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Reorganização da Direita?

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A subida do CDS-PP é um motivo de preocupação para o PSD. Foi em parte graças à descrença na figura da Ferreira Leite e ao desnorte com que o PSD nos presenteou nos últimos anos que o CDS-PP encontrou margem para subir. Quando escrevi isto, ainda não se conhecia a real dimensão dos resultados. A maior "habilidade política", como lhe chamou o Pedro Morgado, a boa campanha que fez, como referiu o Bruno Gonçalves, e, acrescento eu, a melhor e mais coerente oposição ao governo, quando comparado com o PSD, foram factores-chave para este resultado. O autêntico bluff que a Manuela Ferreira Leite revelou ser (para quem ainda não o tinha percebido) ajudou de sobremaneira.

E é motivo de preocupação, pois o PSD foi ao tapete. Pode-se levantar, mas se não o fizer neste espaço de quatro anos, fica K.O., abrindo o espaço da direita ao CDS-PP. A avaliar pela enorme instabilidade interna dos últimos anos e pela dificuldade de encontrar um líder que seja pacífico para os "vários PSDs", este deverá mesmo ser um sério motivo de preocupação. Pese embora existir a possibilidade do Pacheco Pereira ter apreendido a lição com a derrota da sua líder e se abstenha de, no futuro, procurar fazer cair líderes, como fez com Marques Mendes e Filipe Menezes.

A não demissão da Ferreira Leite também será um motivo de preocupação acrescida. Sendo certo que começa agora um ciclo de quatro anos, pode suceder que não se dê apenas um êxodo de votantes para o CDS-PP, mas também de figuras que lá venham a encontrar um partido com o qual se identificam (e, seguramente, muitos haverão no PSD), enfraquecendo o PSD e fortalecendo o CDS-PP. Quanto mais tempo o PSD demorar a encontrar-se, pior para o PSD. Em bom português: o PSD que se ponha a pau!

Segurança

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Aparentemente e na minha opinião, a política de segurança propagada pelo CDS-PP será a principal razão para a subida e por o resultado que se prevê não ser só aquele do costume, um pouco acima das sondagens, mas antes, possivelmente, um resultado histórico para o CDS-PP. Esta ideia confirmar-se-á se, de facto, a subida do CDS-PP se verificar nos centros urbanos.

Mas creio existir algum demérito por parte dos outros partidos, pois houve uma relativa omissão sobre esta matéria nas respectivas campanhas e, na percepção da opinião pública, este facto terá acentuado a ideia de que o CDS-PP tería uma preocupação genuína e que os outros a não tinham.

Legislativas 2009: O Que Está em Causa? | 3

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Quando for votar no próximo dia 27 de Setembro terá nas suas mãos a decisão sobre o futuro do país. A governabilidade deve ser uma preocupação de todos os eleitores, conhecida que é a perspectiva de não existir qualquer coligação viável para além do Bloco Central. Como LR defende, o crescimento das franjas radicais e populistas como BE e CDS-PP (e também MEP e PPV) constitui-se como a via mais directa para o Bloco Central.

Adicionalmente, como o método de eleições por círculos distorce a composição da Assembleia da República, há distritos em que o voto responsável é aquele que contribui para a estabilidade do país. Se um eleitor de esquerda votar no Bloco em Viana do Castelo, está a desperdiçar um voto na esquerda já que o Partido Socialista é o único partido de esquerda em condições de eleger deputados naquele distrito. Votar Bloco em Viana do Castelo é aumentar a probabilidade do país passar a ser governado por uma coligação entre o PSD e o CDS. O mesmo se aplica aos votos do CDS-PP no distrito de Bragança, por exemplo, onde votar CDS é desperdiçar um voto e contribuir para que o PS se mantenha no governo.

Num momento em que o país precisa de estabilidade para fazer face aos graves problemas estruturais que a conjuntura económica veio expor e agravar, a governabilidade do país não pode ser negligenciada no momento de votar.

Legislativas 2009: Sondagens | 2

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Segundo a última sondagem conhecida, o Partido Socialista será o vencedor das próximas eleições legislativas com 33% do votos, seguido do PSD com uma votação na casa dos 30%. O Bloco de Esquerda é o terceiro partido mais votado com 12%, seguindo-se a CDU com 9,2% e o CDS-PP com 7%. Neste estudo de opinião, os votos noutros partidos, brancos e nulos atingem uma fasquia próxima dos 10%, o que, a verificar-se, seria inédito em termos de eleições legislativas.

