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Legislativas 2009: Sondagens | 2

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Segundo a última sondagem conhecida, o Partido Socialista será o vencedor das próximas eleições legislativas com 33% do votos, seguido do PSD com uma votação na casa dos 30%. O Bloco de Esquerda é o terceiro partido mais votado com 12%, seguindo-se a CDU com 9,2% e o CDS-PP com 7%. Neste estudo de opinião, os votos noutros partidos, brancos e nulos atingem uma fasquia próxima dos 10%, o que, a verificar-se, seria inédito em termos de eleições legislativas.

Legislativas 2009: Sondagens

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Sondagem Legislativas
© DN

Legislativas 2009: Sondagem do Minho

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MFLPorto
© verdade

Segundo a sondagem que o Expresso divulga, o Minho vai virar à direita nas próximas eleições legislativas. Em Braga, o PSD deverá liderar a contagem dos votos, elegendo oito deputados; o PS garante sete mandatos e o oitavo será disputado com o CDS-PP que garante o deputado actual, mas poderá chegar aos dois dependendo da votação dos socialistas. CDU e Bloco de Esquerda elegem um deputado cada. De fora da Assembleia da República fica a Nova Democracia de Manuel Monteiro que não elegerá nenhum deputado de acordo com a sondagem do Expresso.

Em Viana do Castelo, vitória laranja com a eleição de três deputados. O PS fica-se pelos dois mandatos e o CDS-PP mantém o deputado actual.

Os Candidatos por Braga

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O quadro dos cabeças de lista por Braga começa a fica composto: o Partido Socialista recandidata António José Seguro, o PSD apresenta João de Deus Pinheiro, o CDS-PP candidata Telmo Correia, a CDU e o Bloco de Esquerda deverão apostar, respectivamente, em Agostinho Lopes e Pedro Soares.

Ainda que as eleições sejam nacionais, penso que esta iniciativa dos deputados PS por Braga é meritória e contribui para aproximar os eleitores dos eleitos. Fazer o balanço do trabalho ao longo da legislatura é o mínimo que se exige aqueles que representaram a região na Assembleia da República durante os últimos quatro anos.

A Data das Eleições

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Num país tão prolixo em caciques locais, não posso concordar com a ideia de juntar as eleições legislativas e autárquicas na mesma data. A democracia nacional não tem maturidade suficiente para que as matérias se misturem sem se misturarem e o argumento da poupança não me convence. Ao contrário do que se diz, as subvenções aos partidos custam exactamente o mesmo ao erário público quer as eleições se realizem na mesma data ou em datas separadas e, por outro lado, se o objectivo é poupar então a opção mais barata é mesmo não fazer eleições.

Partidos: PS, PSD, PCP, BE, CDS, Os Verdes.

Do Federalismo Europeu

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The emblem of CoE: the European Flag
© Council of Europe

A campanha (morna) para as Eleições Europeias segue sem grandes sobressaltos que é como quem diz sem grande entusiasmo, prevendo-se níveis de abstenção verdadeiramente preocupantes. A discussão tem-se centrado nos temas nacionais, embora haja muito para discutir sobre os modelos de governação da União Europeia, num tempo em que os cidadãos estão de costas voltadas para Bruxelas.

Uma das questões fundamentais prende-se com a construção de uma Europa federal, desígnio fundamental para o aprofundamento das relações entre os Estados-membro, para o desenvolvimento da União Europeia e para (re)aproximar os cidadãos das instituições europeias. É imperioso substituir o modelo actual (em que um governo de Governos gere os destinos da Europa) por um governo dos cidadãos, eleito de forma directa por todos.

Quando questionado sobre esta matéria, Vital Moreira optou pela resposta mais diplomática, afirmando que «utilizar qualificações que são no mínimo polissémicas, no pior dos sentidos, não ajuda nada a qualificar a nossa posição. Obviamente, a União Europeia (UE) tem traços federalistas, mas não é um estado federal. Devemos ser prudentes e responsáveis quanto a configurar o futuro institucional da UE». Paulo Rangel, por seu turno, assumiu-se como federalista, não temendo os efeitos eleitorais da frontalidade discursiva em tempos de campanha eleitoral.

Já o PCP tem afirmado de forma consistente ao longo dos últimos anos que «rejeita sem hesitações o caminho federalista», posição em que é acompanhado, mas de forma inconsistente, pelo CDS-PP. O Bloco tem tido uma posição mais nebulosa, não assumindo directamente o federalismo mas sendo incessantemente rotulado de federalista pelos colegas da esquerda comunista.

Prós & Contras: A Saúde em Debate

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Confesso que não pude assistir a todo o debate, mas do que vi ressaltam alguns aspectos que considero essenciais:

1. O Secretário de Estado, Manuel Pizarro, estava melhor preparado que todos os outros intervenientes; Foi muito claro na justificação do avanço da integração do Hospital Pediátrico D. Estefânia no Hospital de Todos-os-Santos, do adiamento da introdução da prescrição unidose, na recusa do discurso irrealista das farmácias quanto aos medicamentos genéricos e na defesa das Unidades de Saúde Familiar.

2. A Deputada do CDS-PP Teresa Caeiro esteve mais preocupada em discutir política de café do que em preparar os dossiers. Falou da diferença de preços entre o medicamento "Sinvastatina" genérico e de marca quando tinham acabado de lhe explicar que 95% do mercado desse princípio activo corresponde precisamente a medicamentos genéricos; criticou o PS por não implementar uma medida que o Governo PSD/PP tinha retirado da legislação (precrição unidose); estava verdadeiramente empenhada em pôr os portugueses a pagar pelos impostos os hospitais privados.

3. O Deputado do PCP Bernardino Soares esteve melhor preparado que a deputada de direita mas não se percebeu qual é a estratégia do PCP para minimizar as onerações pagas directamente pelos portugueses em matéria de saúde e, simultaneamente, diminuir os custos da saúde para os contribuintes.

4. O Bastonário da Ordem dos Médicos foi claro e incisivo nas críticas aos partidos políticos, mas também na denúncia da cartelização do sector das farmácias.

5. Apesar das vendas de genéricos terem aumentado de 10 milhões de unidades em 2004 para 35 milhões de unidades em 2008, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) continua a afirmar, de forma autista, que o mercado está estagnado. Além disso, a ANF preferiu passar ao lado do tema da liberalização das farmácias, das margens de 40% de lucros e também do facto de deter interesses meramente económicos na indústria de genéricos.

Uma nota final para o argumento usado por uns e outros para justificar algumas medidas com um «acontece em países mais evoluídos...» A verdade é que esta afirmação não pode ser tida como argumento válido já que, como bem se percebe, há imensas práticas erradas em todos os países. Ou será que quando citou o exemplo do Canadá, a deputada Teresa Caeiro também se estava a referir à evolução das leis canadianas em termos de respeito pela família e pelo casamento civil?

Fascismo Nunca Mais

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«Vítor Mesquita, Luís Magalhães e Luís Rosa, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), estão a ser alvo de inquéritos internos instaurados pelo PCP, partido de que são militantes, por não terem apoiado a lista B nas eleições do Sitava que decorreram a 19 de Março.» [Público]

Um partido que não admite que os seus militantes defendam propostas alternativas é uma congregação de ortodoxos que ainda não percebeu o verdadeiro significado do 25 de Abril.
"Mi vida en tus manos", um filme de Nuno Beato

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