Avenida Central

Avenida dos Leitores: É Bom Viver na Quinta dos Congregados!

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Enviado por Mário Relvas

As Regiões também se medem ao Metro

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«Custará 1500 milhões de euros, a preços actuais, o conjunto de ligações propostas pela equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), coordenada por Paulo Pinho, que elaborou para a Metro do Porto o estudo sobre a segunda fase da rede de metropolitano.» [Público]

O Metro do Porto prepara-se para absorver metade do custo estimado para o novo aeroporto de Lisboa e, enquanto isso, não serão mais do que migalhas aquilo que chegará ao Minho. Braga e Guimarães serão contentados com o Instituto de Nanotecnologias e a Capital Europeia da Cultura, tostões comparados às magnânimas intervenções que se perspectivam para as duas maiores cidades do país. O resto será o avolumar de uma injustiça que já é bem real, por exemplo, na exclusão da A7 do mapa nacional das SCUT's.

A Área Metropolitana do Porto vai fazendo (e bem) o que lhe compete, captando a atenção e os investimentos do poder central que, alapado nos Ministérios de Lisboa, está longe de conhecer a realidade do país. Mas se não a conhece, em parte, por incompetência própria, também não é desprezível o facto de estarmos entregue a líderes regionais locais incautos que nos mantêm órfãos de políticas de desenvolvimento regional integrado.

1500 milhões de euros. Quantas vezes menos custaria ligar por ferrovia Braga, Famalicão, Barcelos e Guimarães? Quantas vezes menos custaria criar um sistema de mobilidade urbana comum às cidades de Braga e Guimarães? Quantas vezes menos custaria, no imediato, implementar um sistema de tarifas justas que eliminasse a discriminação dos barcelenses? Quantas vezes menos custaria modernizar a Linha do Minho? Quantas vezes?

As respostas são óbvias, mas a política regional local minhota, salvo raríssimas excepções, continua a tecer-se no campo do acessório e do supérfluo. A pomposa Grande Área Metropolitana do Minho mais não faz que avençar administrativamente sucessivas autorizações para polvinhar de centros comerciais o débil comércio minhoto. As autarquias falham no estudo e na proposta de soluções que favoreçam a mobilidade intermunicipal, mas também falham ao ignorar aquele que poderia ser o precioso contributo da Universidade do Minho. As oportunidades desperdiçam-se com uma cadência aberrante e assustadora. Os minhotos vão pagando a factura.

Leitura Complementar: Redundâncias

Projectos que fascinam...

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«“O sonho por detrás do poder. Mitos estruturantes do mesquitismo”, desenvolvido por Elmano Madaíl no quadro do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. Orientação de Moisés de Lemos Martins. Início em 2002.»

Recebi, por e-mail, uma chamada de atenção para este projecto muito interessante que está a ser desenvolvido na Universidade do Minho desde 2002. Confesso-me particularmente curioso para conhecer os resultados.

Chora, Minho!

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O Governo de Lisboa decidiu: o Minho acabou.

Um Requiem ao Minho
Um Requiem ao Minho (II)
Um Requiem ao Minho (III)

Guimarães por um Canudo (versão reflexiva)

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A vitalidade do debate cívico de Guimarães é absolutamente incontornável. Se a genética social daquele povo explica grande parte do fenómeno, a verdade é que a abertura do município para debater (com) a cidade é um enorme catalisador do debate democrático. O Presidente da Câmara de Guimarães ouviu atentamente, durante 2 horas e meia, tudo o que um painel de 3 especialistas independentes (em História, Geografia e Arquitectura) tinham a dizer sobre o projecto que houvera apresentado. Num segundo tempo, auscultou o sentimento dos populares presentes. António Magalhães dispensou o folclore mediático das participações irrealistas que descredibilizam a política e desvanecem qualquer ensejo participativo dos cidadãos.

Braga foi uma presença igualmente incontornável neste debate. Seja pelas intervenções de bracarenses, seja pelas referências às possíveis similitudes entre o projecto apresentado para o Toural e as obras que a cidade dos Arcebispos sofreu no passado recente. Sem os traumas que durante séculos minaram as relações entres as duas cidades, é público e notório que Guimarães não quer repetir os erros que desfiguraram a bela Bracara Augusta e a tornaram uma encruzilhada de túneis em degradação permanente, com amplos espaços para «peões apeados» que mais não podem ser que visitantes de circustância, impossibilitados de usufruir plenamente dos espaços comuns, numa espécie de condenação contínua a um doloroso suplício de Tântalo.

