resultado equilibrado com vantagem do PSD que vence com 38,89% contra 37,18 do PS. CDS-PP com 6,95% e BE com 5,63% são a terceira e quarta forças mais votadas.
Monção. PSD vence com 39,63% contra 28,94% do PS.
Paredes de Coura. Resultado equilibrado com vitória do PSD com 35,66%. O PS obtém 34,26%. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 8,57%.
Ponte da Barca. PSD lidera com 48,42% contra 31,63%. O BE fica em terceiro com 5,33%.
Ponte de Lima. PSD vence com 44,22% e o CDS-PP é a segunda força mais votada com 18,95%. O PS cai para terceiro com 17,15%.
Póvoa de Lanhoso. Vitória do PSD com 45,4% dos votos contra 32,14% do PS.
Terras de Bouro. PSD esmaga PS com 52,15% dos votos contra 23,33% do PS. O Bloco de Esquerda subiu de 1,54% para 4,29%.
Valença. Vitória do PSD com 42,26% dos votos contra 25,83% do PS.
Viana do Castelo. PSD reconquista a capital do Alto Minho com 31,25% dos votos. O PS obtém 25,24% e o Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 12,86%.
Vieira do Minho. Vitória do PSD com 46% contra 30,74% do PS. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 5,49%.
Vila Nova de Cerveira. O PSD venceu por 2 votos (35,78% contra 35,72% do PS). O Bloco de Esquerda atinge 7,41% dos votos.
Vila Nova de Famalicão. Vitória tangencial do PS com 30,75% contra 30,27% do PSD. O CDS-PP obtém um resultado espantoso na terra de Nuno Melo com 16,7% dos votos.
Vila Verde. A mais esmagadora de todas as vitórias do PSD no Minho, com 60,77% dos votos para José Manuel Fernandes, Presidente do Município e candidato a Eurodeputado. O PS ficou-se pelos 14,53% dos votos.
Vizela. Vitória clara do PS com 40,15% dos votos contra 22,19% do PSD. O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 11,34%.
Eleições 2009: O Caso do Arco de Baúlhe
No Arco de Baúlhe, o PS obteve 241 votos (-143), o PSD chegou aos 216 (em 2005 tinha tido menos 32 em conjunto com o PP), o Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada com 54 votos (+40), o CDS-PP tem 32 votos e a CDU chegou aos 17 votos (+10).
Europeias em Portugal: actualização
20h. PSD venceu as Eleições Europeias 2009 por larga vantagem. BE é a terceira força mais votada com 3 deputados.
19h51m. No twitter, José Manuel Fernandes e Henrique Monteiro afirmam que PSD lidera sondagens da Católica (RTP), da Eurosondagem (SIC) e da Intercampus (TVI).
19h46m. Almeida Santos (PS): «Ter mais um deputado que o PSD já seria bom».
19h34m. «Eurosondagem dá PSD è frente, Católica dá PS à frente, Intercampus não sei. Intervalos muito pequenos», via @JMF1957.
19h10m. «Eleições europeias que hoje se realizam custam quase 10 milhões de euros», via @SicOnline. Face a custos desta ordem, justificar-se-á a realização de eleições Autárquicas e Legislativas em separado?
19h. Abstenção nos 61,5-65,5% (TVI); 61-65% (RTP); 60-64% (SIC/Expresso). Seguramente que não será causa única e muito menos maior, mas «muitos portugueses escolheram hoje as praias do Algarve como destino para passar o dia, apesar de ser o dia das eleições europeias», via RTP.
17h30m. Como já havia sido noticiado antes nalguns meios e referido aqui no Avenida Central, quem já tem o cartão de cidadão pode ter alguns problemas para votar, pois passa a votar não no lugar onde estava recenseado, mas sim no local onde reside. Se de manhã já tinha recebido «algumas dezenas», o JN noticia agora que a CNE já recebeu mais de 250 queixas.
16h. Afluência de 26,82% no território nacional. A cinco horas do fecho das urnas, perspectiva-se uma abstenção histórica.
13h. Televisões preparam edições especiais para acompanhar as eleições.