Legislativas 2009: Sondagens

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Sondagem Legislativas
© DN

Legislativas 2009: Sondagem do Minho

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MFLPorto
© verdade

Segundo a sondagem que o Expresso divulga, o Minho vai virar à direita nas próximas eleições legislativas. Em Braga, o PSD deverá liderar a contagem dos votos, elegendo oito deputados; o PS garante sete mandatos e o oitavo será disputado com o CDS-PP que garante o deputado actual, mas poderá chegar aos dois dependendo da votação dos socialistas. CDU e Bloco de Esquerda elegem um deputado cada. De fora da Assembleia da República fica a Nova Democracia de Manuel Monteiro que não elegerá nenhum deputado de acordo com a sondagem do Expresso.

Em Viana do Castelo, vitória laranja com a eleição de três deputados. O PS fica-se pelos dois mandatos e o CDS-PP mantém o deputado actual.

CDS-PP: O Voto Inútil Para a Região

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O CDS-PP quer eleger 2 deputados pelo círculo eleitoral de Braga. Se tivermos em conta que nas últimas eleições o CDS ficou a mais de 7500 votos da eleição do segundo deputado e que é mais do que certo um aumento de votação da Missão Minho [comparação com PND em 2005], parece evidente que o desejo de eleger esse tal segundo deputado não passa de um sonho muito muito distante.

Em síntese e dado que Telmo Correia não passa de um representante da política instalada em Lisboa, sem qualquer ligação com o distrito e sem o necessário conhecimento dos seus reais problemas, votar CDS no distrito de Braga não é mais do que expurgar este círculo de deputados de direita.

Coligação Apresenta Site de Campanha

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Ricardo Rio cultura
© Ricardo Rio

A campanha de Ricardo Rio entrou na segunda fase com a apresentação de outdoors com propostas concretas para a mudança no concelho de Braga. Cultura, Juventude, Emprego, Transportes, Espaços Verdes e Urbanismo são os pratos fortes da ruptura que se anuncia. O novo site da candidatura apresenta, com maior detalhe, os rostos e as propostas.

Os Candidatos por Braga

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O quadro dos cabeças de lista por Braga começa a fica composto: o Partido Socialista recandidata António José Seguro, o PSD apresenta João de Deus Pinheiro, o CDS-PP candidata Telmo Correia, a CDU e o Bloco de Esquerda deverão apostar, respectivamente, em Agostinho Lopes e Pedro Soares.

Ainda que as eleições sejam nacionais, penso que esta iniciativa dos deputados PS por Braga é meritória e contribui para aproximar os eleitores dos eleitos. Fazer o balanço do trabalho ao longo da legislatura é o mínimo que se exige aqueles que representaram a região na Assembleia da República durante os últimos quatro anos.

A Data das Eleições

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Num país tão prolixo em caciques locais, não posso concordar com a ideia de juntar as eleições legislativas e autárquicas na mesma data. A democracia nacional não tem maturidade suficiente para que as matérias se misturem sem se misturarem e o argumento da poupança não me convence. Ao contrário do que se diz, as subvenções aos partidos custam exactamente o mesmo ao erário público quer as eleições se realizem na mesma data ou em datas separadas e, por outro lado, se o objectivo é poupar então a opção mais barata é mesmo não fazer eleições.

Partidos: PS, PSD, PCP, BE, CDS, Os Verdes.

Ser e Parecer Ser

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«Paulo Rangel, voltou hoje a acusar o PS de "ter duas caras, uma para a Europa e outra para Portugal" e, por isso, não apresentar uma "candidatura séria".» [Público 10/05/2009]

«"[Ferreira Leite] Há uma coisa que não faremos de certeza absoluta que é candidatar pessoas candidatos fantasmas". [...] isso apenas não acontecerá "se alguém adoecer ou acontecer alguma coisa". [DN 22/04/2009]

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta." Os políticos vivem da sua imagem, do seu carácter. Depois de já ter confessado o voto contrário àquilo que defendia, quanto à lei do financiamento partidário, o Paulo Rangel ameaça entrar em queda livre, pois os media e os adversários políticos não irão ser tão graciosos, como foram quando o transformaram numa espécie de miúdo maravilha, no dia 7.

Agora, confrontado com o cenário de vitória do PSD nas legislativas, «não afast[a]» a possibilidade de abandonar o Parlamento Europeu. Percebendo-se, ainda, porque não respondeu a Ana Gomes. É que até pode não ter carácter, mas é fundamental que o pareça ter.

O que dirá o CDS se a hipótese da coligação pós-eleitoral for para a frente? Seguramente, aos berros: sim, Sra. Ministra!

Mas isto coloca uma séria dificuldade à Ferreira Leite. Afinal, ela também proferiu uma série afirmações absolutamente inequívocas em relação a este assunto. Será difícil justificar o regresso antecipado do Rangel quando se apregoa uma política nova de verdade e de seriedade.

Sisudos

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© CDS

A três meses das eleições legislativas, o CDS-PP apresenta hoje uma moção de censura o Governo.