Quanto ao Toural, desejo que o debate lhes traga uma praça capaz de se adaptar aos novos dias, mantendo intacta a mística dos velhos tempos. Como fazê-lo? Os vimaranenses têm a palavra.

[Picture Copyright: Pedro Gonçalves]

Guimarães por um Canudo (versão descritiva)

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Estive hoje em Guimarães no debate que a Sociedade Martins Sarmento promoveu em torno do mais polémico dos 5 Projectos que prometem mudar a face da cidade - a renovação do Toural/Alameda. Após a visualização de um vídeo da autoria da Câmara Municipal (que apresentou alguns erros históricos que foram sendo apontados e corrigidos ao longo da sessão), o Dr. António Amaro das Neves, Presidente da Sociedade Martins Sarmento, revisitou a História e as estórias do Toural, a praça maior de Guimarães.

O Professor Miguel Bandeira colocou a tónica nas dinâmicas que devem presidir à organização do espaço urbano, contrariando a ideia preconizada pelo poder autárquico de que a actual praça é «incomportável e obsoleta» e alertando para o facto desta reestruturação «alterar a natureza vivencial do Toural». Socorrendo-se da ideia de "Plaza Mayor" que Cláudio Rodrigues introduziu neste debate, o Professor de Geografia da Universidade do Minho concordou que há um certo «emplazamento do Toural» nesta proposta. Focando-se na importância de planear com cuidado as entradas e saídas dos túneis, lembrou que o «o túnel de Braga matou a Avenida da Liberdade».

A Arquitecta Maria Manuel Oliveira referiu-se ao enterrar do tráfego automóvel afirmando que não é «óbvio que separar os tráfegos rodoviário e pedonal seja a única solução», sustentando que o parque subterrâneo não é essencial, uma vez que os aparcamentos existentes à periferia estão longe de estar saturados. A aposta em sistemas integrados de mobilidade foi outro dos pontos defendidos pela arquitecta.

Vítor Fernandes e Seara de Sá, arquitectos autores do projecto, justificaram as opções tomadas com a necessidade de construir um parque que reponha os 250 lugares que actualmente existem à superfície, explicaram que as árvores removidas do Toural serão plantadas a dobrar na Alameda e justificaram a opção de construir um «rua» no subsolo.

Após uma série de intervenções do público, António Magalhães, Presidente da Câmara, orgulhoso pela participação cívica, rematou dizendo que «se forem precisos mais dez debates sobre o tema, cá estaremos para os fazer.»

Minho Cultural: 1001 Razões para Sair de Casa

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Até 21.Dez.2007
Exposição "Natal em Barro"
Museu da Olaria de Barcelos

12.Dez.2007, 21.30
Debate 5 Projectos
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)

14.Dez.2007, 21.30
100 Anos Com … Miguel Torga!..
Junta de Freguesia de S. Vítor (Braga)

15.Dez.2007, 21.30
XII Puer Natus Est
Coro Académico da Universidade do Minho
Sé de Braga

21.Dez.2007
III Aniversário
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (Braga

Theatro Circo: Agenda de Dezembro
Centro Cultural Vila Flor: Programação de Dezembro
Casa das Artes: Cultura em Vila Nova de Famalicão
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva: Agenda de Dezembro
Velha-a-Branca: Estaleiro Cultural
São Mamede: Agenda Dezembro

Envie as suas iniciativas culturais para avcentral@gmail.com.

Braga no MBP'07

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O concurso Melhor Blogue Português 2007 conta com a participação de 3 blogues bracarenses. Além do Avenida Central, nomeado nas categorias "Generalista" e "Cidade/Região", o Fotocafé de Pedro Guimarães está nomeado na categoria de "Fotoblogue" e o Educomunicação de Manuel Pinto e Sara Pereira na categoria de Educação. [via A Culpa é Sempre dos Jornalistas]

ANEM denuncia fraude no Exame de Seriação dos Médicos

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A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) tomou posição relativamente ao sucedido na Prova Nacional de Seriação dos médicos para a escolha de especialidade. As acusações são graves e exigem uma investigação séria quer a nível do Ministério da Saúde quer no âmbito das instituições de justiça civil.