12h. A afluência às urnas queda-se nos 11,8%, abaixo da registada nas últimas eleições europeias que era de 14,2% à mesmo hora. As últimas mensagens dos protagonistas: PR, PS, PSD, BE, CDU, PP, PH, MPT. Adenda, via @JMF1957: Face a 2004, há mais 733 mil eleitores inscritos mas até ao meio dia votaram menos 118 mil.
11h. Castanheira do Vouga boicotou as Eleições Europeias devido à inexistência de banda larga na freguesia. Apesar de tudo, não deixa de ser uma boa notícia para o país do choque tecnológico.
O Dia Eleitoral
Desde as sete horas que a equipa da mesa de voto está reunida. As urnas abriram às oito, já com gente à espera para votar. Até agora, tudo decorre com normalidade. A assinalar apenas a confusão que o Cartão do Cidadão está a causar: a suposta reforma eleitoral veio complicar mais o voto.
O Cartão do Cidadão reúne cinco cartões num só, mas não traz impressos todos os antigos números. Uma vez que as listagens na mesa de voto ainda estão organizadas por número de eleitor (sendo a pesquisa feita através deste), sempre que um eleitor nos apresenta o seu novo cartão sem trazer o antigo cartão de eleitor ou sem saber de cor o número obriga a que um membro da equipa da mesa de voto tenha de recorrer ao computador portátil, com internet portátil, que o Presidente de Junta trouxe de sua casa para pesquisar na página do recenseamento do Ministério da Administração Interna o número do eleitor.
[texto escrito por Tiago Laranjeiro para a Edição Especial Europeias 2009]
O Cartão do Cidadão reúne cinco cartões num só, mas não traz impressos todos os antigos números. Uma vez que as listagens na mesa de voto ainda estão organizadas por número de eleitor (sendo a pesquisa feita através deste), sempre que um eleitor nos apresenta o seu novo cartão sem trazer o antigo cartão de eleitor ou sem saber de cor o número obriga a que um membro da equipa da mesa de voto tenha de recorrer ao computador portátil, com internet portátil, que o Presidente de Junta trouxe de sua casa para pesquisar na página do recenseamento do Ministério da Administração Interna o número do eleitor.
[texto escrito por Tiago Laranjeiro para a Edição Especial Europeias 2009]
Eleições Euroquê? | 3
A União Europeia é dos entes políticos que mais e mais diferentes formas de representação democrática prevêem. [...] Há até quem defenda que a União é democraticamente superior aos estados.
Do que a União necessita é de um debate político correspondente ao seu impacto político. No debate europeu discute-se sempre a razão de ser da União e não as suas políticas. [...]
Trata-se a política europeia como política internacional. Vive-se na ilusão de que o essencial da política europeia ainda é a protecção do interesse nacional. [Miguel Poiares Maduro, no i]
Eleições Euroquê? | 2
Outro aspecto intrinsecamente errado na forma como as Eleições Europeias (em Portugal) são conduzidas, pelos partidos, com a total conivência dos media é a "primarização" [1, 2, 3] das eleições europeias.
É lamentável que os partidos se demonstrem tão empenhados em não fazer campanha para as Europeias, preferindo passar a maior parte do tempo a tratar de assuntos nacionais - pelo menos uma vez de 5 em 5 anos? Já há algum tempo referi a situação em que o Rangel se encontra (de candidato às Europeias e de líder parlamentar). Também, quanto a Vital Moreira, a sua ânsia por ripostar todos os ataques feitos ao governo (e os candidatos dos outros partidos bem saberão como ele é).
Mas mais recentemente a actividade parlamentar do Nuno Melo tem vindo a intrometer-se nas eleições europeias. Ele tem uma certa lata ao queixar-se que o PS marcou as audições relativas ao caso BPN para a altura das eleições europeias. É muito estranho que o Nuno Melo, como outros, não tenham suspendido a sua actividade parlamentar (ou outra) para se dedicarem àquilo em que se propõem trabalhar nos próximos anos. É uma questão de prioridades.
