Transportes no Minho: Que Futuro?

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Barcelona
© So Cal Metro

Ao longo dos últimos anos, o debate cívico em torno dos transportes públicos no Minho tem sido mais intenso que nunca, paixão só comparável aos anos em que se discutiam os planos de implementação da ferrovia no Norte do país.

Em primeiro, a petição lançada pelo blogue Avenida Central sobre o regresso de um transporte urbano sobre carris à cidade de Braga, proposta que foi debatida na Assembleia e no Executivo municipais e cuja necessidade foi corroborada no Estudo de Mobilidade apresentado pelo município sem que quaisquer outros avanços sejam conhecidos por parte da gestão socialista da câmara;

Em segundo, o surgimento da associação Comboios XXI que levou as suas ideias até à Assembleia da República na defesa de um melhor serviço nas ligações ferroviárias entre Braga e o Porto, objectivo parcialmente alcançado com alguns anúncios de melhorias pontuais em resposta às exigências dos cidadãos;

Em terceiro, o movimento cívico e político que se reúne em torno da ideia de construir uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães, com paragem mais que necessária no AvePark das Taipas, mas ainda sem apoio assumido de nenhum dos principais partidos políticos;

Em quarto, o projecto de construção do comboio de alta velocidade no Minho, com paragem garantida na cidade de Braga, uma proposta que o Partido Socialista sustenta nas próximas eleições legislativas e que tem a oposição declarada da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite;

Em quinto, a modernização da linha do Minho até Viana do Castelo para reduzir os tempos de viagem até Nine e ao Porto e a possível reactivação da concordância de Nine que permitiria ligações directas entre o eixo Viana-Barcelos e a cidade de Braga.

De todas as propostas debatidas ao longo dos último anos, nenhuma está em fase avançada de concretização e, muitas delas, nunca saíram do plano dos anúncios, das intenções, das conferências de imprensa simpáticas ou dos comentários agradáveis. É, pois, tempo de (re)definir estratégias com toda a clareza do mundo. O que pensam, afinal, os partidos e os candidatos sobre estas propostas concretas?

11 comentários:

  1. ...E nós a "ber passar os quimbóios"

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  2. Estas eleições que se aproximam (legislativas)sao muito engraçadas todos nos votamos no primeiro ministro mas estas eleições servem para escolhermos os deputados e não os lideres dos partidos que concorrem nos seus respectivos círculos eleitorais, tendo isto em conta e ainda o facto de os candidatos por braga (como pela maior parte dos concelhos) pouco ou mesmo nada nos dizem respeito e menos ainda defendem os nossos interesses na assembleia, penso portanto que uma forma de isto mudar não é aumentar a abstenção que isso só faz com que transmita desinteresse masque os bracarenses votem mas que votem de plena consciência, que no meu caso é e branco porque nenhum deles defende os projectos para a cidade (nem os conhece) como os descritos no post

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  3. É com muito agrado que se vê a participação da sociedade civil na procura de soluções para melhorar a região.

    Para o MEP, em relação a todos os pontos, com excepção do quarto, defende que para cuidar da sustentabilidade ambiental exista um plano nacional para os transportes público e que seja feita uma planificação integrada entre a expansão urbana e os transportes públicos.

    Isto significa que os planos de ordenamento das cidades têm de integrar os transportes, em que o transporte urbano sobre carris pode ser uma excelente opção.
    Isto implica também a transferência para as Associações de Municípios, ou CCR a responsabilidade da rede local de transportes, entidades que podem avaliar e planear a ligação Guimarães - Braga.

    A melhoria da linha do Minho entre Viana e Nine é uma necessidade, quer para a sua viabilidade económica quer para o incremento do uso do comboio nesta região, basta comparar o tempo que demora fazer a viagem entre Barcelos e o Porto de autocarro ou de comboio.

    Com esta melhoria, na linha do Minho, a construção do comboio de alta velocidade não faz sentido nos próximos anos.

    Estas propostas estão disponíveis em www.mep.pt

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  4. No que aos carris diz respeito, neste país não há vontade política além de Lisboa, Coimbra e Porto. O resto do país, com linhas antigas e lindíssimas, fecha-se tudo e fazem-se ciclovias inúteis e estradas, ou caras ou de merda. Foi assim em Bragança na década de 90 quando lhes ROUBARAM o comboio e ofereceram o IP4. Outro exemplo é a zona de Basto, onde o comboio foi trocado pela A7, caríssima e sem saída para Celorico ou Mondim. Enfim, uma vergonha pegada e impune.

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  5. Já era mais que tempo de modernizar a Linha do Minho no sentido daquilo que foi feito na Linha de Braga! Electrificação, linha dupla, composições modernas e um horário consentâneo com a vida das pessoas. O Alto Minho merece este pólo dinamizador.

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  6. Claro que não houve avanços após o estudo de mobilidade.

    Aquilo não era um estudo de mobilidade. Na melhor das hipoteses poderia ser uma ferramenta de apoio de um estudo de mobilidade.

    A concordancia em Nine era algo perfeito, e ficaria mais barato do que uma eventual linha entre Barcelos e Braga.

