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Europeias no Reino Unido: actualização

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01h05m. Desde o final da primeira guerra mundial que o Labour não tinha um resultado tão dramático. Amanhã, devem-se conhecer os resultados oficiais e compreender quais as repercussões destas eleições.

00h43m.
Previsão BBC: Conservadores com 25 deputados, Independentes e Trabalhistas com 13, Liberais Democratas com 11, Verdes, BNP e SNP com dois cada.

23h55m.
A hipótese do Labour ficar em quarto lugar, com 16% é cada vez maior. O spin de que estas eleições são atípicas e que não se pode imputar responsabilidades políticas ao governo, já começou.

23h39m.
Confirma-se a eleição de um deputado para o BNP. Em Wales os Tories vencem. Desde 1918 que o Labour não perdia nesta localidade.

23h13m.
O BNP parece estar a caminho de eleger o líder e existe a possibilidade da eleição de um segundo eurodeputado.

22h48m.
Labour: 1999 - 28%; 2004 - 22,6%; Agora em 2009, fontes do Labour falam em 16 ou 17%.

22h35m.
Com 20% dos votos, o Labour parece arriscar ficar num quarto lugar.

21h00m.
Interessante. Alguns comentadores britânicos sugerem que Brown gostasse de um terceiro lugar atrás dos independistas que dos Liberais Democratas. Tudo por uma questão de spin, de como interpretar estas eleições e o seu contexto.

20h45m.
Não surpreende: Some Labour officials suggested tonight that the European figures could be "even worse" than the local ones.

20h43m.
Existem indicações que o Labour pode ficar em sexto em Cornwall, atrás dos Verdes e do Grupo Nacionalista Cornwall.

20h33m.
A dúvida persiste entre o terceiro e o quarto lugar do Labour, atrás certamente dos Liberal Democrats e a dúvida é com o UK Independence party. Há quem fale já em mais de um deputado para o BNP.

18h54m.
Basta um. Apenas um deputado do BNP (British National Party) eleito para o PE para que se inicie um terramoto no seio do governo Labour. Miliband, secretário dos negócios estrangeitos, descrevia ontem este cenário como vergonhoso. Será que se tal acontecer ele manterá o seu apoio a Brown como o fez até agora?

18h10m
. O Labour caminha para uma enorme derrota nestas eleições, mas Gordon Brown permanece resoluto em se manter como PM e voltou a garantir que não se irá demitir. Porém, já vários políticos dentro dos trabalhistas começam a questionar a necessidade de mudança de líder.

A ler: Brown stands firm as Falconer joins doubters, no Guardian; Gordon Brown facing big defeat in euro election, battered by Tories and UKIP, no Daily Telegraph. Lord Falconer says Labour 'probably' needs new leader, no Daily Telegraph.

Crise em Londres

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Gordon Brown - World Economic Forum Annual Meeting Davos 2008
© World Economic Forum

Depois do escândalo das despesas que afectou grande parte dos deputados britânicos, em especial vários políticos trabalhistas, a espiral de más notícias de Gordon Brown parece não ter fim. O seu executivo está efectivamente no limite, com muitos comentadores disputando a autoridade e legitimidade política que Brown possui para se manter no cargo.

Depois de uma humilhante derrota nas eleições locais, onde os conservadores de Cameron conseguiram vencer em bastiões trabalhistas onde não venciam há mais de 30 anos, o governo Labour teve nestas últimas 24 horas a demissão de quatro ministros, a última destes, da Ministra para a Europa, Caroline Flint. A ex-ministra não poupou nas palavras:

«You have a two-tier Government, your inner circle and then the remainder of Cabinet," she said. "Several of the women attending Cabinet – myself included – have been treated by you as little more than female window dressing.»

Os resultados das europeias, que serão conhecidos no Domingo, podem ser decisivos para a sobrevivência política de Gordon Brown. Mesmo com a reorganização de ministros que efectuou, caso se confirme um terceiro lugar nas eleições para o Parlamento Europeu, Gordon Brown tem o seu lugar em risco. A evidente cisão interna no seio dos trabalhistas, a avaliar pela dureza dos comentários da ministra cessante, apenas piora o prognóstico do futuro do Primeiro-Ministro.

"I will not walk way" afirmou Brown após anunciar os novos membros do seu governo. Veremos.

Edição Especial Europeias 2009

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As próximas Eleições Europeias marcam o arranque de um ciclo eleitoral que inclui três actos eleitorais num só ano. O blogue Avenida Central está a preparar uma emissão especial para a noite do escrutínio que inclui os comentários em directo a partir de vários pontos da Europa, actualização de resultados em tempo real e abertura total à participação dos leitores.

A partir da Holanda, José Pedro Magalhães fará o retrato das eleições nos Países Baixos onde se vota já nesta Quinta-Feira. Bruno Gonçalves trará as últimas informações de Londres. Espanha e França terão também cobertura especial. E muitas outras novidades estão a ser preparadas. Junte-se a nós.

Crise Não Afecta Governos

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A maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial não parece estar a afectar de forma significativa o desempenho eleitoral dos partidos que governam os Estados Europeus. Para além de Portugal, em que será provável uma vitória do PS, o estudo elaborado pela London School of Economics estudo aponta os casos de França, Itália, Alemanha, Suécia, Lituânia, Letónia, Eslováquia e Espanha (onde se perspectiva uma vitória do PP, mas por uma margem mínima). O Reino Unido parece ser a única excepção entre os grandes países, com as projecções a perspectivarem uma enorme humilhação para os trabalhistas, actualmente no Governo britânico.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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