É uma palermice falar em cartões amarelos e vermelhos. Assim como desejar manter os eleitores no maior estado possível de ignorância em relação aos assuntos europeus. Mas será o que interessa à generalidade dos partidos. É pena e é lamentável, pois não se ganha nada com isso.
É lamentável que os partidos se demonstrem tão empenhados em não fazer campanha para as Europeias, preferindo passar a maior parte do tempo a tratar de assuntos nacionais - pelo menos uma vez de 5 em 5 anos? Já há algum tempo referi a situação em que o Rangel se encontra (de candidato às Europeias e de líder parlamentar). Também, quanto a Vital Moreira, a sua ânsia por ripostar todos os ataques feitos ao governo (e os candidatos dos outros partidos bem saberão como ele é).
Mas mais recentemente a actividade parlamentar do Nuno Melo tem vindo a intrometer-se nas eleições europeias. Ele tem uma certa lata ao queixar-se que o PS marcou as audições relativas ao caso BPN para a altura das eleições europeias. É muito estranho que o Nuno Melo, como outros, não tenham suspendido a sua actividade parlamentar (ou outra) para se dedicarem àquilo em que se propõem trabalhar nos próximos anos. É uma questão de prioridades.
É uma palermice falar em cartões amarelos e vermelhos. Assim como desejar manter os eleitores no maior estado possível de ignorância em relação aos assuntos europeus. Mas será o que interessa à generalidade dos partidos. É pena e é lamentável, pois não se ganha nada com isso.
Eleições Euroquê? | 1
Há vários aspectos intrinsecamente errados na forma como as Eleições Europeias (em Portugal) são conduzidas, pelos partidos, com a total conivência dos media.
Desde logo, a fantasia do "cabeça de lista", como se tal figura tivesse alguma relevância prática. Será um chamariz, uma figura, no seu sentido literal. Uma reductio ad absurdum do que umas Eleições Europeias podem ser. Mas, considerando-se os candidatos como potencialmente elegíveis ou não (até cerca de 10 no caso de PS e PSD e, tipicamente, até 3 nos restantes partidos com assento na AR), é, para mim, incompreensível que se dê tanto destaque ao cabeça de lista. "Tanto", pois o destaque dado aos restantes é virtualmente nulo (ainda se dá algum ao candidato "regional" do PSD, nos jornais regionais do Minho). Nota-se que é premeditado pelos partidos, mas os media, como quase sempre, atrelam-se às agendas partidárias.
O cabeça de lista é mais um, entre vários que serão eleitos e será um "mísero" mais um, no meio do partido europeu em que o "seu" partido nacional se insere. Aliás, pouco releva o que o partido nacional (muito menos um ou outro candidato) entende ou deixa de entender. No final de contas, o que será relevante é o que a família política em que se vão inserir defende. O peso de um ou outro candidato será o que ele fizer dele quando estiver no Parlamento Europeu.
Isto segue uma linha (algo idiota) de eleições legislativas em que se faz de conta que se vota num primeiro-ministro, quando na realidade se vota em deputados e num partido. Fala-se de vitórias, como se o partido mais votado fosse o vitorioso. Em rigor, o Presidente da República convida (deve convidar) à governação quem consiga reunir "condições de governabilidade". Tal pode suceder, por exemplo, através de coligações pós-eleitorais entre dois ou três partidos não "vitoriosos". Uma tradição que torna este ênfase nos cabeças de lista em algo não surpreendente, mas igualmente pateta.
Desde logo, a fantasia do "cabeça de lista", como se tal figura tivesse alguma relevância prática. Será um chamariz, uma figura, no seu sentido literal. Uma reductio ad absurdum do que umas Eleições Europeias podem ser. Mas, considerando-se os candidatos como potencialmente elegíveis ou não (até cerca de 10 no caso de PS e PSD e, tipicamente, até 3 nos restantes partidos com assento na AR), é, para mim, incompreensível que se dê tanto destaque ao cabeça de lista. "Tanto", pois o destaque dado aos restantes é virtualmente nulo (ainda se dá algum ao candidato "regional" do PSD, nos jornais regionais do Minho). Nota-se que é premeditado pelos partidos, mas os media, como quase sempre, atrelam-se às agendas partidárias.