    O importante é os movimentos civicos não baixarem os braços!!!

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  7. fantástico! bora lá perguntar ao albicastrense António José Seguro e ao alfacinha João de Deus Pinheiro o que eles pensam do assunto :->

    o politicamente correcto é absolutamente ridículo.

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  8. Um Plano Nacional de Transportes devia incluir todas as sugestões referidas, tendo por objectivo servir a população,proteger o ambiente e reduzir custos sem descurar o serviço público a prestar.Na verdade preocuparam-se os governantes em encerrar vias férreas, porque não rentáveis,inseguras e sem que fossem modernizadas, depois foram oferecendo autopistas como rebuçado para as populações e céleres íam destruindo as classes ferroviárias que ao longo dos anos prestaram manutenção nessas linhas, enquanto entregavam a Empreiteiros pouco conhecedores da arte, a manutenção e reparação de vias.Hoje temos menos caminho de Ferro e provávelmente mais técnicos ao serviço duma Empresa que sendo grande já foi uma GRANDE EMPRESA.

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  9. iNVESTIR EM LINHAS fÉRREAS QUE SIRVAM O INTERIOR E AS POPULAÇÕES mal servidas de comunicações, parece ser o DEVER de qualquer Governo.Na verdade não consta os dignos responsáveis da CP utilizem os comboios nas suas deslocações ao interior, eles bem sabem o serviço que prestam.Pelo contrario são milhões os trabalhadores que utilizam o comboio, mesmo em tempo de férias.Alguem dúvida das vantagens deste transporte, quando devidamente organizado, com ligações previstas, com horários compatíveis com empregos e pontualidade?Há cidadãos que utilizam uma vida inteira o comboio e recusam mesmo utilizar outro tipo de transporte.Outros ficaram desiludidos quando a CP deixou de efectuar despachos de mercadorias em pequena quantidade...outra opção da nossa geração.Fechar linhas e estações, abandonar edifícios, retirar WC de comboios e estações, reduzir de forma excessiva o pessoal, acabar com categorias e formação adequada a diversas tarefas,entregar obras a empreiteiros,dividir a quinta em pequenas leiras e colocar em cada uma inúmeros mandantes...foi a política seguida, neste belo País nos últimos Anos e principalmente na CP.Procurem analisar e fácilmente concluem não haver exagero de opinião.

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  10. Isso já está tudo no PROT-N que está em discussão...
    http://consulta-prot-norte.inescporto.pt/plano-regional

    Mais propriamento na zona das acessilidades:
    http://consulta-prot-norte.inescporto.pt/plano-regional/relatorio-do-plano/relatorios-tematicos-de-caracterizacao-e-diagnostico/PROT-N%20-%20ACESSIBILIDADES-APB.pdf


    O problema do Distrito é estar na mesma região do Porto, a NUTS II Norte, sem existirem cotas de investimento.
    Quando impingirem a regionalização então também ao nível dos investimentos nacionais estaremos subjugados ao Porto.
    Como tal vamos ser e já estamos a ser transformados, em apenas um arredor do Porto, porque os políticos do Minho só comem gelados com a testa e dão de comer aos amigalhotes...
    E não vejo nem o MM nem o Ricardo Rio com intervenções afrontadoras do "Monopólio" feito a Norte pelo Porto.

    O espectacular Hospital Central e Universitário anunciado para Braga, o qual esperamos desde 1978, afinal custará quase metade do que está a ser feito para Gaia-Espinho, e ainda estão a fazer o de PVarzim-VConde. Serão 185,4M€ vs 422M€... afinal apesar da espera de 30 anos, os Hospitais que nem centrais são recebem mais do dobro que o dito central de Braga...
    http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Ficheiros/Noticias/Desenvolvimento%20Unidades%20Hospitalares%20Regi%C3%A3o%20Norte%20-%20Ap.pdf

    Só não vê quem não quer...
    O IC Braga-Monção e o IP Braga-Chaves ficam na gaveta, com melhorias apenas das EN.
    Enquanto fazem a majestosa CREP, enquanto fizeram a A7, o novo troço da A28 e o IC28 e a Variante à N14 só até Famalicão, tudo com o intuito de centralizar no Porto, e destruir a única sombra da região ...Braga, retirando-lhe a sua AI, e colocando-a até em inferioridade perante centralidades muito menores.

    Quem tem feito e distribuído os fundos são profissionais, que sabem muito bem, o que querem fazer e como o fazer.

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  11. Profissionais da Política com interesses bem localizados.Grandes investimentos para Lisboa e alguns para o Porto e depois anuncia-se o TGV a parar em Braga, desvio de rota, mas com uma paragem em menos de 50Kms? TGV/AV...bem à portuguesa,quando temos linha Férrea junto ao litoral e depois passando por Barcelos, Viana, Caminha e Valença, onde circulam poucos comboios não servindo sequer razoávelmente as populações.Uma ida de Braga a Viana ou mesmo a Barcelos de comboio pode demorar cerca de duas horas,com o actual plano de horários da CP. Terá isto lógica? pretendem servir quem?

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