«Três dias antes da prova circularam informações por e-mail entre os colegas sobre o conteúdo da mesma, afirmando que no tema de Hematologia sairiam “perguntas repetidas”. Tal veio a confirmar-se, sendo onze das vinte perguntas sobre este tema iguais ou muito semelhantes às do ano anterior, incluindo uma pergunta à qual tinham sido atribuídas duas alíneas correctas pelo júri de recurso do ano passado.»

«relatos situações de fraude na Prova, aos que os vigilantes terão alegadamente respondido com uma atitude pouco mais do que passiva.»

«A prova não se iniciou, como exige o aviso de concurso, de forma simultânea a nível nacional, tendo a hora de início sido bastante variável, com atrasos verificados de até quarenta e cinco minutos.»

«Estas situações conduzem inevitavelmente à violação dos princípios da justiça e da igualdade no processo de seriação da escolha de Especialidade, e exigem uma resposta firme de todos os envolvidos»

[ComUM] de Parabéns!

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ComUM celebra dois anos de existência :: ComUM
A lutar por um jornalismo de qualidade :: Trio de Rachar
ComUM quer ser referência isenta :: Jornal de Notícias

Avenida dos Leitores: Barcelos de Natal

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Fotografias Enviadas por Spicka

Avenida dos Leitores: Guimarães de Natal

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Fotografias Enviadas por Lois Lane

Avenida Nomeada (II)

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O blogue Avenida Central foi novamente nomeado para a eleição do Melhor Blogue Português 2007, desta vez na categoria de "Melhor Blogue Generalista". Estão igualmente nomeados:

31 da Armada
Blasfémias
Acabados S.A.
Ai o Camandro
A Mona Lisa Tinha Gases
Avenida Central
Bitaites
Corta-Fitas
Ideias Maradas
Nothingandall
Obvious
Reflexões de Um Cão Com Pulgas
Tempo de Secura

Blogosfera & Media

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O Diário do Minho, atento à blogosfera minhota, fez notícia da nomeação do blogue Avenida Central para Melhor Blogue Português.

Os Ingleses é que são bons!

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A Sky News faz um foto-reportagem sobre este português. José Mendes tem um tumor que, ao longo dos anos, lhe foi desfigurando a face. Mas, ao contrário do que insinua a estação de televisão inglesa («Through years of lethargy from local doctors»), este homem não foi tratado porque se recusa a fazer transfusões sanguíneas devido às suas crenças religiosas.

Esta foto-reportagem consegue sintetizar quase tudo o que abomino num certo tipo de jornalismo. Tem a imagem chocante com propósito deliberado de impressionar. Tem a narrativa trágica. Tem o herói que sofre às mãos de uma doença (que poderia ser facilmente tratada). Tem os maus... os médicos que ofereceram um tratamento ao paciente, mas que este recusou por imperativos religiosos. E tem os ingleses no papel de salvadores: «But now one of Britain's leading surgeons has offered to treat Jose using ultrasound waves to coagulate the blood before the operation. It removes the need for a blood transfusion, which is contrary to his religious beliefs.»

Como se vê, não havia melhor receita para mostrar aos ingleses como são bons. Eles que mostrem também as estatísticas da mortalidade infantil...

Cá se fazem, cá se pagam... (II)

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Na sequência desta notícia, entendeu «o povo» de Roriz manisfestar o seu apreço ao padre. Mesmo não comentando o pretenciosismo de alguém se arvorar no direito de falar pelo «povo», parece-me despropositado, mas não inusitado, que as Junta e Assembleia de Freguesia se intrometam no assunto pedindo ao prior que «não esmoreça, dê continuidade ao seu bom trabalho, conte connosco e como prova do nosso apreço pedimos-lhe que receba este ramo de flores».

Eu acho que as Juntas de Freguesia não se deviam meter nestas coisas. Mas é só a minha opinião.

A Academia Pálida

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«Os 85 por cento de abstenção são preocupantes. A Academia virou as costas à sua estrutura de representação. Mas, pelo contrário, os estudantes minhotos não viraram costas à participação cívica no interior da Universidade. A prová-lo estão os excelentes trabalhos que têm sido feitos em boa parte dos núcleos de estudantes da UM. [...]

Para Pedro Soares, os estudantes não votaram na semana passada por estarem satisfeitos com o seu trabalho. O argumento não o chega a ser. A atitude é inqualificável. E só prova a irresponsabilidade com que a AAUM tem vindo a ser gerida.»

[Samuel Silva, ComUM]
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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