O cabeça de lista é mais um, entre vários que serão eleitos e será um "mísero" mais um, no meio do partido europeu em que o "seu" partido nacional se insere. Aliás, pouco releva o que o partido nacional (muito menos um ou outro candidato) entende ou deixa de entender. No final de contas, o que será relevante é o que a família política em que se vão inserir defende. O peso de um ou outro candidato será o que ele fizer dele quando estiver no Parlamento Europeu.
Isto segue uma linha (algo idiota) de eleições legislativas em que se faz de conta que se vota num primeiro-ministro, quando na realidade se vota em deputados e num partido. Fala-se de vitórias, como se o partido mais votado fosse o vitorioso. Em rigor, o Presidente da República convida (deve convidar) à governação quem consiga reunir "condições de governabilidade". Tal pode suceder, por exemplo, através de coligações pós-eleitorais entre dois ou três partidos não "vitoriosos". Uma tradição que torna este ênfase nos cabeças de lista em algo não surpreendente, mas igualmente pateta.
Sondagens: PS Ganha. BE e CDU Empatados
Todas as sondagens coincidem em afirmar que o PS será o partido mais votado nas próximas eleições europeias, com uma vantagem que oscila entre os 2 e os 4% sobre o PSD. A par deste dado, as sondagens prevêem a conquista de 9 eurodeputados pelos socialistas, 8 pelo PSD, 2 pela CDU e BE e apenas 1 para os populares. Um ponto de discórdia das sondagens conhecidas prende-se com o terceiro partido mais votado, com vantagem para o Bloco de Esquerda que vence 2 das 3 sondagens ontem conhecidas. No entanto, as elevadas taxas de abstenção no eleitorado jovem, precisamente o mais afecto ao BE, podem inverter uma tendência que se manteve ao longo de toda a campanha.
Importa salientar que há outras alternativas para os eleitores: o MMS trouxe para o debate público algumas ideias interessantes sobre a reestruturação administrativa do país que incluem a redução do número de municípios e a profissionalização das juntas de freguesia, propostas a considerar pelos partidos do sistema; o MEP apresenta-se como uma força tradicionalista e conservadora que pretende menos Estado e mais famílias, numa espécie de prédica de outras doutrinas sociais; os outros pequenos partidos, mais ou menos conhecidos do eleitor, não trouxeram grandes novidades pelo que o voto útil se faz, portanto, nos cinco partidos e coligações com representação no Parlamento Europeu.
A ler: Sondagem dá quatro pontos de avanço do PS sobre o PSD, Público; PS segura votos BE lidera no protesto, Expresso; Sondagem dá ligeira vantagem ao PS, Jornal de Notícias.
Importa salientar que há outras alternativas para os eleitores: o MMS trouxe para o debate público algumas ideias interessantes sobre a reestruturação administrativa do país que incluem a redução do número de municípios e a profissionalização das juntas de freguesia, propostas a considerar pelos partidos do sistema; o MEP apresenta-se como uma força tradicionalista e conservadora que pretende menos Estado e mais famílias, numa espécie de prédica de outras doutrinas sociais; os outros pequenos partidos, mais ou menos conhecidos do eleitor, não trouxeram grandes novidades pelo que o voto útil se faz, portanto, nos cinco partidos e coligações com representação no Parlamento Europeu.
A ler: Sondagem dá quatro pontos de avanço do PS sobre o PSD, Público; PS segura votos BE lidera no protesto, Expresso; Sondagem dá ligeira vantagem ao PS, Jornal de Notícias.
Edição Especial Europeias 2009
As próximas Eleições Europeias marcam o arranque de um ciclo eleitoral que inclui três actos eleitorais num só ano. O blogue Avenida Central está a preparar uma emissão especial para a noite do escrutínio que inclui os comentários em directo a partir de vários pontos da Europa, actualização de resultados em tempo real e abertura total à participação dos leitores.