Paralelamente, o PSD não afirma concretamente a forte possibilidade de coligação pós-eleitoral. Não afirma, mas firma hoje essa fortíssima possibilidade. Não a critico, mas prefiro que um partido seja absolutamente claro quanto a essa possibilidade, ainda que tenha de recorrer a cenários. É mais transparente e não dá tanto aquela ideia de que anda a brincar com legos. Políticas de verdade, dizem.

Do Federalismo Europeu

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The emblem of CoE: the European Flag
© Council of Europe

A campanha (morna) para as Eleições Europeias segue sem grandes sobressaltos que é como quem diz sem grande entusiasmo, prevendo-se níveis de abstenção verdadeiramente preocupantes. A discussão tem-se centrado nos temas nacionais, embora haja muito para discutir sobre os modelos de governação da União Europeia, num tempo em que os cidadãos estão de costas voltadas para Bruxelas.

Uma das questões fundamentais prende-se com a construção de uma Europa federal, desígnio fundamental para o aprofundamento das relações entre os Estados-membro, para o desenvolvimento da União Europeia e para (re)aproximar os cidadãos das instituições europeias. É imperioso substituir o modelo actual (em que um governo de Governos gere os destinos da Europa) por um governo dos cidadãos, eleito de forma directa por todos.

Quando questionado sobre esta matéria, Vital Moreira optou pela resposta mais diplomática, afirmando que «utilizar qualificações que são no mínimo polissémicas, no pior dos sentidos, não ajuda nada a qualificar a nossa posição. Obviamente, a União Europeia (UE) tem traços federalistas, mas não é um estado federal. Devemos ser prudentes e responsáveis quanto a configurar o futuro institucional da UE». Paulo Rangel, por seu turno, assumiu-se como federalista, não temendo os efeitos eleitorais da frontalidade discursiva em tempos de campanha eleitoral.

Já o PCP tem afirmado de forma consistente ao longo dos últimos anos que «rejeita sem hesitações o caminho federalista», posição em que é acompanhado, mas de forma inconsistente, pelo CDS-PP. O Bloco tem tido uma posição mais nebulosa, não assumindo directamente o federalismo mas sendo incessantemente rotulado de federalista pelos colegas da esquerda comunista.

Prós & Contras: A Saúde em Debate

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Confesso que não pude assistir a todo o debate, mas do que vi ressaltam alguns aspectos que considero essenciais:

1. O Secretário de Estado, Manuel Pizarro, estava melhor preparado que todos os outros intervenientes; Foi muito claro na justificação do avanço da integração do Hospital Pediátrico D. Estefânia no Hospital de Todos-os-Santos, do adiamento da introdução da prescrição unidose, na recusa do discurso irrealista das farmácias quanto aos medicamentos genéricos e na defesa das Unidades de Saúde Familiar.

2. A Deputada do CDS-PP Teresa Caeiro esteve mais preocupada em discutir política de café do que em preparar os dossiers. Falou da diferença de preços entre o medicamento "Sinvastatina" genérico e de marca quando tinham acabado de lhe explicar que 95% do mercado desse princípio activo corresponde precisamente a medicamentos genéricos; criticou o PS por não implementar uma medida que o Governo PSD/PP tinha retirado da legislação (precrição unidose); estava verdadeiramente empenhada em pôr os portugueses a pagar pelos impostos os hospitais privados.

3. O Deputado do PCP Bernardino Soares esteve melhor preparado que a deputada de direita mas não se percebeu qual é a estratégia do PCP para minimizar as onerações pagas directamente pelos portugueses em matéria de saúde e, simultaneamente, diminuir os custos da saúde para os contribuintes.

4. O Bastonário da Ordem dos Médicos foi claro e incisivo nas críticas aos partidos políticos, mas também na denúncia da cartelização do sector das farmácias.

5. Apesar das vendas de genéricos terem aumentado de 10 milhões de unidades em 2004 para 35 milhões de unidades em 2008, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) continua a afirmar, de forma autista, que o mercado está estagnado. Além disso, a ANF preferiu passar ao lado do tema da liberalização das farmácias, das margens de 40% de lucros e também do facto de deter interesses meramente económicos na indústria de genéricos.

Uma nota final para o argumento usado por uns e outros para justificar algumas medidas com um «acontece em países mais evoluídos...» A verdade é que esta afirmação não pode ser tida como argumento válido já que, como bem se percebe, há imensas práticas erradas em todos os países. Ou será que quando citou o exemplo do Canadá, a deputada Teresa Caeiro também se estava a referir à evolução das leis canadianas em termos de respeito pela família e pelo casamento civil?

O Caminho

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Com um Governo liderado por Paulo Portas, Portugal iniciaria uma nova expansão da Economia impulsionada pela indústria da reprografia.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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