A partir da Holanda, José Pedro Magalhães fará o retrato das eleições nos Países Baixos onde se vota já nesta Quinta-Feira. Bruno Gonçalves trará as últimas informações de Londres. Espanha e França terão também cobertura especial. E muitas outras novidades estão a ser preparadas. Junte-se a nós.
A partir da Holanda, José Pedro Magalhães fará o retrato das eleições nos Países Baixos onde se vota já nesta Quinta-Feira. Bruno Gonçalves trará as últimas informações de Londres. Espanha e França terão também cobertura especial. E muitas outras novidades estão a ser preparadas. Junte-se a nós.
Crise Não Afecta Governos
A maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial não parece estar a afectar de forma significativa o desempenho eleitoral dos partidos que governam os Estados Europeus. Para além de Portugal, em que será provável uma vitória do PS, o estudo elaborado pela London School of Economics estudo aponta os casos de França, Itália, Alemanha, Suécia, Lituânia, Letónia, Eslováquia e Espanha (onde se perspectiva uma vitória do PP, mas por uma margem mínima). O Reino Unido parece ser a única excepção entre os grandes países, com as projecções a perspectivarem uma enorme humilhação para os trabalhistas, actualmente no Governo britânico.
Comentários
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Altis Reloaded
É sabido que a democracia por estes dias não arrasta as multidões que devia, e os aparelhos partidários são os primeiros a dar sinais da podridão do regime. Tanto que os seus "pastores"-mor já nem aprendem com as vergonhas passadas, e abrem alas para os repetidos postais degradantes da paisagem social minhota. Ora a estes jornalistas da SIC, com memória de elefante e cheiro para coisa, que não esperam por perseguir os habituais peregrinos e a suas respostas distraídas, talvez lhes escape que a esta gente - como a quase toda - a política já não interessa; e sem nada para fazer pela leira, não olham o dente um passeio de borla, mesmo que para fazer monte numa missa campal qualquer.
A Agenda de Pinto Balsemão
A obsessão de Ricardo Costa em criticar o PSD leva a situações de um ridículo inexcedível como esta. Uma, duas, três, quatro... dez, onze, doze. São doze as estrelas da bandeira da União Europeia! Que nome se dá a esta espécie de jornalismo?
É Isto Adequado?
Recentemente estalou a polémica, por causa da remoção de certos cartazes políticos da rotunda do Marquês. Aí, por não ser considerada, pelo IGESPAR, «adequada dada a envolvência patrimonial, salvo jurisprudência específica sobre o assunto».
Cá em Braga a situação é - visualmente - bem pior. Onde já durante todo o período não-eleitoral existe uma enorme poluição visual, com cartazes de vários tamanhos e feitios a fazerem publicidade a marcas e produtos - sinaléticas com publicidade -, proliferam agora, como proliferarão nos próximos meses, ao seu lado, inúmeros cartazes de "propaganda política". Ainda há poucos dias - depois de tirar a foto - surgiram mais alguns. Muitos outros cartazes existem ainda nas imediações desta rotunda.
Como tantas outras coisas na cidade, proliferam de uma forma praticamente anárquica. Não existe um vestígio de organização, de coerência. Nascem, simplesmente, de forma selvagem. Uns com sorrisos que prometem tudo, outros com produtos milagrosos, outros ainda com promessas vãs. Nascem e renascem quando o slogan deixa de servir, geralmente passado uma semana. E assim se multiplicam, como ervas daninhas. Aquela rotunda é uma vergonha!
Hay Socialistas e Socialistas
Com a actual nomenclatura do congénere português impregnada de tanto circunstancialista e ultramontano, que sabe-se lá por que alforge se dão alguns pela denominação, Zapatero vem a Coimbra ao comício rosa e arrisca meter-se em mais uma eucaristia em redor da imagem peregrina de Sócrates. Talvez, nalgum momento, repare que este PS paroquiano não tem nada a ver com o seu PSOE que se afirma e bem, clivado com a Direita espanhola neoliberal e conservadora. Este spot irreverente atesta também aquela que é a agenda política e social do PSOE, em Espanha e na Europa. Coisa que nunca se percebeu nos inquilinos do Rato.
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